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  • AWS conclui com êxito a avaliação NHS DSPT 2025-26

    AWS atinge nível máximo na avaliação NHS DSPT 2025-26

    A Amazon Web Services (AWS) anunciou a conclusão bem-sucedida da avaliação do Kit de Ferramentas de Segurança e Proteção de Dados do NHS (NHS DSPT) referente ao ciclo 2025-26, alcançando o status Standards Exceeded — o nível mais alto possível dentro dessa certificação.

    O que é o NHS DSPT?

    O NHS DSPT é uma ferramenta de avaliação que permite às organizações medir seu desempenho em relação aos 10 padrões de segurança de dados do Guardião Nacional de Dados (National Data Guardian). Todas as organizações que acessam dados de pacientes e sistemas do NHS — o sistema nacional de saúde do Reino Unido — são obrigadas a utilizar esse toolkit para demonstrar conformidade com os padrões exigidos de segurança de dados.

    Entre os temas cobertos pela avaliação estão:

    • Dados Pessoais Confidenciais
    • Planejamento de Continuidade
    • Proteção de TI
    • Outros padrões relacionados à proteção de dados no setor de saúde

    Por que a AWS passa por essa avaliação?

    A AWS submete-se ao NHS DSPT para oferecer garantias concretas aos seus clientes de que a empresa adota boas práticas de segurança de dados. Trata-se de um compromisso importante para organizações do setor de saúde no Reino Unido que utilizam a nuvem AWS para armazenar ou processar informações sensíveis de pacientes.

    A certificação obtida neste ciclo é válida até 30 de junho de 2027. O certificado que confirma a conformidade está disponível tanto no site do NHS England quanto no AWS Artifact.

    O que é o AWS Artifact?

    O AWS Artifact é um portal de autoatendimento que oferece acesso sob demanda a relatórios de conformidade da AWS. Por meio dele, clientes conseguem acessar documentos de auditoria e certificações relevantes para suas necessidades regulatórias. Para utilizá-lo, basta acessar o AWS Artifact no Console de Gerenciamento da AWS ou consultar o guia de Introdução ao AWS Artifact.

    Responsabilidade Compartilhada

    Vale reforçar um conceito fundamental para qualquer cliente AWS: segurança e conformidade na nuvem são uma responsabilidade compartilhada entre a AWS e o próprio cliente. Quando uma organização migra seus sistemas e dados para a nuvem, as responsabilidades de segurança são divididas entre o cliente e o provedor de serviços. Para entender melhor essa divisão, a AWS disponibiliza o Modelo de Responsabilidade Compartilhada de Segurança da AWS.

    Para conhecer todos os programas de conformidade da AWS, acesse a página de Programas de Conformidade da AWS.

    Fonte

    AWS successfully completed its 2025-26 NHS DSPT assessment (https://aws.amazon.com/blogs/security/aws-successfully-completed-its-2025-26-nhs-dspt-assessment/)

  • Relatório SOC 1 Verão 2026 da AWS já está disponível com 185 serviços no escopo

    AWS disponibiliza relatório SOC 1 com cobertura de 185 serviços

    A Amazon Web Services (AWS) anunciou a disponibilidade do relatório de Controles de Sistema e Organização (SOC) 1 referente ao ciclo de Verão 2026. Trata-se de uma atualização importante para empresas que dependem de conformidade regulatória ao usar a nuvem da AWS — especialmente aquelas sujeitas a auditorias financeiras e de controles internos.

    O que está coberto neste relatório

    O relatório SOC 1 do ciclo Verão 2026 cobre 185 serviços da AWS ao longo de um período de 12 meses completos, de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026. Esse intervalo anual é relevante porque oferece aos clientes uma garantia contínua e abrangente sobre os controles dos serviços utilizados, sem lacunas de cobertura.

    A publicação desse relatório reforça o compromisso da AWS com padrões elevados de conformidade para provedores de serviços em nuvem — algo que tem peso direto na hora de demonstrar conformidade para auditores e reguladores.

    Como acessar o relatório

    O relatório está disponível para download pelo AWS Artifact, portal de autoatendimento da AWS para acesso sob demanda a documentos de conformidade. Para obtê-lo, basta acessar o AWS Artifact no Console de Gerenciamento da AWS. Caso ainda não conheça a ferramenta, a AWS disponibiliza um guia introdutório em Primeiros Passos com o AWS Artifact.

    Lista de serviços no escopo

    A AWS mantém uma página atualizada com todos os serviços que fazem parte do escopo dos seus programas de conformidade. Para consultar a lista completa e verificar se os serviços que você utiliza estão incluídos, acesse a página de Serviços no Escopo.

    A AWS segue ampliando continuamente o número de serviços cobertos por seus programas de conformidade, com o objetivo de ajudar os clientes a atender tanto requisitos arquiteturais quanto regulatórios.

    Dúvidas sobre conformidade SOC

    Clientes que tiverem dúvidas ou quiserem dar feedback sobre a conformidade SOC podem entrar em contato diretamente com o time de conta da AWS. Para uma visão mais ampla sobre os programas de conformidade e segurança da AWS, consulte os Programas de Conformidade da AWS.

    Fonte

    Summer 2026 SOC 1 report is now available with 185 services in scope (https://aws.amazon.com/blogs/security/summer-2026-soc-1-report-is-now-available-with-185-services-in-scope/)

  • Defesa cibernética com IA: Daybreak Red e Daybreak Blue da OpenAI chegam ao Amazon Bedrock

    O desafio crescente dos defensores cibernéticos

    Nunca as equipes de segurança tiveram tanto poder computacional à disposição — e nunca precisaram tanto dele. Os modelos de IA de fronteira já conseguem raciocinar sobre bases de código inteiras, rastrear a causa raiz de uma vulnerabilidade e propor correções em minutos. O problema é que essas mesmas capacidades estão disponíveis para os adversários também.

    É por isso que a janela entre a divulgação de uma vulnerabilidade e sua exploração ativa continua encolhendo. Os defensores precisam navegar por bases de código extensas e pouco familiares, validar quais descobertas são reais, desenvolver patches que funcionem — e fazer tudo isso antes que o tempo acabe. O desafio não é mais encontrar problemas potenciais, mas confirmar quais são genuínos, corrigi-los e agir antes que a janela se feche.

    A parceria: OpenAI e AWS no Amazon Bedrock

    A AWS sempre operou com o princípio de que a segurança deve ser incorporada desde o início. O mesmo vale para IA: os clientes executam cargas de trabalho no Amazon Bedrock, desde inferência até agentes totalmente autônomos, sob a mesma infraestrutura, controles e governança que já utilizam em todo o ambiente AWS.

    Agora, a AWS e a OpenAI estão estendendo essa base para a defesa cibernética. O Daybreak Red e o Daybreak Blue da OpenAI estão disponíveis no Amazon Bedrock para clientes elegíveis.

    • Daybreak Red oferece acesso ao GPT-5.6 Cyber, um modelo de cibersegurança treinado especificamente para essa finalidade.
    • Daybreak Blue oferece acesso ao GPT-5.6 Sol, com salvaguardas calibradas para trabalhos defensivos de cibersegurança.

    Ambos fazem parte do Daybreak, a iniciativa de defesa cibernética da OpenAI que oferece aos defensores acesso governado à IA de fronteira — incluindo ferramentas agênticas, red teaming de aplicações e serviços que ajudam a avançar de descobertas até correções testadas.

    Segundo a própria AWS, as equipes de segurança da empresa já utilizam ambos os modelos para analisar código-fonte, descobrir vulnerabilidades e conduzir pesquisas de red team. No Bedrock, esse trabalho roda sob os mesmos controles de infraestrutura aplicados a qualquer outra carga de trabalho crítica.

    Modelos especializados para trabalhos avançados de segurança

    O caminho entre descobrir uma vulnerabilidade e corrigi-la é longo: confirmar se ela é explorável, rastrear como o componente vulnerável é acessível, desenvolver uma correção que trate a causa raiz sem introduzir regressões, validar que a correção funciona em condições realistas e entregar o patch dentro da janela de divulgação. Os defensores precisam de modelos capazes de acelerar cada uma dessas etapas.

