Author: Make.com Service User

  • Como proteger proxies abertos no seu ambiente AWS

    O que é um proxy aberto e por que isso importa na AWS

    Um proxy aberto é um servidor que encaminha tráfego de internet em nome de usuários sem exigir nenhum tipo de autenticação. Em teoria, proxies têm usos legítimos — balanceamento de carga, cache de conteúdo, filtragem de tráfego. O problema começa quando esses serviços ficam expostos sem controles de acesso: qualquer pessoa na internet pode utilizá-los, inclusive agentes mal-intencionados que querem esconder sua identidade ou origem.

    No contexto da Amazon Web Services (AWS), proxies abertos surgem com frequência a partir de configurações incorretas em instâncias do Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2), containers ou recursos de computação como funções do AWS Lambda. Esses recursos acabam expondo funcionalidades de proxy sem os devidos controles — muitas vezes sem que o time de infraestrutura perceba.

    Tipos comuns de proxy aberto

    Entender as variações de proxy ajuda a identificar onde a exposição pode ocorrer. Os tipos mais comuns são:

    • Proxies HTTP: encaminham requisições HTTP para servidores web. São úteis para gerenciamento de tráfego web, mas se ficarem desprotegidos, tornam-se uma porta de entrada fácil.
    • Proxies SOCKS: suportam uma gama mais ampla de tipos de tráfego, o que também amplia o potencial de uso indevido.
    • Proxies transparentes: interceptam tráfego sem que o cliente saiba, geralmente usados para filtragem de conteúdo. Quando mal configurados, viram um passivo de segurança.
    • Proxies reversos: auxiliam no roteamento interno. Se expostos indevidamente, podem ser explorados por usuários não autorizados.

    Riscos concretos para o seu ambiente AWS

    Quando a infraestrutura AWS hospeda um proxy aberto, as consequências vão além de um simples problema técnico. A AWS aponta os principais riscos:

    • Reputação do IP comprometida: agentes maliciosos podem usar seus recursos para atividades como envio de spam, tentativas de intrusão e ataques de negação de serviço (DoS — Denial of Service). Isso pode resultar na inclusão do seu endereço IP em listas de bloqueio de serviços de segurança e sistemas de reputação, afetando diretamente suas operações legítimas.
    • Custos inesperados: quando terceiros utilizam sua largura de banda e capacidade computacional sem autorização, a conta no final do mês pode surpreender negativamente.
    • Alertas e sobrecarga operacional: os padrões de tráfego gerados pelo abuso de proxies podem acionar os sistemas de monitoramento de segurança da AWS, criando trabalho extra para investigar e responder a esses alertas.
    • Instabilidade nos workloads legítimos: o tráfego não autorizado compete por recursos com suas aplicações críticas, podendo degradar a performance ou causar problemas de disponibilidade para seus clientes.

    Como implementar controles de segurança

    A AWS apresenta uma abordagem abrangente para proteger a infraestrutura de proxy. As recomendações estão organizadas em cinco frentes principais.

    Controle de acesso

    O primeiro passo é restringir quem pode se conectar ao proxy. Isso significa configurar os serviços para aceitar conexões apenas de faixas de endereços IP conhecidos e confiáveis.

    • Para o Elastic Load Balancing (ELB), limite o acesso por IP de origem e adicione autenticação aos proxies posicionados atrás dos balanceadores.
    • No Amazon Elastic Kubernetes Service (Amazon EKS), ao criar novas instâncias, restrinja o acesso ao balanceador em cada instância. Se as instâncias não tiverem IPs públicos, basta limitar o acesso ao balanceador. Se tiverem IPs públicos, é preciso restringir o acesso a esses endereços diretamente.
    • Sempre que possível, use os endpoints de Nuvem Privada Virtual (VPC — Virtual Private Cloud) do AWS PrivateLink para fornecer conectividade privada aos serviços AWS sem expô-los à internet.
    • Implante os serviços de proxy em sub-redes privadas com acesso de saída controlado via gateways NAT ou outros canais gerenciados.
    • Para recursos do Amazon EC2 e do Amazon Lightsail, atualize o grupo de segurança associado para bloquear o acesso público à internet. A proteção do proxy exige que você limite o acesso a IPs específicos ou implemente autenticação no endpoint.

    Autenticação e autorização

    Ative a autenticação no software de proxy e use credenciais fortes, certificados ou integração com o AWS Identity and Access Management (IAM) e o AWS Directory Service. Aplique políticas de IAM com o princípio do menor privilégio, garantindo que cada usuário tenha acesso apenas ao que precisa para realizar suas tarefas. Essa abordagem reduz o impacto potencial de um comprometimento de credenciais e mantém a rastreabilidade dos acessos.

    Monitoramento e detecção

    Para detectar atividades suspeitas, a AWS recomenda configurar os Logs de Fluxo do Amazon Virtual Private Cloud (Amazon VPC), o AWS CloudTrail e o Amazon GuardDuty. Além disso, configure alarmes no Amazon CloudWatch para ser notificado sobre padrões de tráfego anormais que possam indicar uso não autorizado dos seus serviços de proxy. Essas ferramentas juntas oferecem visibilidade sobre o tráfego de rede e ajudam a distinguir uso legítimo de atividade suspeita.

    Boas práticas de implantação

    Algumas práticas complementam os controles anteriores e reduzem ainda mais a superfície de ataque:

    • Use HTTPS para o tráfego do ELB, protegendo os dados em trânsito.
    • Restrinja os grupos de segurança às portas estritamente necessárias.
    • Integre o AWS WAF aos balanceadores para filtrar tráfego web com base em regras definidas por você.
    • Utilize o AWS Network Firewall para capacidades avançadas de filtragem de tráfego.
    • Para APIs, implante o Amazon API Gateway com controles de autenticação e autorização para gerenciar o acesso aos serviços de backend. Essa abordagem em camadas protege a infraestrutura em múltiplos pontos do fluxo de tráfego.

