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  • Expansão Regional das Instâncias P4de no SageMaker Studio Notebooks

    Novas Regiões Disponíveis para as Instâncias P4de

    A AWS expandiu a disponibilidade das instâncias Amazon EC2 P4de nos notebooks do SageMaker Studio, adicionando três novas regiões ao suporte já existente: Ásia-Pacífico (Tóquio), Ásia-Pacífico (Singapura) e Europa (Frankfurt). Para equipes brasileiras que operam ou planejam operar em regiões internacionais, essa expansão representa mais flexibilidade na escolha de onde executar cargas de trabalho intensivas de Aprendizado de Máquina (ML).

    O Que Torna as P4de Diferentes das P4d

    As instâncias P4de são equipadas com 8 GPUs NVIDIA A100, cada uma com 80GB de memória de alto desempenho do tipo HBM2e — o dobro da memória disponível nas instâncias P4d da geração anterior. No total, cada instância P4de oferece 640GB de memória de GPU, o que representa um salto significativo para quem trabalha com modelos grandes ou conjuntos de dados de alta resolução.

    Em termos de desempenho prático, a AWS aponta dois números relevantes em comparação com as P4d:

    • Até 60% mais desempenho no treinamento de modelos de ML
    • Até 20% menos custo para treinar o mesmo modelo

    Esses ganhos combinados — mais velocidade e menor custo — podem acelerar consideravelmente o ciclo de desenvolvimento de modelos, reduzindo o tempo necessário para chegar a resultados e colocar soluções em produção.

    Quem Se Beneficia Dessa Expansão

    O aumento de memória de GPU das instâncias P4de é especialmente relevante para cargas de trabalho que exigem treinamento com grandes volumes de dados de alta resolução, como imagens médicas, vídeos ou modelos de linguagem de grande escala. Nesses cenários, a limitação de memória costuma ser um gargalo crítico — e dobrar essa capacidade pode viabilizar experimentos que antes exigiriam arquiteturas distribuídas mais complexas.

    Como Começar a Usar

    Para configurar e utilizar as instâncias P4de nos notebooks do SageMaker Studio, a AWS disponibiliza guias de desenvolvedor com instruções detalhadas para as aplicações JupyterLab e CodeEditor. As informações de preço para essas instâncias estão disponíveis na página de preços do SageMaker.

    Fonte

    Announcing Region Expansion of P4de instances on SageMaker Studio notebooks (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/02/p4de-region-expansion-sagemaker-studio-notebooks/)

  • Expansão Regional das Instâncias G6e nos Notebooks do SageMaker Studio

    Novas regiões disponíveis para as instâncias G6e no SageMaker Studio

    A AWS anunciou a disponibilidade geral das instâncias Amazon EC2 G6e nos notebooks do SageMaker Studio em um conjunto expressivo de novas regiões: Oriente Médio (Dubai), Ásia-Pacífico (Tóquio e Seul) e Europa (Frankfurt, Estocolmo e Espanha). A expansão amplia o acesso a um tipo de instância voltado para cargas de trabalho intensivas em inteligência artificial e aprendizado de máquina.

    O que são as instâncias G6e?

    As instâncias EC2 G6e são equipadas com até 8 GPUs NVIDIA L40s Tensor Core, cada uma com 48 GB de memória, além de processadores AMD EPYC de terceira geração. Essa combinação resulta em um desempenho até 2,5x superior ao das instâncias EC2 G5 — o que representa um salto significativo para equipes que trabalham com modelos de alta complexidade.

    Para quais casos de uso elas se aplicam?

    De acordo com a AWS, as instâncias G6e são indicadas para dois grandes cenários dentro dos notebooks do SageMaker Studio:

    • Teste interativo de implantação de modelos: permite validar como um modelo se comporta antes de colocá-lo em produção, diretamente no ambiente de notebook.
    • Treinamento interativo de modelos: com foco especial em fine-tuning de IA generativa, ou seja, o ajuste fino de modelos pré-treinados para tarefas específicas.

    Além disso, as G6e suportam a implantação de Modelos de Linguagem de Grande Porte (LLMs) com até 13 bilhões de parâmetros, bem como modelos de difusão voltados para a geração de imagens, vídeos e áudio.

    Como começar a usar?

    Para quem quer colocar a mão na massa, a AWS disponibiliza guias para desenvolvedores com instruções de configuração e uso das aplicações JupyterLab e CodeEditor no SageMaker Studio. Para consultar os valores cobrados por essas instâncias, a AWS mantém uma página de preços atualizada.

    Fonte

    Announcing Region Expansion of G6e instances on SageMaker Studio notebooks (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/04/g6e-region-expansion-sagemaker-studio-notebooks/)

  • Expansão Regional das Instâncias P6-B200 nos Notebooks do SageMaker Studio

    O que foi anunciado

    A AWS anunciou a disponibilidade geral das instâncias Amazon EC2 P6-B200 na região US East (Norte da Virgínia) para uso nos notebooks do SageMaker Studio. Essa expansão regional amplia o acesso a uma das configurações de hardware mais poderosas disponíveis na plataforma para workloads de Inteligência Artificial (IA).

    Especificações técnicas das instâncias P6-B200

    As instâncias P6-B200 são equipadas com 8 GPUs NVIDIA Blackwell, totalizando 1.440 GB de memória GPU de alta largura de banda. Além disso, contam com processadores Intel Xeon de 5ª Geração (codinome Emerald Rapids). Segundo a AWS, essa combinação entrega até 2x mais desempenho em comparação com as instâncias P5en para treinamento de IA.

    Para que servem essas instâncias

    O foco principal das P6-B200 no contexto do SageMaker Studio é permitir que times de IA desenvolvam e façam fine-tuning de grandes modelos de fundação de forma interativa. Isso inclui:

    • LLMs — Modelos de Linguagem de Grande Escala (Large Language Models)
    • Modelos de mistura de especialistas (Mixture of Experts)
    • Modelos de raciocínio multimodal — que combinam texto, imagem e vídeo

    A proposta é viabilizar experimentação eficiente com modelos maiores diretamente nos ambientes JupyterLab e CodeEditor do SageMaker Studio, sem precisar sair do ambiente de desenvolvimento para escalar os experimentos.