    A cibersegurança é, por natureza, de uso dual. Uma solicitação para reproduzir uma vulnerabilidade ou fazer engenharia reversa de uma cadeia de exploit é idêntica independentemente da intenção — e modelos de uso geral resolvem essa ambiguidade simplesmente recusando a solicitação. O Daybreak Red e o Daybreak Blue resolvem isso pelo contexto: quem está usando o modelo, onde o trabalho ocorre e quais salvaguardas governam esse acesso.

    Daybreak Blue: ponto de partida para a maioria das equipes

    O Daybreak Blue é indicado para a maioria das equipes de segurança. Ele suporta descoberta de vulnerabilidades, engenharia de detecção e resposta a incidentes.

    Daybreak Red: para tarefas avançadas

    O Daybreak Red é projetado para tarefas avançadas como pesquisa de vulnerabilidades, reprodução de exploits e desenvolvimento de mitigações. Para essas atividades, um limiar de recusa mais baixo — combinado com verificação de identidade mais rigorosa, monitoramento e controles de acesso mais fortes — melhora a velocidade e a profundidade de uma investigação.

    Como exemplo concreto, a OpenAI relata que pesquisadores de segurança utilizando o GPT-5.6 Cyber pelo Daybreak Red identificaram duas vulnerabilidades previamente desconhecidas no V8, o motor JavaScript utilizado pelo Chrome. Quando encadeadas, essas falhas poderiam permitir corrupção de memória e escape do heap sandbox. A vulnerabilidade inicial foi corrigida e registrada como CVE-2026-15903 — uma das apenas quatro entradas bem-sucedidas de zero-day no V8 CTF em 2026.

    Rodando na infraestrutura em que você já confia

    Uma carga de trabalho de cibersegurança alimenta o modelo com os seus insumos mais sensíveis: código-fonte proprietário, detalhes de vulnerabilidades ainda não corrigidas e telemetria ao vivo de sistemas em produção. Antes de qualquer coisa passar por um modelo, é preciso ter certeza sobre para onde vai e quem pode ver.

    Ambos os modelos rodam no mecanismo de inferência de nova geração do Amazon Bedrock, construído para alta performance, segurança e confiabilidade. Os principais controles incluem:

    • Acesso zero por operadores (ZOA — Zero-Operator Access): aplicado no nível do chip, impedindo que até mesmo operadores da AWS acessem seus prompts e respostas durante a inferência.
    • Criptografia: tudo é criptografado em trânsito e em repouso com chaves gerenciadas pelo cliente via Serviço de Gerenciamento de Chaves da AWS (AWS KMS — Key Management Service).
    • Controle de acesso e auditoria: o acesso é governado pelas suas políticas de Gerenciamento de Identidade e Acesso da AWS (AWS IAM — Identity and Access Management), registrado no AWS CloudTrail e roteado por endpoints de Nuvem Privada Virtual (VPC — Virtual Private Cloud).
    • Perímetro de dados: é possível configurar políticas de perímetro de dados no nível organizacional para evitar exfiltração entre limites de conta e rede.

    Os dados de inferência não são utilizados para treinamento dos modelos, e nenhum dos dois modelos exige que o cliente opte por compartilhar dados com a OpenAI. Para detecção automatizada de abuso, o tráfego sinalizado por classificadores é retido pela AWS por até 30 dias e processado de forma programática. Clientes podem solicitar retenção zero de dados por meio da equipe de contas AWS. Consulte a política de retenção de dados para mais detalhes.

    Como começar

    O Daybreak Red (GPT-5.6 Cyber) e o Daybreak Blue (GPT-5.6 Sol) estão disponíveis para clientes elegíveis no Amazon Bedrock na seguinte região AWS: US East (N. Virginia).

    O acesso aos modelos requer inscrição no programa Trusted Access for Cyber da OpenAI. Para se inscrever, entre em contato com a OpenAI ou com a equipe de contas AWS para orientação sobre elegibilidade. Após a aprovação, trabalhe com sua equipe de contas para solicitar o acesso na AWS. Para saber mais, consulte a documentação oficial.

    Para explorar a família completa GPT-5.6 no Amazon Bedrock, veja: Como começar com OpenAI GPT-5.6 Sol, Terra e Luna no Amazon Bedrock.

    Interessado em como o Amazon Bedrock pode apoiar sua equipe? Entre em contato para iniciar a conversa.

    Fonte

    Accelerate cyber defense with OpenAI and AWS: Daybreak Red & Daybreak Blue now available to eligible customers on Amazon Bedrock (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/accelerate-cyber-defense-with-openai-and-aws-daybreak-red-daybreak-blue-now-available-to-eligible-customers-on-amazon-bedrock/)

  • Claude Apps Gateway para AWS: governança centralizada do Claude Code e Claude Desktop em ambientes corporativos

    O problema que o Claude Apps Gateway resolve

    Quando uma empresa começa a distribuir o Claude Code e o Claude Desktop para dezenas ou centenas de desenvolvedores, surgem perguntas que não têm resposta fácil sem uma camada de controle dedicada: quem está usando qual modelo? Quanto cada time está gastando? Como revogar acesso imediatamente quando alguém sai da empresa? Como garantir que contratados não acessem modelos mais caros que o necessário?

    O Claude Apps Gateway foi criado exatamente para isso. Trata-se de uma camada de governança self-hosted que fica entre essas aplicações e o Amazon Bedrock (ou o Claude Platform on AWS), centralizando autenticação, políticas de acesso, telemetria e controle de custos em um único ponto. A AWS publicou agora uma referência completa de implantação em produção, expandindo o post de lançamento inicial com arquitetura detalhada, padrões corporativos e recursos de implementação.

    Arquitetura de referência

    O gateway é distribuído dentro do mesmo binário da CLI do Claude Code. Iniciado com o comando claude gateway --config gateway.yaml, ele opera em modo servidor e carrega sua configuração YAML na inicialização. Na implantação de referência, o container roda no AWS Fargate dentro de uma nuvem privada virtual (VPC), mas a mesma imagem pode ser executada no Amazon Elastic Kubernetes Service (Amazon EKS) ou no Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2), dependendo do ambiente existente.

    Os principais componentes da arquitetura são:

    • Computação e estado: cada tarefa do Fargate executa um container stateless do gateway. O Amazon Relational Database Service (Amazon RDS) para PostgreSQL armazena o estado de autenticação de curta duração — códigos de dispositivo, sessões, contadores de gasto por usuário e registros de auditoria. Como o estado vive no banco e não no container, qualquer tarefa pode atender qualquer requisição, sem necessidade de sessões fixas no balanceador.
    • Entrada e DNS privado: um Application Load Balancer (ALB) interno encerra o TLS usando um certificado do AWS Certificate Manager. Uma zona hospedada privada do Amazon Route 53 resolve o endereço do gateway para IPs privados acessíveis via VPN, AWS Direct Connect ou conectividade privada equivalente.
    • Conectividade de serviços: endpoints de VPC mantêm o tráfego de serviços AWS no perímetro privado, enquanto um NAT gateway fornece o egresso externo necessário.
    • Credenciais upstream: o gateway se autentica no Amazon Bedrock usando a role do AWS Identity and Access Management (IAM) atribuída à tarefa. A chave de API do Claude Platform on AWS e outras credenciais estáticas ficam no AWS Secrets Manager. Nenhuma credencial upstream chega às máquinas dos desenvolvedores.

    Nota operacional importante: o timeout de inatividade do load balancer deve ser configurado para superar o maior intervalo esperado sem dados. O padrão é 60 segundos — conexões ociosas além desse limite são encerradas. Vale verificar tanto respostas não-streaming com atraso quanto pausas entre chunks em respostas streaming.