    Avaliações regulares de segurança

    Segurança não é uma configuração única — é um processo contínuo. A AWS recomenda executar o Amazon Inspector para identificar configurações incorretas na infraestrutura e usar o AWS Security Hub para centralizar os achados de segurança de todo o ambiente AWS. Testes de penetração realizados conforme a política da AWS também são indicados para descobrir vulnerabilidades antes que possam ser exploradas.

    Planejamento de resposta a incidentes

    Automatize a remediação com regras do AWS Config e com o recurso de Automação do AWS Systems Manager para responder rapidamente a eventos de segurança. Mantenha runbooks de resposta a incidentes com passos claros para lidar com situações relacionadas a proxies, e descomissione recursos inativos que possam se tornar passivos de segurança. Procedimentos documentados e respostas automatizadas reduzem o tempo entre detecção e remediação, minimizando o impacto de incidentes nas operações.

    O que você ganha ao proteger seus proxies corretamente

    Implementar essas medidas traz benefícios diretos e tangíveis para o ambiente AWS:

    • Proteção da reputação do IP: mantém a confiança dos clientes e evita que serviços de segurança bloqueiem seu tráfego legítimo. Com uma reputação positiva, suas comunicações chegam aos destinatários sem interferência.
    • Controle de custos: impede que usuários não autorizados consumam seus recursos AWS e gerem cobranças inesperadas. Restringindo o acesso a usuários e casos de uso legítimos, os custos se tornam previsíveis e alinhados às necessidades do negócio.
    • Estabilidade operacional: reduz o risco de interrupções causadas pelo abuso da infraestrutura de proxy. Quando os recursos são dedicados a servir clientes legítimos, é possível entregar performance e disponibilidade consistentes.
    • Visibilidade aprimorada: o monitoramento adequado dos padrões de tráfego ajuda a identificar tanto o uso legítimo quanto possíveis ameaças, permitindo decisões mais informadas sobre planejamento de capacidade, melhorias de segurança e otimizações operacionais.

    Responsabilidade compartilhada entra em cena

    Vale lembrar que, sob o modelo de responsabilidade compartilhada da AWS, a configuração e manutenção desses controles de segurança são responsabilidade do cliente. A AWS fornece a infraestrutura segura subjacente — mas a proteção dos serviços que rodam sobre ela depende de quem os opera. Proxies abertos são, em grande parte, um problema de configuração, e portanto estão no lado do cliente nessa equação.

    Seguir as orientações descritas neste guia permite construir uma postura de segurança robusta que protege a infraestrutura de proxy sem comprometer as necessidades legítimas do negócio.

    Fonte

    Securing open proxies in your AWS environment (https://aws.amazon.com/blogs/security/securing-open-proxies-in-your-aws-environment/)

  • Amazon Quick agora gera dashboards a partir de comandos em linguagem natural

    O que mudou no Amazon Quick

    A AWS anunciou uma atualização relevante para o Amazon Quick: agora é possível gerar dashboards completos simplesmente descrevendo o que você quer, em linguagem natural. A funcionalidade se chama Generate Analysis e representa uma mudança significativa na forma como analistas e times de dados constroem seus painéis de visualização.

    Como o Generate Analysis funciona

    O fluxo é direto: o usuário descreve o dashboard que deseja criar, seleciona até três conjuntos de dados e revisa um plano editável antes de confirmar a geração. A partir daí, o Amazon Quick produz automaticamente:

    • Planilhas organizadas com visuais selecionados de acordo com os dados fornecidos
    • Controles de filtro para explorar diferentes dimensões da informação
    • Campos calculados prontos, como crescimento ano a ano e comparações mês a mês

    Um exemplo prático dado pela própria AWS: ao descrever “crie um dashboard de desempenho de vendas com tendências de receita, comparações regionais e crescimento mês a mês”, o sistema entrega um painel já estruturado e pronto para refinamento.

    O impacto no dia a dia de quem trabalha com dados

    O que antes demandava horas de configuração manual agora pode ser concluído em minutos. Isso é especialmente relevante para equipes que precisam iterar rapidamente sobre análises ou que não têm um analista dedicado para montar cada painel do zero.

    O resultado gerado é totalmente compatível com os fluxos de trabalho já existentes no Amazon Quick, incluindo publicação, incorporação em outras aplicações, pipelines de Integração Contínua/Entrega Contínua (CI/CD) e edição visual sem código.

    Disponibilidade e acesso

    No lançamento, o Generate Analysis está disponível para usuários com assinatura Enterprise ou plano Author Pro. Além disso, usuários Author têm acesso promocional à funcionalidade até dezembro de 2026 como parte do Amazon Quick Enterprise, desde que a organização não tenha restringido o acesso.

    O recurso já está em disponibilidade geral (GA) em todas as regiões AWS onde o Amazon Quick está disponível.

    Como começar

    Para experimentar, basta abrir qualquer conjunto de dados no Amazon Quick e selecionar a opção Generate analysis. Para se aprofundar, a AWS disponibiliza documentação detalhada sobre como gerar uma análise com prompts em linguagem natural no Guia do Usuário do Amazon Quick.

    Fonte

    Amazon Quick generates dashboards from natural language prompts (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/05/amazon-quick-generates-analyses-from-natural-language-prompts/)

  • CloudTroop Weekly #010 — 2026-w18





    CloudTroop Weekly #010 — 2026-w18

    3 de maio de 2026

    Resumo da Semana

    A semana consolidou IA agêntica como pauta de produção no Brasil: o Bedrock AgentCore chegou a São Paulo com suporte a redes privadas via Gateway, reduzindo latência e atendendo requisitos de residência de dados. Em paralelo, a AWS reforçou a base de segurança que sustenta esses agentes — criptografia pós-quântica no Secrets Manager, rastreamento automático de chaves no KMS e novos vetores de ataque documentados no TTC. Identidade ganhou destaque com ABAC via session tags e correção no IAM Roles Anywhere. O recado é claro: colocar agentes em produção exige governança sólida desde o início.