    Casos de uso em IA Generativa

    A AWS destaca que as instâncias P6-B200 são especialmente adequadas para aplicações de IA Generativa, como:

    • Copilotos corporativos (enterprise copilots)
    • Geração de conteúdo em texto, imagens e vídeo

    Esses casos de uso demandam alto poder computacional e grande quantidade de memória GPU — exatamente o que essa família de instâncias entrega.

    Como começar

    Para quem quer explorar as P6-B200 no SageMaker Studio, a AWS disponibiliza guias de configuração para os ambientes JupyterLab e CodeEditor. Informações sobre preços podem ser consultadas diretamente na página de preços do SageMaker.

    Fonte

    Announcing Region Expansion of P6-B200 instances on SageMaker Studio notebooks (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/05/p6-b200-region-expansion-sagemaker-studio-notebooks/)

  • CloudTroop Weekly #011 — 2026-w19





    CloudTroop Weekly #011 — 2026-w19

    10 de maio de 2026

    Resumo da Semana

    A semana foi dominada por IA agêntica saindo do laboratório e entrando em produção com todas as implicações que isso traz. O Bedrock AgentCore chegou à região São Paulo, agentes agora podem realizar transações financeiras reais via Coinbase e Stripe, e a ISO/IEC 42001 começa a aparecer em contratos corporativos. Segurança acompanhou o ritmo: identidade para agentes no ECS, visibilidade de bots no WAF e fechamento de lacunas no IAM Roles Anywhere. Para quem treina modelos, o comparativo EC2 Capacity Blocks versus SageMaker Training Plans resolve uma dúvida cara — literalmente.

    O que muda na prática

    • Agentes de IA com capacidade de pagamento autônomo exigem política de governança de gastos e trilha de auditoria financeira antes de ir para produção — não é mais opcional.
    • A ISO/IEC 42001 deixou de ser diferencial e virou requisito em auditorias e contratos corporativos; arquitetos precisam mapear seus workloads de IA contra a norma agora.
    • Workloads de IA agêntica podem rodar inteiramente na região São Paulo, eliminando a justificativa técnica para manter dados sensíveis em regiões estrangeiras.

    Ações da semana

    • Acesse o guia de conformidade ISO/IEC 42001 na AWS (link no rank 4) e identifique quais dos seus workloads de IA precisam de mapeamento antes da próxima auditoria ou renovação contratual.
    • Se você usa IAM Roles Anywhere em ambiente híbrido, aplique políticas de endpoint VPC na API CreateSession esta semana — a lacuna de segurança está documentada e o fix é direto.

    Top 10 da Semana

    1

    Agentes de IA que pagam: Bedrock AgentCore Payments com Coinbase e Stripe

    Agentes autônomos realizando transações financeiras reais exige nova camada de governança de gastos e auditoria que todo arquiteto de IA precisa entender agora.

    Para quem: Arquitetos de soluções e engenheiros que constroem sistemas de IA agêntica com fluxos financeiros ou acesso a APIs pagas.

    IA agêntica, pagamentos

    2

    Amazon Bedrock AgentCore chega à região São Paulo

    Clientes brasileiros podem agora operar agentes de IA com menor latência e atender requisitos de residência de dados sem depender de regiões estrangeiras.

    Para quem: Times de engenharia e compliance no Brasil que precisam manter dados de IA agêntica dentro do território nacional.

    IA agêntica, Brasil

    3

    Resumo de Segurança AWS: tudo que aconteceu em abril de 2026

    Consolida em um único lugar os principais avanços em segurança de IA agêntica, criptografia pós-quântica e automação de governança do mês — leitura obrigatória para não perder nada crítico.

    Para quem: Engenheiros de segurança e arquitetos cloud que precisam manter-se atualizados sem consumir dezenas de posts individuais.

    Segurança, resumo mensal

    4

    Novo guia de conformidade ISO/IEC 42001:2023 para IA na AWS

    A norma de gestão de sistemas de IA está se tornando requisito em contratos e auditorias; o guia mapeia diretamente as cláusulas para serviços AWS, economizando semanas de trabalho.

    Para quem: Arquitetos de nuvem, equipes de segurança e líderes de compliance que precisam certificar workloads de IA em clientes corporativos ou regulados.

    Compliance, IA

    5

    Como proteger agentes de IA com Bedrock AgentCore Identity no ECS

    Implementação prática de autenticação OIDC e autorização OAuth 2.0 para agentes em produção, com código funcional e proteção contra CSRF — lacuna de segurança crítica em sistemas agênticos.

    Para quem: Engenheiros de segurança e desenvolvedores que implantam agentes de IA no Amazon ECS e precisam de autenticação robusta.

    Segurança, IA agêntica

    6

    Dashboards de Análise de Tráfego de IA para o AWS WAF

    Visibilidade sobre mais de 650 bots e agentes de IA que acessam suas aplicações, sem custo adicional, muda a capacidade de detecção e resposta a ameaças automatizadas.

    Para quem: Engenheiros de segurança e operadores de aplicações web que precisam distinguir tráfego legítimo de bots e agentes maliciosos.

    Segurança, WAF

    7

    GPU sob demanda: EC2 Capacity Blocks vs SageMaker Training Plans

    Reservar capacidade GPU de curto prazo é um gargalo operacional e financeiro real; entender quando usar cada opção evita desperdício e garante disponibilidade em picos de treinamento.

    Para quem: Engenheiros de ML e arquitetos de plataforma que gerenciam workloads de treinamento e precisam otimizar custos de GPU.

    GPU, MLOps, custos

    8

    CloudFront agora suporta WebSocket para origens em VPC privada

    Aplicações em tempo real podem ficar totalmente em sub-redes privadas com proteção DDoS integrada, eliminando exposição desnecessária à internet sem custo adicional.

    Para quem: Arquitetos de rede e desenvolvedores de aplicações em tempo real que precisam de segurança sem sacrificar performance.