    Imagem original — fonte: AWS

    Fluxo de requisições

    O fluxo tem duas etapas distintas. No login (uma vez por sessão), o time de plataforma distribui configurações gerenciadas (managed settings) que apontam o Claude Code e o Claude Desktop para a URL privada do gateway. Quando o desenvolvedor executa /login, o cliente inicia o fluxo OAuth 2.0 de autorização de dispositivo e abre o navegador para autenticação via provedor de identidade OpenID Connect (OIDC). Após autenticação, o gateway emite um token de curta duração (válido por 1 hora por padrão), com renovação silenciosa em background.

    Nas requisições de inferência, cada chamada carrega o bearer token. O gateway o valida, resolve identidade e grupos do desenvolvedor, aplica a política correspondente, avalia o limite de gasto e roteia a requisição para o Amazon Bedrock ou Claude Platform on AWS. A resposta retorna em streaming. As métricas de uso são encaminhadas via Protocolo OpenTelemetry (OTLP) para o coletor configurado, atribuídas à identidade autenticada.

    Scripts de implantação e templates de configuração estão disponíveis no repositório de acompanhamento. Orientações operacionais detalhadas estão no guia de implantação. Detalhes sobre o ciclo de vida dos tokens estão na documentação do Claude Apps Gateway.

    As cinco capacidades de governança

    1. Autenticação com Login Único (SSO)

    O gateway delega a autenticação ao provedor de identidade OIDC da empresa. Os desenvolvedores fazem login uma única vez via SSO no navegador. Provedores compatíveis incluem Okta, Microsoft Entra ID, Auth0, Keycloak e Amazon Cognito.

    O gateway não mantém diretório de usuários próprio — não há contas para pré-criar nem sincronização SCIM para configurar. Os grupos que o provedor de identidade atribui ao usuário são os mesmos usados para correspondência de políticas, sem camada de tradução. O desligamento de um colaborador é simplesmente removê-lo do provedor: a sessão expira dentro do tempo configurado (1 hora por padrão), sem necessidade de rotacionar credenciais.

    Exemplo de configuração com Microsoft Entra ID:

    oidc:
      issuer: https://login.microsoftonline.com/<tenant-id>/v2.0
      client_id: ${OIDC_CLIENT_ID}
      client_secret: ${OIDC_CLIENT_SECRET}
      allowed_email_domains: [company.com]
      groups_claim: roles

    Atenção: o Microsoft Entra ID não inclui claims de grupo ou role por padrão. Se as políticas usarem match: {groups: [...]} com roles do Entra, é necessário adicionar groups_claim: roles à configuração OIDC. Sem isso, o gateway não consegue resolver membros de grupo e todos os usuários correspondem apenas à política catch-all. Para instruções específicas por provedor, consulte o guia de configuração de provedores de identidade.

    2. Políticas centralizadas de acesso a modelos

    O gateway aplica o controle de acesso a modelos no lado do servidor e distribui permissões de ferramentas como configurações gerenciadas, com escopo por grupo do provedor de identidade. As políticas são avaliadas na ordem de declaração — a primeira correspondência é selecionada e mesclada com a política base match: {}. Sempre inclua uma política match: {} ao final como catch-all; sem ela, usuários sem correspondência recebem acesso irrestrito ao catálogo.

    Managed:
      policies:
        # Contratados: apenas Haiku, sem acesso à web
        - match: { groups: [contractors] }
          cli:
            availableModels: [claude-sonnet-5, claude-haiku-4-5]
            enforceAvailableModels: true
          permissions:
            deny: ["WebFetch", "WebSearch"]
    
        # Engenheiros: acesso completo com restrições
        - match: { groups: [engineers] }
          cli:
            availableModels: [claude-opus-4-8, claude-sonnet-5, claude-haiku-4-5]
          permissions:
            allow: [Read, Grep, Bash, Edit]
            deny: ["Read(./.env)", "Read(./secrets/**)"]
    
        # Catch-all: todos os outros usuários autenticados. Deve ser o último.
        - match: {}
          cli:
            availableModels: [claude-haiku-4-5, claude-sonnet-5]

    O controle de modelos é aplicado no servidor. Um desenvolvedor cujo grupo permite apenas Claude Haiku não consegue contornar a restrição, mesmo com um cliente modificado. O seletor de modelos no Claude Code e no Claude Desktop exibe apenas os modelos permitidos. Alterações propagam para clientes conectados em até uma hora, sem ação necessária dos desenvolvedores.

    Atenção: inclua desktop: {} em cada entrada de política para habilitar clientes Claude Desktop. Sem isso, o gateway rejeita requisições de inferência do Desktop para usuários que correspondem àquela política, mesmo que o login tenha sido bem-sucedido. Para o schema completo de políticas, consulte a referência de configuração.

    3. Telemetria e atribuição por usuário

    O cliente emite métricas de uso (claude_code.token.usage, claude_code.cost.usage e claude_code.active_time.total) atribuídas à identidade do desenvolvedor autenticado: ID de usuário, e-mail e grupos. O gateway repassa essa telemetria via Protocolo OpenTelemetry (OTLP) para o coletor configurado. Backends compatíveis incluem Datadog, Splunk, Grafana e Amazon CloudWatch via coletor AWS Distro for OpenTelemetry (ADOT).

    telemetry:
      forward_to:
        - url: https://otel-collector.internal.example.com
          metrics: true
          logs: false
          traces: false

    Logs e traces são opt-in porque podem conter código-fonte e conteúdo de prompts. A maioria das implantações começa apenas com métricas, que fornecem breakdowns de custo e uso por usuário sem expor dados sensíveis. Mais detalhes na página de configuração do Claude Apps Gateway.

    4. Roteamento com failover

    O gateway roteia inferência para um ou mais upstreams na ordem declarada, com failover automático em caso de indisponibilidade, throttling ou timeout. É possível combinar Amazon Bedrock em múltiplas regiões e Claude Platform on AWS:

    upstreams:
      # Amazon Bedrock (usa a role da task ECS, sem chaves estáticas)
      - name: bedrock-east
        provider: bedrock
        region: us-east-1
        auth: {}
    
      # Amazon Bedrock em segunda região para failover
      - name: bedrock-west
        provider: bedrock
        region: us-west-2
        auth: {}
    
      # Claude Platform on AWS (fallback entre provedores)
      - name: claude-platform
        provider: anthropicAws
        region: us-east-1
        workspace_id: wrkspc_01ABCDEFGHIJKLMN
        auth:
          api_key: ${ANTHROPIC_AWS_API_KEY}

    Atenção: failover entre provedores diferentes pode alterar os termos de serviço aplicáveis e a geografia de processamento de dados. Para o schema completo de upstreams, consulte a referência de upstreams.

    5. Limites de gasto por usuário

    Enquanto o AWS Budgets e o AWS Cost Explorer oferecem visibilidade no nível de conta com agregação periódica, o gateway complementa essas ferramentas com enforcement inline antes da inferência ocorrer. Os limites operam em três níveis: padrão organizacional, por grupo e por usuário (com precedência nessa ordem, do mais específico para o mais geral). Cada limite se aplica individualmente por desenvolvedor, não como pool compartilhado.

    # Padrão organizacional: $500/mês por desenvolvedor (valores em centavos de USD)
    curl -X POST https://<gateway>/v1/organizations/spend_limits \
      -H "x-api-key: $ADMIN_KEY" \
      -H "Content-Type: application/json" \
      -d '{"scope":{"type":"organization"},"amount":"50000","period":"monthly"}'
    
    # Limite mais restritivo para um grupo: $10/dia para contratados
    curl -X POST https://<gateway>/v1/organizations/spend_limits \
      -H "x-api-key: $ADMIN_KEY" \
      -H "Content-Type: application/json" \
      -d '{"scope":{"type":"rbac_group","rbac_group_id":"contractors"},"amount":"1000","period":"daily"}'
    
    # Bloqueio imediato de um usuário: limite zerado
    curl -X POST https://<gateway>/v1/organizations/spend_limits \
      -H "x-api-key: $ADMIN_KEY" \
      -H "Content-Type: application/json" \
      -d '{"scope":{"type":"user","user_id":"<oidc-sub>"},"amount":"0","period":"daily"}'

    Quando o desenvolvedor atinge o teto, o gateway retorna HTTP 429 imediatamente. Os contadores resetam automaticamente no início de cada período (diário, semanal ou mensal). Os limites de gasto são gerenciados exclusivamente via Admin API — não há interface gráfica. Times de plataforma tipicamente automatizam isso com um script que sincroniza limites de um arquivo de configuração versionado como parte do pipeline de deploy, ou via Terraform chamando a API.