    O que muda na prática

    • Agentes de IA podem rodar em São Paulo conectados a APIs e bancos privados sem expor tráfego à internet, viabilizando casos de uso corporativos com compliance local.
    • Secrets Manager e KMS passam a oferecer proteção pós-quântica e rastreamento de uso por padrão — auditorias manuais de chaves inativas e segredos expostos perdem justificativa.
    • O catálogo de ameaças AWS (TTC) foi atualizado com vetores reais via Cognito, AMI e IAM roles, o que exige revisão imediata das regras de detecção no SOC.

    Ações da semana

    • Acesse o AWS Secrets Manager e verifique se a criptografia pós-quântica está ativa nos seus segredos críticos — a mudança não exige alteração de código e pode ser feita hoje.
    • Revise as regras de detecção do seu SIEM ou GuardDuty com base nas novas técnicas do TTC (Cognito, AMI e IAM roles) e adicione alertas para os vetores ainda não cobertos.

    Top 10 da Semana

    1

    Amazon Bedrock AgentCore disponível em São Paulo

    Clientes brasileiros podem agora rodar agentes de IA com menor latência e atender requisitos de residência de dados sem sair da região local.

    Para quem: Arquitetos e engenheiros de IA que desenvolvem soluções para o mercado brasileiro com requisitos de compliance e latência.

    IA agêntica, compliance

    2

    Novas técnicas de ameaça AWS: Cognito, AMI e IAM roles

    O TTC atualizado documenta vetores reais de ataque que exploram comportamentos legítimos da AWS, exigindo revisão imediata de controles de detecção.

    Para quem: Equipes de segurança, cloud security engineers e analistas de SOC que monitoram ambientes AWS.

    Segurança, ameaças

    3

    AWS KMS rastreia automaticamente o último uso de chaves

    Elimina auditoria manual de chaves inativas e adiciona proteção contra exclusão acidental via condition key de política, fortalecendo governança de criptografia.

    Para quem: Engenheiros de segurança e equipes de compliance responsáveis por gestão de chaves e auditoria de criptografia.

    Segurança, criptografia

    4

    Framework AWS para migrar LLMs em produção em dias

    Oferece processo padronizado para trocar modelos de linguagem em produção avaliando custo, latência e qualidade, reduzindo risco operacional de migrações de IA.

    Para quem: Engenheiros de ML e arquitetos de IA que precisam atualizar ou substituir LLMs em aplicações generativas já em produção.

    IA generativa, MLOps

    5

    ABAC com session tags no IAM Identity Center e Entra ID

    Permite permissões contextuais e dinâmicas via federação com provedores externos, eliminando gestão de usuários IAM individuais em escala.

    Para quem: Engenheiros de identidade e segurança que gerenciam acesso federado em ambientes AWS com múltiplas contas.

    IAM, identidade

    6

    RFT com LLM-as-a-Judge: Nova Lite supera Claude Sonnet

    Demonstra com caso real que modelos menores ajustados por reforço superam modelos maiores em domínios específicos, reduzindo custo de inferência em produção.

    Para quem: Engenheiros de ML e cientistas de dados que buscam otimizar qualidade e custo de modelos de linguagem para casos de uso verticais.

    Fine-tuning, LLM

    7

    Secrets Manager habilita criptografia pós-quântica por padrão

    Protege segredos contra ataques 'coleta agora, decifra depois' sem mudança de código, tornando a ação imediata e de baixo esforço para qualquer equipe.

    Para quem: Engenheiros de segurança e arquitetos responsáveis por gestão de segredos e estratégia de criptografia de longo prazo.

    Segurança, criptografia

    8

    CloudFront suporta WebSocket para origens privadas em VPC

    Aplicações em tempo real podem ficar totalmente em sub-redes privadas com proteção DDoS integrada, sem custo adicional e sem expor servidores à internet.

    Para quem: Arquitetos de soluções e engenheiros que desenvolvem aplicações real-time com requisitos de segurança de rede e baixa latência.

    Rede, segurança

    9

    Bedrock AgentCore Gateway: acesso seguro a recursos privados

    Resolve o problema crítico de conectar agentes de IA a APIs internas e bancos de dados sem expor tráfego à internet, com suporte a EKS e API Gateway privado.

    Para quem: Engenheiros de plataforma e arquitetos que integram agentes de IA a sistemas corporativos em redes privadas.

    IA agêntica, rede

    10

    IAM Roles Anywhere aplica políticas VPC à API CreateSession

    Fecha lacuna de controle granular no IAM Roles Anywhere, garantindo que políticas de endpoint privado cubram todas as operações críticas de forma consistente.

    Para quem: Engenheiros de segurança que usam IAM Roles Anywhere para workloads híbridos ou on-premises integrados à AWS.

    IAM, segurança


  • FreeRTOS 202604 LTS disponível com segurança aprimorada e suporte a MQTT v5.0

    Nova versão LTS do FreeRTOS chega com foco em segurança e protocolos modernos

    A AWS anunciou a disponibilidade do FreeRTOS 202604 LTS, nova versão de Suporte de Longo Prazo (LTS) do sistema operacional de tempo real open-source voltado para dispositivos embarcados. A versão garante estabilidade de funcionalidades, atualizações de segurança e correções de bugs críticos por dois anos, sendo uma referência importante para desenvolvedores de sistemas embarcados e fabricantes de dispositivos de Internet das Coisas (IoT).

    A release endereça desafios centrais do ecossistema embarcado: segurança de memória, qualidade de código e suporte a protocolos modernos. A seguir, os principais destaques desta versão.

