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  • Amazon Bedrock AgentCore CLI versão 1.0 está disponível

    AWS lança versão 1.0 da CLI do Amazon Bedrock AgentCore

    A AWS anunciou a disponibilidade geral da versão 1.0 da Interface de Linha de Comando (CLI) do Amazon Bedrock AgentCore, publicada no registro npm como @aws/agentcore 1.0.0. Esta versão foi reconstruída do zero com foco em desempenho, consistência e suporte mais amplo aos recursos da plataforma.

    O que é a CLI do AgentCore?

    A CLI do AgentCore é a ferramenta que permite aos desenvolvedores criar, desenvolver, implantar e operar agentes de Inteligência Artificial (IA) e os recursos de suporte associados diretamente pelo terminal. Em vez de depender exclusivamente do console web da AWS, o desenvolvedor ganha agilidade e controle total pelo fluxo de trabalho em linha de comando.

    Principais novidades da versão 1.0

    A versão 1.0 traz melhorias significativas em relação às versões anteriores. Entre os destaques estão:

    • Inicialização mais rápida: a CLI responde com mais agilidade, melhorando a experiência no dia a dia de desenvolvimento.
    • Estrutura de comandos consistente: os comandos seguem um padrão uniforme, com flags globais que funcionam da mesma forma em todos os contextos — incluindo seleção de região, saída em formato JSON (JavaScript Object Notation), modo de depuração e exibição de informações de versão.
    • Acesso direto a recursos sem projeto: agora é possível trabalhar diretamente com harnesses, runtimes, memória, identidade, gateways e pagamentos sem a necessidade de associá-los previamente a um projeto.
    • Invocação por ID ou ARN (Amazon Resource Name): recursos existentes podem ser invocados diretamente pelo seu identificador ou pelo ARN.
    • Shell interativo: o desenvolvedor pode abrir um shell interativo para explorar e operar recursos em tempo real.
    • Exportação de harness: é possível exportar um harness diretamente pela CLI.
    • Menus pesquisáveis e seletores de recursos: a navegação ficou mais intuitiva com menus pesquisáveis, seletores de recursos e fluxos de trabalho guiados.

    Migração de projetos existentes

    Quem já utiliza projetos em versões anteriores pode migrar para o AgentCore versão 1 usando o comando agentcore migrate. A AWS disponibilizou esse caminho de migração para garantir que times com projetos em andamento não fiquem para trás na atualização.

    Como começar

    A CLI do AgentCore versão 1.0 pode ser instalada diretamente pelo npm, ou o código-fonte pode ser explorado no GitHub. Para mais informações, a AWS disponibiliza a página do produto Amazon Bedrock AgentCore, a referência completa da CLI do AgentCore e o guia de primeiros passos com o Amazon Bedrock AgentCore.

    Fonte

    Amazon Bedrock AgentCore CLI version 1.0 is now available (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/10/amazon-bedrock-agentcore-cli-version-1-0-available/)

  • Amazon RDS para Oracle agora suporta o Patch Mensal Recomendado de Setembro de 2026

    O que foi anunciado

    A AWS anunciou que o Amazon Relational Database Service (Amazon RDS) para Oracle passou a suportar o Patch Mensal Recomendado (MRP) de setembro de 2026. A atualização está disponível para as versões 19c e 26ai do Oracle Database.

    O que é um MRP e por que ele importa

    Um Patch Mensal Recomendado (MRP) é uma versão secundária do engine de banco de dados que se apoia em uma Atualização de Release (RU) trimestral. Na prática, ele empacota a Atualização Crítica de Segurança (CSPU) da Oracle junto com outras correções recomendadas pela própria Oracle — tudo em um único pacote de atualização.

    O MRP de setembro de 2026 é aplicado sobre a Atualização de Release (RU) de julho de 2026 e inclui o CSPU da Oracle de setembro. A AWS recomenda que os clientes realizem o upgrade para essa versão, pois ela traz as correções de segurança mais recentes para o Oracle Database.

    Atualização do arquivo de fuso horário

    Além das correções de segurança, este release inclui o arquivo de fuso horário atualizado da Oracle na versão DST 46. Essa versão reflete mudanças recentes nas regras de horário de verão em diversas regiões do mundo, incluindo:

    • Colúmbia Britânica e Alberta (Canadá) — com vigência a partir de 1º de novembro de 2026, essas províncias passarão a adotar offsets UTC permanentes.
    • Marrocos e Saara Ocidental — com vigência a partir de 20 de setembro de 2026, também migrando para offsets UTC permanentes.