    Limitações importantes: o gasto é estimado com base em contagens de tokens pelo preço de tabela — é um circuit breaker em tempo real, não uma fatura. Descontos por uso comprometido e taxas negociadas não são refletidos. Se o banco de dados estiver indisponível, o enforcement falha aberto por padrão (inferência continua). Organizações que precisam de enforcement estrito podem configurar fail_closed_on_error: true para bloquear requisições. Para faturamento definitivo, reconcilie com os logs de invocação do Amazon Bedrock ou o AWS Cost and Usage Report. Detalhes completos na documentação de limites de gasto.

    Padrões de implantação

    A forma de implantar o gateway depende da estrutura da organização, dos padrões de tráfego e dos requisitos de governança. Não existe uma arquitetura única correta. A AWS descreve cinco padrões principais:

    Padrão A: Time único, região única

    Recomendado para times avaliando o gateway ou organizações com um único grupo de desenvolvimento em uma região. Implantação mínima: um upstream Amazon Bedrock em us-east-1, um limite de gasto diário organizacional e todos os desenvolvedores com o mesmo acesso a modelos. Ponto de partida ideal — adicione complexidade conforme o caso de uso exigir.

    Padrão B: Multi-time com acesso diferenciado

    Indicado para organizações com múltiplos times que precisam de níveis diferentes de acesso a modelos e limites de gasto. Os grupos do provedor de identidade direcionam políticas diferenciadas. Por exemplo: engenharia de plataforma com acesso a Opus + Sonnet + Haiku e $50/dia; desenvolvedores de aplicação com Sonnet + Haiku e $20/dia; contratados apenas com Haiku, $5/dia e ferramentas web bloqueadas. Os limites de grupo são herdados individualmente por cada desenvolvedor, não como orçamento compartilhado.

    Padrão C: Amazon Bedrock + Claude Platform on AWS (híbrido)

    Ideal para organizações que querem o Amazon Bedrock como upstream preferencial com o Claude Platform on AWS como capacidade de overflow. As requisições vão primeiro para o Bedrock; somente em caso de rate limit ou indisponibilidade o gateway faz fallback para o Claude Platform on AWS.

    Imagem original — fonte: AWS

    Padrão D: Gateway para ferramentas de desenvolvimento, Bedrock direto para aplicações

    Recomendado para organizações onde as ferramentas de desenvolvimento precisam de governança (SSO, limites de gasto, telemetria), mas as aplicações de produção chamam o Amazon Bedrock diretamente com cotas isoladas e acesso a funcionalidades nativas como Amazon Bedrock Knowledge Bases, Agents e Flows — que o gateway não faz proxy.

    Imagem original — fonte: AWS

    Padrão E: Multi-conta (serviços compartilhados)

    Recomendado para organizações onde um time central de plataforma opera o gateway e unidades de negócio individuais possuem seu próprio acesso ao Amazon Bedrock em contas separadas. O faturamento cai na conta de cada time; o gateway roteia para o upstream correto com base na configuração de modelos.

    upstreams:
      - name: team-alpha
        provider: bedrock
        region: us-east-1
        auth:
          aws_access_key_id: ${TEAM_ALPHA_AKID}
          aws_secret_access_key: ${TEAM_ALPHA_SK}
    
      - name: team-beta
        provider: bedrock
        region: us-east-1
        auth:
          aws_access_key_id: ${TEAM_BETA_AKID}
          aws_secret_access_key: ${TEAM_BETA_SK}

    Atenção: o gateway não assume nativamente uma role IAM diferente por upstream. O roteamento multi-conta requer credenciais explícitas na configuração de upstreams. Armazene essas credenciais no AWS Secrets Manager e rotacione-as periodicamente. Chaves de acesso de longa duração representam um tradeoff significativo de segurança. Considere um processo externo que atualize periodicamente credenciais de curta duração do AWS Security Token Service (AWS STS) no ambiente do gateway para reduzir a exposição.

    Imagem original — fonte: AWS

    Como começar

    O Claude Apps Gateway entrega cinco capacidades — autenticação SSO, políticas de modelos por grupo, telemetria por usuário, roteamento multi-região com failover e limites de gasto — em um único container e um arquivo YAML. Não há taxa por assento. Quando o Amazon Bedrock é o upstream, nenhum dado dos desenvolvedores sai da conta AWS. Os desenvolvedores continuam usando o mesmo binário claude que já conhecem; o gateway é invisível para eles após o login inicial.

    Para começar, clone o repositório no GitHub e escolha uma de duas trilhas — ambas provisionam o mesmo deployment no Amazon ECS Fargate: um ALB interno, Amazon RDS para PostgreSQL, ECR, Secrets Manager, uma role IAM para a task e um coletor de telemetria ADOT. A escolha é entre o script idempotente setup.sh, para visibilidade total de cada chamada AWS, ou um stack do AWS Cloud Development Kit (AWS CDK) para um ciclo de vida gerenciado. Para detalhes de configuração, consulte a documentação do Claude Apps Gateway.

    Fonte

    Deploying Anthropic Claude apps gateway for AWS for enterprise workloads (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/deploying-anthropic-claude-apps-gateway-for-aws-for-enterprise-workloads/)

  • LocateAnything-3B, Qwen-AgentWorld-35B-A3B e Qwen3.5-122B-A10B chegam ao Amazon SageMaker JumpStart

    Novos modelos de fundação disponíveis no SageMaker JumpStart

    A AWS expandiu o catálogo de modelos de fundação do Amazon SageMaker JumpStart com a chegada de três novos modelos: LocateAnything-3B, da NVIDIA, e Qwen-AgentWorld-35B-A3B e Qwen3.5-122B-A10B, ambos da Qwen. Juntos, eles cobrem capacidades especializadas em ancoragem visual, simulação de ambientes para agentes e raciocínio multimodal em larga escala.

    O que cada modelo oferece

    LocateAnything-3B — Localização visual por linguagem natural

    O LocateAnything-3B da NVIDIA é otimizado para ancoragem visual (visual grounding) e localização de objetos a partir de instruções em linguagem natural. O modelo utiliza um framework chamado Decodificação Paralela de Caixas (PBD — Parallel Box Decoding), que decodifica caixas delimitadoras e pontos como unidades atômicas em uma única etapa. Essa abordagem preserva a coerência geométrica e permite alto grau de paralelismo no processamento.

    O modelo é indicado para casos de uso em Inteligência Empresarial e IA Física, cobrindo localização precisa de objetos, detecção densa e localização baseada em pontos em domínios variados.

    Qwen-AgentWorld-35B-A3B — Simulação de ambientes para agentes

    O Qwen-AgentWorld-35B-A3B se destaca na simulação de ambientes de agentes em sete domínios de interação: chamada de ferramentas, busca, terminal, engenharia de software, Android, web e interação com sistema operacional. É apresentado como o primeiro modelo de linguagem de mundo (language world model) a cobrir todos esses sete domínios dentro de um único modelo.

    O funcionamento é baseado em raciocínio por cadeia de pensamento longa (long chain-of-thought reasoning), prevendo os próximos estados do ambiente a partir das ações e do histórico de interações de um agente. O treinamento foi realizado com mais de 10 milhões de trajetórias reais de interação.

    Qwen3.5-122B-A10B — Raciocínio multimodal de alta performance

    O Qwen3.5-122B-A10B entrega raciocínio multimodal de alta performance com eficiência voltada para produção. O modelo conta com 122 bilhões de parâmetros totais, mas ativa apenas 10 bilhões por token, graças a uma arquitetura híbrida que combina Redes Delta com Porta (Gated Delta Networks) com uma Mistura Esparsa de Especialistas (MoE — Mixture-of-Experts) com 256 especialistas.