    Kernel FreeRTOS v11.3.0: novos ports e proteção de memória mais flexível

    O kernel FreeRTOS na versão v11.3.0 traz novos ports de hardware, hardening de segurança e suporte expandido à Unidade de Proteção de Memória (MPU). Uma mudança relevante é a redução do número de regiões MPU ocupadas pelo próprio FreeRTOS, liberando mais regiões de hardware para que os desenvolvedores possam implementar proteções de memória específicas para suas aplicações. Isso dá mais controle e flexibilidade para quem trabalha com ambientes com recursos limitados.

    coreMQTT v5.0.2: suporte ao protocolo MQTT v5.0

    O coreMQTT v5.0.2 passa a suportar o protocolo MQTT v5.0, trazendo recursos como topic aliases (aliases de tópico) — úteis para dispositivos com largura de banda restrita — e padrões de requisição/resposta para aplicações IoT interativas. Essa atualização abre caminho para arquiteturas de comunicação mais eficientes e expressivas em projetos embarcados conectados.

    coreSNTP v2.0.0: preparado para o ano 2038

    O coreSNTP v2.0.0 chega com uma atualização estratégica: preparação para o problema do ano 2038. Dispositivos implantados hoje poderão validar certificados TLS e registrar timestamps de forma correta ao longo de toda a sua vida útil operacional, sem risco de falhas relacionadas ao estouro do contador de tempo Unix de 32 bits.

    Bibliotecas verificadas: segurança de memória e conformidade MISRA-C

    Esta versão LTS inclui bibliotecas verificadas quanto à segurança de memória e conformidade com o padrão MISRA-C, um conjunto de diretrizes amplamente adotado em sistemas críticos e embarcados. O resultado é maior robustez, portabilidade e confiabilidade nas aplicações desenvolvidas com o FreeRTOS.

    Migração e suporte estendido

    Para quem precisa atualizar projetos existentes, guias de migração detalhados estão disponíveis para o coreMQTT e o coreSNTP, facilitando a transição para o FreeRTOS 202604 LTS.

    Projetos que ainda dependem da versão LTS anterior e precisam de correções críticas após o fim do suporte podem contar com o Plano de Manutenção Estendida do FreeRTOS.

    Para saber mais, acesse a página oficial do FreeRTOS LTS ou explore o repositório GitHub do FreeRTOS LTS.

    Fonte

    FreeRTOS 202604 LTS now available with enhanced security and MQTT v5.0 (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/04/freertos-lts/)

  • OpenSearch UI agora suporta acesso a dados entre regiões AWS

    O que foi anunciado

    A AWS anunciou que o OpenSearch UI agora oferece suporte a acesso de dados entre regiões (cross-region), permitindo que usuários acessem domínios OpenSearch hospedados em diferentes Regiões AWS diretamente de uma única aplicação OpenSearch UI. Combinado com o acesso entre contas (cross-account) lançado anteriormente neste ano, agora é possível consultar dados ou construir dashboards em domínios OpenSearch em combinações flexíveis de contas e Regiões — sem precisar trocar de endpoint ou replicar dados.

    Configurações suportadas

    O acesso cross-region está disponível para domínios OpenSearch hospedados tanto em configurações públicas quanto em configurações de Nuvem Privada Virtual (VPC). Isso garante que equipes com diferentes arquiteturas de rede possam aproveitar o recurso sem restrições de topologia.

    Benefícios práticos para equipes distribuídas

    Com o acesso cross-region, equipes conseguem construir fluxos de trabalho centralizados de análise, busca e observabilidade em implantações distribuídas globalmente — mantendo os dados no lugar de origem. Isso traz vantagens concretas:

    • Atendimento a requisitos de residência de dados (data residency), pois os dados não precisam sair de suas Regiões originais;
    • Redução de custos com tráfego de saída entre Regiões (inter-region egress);
    • Preservação das características de latência e disponibilidade de cada Região.

    Integração com replicação entre clusters

    Para quem já utiliza replicação entre clusters (cross-cluster replication), o novo recurso traz uma vantagem adicional: agora é possível consultar tanto o domínio primário quanto o domínio réplica diretamente de uma única aplicação OpenSearch UI, sem precisar alternar entre interfaces.

    Combinação com acesso entre contas

    O acesso cross-region pode ser combinado com o acesso cross-account, o que significa que uma única aplicação OpenSearch UI consegue se conectar a domínios em contas diferentes, em Regiões diferentes, ou nas duas situações ao mesmo tempo — oferecendo máxima flexibilidade para arquiteturas complexas e ambientes multi-conta.

    Autenticação suportada

    O recurso é compatível com dois mecanismos de autenticação de usuários finais: IAM (Gerenciamento de Identidade e Acesso — Identity and Access Management) e IAM Identity Center, garantindo integração com os fluxos de controle de acesso já existentes nas organizações.

    Disponibilidade

    O acesso cross-region a domínios OpenSearch já está disponível em todas as Regiões AWS onde o OpenSearch UI está presente. Para aprofundar o entendimento técnico, a AWS disponibiliza a documentação completa no Guia do Desenvolvedor do Amazon OpenSearch Service: Acesso cross-region a domínios OpenSearch.

    Fonte

    OpenSearch UI supports cross-region data access to OpenSearch domains (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/05/opensearch-ui-cross-region-data-access-domains/)

  • Melhoria de postura de segurança na era da IA

    O contexto: IA acelerou o jogo, mas os fundamentos continuam sendo a base

    Há poucas semanas, a Anthropic anunciou o modelo Claude Mythos Preview e lançou o Project Glasswing em parceria com a AWS e outras organizações de referência no setor. O movimento gerou bastante debate sobre o futuro da cibersegurança e o que o avanço contínuo dos modelos de fundação significa para as empresas na prática.

    Nesse contexto, a AWS publicou um artigo destacando um ponto central: independentemente de onde a IA vai chegar, as organizações que não tiverem os fundamentos de segurança bem estabelecidos simplesmente não conseguirão reagir com agilidade às mudanças. E velocidade de resposta, na segurança, é tudo.

    Para quem quiser se aprofundar na visão da AWS sobre como construir defesas de IA em escala, vale conferir o post Construindo defesas de IA em escala: antes das ameaças emergirem.

    O problema real: a lacuna de higiene de segurança

    É tentador achar que os elementos básicos de segurança já estão cobertos. Mas, na prática, casos de uso fundamentais — como gestão de identidade, detecção de ameaças, gestão de vulnerabilidades, proteção de dados e segurança de rede — costumam ser implementados de forma inconsistente em ambientes de nuvem.