    Para quem armazena dados de timestamp com informações de fuso horário referentes a essas regiões, a atualização do arquivo DST garante que os dados continuem alinhados às novas regras vigentes.

    Como aplicar o MRP de setembro de 2026

    O patch pode ser aplicado tanto em novas instâncias de banco de dados quanto em instâncias existentes. Para realizar o upgrade, basta acessar o Console de Gerenciamento do Amazon RDS e selecionar uma das versões de engine abaixo, conforme a versão utilizada:

    • 19.0.0.0.ru-2026-07.mrp-2026-09.r2 — para Oracle Database 19c
    • 26.0.0.0.ru-2026-07.mrp-2026-09.r2 — para Oracle Database 26ai

    O upgrade também pode ser realizado via AWS SDK ou AWS CLI, para quem prefere automação ou integração com pipelines existentes.

    Para consultar todos os MRPs suportados no Amazon RDS para cada versão de engine, a AWS disponibiliza as notas de release do Amazon RDS para Oracle.

    Fonte

    Amazon RDS for Oracle now supports September 2026 Monthly Recommended Patch (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/10/amazon-rds-oracle-september-mrp)

  • Construindo uma Plataforma de IA Agêntica Empresarial com Amazon Bedrock AgentCore

    O verdadeiro gargalo não é o modelo — é tudo ao redor dele

    Quem já tentou colocar um agente de Inteligência Artificial (IA) em produção sabe que o modelo em si raramente é o problema. O que trava o avanço é a infraestrutura ao redor: como garantir que múltiplas equipes trabalhem em um ambiente seguro, quem é responsável por cada modelo e ferramenta, como manter o controle de custos entre contas e como lidar com erros sem quebrar as fronteiras de cada time.

    Para endereçar exatamente esse cenário, a AWS publicou uma arquitetura de referência detalhada para a construção de uma plataforma de IA agêntica empresarial usando o Amazon Bedrock e o Amazon Bedrock AgentCore. O post original descreve o modelo operacional multi-conta, o plano de controle da plataforma, um padrão de implantação repetível por equipe, gateways separados para inferência e ferramentas, e um pipeline de avaliação que controla a promoção de cada agente para produção.

    O que é o Amazon Bedrock AgentCore

    O Amazon Bedrock AgentCore oferece serviços modulares para construir, implantar e operar agentes em escala. Isso inclui runtime, gateway, identidade, memória, políticas, registro e avaliações. Por cima dessa base, o Enterprise Agentic AI Platform Blueprint adiciona os contratos empresariais como infraestrutura implantável: limites de conta, entrega de software, observabilidade, governança de custos e ciclo de vida completo dos agentes.

    Princípios arquiteturais: cinco desafios comuns

    A AWS identificou cinco categorias de desafios que aparecem repetidamente em clientes que tentam estabelecer uma plataforma de agentes:

    • Acesso governado a modelos: toda requisição de inferência não confiável deve passar por um gateway aprovado. Esse gateway aplica as guardrails da organização (como o Amazon Bedrock Guardrails), restringe quais modelos e regiões cada equipe pode usar, e impõe limites de taxa, cotas de tokens e orçamentos por equipe.
    • Acesso governado a ferramentas: os agentes devem descobrir e invocar apenas ferramentas aprovadas por meio de um gateway autenticado usando o Protocolo de Contexto de Modelo (MCP — Model Context Protocol), com funções de execução de menor privilégio e rastreabilidade.
    • Entrega delegada: as equipes de produto precisam implantar e reverter mudanças de forma independente, dentro de limites pré-aprovados, sem depender da equipe de plataforma para cada deploy.
    • Operações de frota e custos: diferentes perfis precisam de visibilidade entre contas sem ter acesso de escrita. Engenheiros de operações precisam de logs, métricas e traces. Donos de fluxos precisam ver custo por agente. Times de Operações Financeiras (FinOps) precisam de estorno por equipe via AWS Cost Explorer e pelo Relatório de Custo e Uso da AWS (CUR).
    • Evidências e ciclo de vida: cada versão de agente precisa de comprovação em cada fronteira que toca — acesso a modelos, acesso a ferramentas, identidade, capacidade de reversão e desativação completa sem deixar resíduos.