    O resultado é forte desempenho em raciocínio, codificação, agentes e compreensão visual, com uma janela de contexto nativa de 262 mil tokens e baixa sobrecarga de latência.

    Como acessar os modelos

    Com o SageMaker JumpStart, os clientes da AWS podem implantar qualquer um desses modelos com poucos cliques, diretamente pelo catálogo de modelos no console do SageMaker ou via SageMaker Python SDK. Para mais detalhes sobre como implantar e utilizar modelos de fundação no SageMaker JumpStart, consulte a documentação oficial do Amazon SageMaker JumpStart.

    Fonte

    LocateAnything-3B, Qwen-AgentWorld-35B-A3B, and Qwen3.5-122B-A10B models now available on Amazon SageMaker JumpStart (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/01/locateAnything-3B-qwen-agentworld-35B-A3B-qwen3.5-122B-A10B-on-sagemaker-jumpstart/)

  • AWS Glue ganha acesso com um clique ao SageMaker Unified Studio pelo console da AWS

    Integração direta entre AWS Glue e SageMaker Unified Studio

    A AWS anunciou uma novidade que vai simplificar bastante o dia a dia de engenheiros de dados e analistas: o AWS Glue agora oferece acesso direto ao Amazon SageMaker Unified Studio com um único clique, diretamente pelo console da AWS.

    Na prática, quem já trabalha no console do Glue — seja navegando por tabelas do catálogo ou construindo jobs de Extração, Transformação e Carga (ETL) — agora pode abrir o SageMaker Unified Studio instantaneamente e começar a trabalhar com os dados imediatamente, sem precisar trocar de aba ou refazer configurações de acesso.

    O que muda na prática

    Com essa integração, o SageMaker Unified Studio passa a ser acessível com um clique a partir de cinco consoles da AWS:

    • S3 Tables
    • Athena
    • EMR
    • Redshift
    • AWS Glue

    A partir do console do Glue, o usuário pode abrir o SageMaker Unified Studio e já começar a trabalhar com os dados do catálogo ou executar consultas via SageMaker Notebooks — e tudo isso utilizando a mesma função do Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM) já configurada, sem necessidade de reautenticação ou reconfiguração.

    Configuração simplificada para novos usuários

    Para quem ainda não configurou o SageMaker Unified Studio, a AWS também trouxe uma melhoria importante no processo de setup. Um novo painel de permissões inline foi adicionado diretamente ao fluxo de configuração, permitindo criar e ajustar as políticas de IAM necessárias sem precisar navegar até o console do IAM em outra aba do navegador.

    Isso significa que é possível reutilizar a função IAM existente e personalizar as permissões no próprio contexto, reduzindo significativamente o número de etapas para começar a usar o serviço.

    Disponibilidade

    O recurso já está disponível em todas as regiões da AWS onde o Amazon SageMaker Unified Studio é suportado. Para experimentar, basta acessar o console do AWS Glue.

    Fonte

    AWS Glue adds one-click access to SageMaker Unified Studio from the AWS console (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/08/smus-glue-access)

  • Amazon Bedrock expande alocação de custos por principal do IAM para o endpoint bedrock-mantle

    O que foi anunciado

    A AWS anunciou uma expansão importante na capacidade de rastreamento de custos do Amazon Bedrock: agora é possível alocar custos de inferência de modelos por principal do Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM), incluindo usuários e funções (roles) do IAM, para requisições feitas pelo endpoint bedrock-mantle.

    Essa funcionalidade já existia para o endpoint bedrock-runtime e agora chega ao bedrock-mantle, completando a cobertura para equipes que utilizam os dois pontos de acesso do serviço.

    Por que isso importa

    Em ambientes corporativos, múltiplos times, projetos e aplicações costumam compartilhar a mesma conta AWS — e saber exatamente quem está gerando qual custo de inferência de IA é uma necessidade real de governança financeira. Com essa expansão, a AWS permite que as organizações atribuam os custos de inferência do bedrock-mantle a usuários, equipes, projetos e aplicações de forma granular.

    Como funciona na prática

    O mecanismo é baseado em tags de alocação de custos do IAM. O fluxo funciona da seguinte forma:

    • Adicione tags aos usuários e funções do IAM com atributos relevantes, como equipe, projeto ou centro de custo.
    • Ative essas tags como tags de alocação de custos no console de Faturamento e Gerenciamento de Custos da AWS.
    • Filtre ou agrupe os custos por essas tags no AWS Cost Explorer.
    • Alternativamente, crie uma exportação de dados no Relatório de Custo e Uso 2.0 (CUR 2.0) e selecione a opção Include caller identity (IAM principal) allocation data para obter os dados no nível de linha de item.

    Disponibilidade

    O recurso está disponível em todas as regiões da AWS onde o endpoint bedrock-mantle já está disponível.

    Saiba mais

    Para aprofundar o entendimento sobre o tema, a AWS disponibiliza documentação específica: como usar o principal do IAM para alocação de custos e atribuição de principal do IAM no Amazon Bedrock.

    Fonte

    Amazon Bedrock expands IAM principal cost allocation to the bedrock-mantle endpoint (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/08/amazon-bedrock-expands-iam-principal-cost-allocation-bedrock-mantle/)

  • Modelo NVIDIA Nemotron 3.5 Lightning já está disponível no Amazon SageMaker JumpStart

    O que foi anunciado

    A AWS anunciou que o modelo NVIDIA Nemotron 3.5 Lightning está agora disponível no Amazon SageMaker JumpStart. Com isso, os clientes AWS passam a ter acesso ao modelo aberto mais rápido de sua categoria, projetado especificamente para cargas de trabalho com agentes persistentes e execução ágil de tarefas.

    Para que serve o Nemotron 3.5 Lightning

    O modelo foi desenvolvido com foco em automação empresarial de alto volume em diferentes domínios. Entre os casos de uso destacados pela NVIDIA estão:

    • Assistentes pessoais inteligentes
    • Processamento de documentos financeiros
    • Triagem em cibersegurança
    • Operações em telecomunicações

    A proposta central é atender cenários onde agentes de IA precisam operar de forma contínua e com alta demanda de processamento.

    Arquitetura técnica

    O Nemotron 3.5 Lightning é construído sobre uma arquitetura híbrida de Mistura de Especialistas (MoE — Mixture-of-Experts), com 30 bilhões de parâmetros totais, mas apenas 3 bilhões de parâmetros ativos por passagem. Essa abordagem permite um desempenho expressivo sem o custo computacional de ativar toda a rede a cada inferência.

    Os números de desempenho são relevantes: o modelo alcança até 4x mais throughput (aproximadamente 410 tokens por segundo) e 30% mais velocidade na conclusão de tarefas em comparação com modelos similares. Ele também suporta até 1 milhão de tokens de contexto, viabilizado pela técnica de decodificação especulativa DFlash.

    O modelo foi destilado a partir do Nemotron 3 Ultra e possui integração nativa com os principais frameworks de agentes do mercado.

    Abertura e flexibilidade para empresas

    Um diferencial importante é que o Nemotron 3.5 Lightning foi treinado integralmente em conjuntos de dados abertos. Isso significa que empresas podem realizar pós-treinamento do modelo para adaptá-lo às suas próprias ferramentas, fluxos de trabalho e políticas internas — e fazer o deploy com total propriedade sobre a infraestrutura, seja em edge, on-premises ou nuvem.

    Como acessar pelo SageMaker JumpStart

    Com o SageMaker JumpStart, o deploy do modelo pode ser feito em poucos cliques, sem a necessidade de configurações complexas. Para começar, basta acessar o catálogo de modelos do SageMaker JumpStart pelo console do SageMaker, ou utilizar o SageMaker Python SDK para realizar o deploy diretamente na conta AWS.

    Para mais detalhes sobre como fazer o deploy e utilizar modelos de fundação no SageMaker JumpStart, a AWS disponibiliza a documentação oficial do Amazon SageMaker JumpStart.