    A AWS reforça que, enquanto a IA redesenha o cenário de segurança, os fundamentos continuam sendo essenciais para qualquer organização, independentemente do tamanho ou setor. São eles:

    • Aplicar patches de forma consistente
    • Enforçar acesso com privilégio mínimo
    • Habilitar logging e monitoramento
    • Criptografar dados em repouso e em trânsito
    • Revisar configurações de segurança regularmente

    Com esses fundamentos estabelecidos, a organização fica muito melhor posicionada para aproveitar ferramentas orientadas por IA e responder rapidamente a vulnerabilidades recém-descobertas.

    Para ajudar nessa jornada, a AWS disponibiliza gratuitamente materiais como o AWS Well-Architected Framework, que orienta as perguntas certas e ajuda a implementar melhorias no ambiente. Além disso, existe um programa específico para isso: o SHIP.

    O que é o SHIP?

    O Programa de Melhoria de Saúde em Segurança (SHIP) é um programa gratuito disponível para todos os clientes AWS, independentemente do nível de suporte contratado. Ele oferece uma metodologia comprovada e orientada por dados para:

    • Avaliar a postura de segurança atual usando dados do próprio ambiente AWS do cliente
    • Identificar oportunidades específicas de melhoria em 10 casos de uso principais de segurança
    • Construir um plano de ação priorizado e adequado ao contexto da organização
    • Estabelecer um mecanismo de melhoria contínua de segurança

    O programa é conduzido por Arquitetos de Soluções e Gerentes Técnicos de Conta da AWS, que guiam o cliente por um relatório personalizado, contextualizam as descobertas para o ambiente específico e ajudam a montar um plano de ação com prioridades claras.

    Por que o SHIP importa na era da IA?

    O Project Glasswing evidencia uma mudança importante: ferramentas com IA estão acelerando o ritmo de descoberta de vulnerabilidades. Isso significa que as organizações precisam estar preparadas para avaliar e responder a novas descobertas muito mais rápido do que antes.

    Além dos fatores externos, à medida que as empresas adotam IA — seja implantando modelos de fundação, construindo fluxos de trabalho agênticos ou usando serviços com IA embutida — a forma como implementam seus controles de segurança também precisa evoluir. Uma base sólida de segurança é o que torna a adoção confiante de IA possível.

    Corrigir lacunas de segurança de forma proativa

    O SHIP utiliza metodologia orientada por dados para identificar oportunidades de melhoria em 10 casos de uso principais de segurança: detecção de ameaças, gestão de postura de segurança em nuvem, testes de segurança de aplicações, gestão de configuração, governança de acesso, gestão de vulnerabilidades, proteção de aplicações, segurança de rede, criptografia e gestão de segredos.

    O programa inclui uma avaliação SHIP para identificar descobertas críticas relacionadas à postura de segurança atual, permitindo que a equipe construa um roteiro de melhoria priorizado e adequado ao ambiente.

    Estabelecer a linha de base de segurança que workloads de IA exigem

    Antes de implantar o primeiro modelo no Amazon Bedrock ou construir fluxos de trabalho agênticos com o Amazon Bedrock AgentCore, é necessário ter confiança de que a infraestrutura subjacente segue as boas práticas de segurança. O SHIP usa dados reais do ambiente do cliente para fornecer orientações prescritivas e específicas, em vez de recomendações genéricas.

    Isso é especialmente relevante à medida que ferramentas de descoberta de vulnerabilidades baseadas em IA se tornam mais amplamente disponíveis: organizações com bases sólidas conseguirão agir sobre novas descobertas de forma rápida e eficaz.

    Construir um mecanismo de melhoria contínua de segurança

    À medida que as capacidades de IA evoluem, as organizações se beneficiam de ter um processo repetível para avaliar e fortalecer sua postura de segurança ao longo do tempo. O SHIP estabelece a metodologia e os mecanismos para que a equipe avalie, priorize e melhore continuamente. Ao construir essa capacidade operacional, a organização fortalece sua habilidade de se adaptar e contribui para a resiliência mais ampla do setor.

    Como começar com o SHIP

    O programa está disponível hoje, sem custo, para todos os clientes AWS. Há três caminhos para dar o primeiro passo:

    • Fale com o time de conta AWS. Solicite o agendamento de um engajamento SHIP diretamente ou acesse a página do SHIP para fazer a solicitação.
    • Participe de um SHIP Activation Day. A AWS realiza regularmente workshops práticos onde é possível executar a avaliação SHIP com Arquitetos de Soluções e começar a construir o plano de melhoria.
    • Explore a documentação prescritiva. Consulte o AWS Well-Architected Framework – Security Lens para documentação, arquiteturas de referência e guias de implementação disponíveis para uso imediato.

    Conclusão

    O recado da AWS é claro: a IA está acelerando tanto as capacidades de ataque quanto as de defesa, e as organizações que já tiverem seus fundamentos de segurança bem estabelecidos sairão na frente. O SHIP é uma oportunidade concreta — e gratuita — de fazer essa avaliação com apoio especializado, construir um plano priorizado e criar um ciclo de melhoria contínua.

    Para quem está pensando em adotar workloads de IA na AWS, esse é um passo que vale ser dado antes, não depois. Acesse a página de recursos do SHIP para saber mais.

    Fonte

    Security posture improvement in the AI era (https://aws.amazon.com/blogs/security/security-posture-improvement-in-the-ai-era/)

  • Novo Guia de Conformidade: Gestão de Riscos ISO 31000:2018 na AWS

    O que foi anunciado

    O AWS Security Assurance Services acaba de publicar um novo guia de conformidade: o ISO 31000:2018 Risk Management on AWS Compliance Guide. O material foi desenvolvido para ajudar organizações que desejam estruturar ou aprimorar seus programas de gestão de riscos em ambientes AWS, seguindo os princípios da norma ISO 31000:2018.