    Modelos operacionais: centralizado, descentralizado ou federado

    A AWS descreve três modelos que as empresas costumam adotar para IA agêntica. No modelo centralizado, uma única equipe de IA e Aprendizado de Máquina (IA/AM) constrói e opera todos os agentes — a governança é consistente, mas essa equipe rapidamente vira um gargalo. No modelo descentralizado, cada unidade de negócio cuida dos seus próprios agentes, o que garante agilidade, mas gera drift nos controles, duplicação de esforço e perda de visibilidade de custos.

    O blueprint implementa o modelo federado: uma equipe central de plataforma fornece serviços compartilhados e governados, enquanto as equipes de domínio mantêm a propriedade de seus agentes, ferramentas e dados. Para saber mais sobre como escolher o modelo adequado, a AWS disponibiliza a página de Modelos de Governança no AWS Prescriptive Guidance.

    Os dois planos principais da arquitetura

    Plano de controle da plataforma

    A conta de plataforma publica templates versionados e interfaces, opera o Registro de Agentes da AWS e os Gateways de Inferência compartilhados, admite modelos e guardrails, orquestra releases revisados e agrega sinais de toda a frota. As equipes consomem essas capacidades por meio de código, descritores e pipelines — não por sessões de administrador ou tickets de deploy.

    Célula de Workstream repetível

    Cada produto ou domínio recebe uma fronteira isolada com um repositório de código próprio, um pipeline de carga de trabalho e três capacidades do Amazon Bedrock AgentCore: Runtime, Memória com escopo por ator e um Gateway que usa autorização AWS_IAM e expõe apenas os alvos de ferramentas aprovados. A célula também inclui chaves do Serviço de Gerenciamento de Chaves da AWS (AWS KMS — AWS Key Management Service) gerenciadas pelo cliente, tags, alarmes, orçamentos e um link de origem do Gerenciador de Acesso de Observabilidade (OAM — Observability Access Manager) do Amazon CloudWatch.

    O ponto central dessa arquitetura é que uma célula pode ser implantada, falhar, ser revertida ou desativada sem coordenar com outra equipe. A unidade de escala é a célula de Workstream, não um agente configurado manualmente ou uma conta de carga de trabalho compartilhada.

    Topologia de contas e camadas da solução

    O blueprint define funções lógicas de conta que separam a governança empresarial, os serviços compartilhados de plataforma e a execução por equipe:

    • Fundação de gerenciamento: AWS Organizations, AWS IAM Identity Center, políticas preventivas, auditoria, retenção e políticas de custo.
    • Segurança e arquivo de logs: AWS CloudTrail, AWS Config, AWS Security Hub, Amazon GuardDuty e dados de auditoria retidos.
    • Observabilidade: sink do CloudWatch OAM com logs, métricas, traces e visões de custo centralizados.
    • Camada de plataforma de IA agêntica: caminhos dourados, catálogo de governança, guardrails, Gateways de Inferência compartilhados, aliases exatos de ferramentas, pipelines e interfaces operacionais comuns.
    • Frota de Workstreams: cada produto, domínio ou fronteira regulada recebe uma ou mais células de não-produção e produção.

    Essa topologia se integra a uma landing zone existente, onde os rótulos de Gerenciamento, Plataforma e Workstream descrevem responsabilidades, não uma estrutura fixa de três contas.

    Políticas de controle de serviço e separação de responsabilidades

    As Políticas de Controle de Serviço (SCPs — Service Control Policies) restringem as permissões máximas disponíveis para as contas de plataforma e Workstream. Elas complementam — mas não substituem — o Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM), as autorizações de gateway, as guardrails, as políticas de recursos e os controles de rede.

    Alguns pontos-chave das SCPs no blueprint:

    • Admissão de modelos e regiões: políticas da organização e funções de execução do gateway restringem a inferência a modelos aprovados e à região suportada.
    • Aplicação de guardrails: os agentes não chamam provedores de modelos diretamente — toda inferência passa pelo gateway governado.
    • Mutação exclusiva via pipeline: implantações diretas de desenvolvedores em contas de Workstream estão fora do modelo suportado.
    • Governança de registro e gateway: a síntese do Gateway de Workstream falha quando um registro subscrito está ausente, alterado ou não aprovado.