    Rede, segurança

    9

    5 técnicas práticas para usar Kiro e Amazon Q em segurança AWS

    Automação de tarefas repetitivas de segurança com IA — triagem de alertas, revisão de IaC e criação de SCPs — multiplica a capacidade de times enxutos sem aumentar headcount.

    Para quem: Engenheiros de segurança e DevSecOps que querem acelerar revisões de postura e governança usando ferramentas de IA disponíveis hoje.

    Segurança, produtividade

    10

    IAM Roles Anywhere aplica políticas de endpoint VPC na API CreateSession

    Controle granular e consistente sobre todas as operações do IAM Roles Anywhere via endpoint privado fecha uma lacuna de segurança em ambientes com workloads híbridos.

    Para quem: Engenheiros de segurança e administradores IAM que usam IAM Roles Anywhere para autenticar cargas de trabalho fora da AWS.

    IAM, segurança


  • AWS Client VPN passa a suportar Ubuntu 26.04 LTS

    Suporte ao Ubuntu 26.04 LTS chega ao AWS Client VPN

    A AWS expandiu a compatibilidade do seu cliente de Rede Privada Virtual (VPN) para desktop: o AWS Client VPN agora oferece suporte ao Ubuntu 26.04 LTS, a versão mais recente com suporte de longo prazo (LTS — Long-Term Support) do Ubuntu Linux.

    Com essa atualização, equipes que utilizam Linux no dia a dia — especialmente em ambientes corporativos que adotam o Ubuntu como sistema padrão — podem conectar suas máquinas com a versão mais atual do sistema operacional diretamente às redes da AWS ou a redes locais (on-premises), sem precisar recorrer a versões mais antigas do Ubuntu.

    O que é o AWS Client VPN?

    Para quem ainda não conhece o serviço: o AWS Client VPN é um serviço gerenciado da AWS que permite conectar com segurança trabalhadores remotos tanto a recursos hospedados na AWS quanto a redes corporativas locais. É uma solução voltada para o acesso remoto seguro de equipes distribuídas.

    O cliente de desktop é gratuito e pode ser baixado diretamente pelo site da AWS.

    Quais sistemas operacionais são suportados?

    Com a inclusão do Ubuntu 26.04 LTS, o AWS Client VPN passa a cobrir um conjunto bastante amplo de plataformas. Veja o panorama atual de compatibilidade:

    • Linux (Ubuntu): versões 22.04 LTS, 24.04 LTS e agora 26.04 LTS
    • macOS: Sonoma 14.0, Sequoia 15.0 e Tahoe 26.0
    • Windows: Windows 11

    Vale destacar também que o cliente já oferece suporte à arquitetura ARM64 para macOS e Windows, o que é especialmente relevante para quem utiliza Macs com chip Apple Silicon.

    Disponibilidade e custos

    A nova versão do cliente com suporte ao Ubuntu 26.04 LTS está disponível em todas as regiões onde o AWS Client VPN já está em disponibilidade geral (generally available), sem qualquer custo adicional.

    Saiba mais

    Para quem quiser se aprofundar no serviço, a AWS disponibiliza recursos oficiais:

    Fonte

    AWS Client VPN now supports Ubuntu OS version 26.04 LTS (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/05/aws-client-vpn-ubuntu-26/)

  • Como garantir capacidade de GPU de curto prazo para cargas de ML com EC2 Capacity Blocks e SageMaker Training Plans

    O problema de acesso a GPUs na nuvem

    À medida que empresas de todos os portes adotam cargas de trabalho de aprendizado de máquina (ML) — treinamento, ajuste fino e inferência —, a demanda por capacidade de GPU ultrapassou a oferta disponível no mercado, tornando as GPUs um recurso escasso. Isso cria um desafio real para quem precisa de acesso confiável a recursos de computação acelerada.

    Uma alternativa comum é criar reservas de capacidade sob demanda (ODCRs). No entanto, as ODCRs são mais adequadas para cargas planejadas e estáveis. Para instâncias GPU — especialmente as do tipo P — a disponibilidade de ODCR de curto prazo costuma ser limitada. Sem um contrato de longo prazo, as ODCRs são cobradas no preço sob demanda, sem nenhuma vantagem de custo. Isso as torna inadequadas para workloads exploratórios, testes pontuais, avaliações ou eventos com data definida.

    A AWS publicou um guia detalhando como usar o Amazon EC2 Capacity Blocks for ML e os Amazon SageMaker Training Plans para garantir capacidade GPU reservada em janelas de tempo específicas — seja para testes de carga, validação de modelos, workshops ou preparação de capacidade de inferência antes de um lançamento.

    Opções de acesso a GPU de curto prazo na AWS

    Existem diferentes caminhos para acessar capacidade GPU na AWS. Cada um tem trade-offs claros entre disponibilidade, custo e controle.

    Instâncias sob demanda

    A opção mais simples: se houver capacidade disponível na região no momento do lançamento, você já começa a usar sem nenhum compromisso prévio. Funciona bem para experimentos pontuais e tarefas de desenvolvimento. O problema é que a disponibilidade depende da oferta regional e pode mudar rapidamente. Se você pausar ou encerrar uma instância, pode não conseguir reacquirir a mesma capacidade depois — o que frequentemente leva equipes a manter instâncias rodando mais tempo do que o necessário, aumentando o custo.

    Instâncias Spot

    Instâncias Spot podem reduzir os custos de computação GPU em até 90%, mas trocam economia por incerteza de disponibilidade. As instâncias podem ser interrompidas quando o Amazon EC2 precisar da capacidade de volta. São adequadas para workloads que toleram interrupção: treinamentos distribuídos com checkpoints periódicos, inferência em lote com possibilidade de reprocessamento e ambientes de workshop projetados para lidar com capacidade parcial.

    Amazon EC2 Capacity Blocks for ML

    O Amazon EC2 Capacity Blocks for ML reserva capacidade GPU para uma janela de tempo específica, garantindo que as instâncias estarão disponíveis quando você precisar delas. Diferente das ODCRs, os Capacity Blocks são totalmente self-service e oferecem melhor disponibilidade de curto prazo para instâncias GPU, com desconto de 40 a 50% em relação ao preço sob demanda.