    Trata-se de um recurso prático — não apenas teórico — que mostra como integrar os serviços AWS aos processos de gestão de riscos já existentes nas empresas.

    O que o guia cobre

    O documento está estruturado em torno dos componentes centrais da ISO 31000:2018 e explica como os recursos da AWS podem dar suporte a cada um deles:

    • Estabelecimento de contexto e critérios: como definir o escopo e os parâmetros do programa de riscos dentro do ambiente AWS.
    • Avaliação de riscos: como usar os serviços da AWS para identificar, analisar e priorizar riscos.
    • Tratamento de riscos: estratégias práticas de mitigação, transferência, aceitação e eliminação de riscos, com apoio das ferramentas disponíveis na plataforma.
    • Monitoramento e revisão contínuos: como as capacidades de automação e monitoramento da AWS ajudam a manter a visibilidade operacional e a prontidão para conformidade ao longo do tempo.

    Governança e o Modelo de Responsabilidade Compartilhada

    Um ponto de destaque do guia é a conexão com o Modelo de Responsabilidade Compartilhada da AWS. O documento apresenta considerações de governança e tratamento de riscos alinhadas a esse modelo, deixando claro o que é responsabilidade da AWS e o que cabe ao cliente gerenciar — algo fundamental para qualquer programa de conformidade bem estruturado.

    Por que isso importa para equipes brasileiras

    A ISO 31000 é uma norma internacional amplamente adotada por organizações que precisam demonstrar maturidade em gestão de riscos — seja para auditorias internas, exigências regulatórias ou certificações. Ter um guia específico para ambientes AWS simplifica bastante o trabalho de times de segurança, compliance e arquitetura que precisam mapear como os controles da nuvem se encaixam no framework de riscos da empresa.

    Ao combinar os princípios da ISO 31000 com os serviços de segurança da AWS, as organizações conseguem construir ambientes escaláveis e automatizados que suportam a identificação contínua de riscos, o tratamento proativo de ameaças e a visibilidade operacional necessária para manter a conformidade.

    Como acessar

    O guia está disponível gratuitamente para download. Acesse o ISO 31000:2018 Risk Management on AWS Compliance Guide diretamente pelo site da AWS. Para suporte adicional ou dúvidas sobre implementação, o AWS Security Assurance Services pode ser acionado diretamente.

    Fonte

    Announcing the ISO 31000:2018 Risk Management on AWS Compliance Guide (https://aws.amazon.com/blogs/security/announcing-the-iso-310002018-risk-management-on-aws-compliance-guide/)

  • AWS Transform agora automatiza migração de BI para o Amazon QuickSight em dias

    Migrar dashboards de BI sem perder o que foi construído ao longo dos anos

    Quem trabalha com ferramentas de Inteligência de Negócios (BI) legadas sabe o valor que está embutido em cada dashboard: campos calculados refinados pelos analistas, layouts que os executivos consultam toda semana, regras de segurança ajustadas à estrutura organizacional. Migrar tudo isso parece assustador — e, até pouco tempo atrás, era mesmo: estimativas de meses de trabalho, risco de perda de lógica analítica e alto custo de engenharia.

    A AWS anunciou que o AWS Transform agora automatiza a migração de ferramentas de BI legadas para o Amazon QuickSight, com potencial de reduzir esse processo de meses para dias. A novidade expande o escopo do AWS Transform, que já era usado para modernizar aplicações mainframe, ambientes VMware, cargas de trabalho Windows e SQL Server.

    Por que sair das ferramentas de BI legadas?

    Além das licenças, manter uma plataforma de BI tradicional gera custos operacionais que consomem tempo e energia da equipe de dados. A AWS aponta três pressões principais que as organizações enfrentam ao persistir em soluções legadas:

    • Infraestrutura que desvia o foco: atividades como patching, escalonamento e monitoramento de servidores tomam tempo que poderia ser dedicado à geração de insights. O Amazon QuickSight é serverless e totalmente gerenciado, eliminando o planejamento de capacidade e as janelas de manutenção.
    • Ausência de IA nativa: ferramentas tradicionais de BI exigem engenharia customizada para suportar respostas baseadas em Inteligência Artificial (IA). O QuickSight inclui capacidades nativas de IA que permitem às equipes fazer perguntas em linguagem natural e automatizar fluxos de trabalho diretamente dos dashboards.
    • Lentidão nas respostas: provisionamento de capacidade, gerenciamento de extrações e troubleshooting de performance criam gargalos. O mecanismo de memória em memória SPICE do QuickSight entrega performance de consultas em frações de segundo, e dashboards podem ser publicados diretamente em aplicações próprias por meio das APIs de análise embarcada.

    Para quem quiser explorar o que o Amazon QuickSight oferece antes de iniciar uma migração, a AWS disponibiliza um guia de introdução ao Amazon QuickSight.

    Como o AWS Transform viabiliza a migração de BI

    O AWS Transform é descrito pela AWS como uma bancada colaborativa de transformação de TI empresarial, impulsionada por agentes especializados, sistemas de IA agêntica e aprendizado contínuo. Para a migração de BI, a AWS firmou parceria com a Wavicle Data Solutions, parceira avançada de consultoria AWS, que integrou seus agentes EZConvertBI diretamente na plataforma.

    A Wavicle disponibiliza quatro agentes especializados para compra no AWS Marketplace: um agente Analisador e um agente Conversor para cada ferramenta de origem — Power BI e Tableau. Juntos, esses agentes entregam uma experiência de migração guiada, baseada em chat, inteiramente dentro do ambiente AWS do cliente.

    Um ponto importante: nenhum dado sai do ambiente do cliente. Não há ferramentas externas para contratar nem transferências de dados para aprovar com equipes de segurança ou procurement. Isso remove boa parte da fricção que costuma atrasar projetos de migração.