    Fonte

    NVIDIA Nemotron 3.5 Lightning model is now available on Amazon SageMaker JumpStart (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/01/nvidia-nemotron-3.5-lightning-on-sagemaker-jumpstart/)

  • Execute IDEs Interativos no Amazon EKS com SageMaker AI para Turbinar seus Fluxos de IA

    O problema: IDEs fora do cluster

    Quem trabalha com fluxos de Inteligência Artificial no Amazon Elastic Kubernetes Service (EKS) conhece bem o atrito: os cientistas de dados precisam de ambientes interativos como JupyterLab e Code Editor, mas rodar esses ambientes geralmente significa sair do cluster onde os pipelines vivem. Isso implica migrar para um JupyterHub dedicado ou trabalhar em um laptop local — e, com isso, perder acesso aos nós de GPU, ao armazenamento compartilhado e às roles do Gerenciamento de Identidade e Acesso da AWS (IAM) que os pipelines dependem.

    Para fechar essa lacuna, a Amazon SageMaker AI lançou o SageMaker AI Spaces add-on para Amazon EKS. Ele permite rodar ambientes gerenciados de JupyterLab e Code Editor diretamente no cluster que a equipe já opera. Configurar um JupyterHub standalone com acesso a GPU, armazenamento e autenticação costuma levar de 3 a 5 dias para um time de plataforma. Com o add-on, um cientista de dados consegue subir um Space completamente configurado em cerca de 5 minutos.

    Visão geral da solução

    A solução opera em um único cluster EKS, organizada em três camadas:

    Consolidar cargas de trabalho interativas e de treinamento em um único cluster mantém os nós de GPU ocupados entre jobs. Segundo a AWS, isso pode elevar a utilização de GPU em até 30% em comparação com uma frota dedicada de notebooks, além de evitar o custo de um ambiente GPU sempre ligado — que pode chegar a milhares de dólares por mês.

    Pré-requisitos

    Para seguir o passo a passo, são necessários: uma conta AWS com a Interface de Linha de Comando da AWS (AWS CLI) 2.x ou superior configurada para a região alvo, kubectl 1.30 ou superior e Helm v3. Também é preciso ter uma zona hospedada pública no Route 53 para um domínio próprio (referenciado como <YOUR_DOMAIN> ao longo do guia) e permissões IAM para criar roles, políticas, add-ons EKS, entradas de acesso, associações de Pod Identity, certificados ACM e chaves KMS. O add-on Spaces deve ser a versão 0.1.4 ou superior, pois versões anteriores suportavam apenas o Amazon SageMaker HyperPod.

    Atenção aos custos: este guia cria recursos que geram cobranças na AWS: um ALB voltado para a internet, volumes EBS e um cluster EKS. O nível avançado do SSM (Systems Manager) adiciona aproximadamente US$ 0,00695/hora por pod de Space. Siga a seção de limpeza ao finalizar.

    Criando o cluster EKS

    A criação do cluster segue o guia de introdução ao EKS padrão, mas com quatro requisitos específicos para o Spaces. O EKS Auto Mode deve estar desabilitado, pois o add-on exige nós EC2 clássicos no Kubernetes 1.30 ou superior. É preciso usar uma Nuvem Privada Virtual (VPC) com sub-redes públicas e privadas em pelo menos duas Zonas de Disponibilidade, com um gateway NAT servindo as sub-redes privadas, e o acesso ao endpoint do cluster deve ser configurado como público e privado.

    Durante a criação, os seguintes add-ons devem ser adicionados: EKS Pod Identity Agent, Amazon EBS CSI Driver, Cert Manager e External DNS. O Amazon SageMaker Spaces e o AWS Load Balancer Controller são instalados em etapas posteriores. O grupo de nós gerenciado deve usar Amazon Linux 2023, instâncias m5.xlarge ou maiores, com 2 nós nas sub-redes privadas.

    Um passo frequentemente esquecido é a marcação (tagging) das sub-redes da VPC, necessária para que o AWS Load Balancer Controller possa descobri-las. Isso deve ser feito antes de instalar o add-on Spaces, caso contrário o controlador pode posicionar o ALB em sub-redes privadas, tornando os Spaces inacessíveis.

    export VPC_ID=$(aws eks describe-cluster \
      --name $CLUSTER_NAME --region $REGION \
      --query 'cluster.resourcesVpcConfig.vpcId' --output text)
    
    ALL_SUBNETS=$(aws ec2 describe-subnets --region $REGION \
      --filters "Name=vpc-id,Values=${VPC_ID}" \
      --query 'Subnets[*].SubnetId' --output text)
    
    aws ec2 create-tags --region $REGION --resources ${ALL_SUBNETS} \
      --tags Key=kubernetes.io/cluster/$CLUSTER_NAME,Value=shared
    
    PUBLIC_SUBNETS=$(aws ec2 describe-subnets --region $REGION \
      --filters "Name=vpc-id,Values=${VPC_ID}" "Name=map-public-ip-on-launch,Values=true" \
      --query 'Subnets[*].SubnetId' --output text)
    
    aws ec2 create-tags --region $REGION --resources ${PUBLIC_SUBNETS} \
      --tags Key=kubernetes.io/role/elb,Value=1
    
    PRIVATE_SUBNETS=$(aws ec2 describe-subnets --region $REGION \
      --filters "Name=vpc-id,Values=${VPC_ID}" "Name=map-public-ip-on-launch,Values=false" \
      --query 'Subnets[*].SubnetId' --output text)
    
    aws ec2 create-tags --region $REGION --resources ${PRIVATE_SUBNETS} \
      --tags Key=kubernetes.io/role/internal-elb,Value=1

    Configurando a base do ambiente

    Com o cluster em execução, o kubectl é apontado para ele e confirmado que os pods dos add-ons estão saudáveis. O External DNS precisa de permissões no Route 53 para gerenciar registros DNS. A role é criada com uma política de privilégio mínimo e vinculada via Pod Identity:

    aws iam create-role --role-name ExternalDNSRole \
      --assume-role-policy-document file://pod-identity-trust.json
    
    aws iam put-role-policy --role-name ExternalDNSRole \
      --policy-name ExternalDNSRoute53Policy \
      --policy-document '{
      "Version":"2012-10-17",
      "Statement":[
        {"Effect":"Allow","Action":["route53:ChangeResourceRecordSets"],
         "Resource":"arn:aws:route53:::hostedzone/*"},
        {"Effect":"Allow","Action":["route53:ListHostedZones","route53:ListResourceRecordSets","route53:ListTagsForResource"],
         "Resource":"*"}
      ]}'
    
    aws eks create-pod-identity-association \
      --cluster-name $CLUSTER_NAME --region $REGION \
      --namespace external-dns --service-account external-dns \
      --role-arn arn:aws:iam::${ACCOUNT_ID}:role/ExternalDNSRole
    
    kubectl rollout restart deployment -n external-dns external-dns

    Nota de segurança: o escopo de cada role de Pod Identity deve ser limitado às ações e recursos mínimos necessários. Prefira ARNs explícitos em vez de wildcards, e confirme que apenas a service account pretendida pode assumir a role.