    Pipeline de Integração e Entrega Contínua (CI/CD) com portões de avaliação

    O blueprint usa pipelines revisados de plataforma e de carga de trabalho para impor a seguinte sequência de promoção:

    • Fonte e revisão: um pull request estabelece a revisão de fonte imutável.
    • Build e síntese: o pipeline compila código, executa testes, cria o manifesto do agente, escaneia imagens, valida políticas e inspeciona a saída do AWS CloudFormation.
    • Funções estáveis e transferência de permissões: o pipeline de carga de trabalho cria funções estáveis de Workstream e pausa. O pipeline de plataforma concede aliases exatos de ferramentas à função de Gateway correta — e só então o pipeline de carga de trabalho continua.
    • Deploy em não-produção: o pipeline implanta Runtime, Memória, Gateway de Ferramentas, observabilidade, alarmes, orçamentos, tags e recursos de aplicação na fronteira de não-produção da célula.
    • Avaliação do agente implantado: o portão invoca o Runtime real e mede regressão, qualidade, sucesso de ferramentas, comportamento de recusa, latência do primeiro token e custo. Cada chamada autorizada é pareada com um teste adversarial: o portão chama um modelo aprovado e confirma sucesso, depois chama um modelo não aprovado e confirma a negação. Se uma negação esperada estiver ausente, o portão reprova o build.
    • Aprovação humana: um revisor examina as evidências implantadas, limitações conhecidas e riscos residuais.
    • Promoção, observação e reversão: a promoção para produção usa a revisão aprovada e verificações de continuidade. O pipeline prova tanto o caminho de avanço quanto o de recuperação.

    A desativação segue uma ordem estrita de dependências: as concessões de alias de plataforma são revogadas primeiro, depois o Gateway e as funções de ferramentas do Workstream, e por fim o Runtime, a Memória e os recursos de aplicação. Cada etapa é verificada antes de prosseguir, e um inventário final confirma que nenhum recurso residual permanece.

    Segurança e governança em profundidade

    O blueprint implementa defesa em profundidade por meio de controles de identidade, políticas, entrega, dados e evidências:

    • Identidade e fronteiras de confiança: o AgentCore Identity e o Amazon Cognito fornecem credenciais de inferência de curta duração. AWS_IAM e SigV4 autenticam o tráfego de ferramentas.
    • Segurança e admissão de modelos: a inferência flui pelo gateway governado, aplicando guardrails e listas de modelos permitidos antes de cada chamada.
    • Autorização de ferramentas: o Gateway de Ferramentas invoca apenas aliases aprovados pelo registro. Políticas Cedar fornecem autorização, com um wrapper AWS Lambda para defesa em profundidade.
    • Proteção de dados por tenant: as contas de Workstream isolam o estado da aplicação. A memória do AgentCore usa namespaces com escopo por ator e chaves KMS gerenciadas pelo cliente.
    • Cadeia de suprimentos de software e release: fonte revisada, hashing de manifesto, builds reproduzíveis, escaneamento de imagem, validação de políticas, avaliação de runtime implantado, aprovação humana, reversão e teardown ordenado por dependência formam um único contrato de release.
    • Auditoria, observabilidade e governança de custos: o CloudTrail e os dados de plano de controle retidos corroboram as evidências do pipeline. O OAM compartilha logs, métricas e traces com operadores centrais. Tags de alocação padrão, orçamentos, cotas e reconciliação do Relatório de Custo e Uso atribuem propriedade sem dar ao agente permissão de reescrever sua própria atribuição.

    Frameworks suportados e experiência do desenvolvedor

    Na escala empresarial, o plano de experiência do desenvolvedor é um catálogo de templates de agentes versionados e aprovados pela organização. O blueprint inclui templates de referência para Strands, LangGraph e CrewAI — mas qualquer framework pode ser usado, desde que o template preserve os contratos de gateway de inferência, gateway de ferramentas, identidade, política, avaliação e entrega.

    As equipes de aplicação são donas dos prompts, da lógica dos agentes, das ferramentas e dos casos de avaliação. A equipe de plataforma é dona dos controles comuns e dos requisitos de release.

    Como começar

    A recomendação da AWS é clara: implante uma célula de Workstream representativa a partir do repositório do blueprint, prove seu ciclo de vida completo — onboarding, promoção para produção, reversão, observabilidade centralizada e desativação sem resíduos — e depois automatize células adicionais a partir da mesma base versionada.