    O processo em dois passos: Analisar e Converter

    Independentemente da ferramenta de origem — Power BI ou Tableau —, o processo de migração segue a mesma lógica em duas etapas:

    Passo 1: Análise (Analyze)

    O agente Analisador se conecta ao ambiente de BI existente e extrai apenas metadados — sem tocar nos dados em si. Ele cataloga dashboards, conjuntos de dados, cálculos e dependências entre workspaces, e gera um relatório de prontidão para migração. Esse relatório inclui um mapa de compatibilidade que mostra o que será convertido de forma limpa e o que pode exigir atenção manual. Isso permite que os gestores do projeto de migração definam um plano de execução baseado em prioridade e utilidade dos dashboards, antes mesmo de comprometer recursos adicionais.

    Passo 2: Conversão (Convert)

    Com o escopo definido, o agente Conversor reconstrói os ativos selecionados diretamente no Amazon QuickSight. Isso inclui:

    • Conjuntos de dados com fontes de dados e tipos mapeados
    • Campos calculados, tanto no nível do conjunto de dados quanto no nível da análise
    • Visualizações e gráficos com tipos e formatação preservados
    • Filtros e controles de parâmetros

    O objetivo é preservar a lógica analítica que as equipes levaram anos desenvolvendo na ferramenta de origem. O progresso pode ser acompanhado diretamente na interface de chat do AWS Transform, e ao final da conversão os ativos já estão disponíveis no QuickSight para validação e entrada em produção.

    Arquitetura: os serviços AWS envolvidos

    A solução é construída sobre serviços nativos da AWS:

    • AWS Transform: fornece a camada de orquestração com interface conversacional, permitindo criar e gerenciar jobs de migração por chat, acompanhar progresso entre workspaces e coordenar equipes. Como o AWS Transform executa tarefas em paralelo, é possível converter centenas de dashboards simultaneamente sem abrir mão de qualidade ou controle.
    • Amazon Bedrock AgentCore: atua como ambiente de execução seguro para os agentes, gerenciando credenciais por meio de identidades de carga de trabalho e controle de acesso baseado em Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM — Identity and Access Management).
    • Amazon QuickSight: é o serviço de BI de destino, com escalabilidade serverless, performance do mecanismo SPICE e integração nativa com os serviços de dados da AWS.
    • Amazon Simple Storage Service (Amazon S3): armazena relatórios de validação e artefatos de migração para fins de auditoria e revisão.

    Passo a passo completo da jornada de migração

    Pré-requisitos na ferramenta de origem

    Antes de executar a primeira migração, é necessário preparar a ferramenta de BI de origem para que o agente consiga ler os metadados dos dashboards:

    • Power BI: configure o acesso ao workspace e a autenticação via service principal para que o agente possa ler os metadados do tenant do Power BI. As instruções estão nos pré-requisitos para Power BI.
    • Tableau: habilite a Metadata API no Tableau Server e gere um Token de Acesso Pessoal (PAT — Personal Access Token) para acesso autenticado à API. As instruções estão nos pré-requisitos para Tableau.

    Configuração do AWS Transform e assinatura no AWS Marketplace

    O AWS Transform fornece a camada de orquestração para toda a migração. Ele implanta os agentes de IA especializados que automatizam avaliações, mapeamento de dependências e planejamento da transformação. Toda a equipe trabalha no mesmo workspace compartilhado, colaborando em tempo real e gerenciando a migração do início ao fim. É possível acompanhar um demo interativo do processo de configuração.

    Análise dos dashboards de BI

    O relatório de análise captura a complexidade dos dashboards em várias dimensões: número de fontes de dados, cálculos analíticos, nuances de consumo como regras condicionais e dependências entre dashboards. Demos interativos estão disponíveis tanto para o agente Analisador de Power BI quanto para o agente Analisador de Tableau.

    Conversão dos dashboards de BI

    O agente Conversor reconstrói os dashboards selecionados no Amazon QuickSight, preservando conjuntos de dados, campos calculados, visualizações, filtros e parâmetros. Demos interativos estão disponíveis para o agente Conversor de Power BI e para o agente Conversor de Tableau.

    Após a migração: de convertido a pronto para produção

    O agente de migração entrega os ativos convertidos — datasets e análises do QuickSight com campos calculados, visuais, controles e parâmetros. O que vem depois — governança, validação e publicação — fica sob responsabilidade da equipe do cliente. Essa divisão deliberada de responsabilidades garante qualidade e clareza de accountability.

    Vale destacar que o relatório de avaliação sinaliza componentes que podem precisar de refinamento manual após a migração, como parâmetros, SQL customizado, cálculos específicos da ferramenta de origem e visuais de terceiros. Não há surpresas nessa etapa.

    Para administradores do QuickSight

    O administrador do QuickSight precisa atribuir a propriedade de cada dashboard migrado aos autores de BI adequados. Um ponto de atenção importante: as estruturas de autenticação e diretórios da ferramenta de origem raramente mapeiam diretamente para o Amazon QuickSight. Por exemplo, ambientes Tableau frequentemente dependem de grupos do Active Directory, enquanto o Power BI usa service principals no nível do workspace. O agente de migração transfere os ativos analíticos, mas não os controles de acesso. Permissões de usuário, segurança em nível de linha (RLS — Row-Level Security) e configurações de compartilhamento precisam ser configuradas manualmente no QuickSight para atender aos requisitos da organização. Para empresas com hierarquias de diretório complexas, esse passo deve ser tratado como uma frente de trabalho separada.

    Para autores de BI

    Os autores de BI recebem os dashboards atribuídos e são responsáveis pelo Teste de Aceitação do Usuário (UAT — User Acceptance Testing). Isso inclui verificar visualizações, campos calculados, filtros e interatividade em comparação com a fonte original, testar drill-downs e ações dos dashboards, e confirmar a consistência do layout. Como o agente de migração não transfere permissões nem segurança em nível de linha, também é recomendável verificar se os usuários certos têm acesso aos dados certos no QuickSight.

    Publicação e entrada em produção

    Após a validação, os autores de BI publicam seus dashboards, configurando permissões de compartilhamento, assinaturas de e-mail e embedding quando necessário. Para migrações de grande escala, as APIs de implantação de ativos do Amazon QuickSight permitem automatizar a atribuição de permissões e a distribuição de dashboards. A partir desse ponto, os dashboards originais na ferramenta legada podem ser arquivados.