    Com os Capacity Blocks, é possível:

    Organizações podem comprar Capacity Blocks e provisioná-los em múltiplas contas, permitindo que diferentes workloads acessem um pool de capacidade reservada sem custo adicional.

    Em caso de falha de hardware durante a reserva, é possível encerrar a instância afetada e iniciar uma substituta dentro do mesmo Capacity Block. O sistema devolve o slot de capacidade reservada após aproximadamente 10 minutos de limpeza. A AWS mantém um buffer interno dentro de cada bloco para suportar esse relançamento sem custo adicional.

    Limitações importantes dos Capacity Blocks:

    Amazon SageMaker Training Plans

    Os Amazon SageMaker Training Plans permitem reservar capacidade GPU para workloads gerenciados pelo ambiente do SageMaker AI — incluindo jobs de treinamento, clusters HyperPod e inferência. Eles não são intercambiáveis com os EC2 Capacity Blocks.

    Com os Training Plans, é possível:

    • Agendar reservas para instâncias GPU específicas e durações definidas
    • Acessar a capacidade sem gerenciar a infraestrutura subjacente
    • Usar opções de computação acelerada, incluindo as GPUs NVIDIA mais recentes e os aceleradores AWS Trainium

    Instâncias do tipo G (exceto G6) não são suportadas atualmente pelos SageMaker Training Plans. Para instâncias G6, é necessário contatar o time de conta da AWS. Para informações detalhadas sobre tipos de instância suportados por região, durações e opções de quantidade, consulte a documentação de tipos de instâncias, regiões e preços.

    Os SageMaker Training Plans se aplicam a:

    Essa é a escolha certa quando o objetivo é que o SageMaker AI gerencie o provisionamento, o escalonamento e o ciclo de vida das instâncias, enquanto a capacidade reservada fica garantida durante uma janela definida.

    Como escolher a opção certa

    Ao planejar a estratégia de GPU de curto prazo, a AWS recomenda avaliar três fatores:

    A lógica de decisão segue uma progressão do menos restritivo para o mais restritivo:

    1. Defina o modelo de infraestrutura: se você precisa de controle total sobre o sistema operacional, rede e orquestração, use o Amazon EC2. Se preferir um serviço gerenciado que cuide do provisionamento e das operações, use o SageMaker AI.
    2. Comece com capacidade sob demanda: sem compromisso prévio, início imediato se houver capacidade disponível. Se o lançamento falhar, tente outra região ou ajuste o horário de início para períodos de menor demanda. Instâncias Spot podem complementar workloads que toleram interrupção.
    3. Use capacidade reservada quando a certeza for crítica: se o workload precisa iniciar em um horário específico ou se o prazo de entrega depende do acesso garantido à GPU, reserve com antecedência. Para workloads no EC2, use Capacity Blocks. Para workloads no SageMaker, use Training Plans.

    Para implantações em produção ou eventos de grande escala que exigem capacidade GPU significativa, a recomendação é iniciar o planejamento com pelo menos três semanas de antecedência e trabalhar com o time de conta da AWS para desenvolver uma estratégia de capacidade adequada ao prazo.

    Considerações de custo

    Os Capacity Blocks for ML exigem pagamento antecipado e oferecem taxas horárias de 40 a 50% menores em comparação com o preço sob demanda. Como referência, na região US East (N. Virginia), a instância p5.48xlarge custa $34,608/hora com Capacity Blocks versus $55,04/hora no modelo sob demanda.

    Os SageMaker Training Plans são precificados entre 70 e 75% abaixo das taxas sob demanda. O pagamento é feito integralmente no momento da reserva. A AWS atualiza os preços periodicamente com base em tendências de oferta e demanda — você paga o preço vigente no momento da reserva, mesmo que o plano comece depois de uma atualização de preços.

    Um ponto de atenção: se as instâncias não rodarem continuamente durante todo o período reservado, o custo total da reserva pode superar o custo sob demanda. A avaliação deve levar em conta o tempo real de execução do workload.

    Todos os valores de preço mencionados são baseados nos preços públicos da AWS na data de publicação do artigo original e estão sujeitos a alterações. Para os valores mais atualizados, consulte a página de preços do Amazon EC2 e a página de preços do SageMaker AI.

    Implementação prática: reservando capacidade GPU para inferência com SageMaker Training Plans

    A seguir, a AWS detalha como reservar e usar capacidade GPU para workloads de inferência gerenciados pelos SageMaker Training Plans. É importante destacar que as reservas são específicas para o recurso-alvo selecionado: um plano comprado para inferência não pode ser usado para jobs de treinamento ou clusters HyperPod, e vice-versa.

    Para reservas voltadas a jobs de treinamento ou clusters HyperPod, consulte a documentação de criação de training plans para jobs de treinamento ou clusters HyperPod. Para workloads que rodam diretamente no EC2 com necessidade de capacidade reservada em janela fixa, consulte a documentação de Capacity Blocks for ML.

    Pré-requisitos

    Antes de começar, é necessário ter:

    {
      "Version": "2012-10-17",
      "Statement": [
        {
          "Effect": "Allow",
          "Action": [
            "sagemaker:CreateEndpointConfig",
            "sagemaker:CreateEndpoint",
            "sagemaker:DescribeEndpoint",
            "sagemaker:DeleteEndpoint",
            "sagemaker:DeleteEndpointConfig"
          ],
          "Resource": [
            "arn:aws:sagemaker:*:*:endpoint/*",
            "arn:aws:sagemaker:*:*:endpoint-config/*"
          ]
        }
      ]
    }

    Criar um training plan

    Acesse o console do Amazon SageMaker AI, selecione Training plans no painel de navegação esquerdo e clique em Create training plan. Configure a data preferida, a duração (por exemplo, 1 dia), o tipo de instância e a quantidade (por exemplo, 1 ml.trn1.32xlarge) para Inference Endpoint e clique em Find training plan. O console exibirá os planos disponíveis com o preço total. Revise os planos sugeridos com a precificação antecipada antes de aceitar a reserva.