    Instalando o AWS Load Balancer Controller

    O AWS Load Balancer Controller é responsável por provisionar o ALB que expõe a interface dos Spaces. A instalação é feita via Helm, após criar a política IAM, a role e a associação de Pod Identity:

    curl -sS -o /tmp/lbc-iam-policy.json \
      https://raw.githubusercontent.com/kubernetes-sigs/aws-load-balancer-controller/main/docs/install/iam_policy.json
    
    aws iam create-policy --policy-name AWSLoadBalancerControllerIAMPolicy \
      --policy-document file:///tmp/lbc-iam-policy.json
    
    aws iam create-role --role-name AWSLoadBalancerControllerRole \
      --assume-role-policy-document file://pod-identity-trust.json
    
    aws iam attach-role-policy --role-name AWSLoadBalancerControllerRole \
      --policy-arn arn:aws:iam::${ACCOUNT_ID}:policy/AWSLoadBalancerControllerIAMPolicy
    
    aws eks create-pod-identity-association \
      --cluster-name $CLUSTER_NAME --region $REGION \
      --namespace kube-system --service-account aws-load-balancer-controller \
      --role-arn arn:aws:iam::${ACCOUNT_ID}:role/AWSLoadBalancerControllerRole
    
    helm repo add eks https://aws.github.io/eks-charts
    helm repo update eks
    
    helm install aws-load-balancer-controller eks/aws-load-balancer-controller \
      -n kube-system \
      --set clusterName=$CLUSTER_NAME \
      --set serviceAccount.create=true \
      --set serviceAccount.name=aws-load-balancer-controller \
      --set region=$REGION \
      --set vpcId=$VPC_ID
    
    kubectl rollout status deployment -n kube-system aws-load-balancer-controller --timeout=180s

    Atenção: no chart v3.2 ou superior, o controlador falha se tentar detectar a VPC automaticamente via metadados EC2, que o EKS bloqueia para pods. Por isso, os parâmetros vpcId e region devem ser passados explicitamente.

    Criando o certificado, a chave KMS e configurando o SSM

    O add-on Spaces exige um certificado TLS, uma chave KMS para criptografia de JWT e configurações do SSM para acesso remoto. O certificado ACM deve cobrir o domínio raiz e um wildcard, usando validação DNS:

    CERT_ARN=$(aws acm request-certificate \
      --domain-name "<YOUR_DOMAIN>" \
      --subject-alternative-names "*<YOUR_DOMAIN>" \
      --validation-method DNS \
      --region $REGION \
      --query CertificateArn --output text)
    
    aws acm describe-certificate --certificate-arn "$CERT_ARN" \
      --region $REGION \
      --query 'Certificate.DomainValidationOptions[].ResourceRecord'

    Nota de segurança: a validação DNS verifica a propriedade do domínio e aciona a renovação automática do ACM. Os CNAMEs de validação devem permanecer no Route 53 — removê-los interrompe a renovação.

    Em seguida, cria-se a chave KMS para criptografia de JWT (o padrão da CLI já é simétrica ENCRYPT_DECRYPT):

    KMS_KEY_ARN=$(aws kms create-key --region $REGION \
      --description "SageMaker Spaces JWT encryption" \
      --query 'KeyMetadata.Arn' --output text)
    
    aws kms create-alias --region $REGION \
      --alias-name alias/sagemaker-spaces-jwt \
      --target-key-id "$KMS_KEY_ARN"

    Por fim, ativa-se o nível avançado de instâncias gerenciadas do SSM, necessário para que o túnel SSH-over-SSM do VS Code funcione (custo aproximado de US$ 0,00695/hora por pod de Space):

    aws ssm update-service-setting --region $REGION \
      --setting-id arn:aws:ssm:$REGION:${ACCOUNT_ID}:servicesetting/ssm/managed-instance/activation-tier \
      --setting-value advanced

    Instalando o add-on Spaces

    Antes de instalar o add-on, são criadas as roles IAM para o controlador do Spaces e para o middleware de autenticação. A role SSM managed-instance é usada por cada pod de Space na frota do SSM:

    aws iam create-role --role-name SageMakerSpacesSSMManagedNodeRole \
      --assume-role-policy-document '{
      "Version":"2012-10-17",
      "Statement":[{"Effect":"Allow","Principal":{"Service":"ssm.amazonaws.com"},"Action":"sts:AssumeRole"}]
    }'
    
    aws iam attach-role-policy --role-name SageMakerSpacesSSMManagedNodeRole \
      --policy-arn arn:aws:iam::aws:policy/AmazonSSMManagedInstanceCore

    A role do controlador Spaces precisa de permissões SSM, PassRole e KMS. Após criar o arquivo de política spaces-controller-policy.json com os valores corretos de <REGION>, <ACCOUNT_ID> e <KMS_KEY_ARN>, a role é criada e as service accounts são vinculadas via Pod Identity:

    aws iam create-role --role-name SageMakerSpacesControllerRole \
      --assume-role-policy-document file://pod-identity-trust.json
    
    aws iam put-role-policy --role-name SageMakerSpacesControllerRole \
      --policy-name SageMakerSpacesControllerPolicy \
      --policy-document file://spaces-controller-policy.json
    
    for SA in jupyter-k8s-controller-manager jupyter-k8s-authmiddleware; do
      aws eks create-pod-identity-association \
        --cluster-name $CLUSTER_NAME --region $REGION \
        --namespace jupyter-k8s-system --service-account $SA \
        --role-arn arn:aws:iam::${ACCOUNT_ID}:role/SageMakerSpacesControllerRole
    done

    Com as roles prontas, define-se o arquivo addon-config.yaml com o domínio, ARN do certificado, ARN da chave KMS e nome da role de nó gerenciado, e então instala-se o add-on:

    aws eks create-addon \
      --cluster-name $CLUSTER_NAME --region $REGION \
      --addon-name amazon-sagemaker-spaces \
      --configuration-values file://addon-config.yaml \
      --resolve-conflicts OVERWRITE

    O add-on leva cerca de três minutos para atingir o status ACTIVE. Quando pronto, o controlador, duas réplicas do middleware de autenticação e dois roteadores Traefik devem estar em execução no namespace jupyter-k8s-system.

    Concedendo acesso e criando o primeiro Space

    Com o add-on saudável, o acesso de usuário é concedido via entrada de acesso EKS com escopo para um único namespace. No console do EKS, navega-se até a aba Access do cluster e cria-se uma entrada de acesso vinculando o usuário ou role IAM à política AmazonSagemakerHyperpodSpacePolicy para o namespace padrão.

    Nota de segurança: prefira acesso com escopo de namespace em vez de políticas globais no cluster, para que os usuários não possam modificar recursos fora do seu namespace.

    Para criar o primeiro Space JupyterLab, define-se um arquivo workspace.yaml:

    apiVersion: workspace.jupyter.org/v1alpha1
    kind: Workspace
    metadata:
      name: my-space
      namespace: default
    spec:
      templateRef:
        name: sagemaker-jupyter-template
        namespace: jupyter-k8s-system
      appType: jupyterlab
      accessType: OwnerOnly
      accessStrategy:
        name: hyperpod-access-strategy
        namespace: jupyter-k8s-system
      image: public.ecr.aws/sagemaker/sagemaker-distribution:latest-cpu
    kubectl apply -f workspace.yaml
    kubectl get workspace -n default -w

    A inicialização pela primeira vez leva cerca de cinco minutos, pois o cluster faz o pull da imagem SageMaker Distribution (aproximadamente 4 GB) e registra o pod no SSM.

    Acessando via browser e via VS Code

    Acesso pelo navegador

    O controlador de Spaces emite uma URL pré-assinada de curta duração com o token criptografado do usuário. Para gerar uma:

    kubectl create -f - -o yaml <<EOF
    apiVersion: connection.workspace.jupyter.org/v1alpha1
    kind: WorkspaceConnection
    metadata:
      namespace: default
      generateName: my-space-conn-
    spec:
      workspaceName: my-space
      workspaceConnectionType: web-ui
    EOF

    O campo status.workspaceConnectionUrl na resposta contém a URL para acessar o JupyterLab no browser.

    Nota de segurança: as URLs pré-assinadas carregam o JWT criptografado pelo KMS com expiração de 5 minutos, aplicada pelo campo exp. Esse valor não é configurável na versão atual do add-on. Não registre nem compartilhe essas URLs por canais não criptografados. Para acesso duradouro, use o VS Code remoto.

    Acesso via VS Code

    Para uma experiência de IDE local, o VS Code se conecta ao pod do Space por meio de um túnel SSM, sem necessidade de browser, domínio ou ALB. É preciso instalar o VS Code, a extensão AWS Toolkit e o plugin do Session Manager localmente.

    Para gerar a URL de conexão do VS Code, cria-se o mesmo recurso WorkspaceConnection, mas com workspaceConnectionType: vscode-remote. A resposta retorna um deep link vscode:// em vez de uma URL HTTPS. Ao colar esse link no browser, ele solicita a abertura no VS Code, e o AWS Toolkit estabelece um túnel SSH-over-SSM até o Space, com o VS Code se conectando ao sistema de arquivos remoto.