    O deployment e os recursos disponíveis são baseados na região eu-west-1 (Irlanda). Qualquer componente substituído, outra região ou um rollout organizacional mais amplo requer suas próprias evidências de disponibilidade, segurança, carga, reversão, observabilidade e teardown.

    Recursos relacionados

    Fonte

    Building an Agentic AI Platform on Amazon Bedrock AgentCore (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/building-an-agentic-ai-platform-on-amazon-bedrock-agentcore/)

  • AWS se torna o primeiro provedor de nuvem a concluir a avaliação Cloud High com 172 serviços no escopo

    AWS lidera como primeiro CSP a concluir a avaliação Cloud High no Canadá

    A Amazon Web Services (AWS) acaba de alcançar um marco significativo no cenário de conformidade em nuvem: a empresa se tornou o primeiro Provedor de Serviços de Nuvem (CSP, do inglês Cloud Service Provider) no Canadá a concluir a avaliação de segurança Cloud High, conhecida pelo perfil PBHH. A conquista, com vigência a partir de 18 de setembro de 2026, coloca a AWS em uma posição inédita no mercado canadense — e tem implicações diretas para organizações que precisam operar com os mais altos padrões de segurança para dados sensíveis.

    O escopo desta avaliação é expressivo: foram avaliados 172 serviços e funcionalidades da AWS pelo Centro Canadense de Segurança Cibernética (CCCS, do inglês Canadian Centre for Cyber Security). Isso representa um conjunto robusto de recursos que clientes governamentais e comerciais podem utilizar com a garantia de que atendem ao nível mais elevado de exigência de segurança estabelecido pelo Governo do Canadá (GC, do inglês Government of Canada).

    O que é a avaliação Cloud High e por que ela importa?

    Para entender o peso dessa conquista, é importante compreender o que o perfil Cloud High representa dentro do ecossistema de segurança do Governo do Canadá.

    O perfil Cloud High (PBHH) foi criado para proteger a integridade e a disponibilidade de cargas de trabalho organizacionais que possuem um nível elevado de sensibilidade. Isso inclui sistemas utilizados pelo Governo do Canadá e seus prestadores de serviços para suportar a entrega de serviços em escala nacional, além de sistemas considerados críticos para o tratamento de informações sensíveis.

    A base técnica desse perfil está no catálogo de controles e atividades de garantia de segurança e privacidade, o Catálogo de Controles e Atividades de Segurança e Privacidade (ITSP.10.033). Trata-se de um documento de referência que define os controles mínimos esperados de sistemas que operam em ambientes de nuvem com dados sensíveis.

    A relação entre Cloud High e Cloud Medium

    O perfil Cloud High (PBHH) não existe de forma isolada — ele é construído sobre o perfil Cloud Medium (PBMM). Na prática, isso significa que o Cloud High incorpora todos os controles e melhorias presentes no Cloud Medium, acrescentando controles adicionais voltados especificamente para requisitos mais elevados de integridade e disponibilidade.

    Juntos, os perfis Cloud Medium e Cloud High estabelecem os requisitos de segurança de linha de base para serviços de nuvem que suportam cargas de trabalho e processamento de informações do Governo do Canadá até o nível Protected B. Esse nível de classificação é reservado para informações cuja divulgação não autorizada poderia causar danos sérios a indivíduos ou organizações.

    Quais serviços e regiões estão no escopo?

    A avaliação realizada pelo CCCS abrange serviços e funcionalidades disponíveis em duas regiões da AWS no Canadá: Canada (Central) e Canada West (Calgary). Isso garante que clientes localizados nessas regiões possam contar com a cobertura da avaliação ao arquitetar suas soluções.

    O total de 172 serviços e funcionalidades avaliados representa um portfólio amplo, oferecendo às organizações canadenses — especialmente as do setor público — flexibilidade para construir arquiteturas completas dentro dos limites de conformidade exigidos.

    Como acessar o relatório da avaliação?

    O resumo da avaliação está disponível diretamente pelo AWS Artifact, que é o repositório central da AWS para documentos de conformidade e relatórios de auditoria. Clientes com acesso à plataforma podem consultar o documento para fins de due diligence, auditorias internas ou requisitos regulatórios.

    Além disso, é possível obter mais informações sobre as avaliações Cloud High e Cloud Medium na página de conformidade da avaliação CCCS da AWS. Para quem deseja ter uma visão mais ampla de todos os programas de conformidade da empresa, a página de Programas de Conformidade da AWS é o ponto de partida recomendado.