    Após aceitar o plano, adicione os detalhes e clique em Create your plan.

    Atenção: os SageMaker Training Plans não podem ser cancelados após a compra. A reserva expirará automaticamente ao fim do período reservado.

    Monitorar o status do training plan

    Após a criação, o plano entra inicialmente no estado Pending, aguardando o processamento do pagamento. Após a confirmação do pagamento pela AWS, o plano passa para o estado Scheduled. Na data de início, ele se torna Active e o sistema aloca os recursos para uso.

    Para verificar o status via AWS CLI:

    aws sagemaker describe-training-plan \
        --training-plan-name your-training-plan-name \
        --region your-region

    Quando a resposta exibir "Status": "Active", é possível iniciar as tarefas de inferência. Verifique também se o campo TargetResources exibe endpoint, confirmando que o plano está configurado para workloads de inferência.

    Criar a configuração do endpoint

    aws sagemaker create-endpoint-config \
        --endpoint-config-name your-endpoint-config-name \
        --production-variants '[
          {
            "VariantName": "your-variant-name",
            "ModelName": "your-model-name",
            "InitialInstanceCount": 1,
            "InstanceType": "ml.trn1.32xlarge",
            "CapacityReservationConfig": {
              "MlReservationArn": "your-training-plan-arn",
              "CapacityReservationPreference": "capacity-reservations-only"
            }
          }
        ]'

    Implantar o endpoint

    aws sagemaker create-endpoint \
        --endpoint-name your-endpoint-name \
        --endpoint-config-name your-endpoint-config-name

    Verificar o status do endpoint

    aws sagemaker describe-endpoint \
        --endpoint-name your-endpoint-name \
        --region your-region

    Limpeza dos recursos

    Para evitar cobranças contínuas, exclua os recursos criados:

    aws sagemaker delete-endpoint --endpoint-name your-endpoint-name
    aws sagemaker delete-endpoint-config --endpoint-config-name your-endpoint-config-name

    Conclusão

    Garantir capacidade GPU para workloads transitórios exige uma abordagem diferente do planejamento de longo prazo. A lógica recomendada pela AWS é simples: comece com capacidade sob demanda, aumente a flexibilidade sempre que possível e reserve capacidade com antecedência apenas quando a certeza de disponibilidade for crítica para o prazo do projeto.

    A distinção entre workloads baseados diretamente no EC2 e workloads gerenciados pelo SageMaker AI é o primeiro critério de decisão. A partir daí, os Capacity Blocks e os Training Plans cobrem os dois cenários com desconto significativo em relação ao preço sob demanda — tornando a reserva antecipada uma escolha economicamente justificável quando o timing é determinante.

    Fonte

    Secure short-term GPU capacity for ML workloads with EC2 Capacity Blocks for ML and SageMaker training plans (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/secure-short-term-gpu-capacity-for-ml-workloads-with-ec2-capacity-blocks-for-ml-and-sagemaker-training-plans/)

  • AWS conquista certificações SNI 27017, SNI 27018 e SNI 9001 na Região Ásia-Pacífico (Jacarta)

    AWS avança em conformidade na Indonésia com três novas certificações nacionais

    A Amazon Web Services (AWS) acaba de conquistar três certificações do Padrão Nacional Indonésio — o Standar Nasional Indonesia (SNI) — para a sua Região Ásia-Pacífico (Jacarta). As certificações obtidas são: SNI ISO/IEC 27017:2015, SNI ISO/IEC 27018:2019 e SNI ISO 9001:2015.

    O SNI é o framework de padrões nacionais da Indonésia, com aplicação ampla em diferentes setores da economia do país. Conquistar essas certificações significa que os serviços da AWS atendem a requisitos formalmente reconhecidos pelo governo indonésio.

    Como as certificações foram obtidas

    A avaliação foi conduzida por um auditor terceiro independente, credenciado pelo Komite Akreditasi Nasional (KAN) — o Comitê Nacional de Acreditação da Indonésia. O processo seguiu os requisitos regulatórios locais aplicáveis, o que oferece aos clientes uma validação confiável e reconhecida regionalmente para suas necessidades de conformidade.

    O que cada certificação significa na prática

    • SNI 27017: baseada na norma internacional ISO/IEC 27017, adiciona controles de segurança específicos para ambientes de nuvem, complementando a ISO/IEC 27001. Ajuda organizações a executar cargas de trabalho com mais segurança e reduz o esforço em avaliações de segurança.
    • SNI 27018: focada na proteção de Informações de Identificação Pessoal (PII) em nuvens públicas. Confirma que a AWS trata os dados dos clientes em conformidade com padrões internacionais de privacidade.
    • SNI 9001: estabelece sistemas de gestão da qualidade que garantem entrega consistente de serviços e melhoria contínua nas operações da AWS.

    AWS se torna a primeira provedora com as quatro certificações SNI

    Somadas à certificação SNI 27001, conquistada em 2023, a AWS se torna agora a primeira provedora de serviços de nuvem (CSP) a deter as quatro certificações SNI — SNI 27001, SNI 27017, SNI 27018 e SNI 9001. Esse conjunto demonstra alinhamento abrangente com os padrões nacionais da Indonésia em segurança da informação, segurança em nuvem, privacidade e gestão da qualidade, ajudando clientes a atender a uma ampla gama de exigências regulatórias e de gestão de riscos.

    Como acessar os certificados e verificar os serviços cobertos

    Os certificados correspondentes estão disponíveis pelo AWS Artifact, o portal de autoatendimento da AWS para acesso sob demanda à documentação de conformidade. Para consultar a lista completa de serviços cobertos pelas certificações SNI, acesse a página de serviços em escopo da AWS.

    A AWS segue expandindo o escopo de seus programas de conformidade para ajudar clientes a atenderem seus requisitos arquiteturais, de negócios e regulatórios. Para mais informações sobre essas certificações, o recomendado é entrar em contato com o time de contas AWS.