    Para configurações em sub-redes privadas e alternativas via SDK, a AWS disponibiliza a documentação sobre acesso remoto aos SageMaker AI Spaces.

    Autenticação corporativa com OIDC

    O acesso descrito até aqui usa usuários e roles IAM. Para permitir que a equipe faça login com credenciais corporativas, é possível registrar um provedor OpenID Connect (OIDC) no cluster e vincular o Controle de Acesso Baseado em Funções (RBAC) do Kubernetes aos grupos do provedor de identidade. O Kubernetes então autoriza as pessoas por associação a grupos, sem necessidade de um principal IAM por usuário.

    O projeto open source jupyter-deploy disponibiliza um template aws-eks-oidc que configura isso automaticamente. O Dex roda no cluster como provedor OIDC, o Amazon EKS confia nele como provedor de identidade, e um console web oferece gerenciamento self-service de workspaces para a equipe.

    O Amazon Cognito funciona por meio do conector genérico OIDC no Dex e requer dois mapeamentos de claims que o GitHub não exige. O EKS lê o nome de usuário do claim preferred_username, que o Cognito não emite — por isso é necessário mapeá-lo a partir do email. O Cognito também publica a associação a grupos como cognito:groups em vez de groups. Se o mapeamento de nome de usuário for omitido, as requisições chegam ao servidor de API sem usuário resolvível, e o console reporta uma sessão expirada em vez de um erro de autorização.

    O template vincula sua role RBAC a um grupo chamado <org>:<team>, portanto é necessário criar um grupo no Cognito com exatamente esse nome e adicionar os usuários a ele. A equipe então faz login pela página gerenciada do Cognito.

    Limpeza dos recursos

    Para evitar cobranças contínuas, os recursos devem ser removidos na ordem inversa:

    kubectl delete workspace my-space -n default
    
    aws eks delete-addon --cluster-name $CLUSTER_NAME --region $REGION \
      --addon-name amazon-sagemaker-spaces
    
    helm uninstall aws-load-balancer-controller -n kube-system
    
    for a in aws-ebs-csi-driver external-dns cert-manager eks-pod-identity-agent kube-proxy; do
      aws eks delete-addon --cluster-name $CLUSTER_NAME --region $REGION --addon-name $a
    done

    Também devem ser removidos: as roles IAM, políticas e associações de Pod Identity criadas (ExternalDNSRole, AWSLoadBalancerControllerRole, AWSLoadBalancerControllerIAMPolicy, SageMakerSpacesControllerRole, SageMakerSpacesSSMManagedNodeRole), o certificado ACM, a chave KMS (com agendamento mínimo de 7 dias para exclusão) e os registros no Route 53. O nível avançado do SSM deve ser revertido para evitar cobranças por instância em toda a conta:

    aws ssm update-service-setting --region $REGION \
      --setting-id arn:aws:ssm:$REGION:${ACCOUNT_ID}:servicesetting/ssm/managed-instance/activation-tier \
      --setting-value standard

    Por fim, o grupo de nós e o cluster EKS devem ser deletados, assim como a VPC, caso tenha sido criada especificamente para este guia.

    Conclusão

    O add-on SageMaker AI Spaces para Amazon EKS representa uma mudança significativa na forma como equipes de dados gerenciam seus ambientes de desenvolvimento. Ao consolidar IDEs interativos no mesmo cluster que já roda os pipelines, a AWS elimina a necessidade de gerenciar dois ambientes separados e reduz o tempo de configuração de dias para minutos. Para evoluir ainda mais a solução, a AWS sugere adicionar o AWS WAF, federar provedores de identidade adicionais, separar as roles IAM do controlador e do middleware de autenticação, ou definir cotas de recursos por namespace.

    Para abordagens relacionadas, vale conferir os artigos sobre IDEs interativos no SageMaker HyperPod e sobre aceleração de treinamento e inferência com SageMaker HyperPod e SageMaker Studio.

    Fonte

    Run interactive IDEs on Amazon EKS with SageMaker AI to power up your AI workflows (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/run-interactive-ides-on-amazon-eks-with-sagemaker-ai-to-power-up-your-ai-workflows/)

  • GLM-5.2 FP8, NVIDIA Nemotron-Nano-12B-v2 e GLM-OCR chegam ao Amazon SageMaker JumpStart

    Novos modelos de fundação disponíveis no SageMaker JumpStart

    A AWS anunciou a disponibilidade de três novos modelos de fundação no Amazon SageMaker JumpStart: o GLM-5.2 FP8 e o GLM-OCR, ambos da Z.ai, e o NVIDIA-Nemotron-Nano-12B-v2, da NVIDIA. A chegada desses modelos amplia o portfólio de opções disponíveis para clientes que desenvolvem soluções de inteligência artificial na infraestrutura da AWS.

    Cada um dos três modelos traz um conjunto de capacidades especializadas, cobrindo desde tarefas agênticas de longo horizonte até compreensão avançada de documentos. Veja o que cada um oferece.

    GLM-5.2 FP8: foco em engenharia agêntica e contexto de longo horizonte

    O GLM-5.2 FP8 foi desenvolvido para tarefas de longo horizonte e fluxos de trabalho de engenharia agêntica — incluindo o ciclo completo de desenvolvimento de software, desde a definição de requisitos até o deploy. Em relação ao seu antecessor, o GLM-5.1, o modelo representa um salto significativo nesse tipo de tarefa.

    Um dos destaques é a janela de contexto de 1 milhão de tokens, disponível pela primeira vez de forma realmente utilizável. Isso permite que o modelo processe contextos de nível de projeto, execute tarefas de longa duração com consistência, siga padrões de engenharia e conclua fluxos de desenvolvimento completos em uma única execução.

    NVIDIA-Nemotron-Nano-12B-v2: eficiência e raciocínio em um modelo compacto

    O NVIDIA-Nemotron-Nano-12B-v2 se destaca pela combinação entre raciocínio unificado e alto throughput de inferência — características que o tornam adequado para aplicações empresariais que exigem tanto precisão quanto eficiência operacional.

    O modelo utiliza uma arquitetura híbrida que combina Mamba-2 e Transformer, com janela de contexto de 128 mil tokens. Antes de apresentar a resposta final, ele gera traços de raciocínio intermediários. Com apenas 12 bilhões de parâmetros, o Nemotron-Nano-12B-v2 entrega acurácia comparável ou superior à de modelos abertos de referência, com throughput de inferência até 6 vezes maior.

    GLM-OCR: compreensão de documentos complexos em tempo real

    O GLM-OCR foi projetado para entender documentos do mundo real com alta precisão e baixa latência. O modelo lida com uma variedade ampla de materiais: PDFs digitalizados, anotações manuscritas, artigos acadêmicos com fórmulas, tabelas multicolunares, documentação de código e textos multilíngues.

    Com apenas 0,9 bilhão de parâmetros, esse modelo multimodal reconstrói estruturas, tabelas e fórmulas em formatos limpos como Markdown, JSON ou LaTeX. Sua latência é baixa o suficiente para uso em serviços em tempo real e dispositivos de borda — o que o torna especialmente útil em pipelines de processamento em larga escala e extração de notas fiscais.

    Como começar a usar no SageMaker JumpStart

    Com o SageMaker JumpStart, qualquer um desses modelos pode ser implantado com poucos cliques, diretamente pelo catálogo de modelos no console do SageMaker ou via SDK Python do SageMaker. Para mais detalhes sobre como implantar e utilizar modelos de fundação no SageMaker JumpStart, consulte a documentação oficial do Amazon SageMaker JumpStart.

    Fonte

    GLM-5.2 FP8, NVIDIA-Nemotron-Nano-12B-v2 and GLM-OCR models now available on Amazon SageMaker JumpStart (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/01/glm-5.2-fp8-nemotron-nano-12b-v2-glm-ocr-on-sagemaker-jumpstart/)