    Organizações com dúvidas específicas sobre como as avaliações Cloud High e Cloud Medium se aplicam às suas arquiteturas podem entrar em contato com a equipe de contas da AWS ou enviar perguntas pela página de contato da equipe de conformidade.

    O que isso significa para o mercado?

    Ser o primeiro CSP a completar essa avaliação no Canadá não é apenas um diferencial competitivo — é um sinal claro de que a AWS está investindo ativamente em ampliar o escopo de seus programas de conformidade para atender mercados com exigências regulatórias rigorosas. Para clientes do setor público canadense, isso representa uma garantia formal de que a infraestrutura de nuvem utilizada atende ao padrão de segurança mais elevado disponível no país.

    Para profissionais de segurança e arquitetos de nuvem que atuam em projetos com requisitos regulatórios elevados — seja no Canadá ou em outros mercados com estruturas similares —, acompanhar a evolução desses programas de conformidade é fundamental para garantir que as arquiteturas projetadas permaneçam dentro dos limites exigidos.

    Fonte

    AWS becomes first CSP to complete the Cloud High profile assessment with 172 services and features in scope (https://aws.amazon.com/blogs/security/aws-becomes-first-csp-to-complete-the-cloud-high-profile-assessment-with-172-services-and-features-in-scope/)

  • Parte 3 – Jornadas em cibersegurança: o trabalho por trás do trabalho

    O trabalho que não aparece nas telas de cinema

    A AWS publicou a terceira parte de sua série Cybersecurity Journeys, que acompanha 11 profissionais de segurança da empresa contando suas histórias reais. Nas partes anteriores — Parte 1: não planejei isso e Parte 2: afinal, o que é esse trabalho? — a série mostrou como essas pessoas chegaram à área e quais funções pouco conhecidas existem dentro dela. Nesta terceira parte, o foco é o cotidiano: o que realmente acontece no dia a dia de quem trabalha em segurança, longe dos cronômetros dramáticos e das cenas de digitação frenética que Hollywood inventou.

    Três profissionais compartilham suas rotinas, e o que fica claro é que a maior parte do trabalho real é feita de conversas difíceis, leitura cuidadosa de código e a disciplina de saber quando parar. São habilidades que não rendem cenas de ação, mas são exatamente o que sustenta qualquer operação de segurança de verdade.

    Brandon Caldwell: segurança de aplicações é, antes de tudo, gente

    Brandon Caldwell, gerente de Engenharia de Segurança na AWS, trabalha com segurança de aplicações — a disciplina de revisar software enquanto ele ainda está sendo construído, para que as falhas nunca cheguem à produção. Se você imagina alguém invadindo sistemas em um terminal escuro, a rotina de Brandon é o oposto disso: ele passa os dias em conversa com os times que desenvolvem produtos, fazendo perguntas até entender o funcionamento de algo fundo o suficiente para enxergar onde ele pode quebrar.

    A parte mais difícil do trabalho, segundo ele, não é técnica — é humana. A equipe de segurança precisa chegar para um desenvolvedor e dizer que o produto que ele construiu com cuidado tem problemas. Brandon usa uma frase direta com os profissionais que contrata:

    “Nosso trabalho é chegar e dizer que o bebê da pessoa é feio. Uso essa frase porque ela desperta empatia. É a coisa que eles amam e dedicaram tempo, e você aparece no final dizendo que ela é feia. Claro que vão reagir.”

    Aprender a entregar esse recado sem destruir a relação com quem está do outro lado da mesa é, na visão dele, o verdadeiro ofício da função. Engenheiros que entraram na área de tecnologia justamente para evitar lidar com pessoas tendem a ter dificuldades em segurança de aplicações.

    Além das conversas, há muito texto envolvido: documentar uma descoberta de forma que o desenvolvedor consiga agir, escrever avisos que orientem clientes, redigir políticas que definam o padrão para todos que vierem depois. A capacidade de transformar algo técnico e confuso em poucas frases que o leitor consegue usar de verdade é, segundo Brandon, um dos grandes diferenciais de quem cresce na área.