    Fonte

    AWS achieves SNI 27017, SNI 27018, and SNI 9001 certifications for the AWS Asia Pacific (Jakarta) Region (https://aws.amazon.com/blogs/security/aws-achieves-sni-27017-sni-27018-and-sni-9001-certifications-for-the-aws-asia-pacific-jakarta-region/)

  • Agentes que transacionam: conheça o Amazon Bedrock AgentCore Payments, desenvolvido com Coinbase e Stripe

    O próximo passo dos agentes de IA: transacionar

    Estamos diante de uma mudança fundamental na forma como o software é construído e utilizado. Os agentes de Inteligência Artificial (IA) estão deixando de ser simples assistentes que aguardam instruções para se tornarem atores autônomos: eles chamam APIs, acessam servidores MCP (Model Context Protocol — Protocolo de Contexto de Modelo), coordenam com outros agentes e executam tarefas complexas em múltiplas etapas em nome dos usuários.

    À medida que esses agentes assumem tarefas cada vez mais diversas, o ecossistema ao redor deles também precisa evoluir. Olhando para o futuro próximo, serviços, ferramentas e conteúdos precisarão ser projetados para atender tanto humanos quanto agentes. Esses agentes vão descobrir, avaliar e pagar por recursos conforme a necessidade — tudo dentro de um único ciclo de execução. Os serviços que os suportam precisarão ser precificados e consumidos dessa forma: frações de centavo por chamada, cobrados em tempo real.

    Fonte

    Agents that transact: Introducing Amazon Bedrock AgentCore payments, built with Coinbase and Stripe (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/agents-that-transact-introducing-amazon-bedrock-agentcore-payments-built-with-coinbase-and-stripe/)

  • Superando desafios de sinal de recompensa: aprendizado por reforço com recompensas verificáveis e GRPO no SageMaker AI

    O problema dos sinais de recompensa no treinamento de LLMs

    Treinar grandes modelos de linguagem (LLMs) exige sinais de feedback precisos. No aprendizado por reforço (RL) tradicional, esses sinais costumam ser pouco confiáveis: funções de recompensa imprecisas, vieses ocultos e critérios de sucesso ambíguos podem fazer o modelo aprender comportamentos indesejados — fenômeno conhecido como reward hacking, em que o modelo encontra atalhos para maximizar a pontuação sem realmente alcançar o objetivo desejado.

    Para endereçar esse problema, a AWS publicou um tutorial completo sobre como implementar o Aprendizado por Reforço com Recompensas Verificáveis (RLVR — Reinforcement Learning with Verifiable Rewards) combinado com o algoritmo Otimização de Política Relativa por Grupos (GRPO — Group Relative Policy Optimization) no Amazon SageMaker AI. A abordagem é especialmente eficaz em tarefas com saídas objetivamente verificáveis, como raciocínio matemático, geração de código e manipulação simbólica.

    Conceitos fundamentais: RLVR e GRPO

    O que é RLVR?

    O RLVR combate o reward hacking por meio de funções de recompensa baseadas em regras definidas pelo próprio tutor do modelo. Em vez de depender de avaliações humanas subjetivas, o sistema utiliza funções programáticas que pontuam as saídas automaticamente com base em critérios objetivos e reproduzíveis. Isso permite iterações rápidas e adaptação a novos cenários sem o gargalo da coleta de anotações humanas.

    O que é GRPO?

    O GRPO é um algoritmo de aprendizado por reforço que melhora o aprendizado de modelos de IA comparando o desempenho dentro de grupos, em vez de avaliar todos os dados de uma vez. Ele organiza os dados de treinamento em grupos significativos e otimiza o desempenho relativo à linha de base de cada grupo. Essa otimização orientada por grupos reduz a variância do treinamento, acelera a convergência e produz modelos com desempenho mais consistente entre diferentes categorias.

    A combinação das duas técnicas

    Combinar RLVR com GRPO cria uma estrutura em que as recompensas automatizadas guiam o aprendizado enquanto a otimização relativa por grupos impulsiona um desempenho equilibrado. As funções de recompensa são definidas para diferentes aspectos da tarefa, e o GRPO as trata como grupos distintos durante o treinamento, facilitando a melhoria simultânea em múltiplas dimensões.

    Adicionar aprendizado few-shot (com poucos exemplos) potencializa ainda mais esse framework: os exemplos fornecem modelos do que são boas respostas, reduzindo o espaço de busca para exploração; o GRPO aproveita esses exemplos gerando múltiplas respostas candidatas por prompt e aprendendo com o desempenho relativo delas dentro de cada grupo; e as recompensas verificáveis confirmam imediatamente quais abordagens funcionam.

    Visão geral da solução no SageMaker AI

    O tutorial demonstra como fazer o fine-tuning do modelo Qwen2.5-0.5B no SageMaker AI usando Amazon SageMaker Training Jobs. Os Training Jobs suportam configurações distribuídas com múltiplas GPUs e múltiplos nós, permitindo criar clusters de alto desempenho sob demanda, treinar modelos com bilhões de parâmetros mais rapidamente e desligar os recursos automaticamente ao final do job.

    Vale notar: o Qwen2.5-0.5B foi escolhido para este caso de uso específico, mas tarefas como geração de código exigirão modelos maiores (como o Qwen2.5-Coder-7B) e instâncias de treinamento mais robustas.

    Diagrama de arquitetura do pipeline de fine-tuning com GRPO e RLVR no SageMaker AI
    Imagem original — fonte: AWS

    Pré-requisitos

    Para executar o exemplo, são necessários: uma conta AWS, uma role de AWS Identity and Access Management (IAM — Gerenciamento de Identidade e Acesso) com acesso ao SageMaker AI, e acesso a uma instância de treinamento ml.p4d.24xlarge. O ambiente de desenvolvimento pode ser qualquer IDE de preferência (VS Code, PyCharm) com credenciais AWS configuradas, ou o próprio Amazon SageMaker Studio. O código-fonte está disponível no repositório GitHub de exemplos.