    Com os dashboards ativos no Amazon QuickSight, as equipes passam a ter acesso a capacidades que não eram possíveis na ferramenta legada: consultas em linguagem natural, análise automatizada sobre fontes de dados corporativos e ações orientadas a dados diretamente dos dashboards.

    Como começar

    Para explorar a solução, a AWS recomenda os seguintes passos:

    Seja para migrar 10 ou 10.000 dashboards, o AWS Transform oferece um caminho governado e repetível para o Amazon QuickSight — combinando as capacidades de IA do Amazon Bedrock com a expertise de migração de BI da Wavicle.

    Fonte

    AWS Transform now automates BI migration to Amazon Quick in days (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/aws-transform-now-automates-bi-migration-to-amazon-quick-in-days/)

  • Amazon Bedrock AgentCore já está disponível na Região South America (São Paulo)

    AgentCore chega à região de São Paulo

    A AWS anunciou a disponibilidade do Amazon Bedrock AgentCore na região South America (São Paulo). Trata-se de uma plataforma voltada para construir, conectar e otimizar agentes de inteligência artificial, e sua chegada ao Brasil representa um passo importante para equipes de engenharia que desenvolvem soluções baseadas em agentes na América do Sul.

    O que é o Amazon Bedrock AgentCore?

    O AgentCore é a plataforma da AWS para quem quer colocar agentes de IA em produção com agilidade. Ele foi projetado para que engenheiros consigam:

    • Desenvolver e entregar agentes rapidamente, com suporte a qualquer framework e qualquer modelo;
    • Conectar esses agentes a sistemas e ferramentas corporativas;
    • Otimizá-los de forma contínua ao longo do tempo.

    Um ponto de destaque é a abordagem de segurança da plataforma: as políticas de segurança são aplicadas na camada de infraestrutura, o que significa que os próprios agentes não conseguem contorná-las. Isso reduz riscos operacionais e facilita a governança em ambientes empresariais.

    O que está disponível na região de São Paulo

    Desde o lançamento na região, todas as principais capacidades do AgentCore já estão acessíveis. São elas:

    • Agent Runtime — ambiente de execução dos agentes;
    • Identity — gerenciamento de identidade para agentes;
    • Gateway — integração com sistemas externos;
    • Policy — aplicação de políticas de acesso e comportamento;
    • Observability — monitoramento e rastreabilidade das execuções;
    • Code Interpreter — interpretação e execução de código pelos agentes;
    • Browser Tools — ferramentas de navegação web para os agentes.

    Por que isso importa para o mercado brasileiro?

    Com a chegada do AgentCore à região de São Paulo, clientes na América do Sul passam a poder implantar e operar agentes mais próximos dos seus usuários finais. Os benefícios diretos são a redução de latência nas interações e a capacidade de atender requisitos de residência de dados — um ponto cada vez mais relevante para empresas sujeitas a regulações como a LGPD.

    Saiba mais

    Para quem quer se aprofundar no AgentCore, a AWS disponibiliza recursos completos de documentação e referência:

    Fonte

    Amazon Bedrock AgentCore is now available in the South America (São Paulo) Region (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/05/agentcore-sao-paulo-region/)

  • Amazon CloudFront Adiciona Suporte a WebSocket para Origens em Nuvem Privada (VPC)

    O que mudou

    A AWS anunciou que o Amazon CloudFront agora suporta tráfego WebSocket através de origens em Nuvem Privada Virtual (VPC — Virtual Private Cloud). Isso significa que aplicações em tempo real hospedadas inteiramente em sub-redes privadas podem usar o CloudFront como único ponto de entrada, sem precisar expor nada à internet diretamente.

    Por que isso importa

    Antes dessa mudança, quem precisava usar WebSockets tinha um problema claro: as origens precisavam estar em sub-redes públicas. Para proteger esses servidores, as equipes precisavam configurar e manter Listas de Controle de Acesso (ACLs — Access Control Lists) e outros mecanismos de restrição — o que gerava esforço contínuo e complexidade operacional.

    Agora, a AWS permite que os clientes coloquem seus recursos — como Balanceadores de Carga de Aplicação (ALB — Application Load Balancer), Balanceadores de Carga de Rede (NLB — Network Load Balancer) e instâncias EC2 — em sub-redes totalmente privadas, acessíveis apenas através das distribuições do CloudFront.

    Casos de uso beneficiados

    A extensão do suporte a WebSockets para origens VPC é especialmente relevante para aplicações que dependem de conexões persistentes e bidirecionais entre clientes e servidores. Alguns exemplos práticos mencionados pela AWS:

    • Plataformas de chat
    • Ferramentas de edição colaborativa
    • Dashboards ao vivo
    • Sistemas de gerenciamento de dispositivos de IoT (Internet das Coisas)

    Benefícios de segurança

    Com essa novidade, o CloudFront passa a funcionar como a porta de entrada única tanto para tráfego HTTP tradicional quanto para conexões WebSocket em tempo real. Segundo a AWS, isso traz benefícios concretos:

    • Redução da superfície de ataque, já que os servidores de origem ficam em sub-redes privadas
    • Simplificação do gerenciamento de segurança, centralizando o controle de acesso no CloudFront
    • Proteção integrada contra DDoS (Negação de Serviço Distribuída — Distributed Denial of Service), nativa do CloudFront

    Disponibilidade e custo

    O suporte a WebSockets para origens VPC já está disponível em todas as Regiões Comerciais da AWS onde o recurso de origens VPC é suportado. A AWS informa que não há custo adicional para o tráfego WebSocket através de origens VPC.

    Para saber mais sobre como configurar esse recurso, a documentação oficial está disponível em Origens VPC no CloudFront.

    Fonte

    Amazon CloudFront Announces WebSocket Support for VPC Origins (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/05/amazon-cloudfront-websockets-vpc-origins/)