    Preparação do dataset e sistema de recompensas duplas

    O dataset GSM8K

    O tutorial usa o dataset GSM8K (Matemática do Ensino Fundamental — 8 mil problemas), uma coleção de problemas matemáticos de nível escolar que exigem raciocínio aritmético em múltiplas etapas. O dataset é preparado extraindo a resposta final de cada questão — informação essencial para calcular as recompensas durante o treinamento. O exemplo utiliza 8 exemplos few-shot por entrada para melhorar o desempenho do treinamento, com base em pesquisas sobre o uso de exemplos em aprendizado por reforço para raciocínio em LLMs (veja o paper “Reinforcement Learning for Reasoning in Large Language Models with One Training Example”).

    Sistema de recompensas duplas

    A implementação do GRPO para raciocínio matemático emprega um sistema de recompensa dupla que fornece feedback objetivo e verificável durante o treinamento, sem necessidade de anotação humana:

    Função de recompensa de formato: verifica se o modelo estrutura corretamente suas respostas. Ela busca o padrão #### The final answer is [número] e concede 0,5 ponto para formatação correta e 0,0 para formatação incorreta.

    #Format reward function
    def format_reward_func_qa(completions, **kwargs):
        pattern = r"\n#### The final answer is \d+"
        completion_contents = [completion for completion in completions]
        matches = [re.search(pattern, content) for content in completion_contents]
        return [0.5 if match else 0.0 for match in matches]

    Função de recompensa de correção: realiza a verificação matemática central. Ela extrai respostas numéricas via regex, normaliza caracteres de formatação (vírgulas, símbolos de moeda) e usa uma tolerância de 1e-3 para lidar com precisão de ponto flutuante. Concede 1,0 para respostas corretas e 0,0 para incorretas.

    #Correctness reward function
    def correctness_reward_func_qa(completions, final_answer, **kwargs):
        rewards = []
        for completion, ground_truth in zip(completions, final_answer):
            try:
                match = re.search(r'####.*?([\d,]+(?:\.\d+)?)', completion)
                if match:
                    answer = match.group(1)
                    for remove_char in [',', '$', '%', 'g']:
                        answer = answer.replace(remove_char, '')
                    if abs(float(answer)-float(ground_truth)) < 1e-3:
                        rewards.append(1.0)
                    else:
                        rewards.append(0.0)
                else:
                    rewards.append(0.0)
            except ValueError:
                rewards.append(0.0)
        return rewards

    As duas funções são integradas ao pipeline de treinamento do GRPO via GRPOTrainer. A recompensa máxima combinada por completion é 1,5 (0,5 de formato + 1,0 de correção). O GRPO compara as completions dentro dos grupos para identificar as melhores respostas e atualiza os parâmetros do modelo de forma que completions com maior recompensa aumentem sua probabilidade, enquanto as de menor recompensa a diminuem.

    rewards_funcs = [format_reward_func_qa, correctness_reward_func_qa]
    trainer = GRPOTrainer(
        model=model,
        args=training_args,
        train_dataset=train_dataset,
        eval_dataset=test_dataset,
        processing_class=tokenizer,
        peft_config=peft_config,
        reward_funcs=rewards_funcs,
    )

    Configuração do treinamento com QLoRA e DeepSpeed

    O fine-tuning utiliza QLoRA (Adaptação de Baixo Rank Quantizada — Quantized Low-Rank Adaptation) para reduzir os requisitos de recursos de treinamento com uma pequena troca de acurácia. A receita completa de treinamento inclui os principais hiperparâmetros:

    # Model arguments
    model_name_or_path: Qwen/Qwen2.5-0.5B
    tokenizer_name_or_path: Qwen/Qwen2.5-0.5B
    model_revision: main
    torch_dtype: bfloat16
    attn_implementation: flash_attention_2
    bf16: true
    tf32: true
    output_dir: /opt/ml/model/Qwen2.5-0.5B-RL-VR-GRPO
    
    # Dataset arguments
    train_dataset_id_or_path: /opt/ml/input/data/train/dataset.json
    test_dataset_id_or_path: /opt/ml/input/data/val/dataset.json
    dataset_splits: 'train'
    max_seq_length: 2048
    packing: true
    
    # LoRA arguments
    use_peft: true
    load_in_4bit: true
    lora_target_modules: ["q_proj", "k_proj", "v_proj", "o_proj", "up_proj", "down_proj", "gate_proj"]
    lora_modules_to_save: ["lm_head", "embed_tokens"]
    lora_r: 16
    lora_alpha: 16
    
    # Training arguments
    num_train_epochs: 2
    per_device_train_batch_size: 16
    gradient_accumulation_steps: 2
    gradient_checkpointing: true
    gradient_checkpointing_kwargs:
      use_reentrant: True
    learning_rate: 1.84e-4
    lr_scheduler_type: cosine
    warmup_ratio: 0.1
    
    # Logging arguments
    logging_strategy: steps
    logging_steps: 5
    report_to:
      - mlflow
    save_strategy: "no"
    seed: 42

    Para o treinamento distribuído em múltiplas GPUs, o script utiliza o Hugging Face Accelerate combinado com DeepSpeed ZeRO-3. O Accelerate simplifica o lançamento do treinamento distribuído, enquanto o ZeRO-3 reduz o uso de memória particionando estados do otimizador, gradientes e parâmetros entre as GPUs — permitindo que modelos com bilhões de parâmetros caibam e treinem mais rapidamente.

    NUM_GPUS=$(nvidia-smi --list-gpus | wc -l)
    echo "Detected ${NUM_GPUS} GPUs on the machine"
    
    # Launch fine-tuning with Accelerate + DeepSpeed (Zero3)
    accelerate launch \
        --config_file accelerate_configs/deepspeed_zero3.yaml \
        --num_processes ${NUM_GPUS} \
        run_grpo.py \
        --config $CONFIG_PATH

    Resultados: melhoria de 3,7x no raciocínio matemático

    Após avaliar os modelos em 100 amostras de teste, o modelo GRPO treinado com 8 exemplos few-shot alcançou 41% de acurácia, contra 11% do modelo base — uma melhoria de 3,7 vezes no raciocínio matemático em cadeia de pensamento.

    Gráficos comparando a acurácia do modelo GRPO vs modelo base em diferentes configurações few-shot
    Imagem original — fonte: AWS

    Os resultados revelam um comportamento de limiar interessante: configurações com 0-shot (6%) e 2-shot (3%) tiveram desempenho até pior que o modelo base, enquanto o desempenho melhorou drasticamente a partir de 4-shot (33%), atingindo o pico com 8-shot (41%). Esse padrão de escalonamento não-linear sugere que o treinamento com GRPO cria padrões de raciocínio que precisam de um número mínimo de exemplos para serem ativados efetivamente — consistente com a abordagem de otimização baseada em grupos do algoritmo.

    Generalizando o RLVR para outros domínios

    Embora o tutorial foque em raciocínio matemático com o GSM8K, a abordagem RLVR se generaliza para qualquer domínio com saídas objetivamente verificáveis:

    • Geração de código com recompensas baseadas em execução: recompensas parciais quando o código compila e executa sem erros, recompensas completas quando as saídas passam em testes unitários abrangentes.
    • Geração de texto especializado com validação semântica: para domínios como escrita médica ou técnica, recompensas baseadas em palavras-chave guiam os modelos em direção à terminologia apropriada — por exemplo, recompensar textos que combinam palavras-chave diagnósticas com palavras-chave de tratamento em padrões clinicamente válidos.

    Limpeza de recursos

    Para evitar cobranças desnecessárias após os experimentos, a AWS recomenda: excluir recursos não utilizados do SageMaker Studio, opcionalmente excluir o domínio do SageMaker Studio, excluir os buckets S3 criados e verificar se os training jobs não estão mais em execução. Para mais detalhes, consulte a documentação de limpeza de recursos.

    Conclusão

    O tutorial da AWS demonstra como o RLVR combinado com GRPO representa uma alternativa robusta aos métodos de treinamento baseados em preferências humanas. O modelo Qwen2.5-0.5B treinado com essa abordagem alcançou uma melhoria de 3,7x sobre o modelo base no GSM8K, validando o RLVR como uma abordagem promissora para domínios com resultados objetivamente verificáveis. O comportamento de limiar observado sugere que o GRPO aprende a aproveitar comparações de grupo a partir de múltiplos exemplos, consistente com sua abordagem de otimização baseada em grupos.

    Para mais informações sobre treinamento gerenciado no Amazon SageMaker AI, consulte a seção de treinamento da documentação do SageMaker AI. O código de suporte está disponível no GitHub.

    Fonte

    Overcoming reward signal challenges: Verifiable rewards-based reinforcement learning with GRPO on SageMaker AI (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/overcoming-reward-signal-challenges-verifiable-rewards-based-reinforcement-learning-with-grpo-on-sagemaker-ai/)

  • Amazon SageMaker Unified Studio ganha recursos de gerenciamento de identidade e usuários

    Mais controle para administradores no SageMaker Unified Studio

    A AWS anunciou novos recursos de administração no Amazon SageMaker Unified Studio que ampliam o controle sobre configuração de identidade e gerenciamento de usuários. As novidades atendem tanto domínios do tipo IAM quanto domínios do tipo Identity Center, tornando a gestão de times mais flexível e centralizada.

    O que muda nos domínios IAM do SageMaker

    Para quem utiliza domínios IAM no SageMaker Unified Studio, agora é possível integrar o AWS IAM Identity Center para permitir que usuários acessem a plataforma via single sign-on (autenticação única). Com essa configuração, os administradores podem adicionar como membros de projetos:

    • Funções IAM (IAM roles)
    • Usuários IAM (IAM users)
    • Usuários do IAM Identity Center
    • Grupos do IAM Identity Center

    Isso significa que equipes conseguem colaborar nos dados e recursos de um projeto mesmo que cada membro se autentique de uma forma diferente. A configuração da integração com o IAM Identity Center é feita diretamente pelo portal de administração do SageMaker Unified Studio.

    Outro recurso relevante para domínios IAM é a nova página de gerenciamento de usuários do domínio, que oferece uma visão consolidada de todos os usuários ativos. A partir dessa tela única, os administradores conseguem gerenciar acessos e atualizar permissões sem precisar navegar por múltiplas interfaces.

    O que muda nos domínios Identity Center do SageMaker

    Nos domínios Identity Center, a novidade é a possibilidade de usuários acessarem o portal do SageMaker Unified Studio por meio de federação via função IAM. A plataforma passa a criar uma sessão de usuário única para cada pessoa que acessa de forma federada — o que resolve um problema prático importante: quando múltiplos usuários compartilham a mesma função IAM, eles não sobrescrevem mais o trabalho uns dos outros.

    Além disso, os administradores agora conseguem auditar ações individuais mesmo em cenários onde vários usuários compartilham uma única função IAM, o que melhora significativamente a rastreabilidade e a governança.

    Flexibilidade para equipes com diferentes métodos de autenticação

    Com essas atualizações, as equipes podem utilizar tanto identidade IAM quanto identidade corporativa via IAM Identity Center nos dois tipos de domínio do SageMaker Unified Studio. O resultado prático é maior flexibilidade para colaboração, independentemente de como cada membro do time realiza sua autenticação.

    Disponibilidade regional

    Os novos recursos já estão disponíveis nas seguintes regiões AWS: Ásia-Pacífico (Mumbai, Seul, Singapura, Sydney e Tóquio), Canadá (Central), Europa (Frankfurt, Irlanda, Londres, Paris e Estocolmo), América do Sul (São Paulo), Leste dos EUA (Virgínia do Norte e Ohio) e Oeste dos EUA (Oregon).

    Para aprofundar o entendimento sobre as configurações disponíveis, a AWS disponibiliza a documentação oficial do SageMaker Unified Studio.

    Fonte

    Amazon SageMaker Unified Studio adds identity and user management features (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/05/smus-identity-user-management/)