    A trajetória dele começa bem antes da cibersegurança existir como título de emprego: ainda criança, ele editava o código hexadecimal do jogo Doom para ter munição infinita. Depois vieram anos como administrador de TI e resposta a incidentes na Microsoft. O que o fez migrar para o lado da prevenção foi perceber que os mesmos tipos de falha — como injeção de SQL (Linguagem de Consulta Estruturada) e scripts entre sites, duas das formas mais comuns de exploração de sites mal construídos — apareciam repetidamente. Ele preferia ajudar os times a evitar o problema do que chegar depois para consertá-lo.

    Para quem quer entrar na área, o conselho de Brandon é prático: pratique fazer perguntas e entrevistar pessoas, passe tempo real com desenvolvedores para entender como software é construído. Na hora de contratar, certificações são o último critério que ele olha — o que ele quer ver são resultados em competições de capture the flag (CTF — competições de hacking onde você resolve puzzles de segurança para acumular pontos) e projetos públicos no GitHub, porque esses provam que a pessoa realmente fez o trabalho.

    Kurt Heath: a base antes da glamourização

    Kurt Heath, Associado de Suporte de TI na AWS, trabalha com segurança ofensiva: testes de penetração (Pentest — a prática de invadir sistemas legalmente para provar onde eles são vulneráveis) e, eventualmente, red teaming. Mas ele é o primeiro a advertir que o cotidiano de quem está se tornando bom nisso não tem nada de cinematográfico.

    São horas de prática em ambientes deliberadamente vulneráveis, leitura de técnicas seguida de tentativas repetidas até que funcionem, e a acumulação lenta das camadas que sustentam o trabalho: sistemas operacionais, redes, desenvolvimento de software e fundamentos de segurança, todos aplicados ao mesmo tempo. Kurt reconhece que testes de penetração são “a parte glamourosa” que aparece nos anúncios de vaga, e avisa que não deveria ser o ponto de partida de ninguém, exatamente porque há muito trabalho silencioso de base por baixo.

    Uma parte significativa do seu dia atual envolve decidir como e quanto usar Inteligência Artificial (IA). Ele trata a IA como ferramenta, não como muleta: usa como assistente de código quando precisa trabalhar em uma linguagem que não domina, e para organizar grandes volumes de informação rapidamente. Mas não deixa a IA pensar por ele. Formulários como o questionário desta série, ele preenche à mão. E durante um engajamento de segurança, ele evita deixar a IA executar ações autonomamente — uma ferramenta excessivamente proativa pode agir em uma rede de formas não planejadas, causar danos operacionais ou sair do escopo definido e criar um problema legal.

    Na visão de Kurt, segurança é fundamentalmente um problema humano. A automação melhora continuamente nas partes sistemáticas, mas pensar fora da caixa como um atacante real ainda é algo teimosamente humano.

    A trajetória dele é em grande parte autodidática. Depois que um programa de faculdade comunitária não deu certo, ele aprendeu do zero: terminava turnos em uma fábrica de automóveis e passava as noites com YouTube e buscas na internet aprendendo como computadores e redes funcionam. O maior desafio foi a automotivação, e o que o sustentou foi uma combinação de determinação e, eventualmente, comunidade — amigos encontrados em servidores do Discord, podcasts de segurança e canais de interesse que ajudaram a transformar vontade bruta em foco real. Ele chegou a fazer uma tatuagem como lembrete de que não há plano B:

    “Não existe outra opção. Não existe ‘e se’. É isso. É a vida agora, e vou descobrir um jeito, de alguma forma, não importa quanto tempo leve.”

    Para quem quer seguir o mesmo caminho ofensivo, o conselho de Kurt é resistir à tentação de começar por aí. Construa a fundação primeiro — muitas vezes por meio de uma função em um Centro de Operações de Segurança (SOC) —, entre nas comunidades onde as pessoas aprendem em público, e deixe o trabalho mais chamativo vir depois que a base estiver sólida. O progresso nessa área, na experiência dele, é medido menos pelo cargo que você conquista do que por quanto você cresce e com quem você cresce.

    Seth Jeacopello: saber quando parar é o verdadeiro ofício

    Seth Jeacopello, Gerente de Engenharia de Segurança na AWS, também trabalha com segurança de aplicações — mas se o dia de Brandon é centrado em pessoas, o de Seth é centrado em código. Os dois juntos mostram como a mesma função pode ter aparências muito diferentes.

    Quando Seth trava em um problema difícil, ele não força mais. Ele pega um cadeado. Um cadeado físico, de verdade, com pinos e molas, porque ele é um entusiasta sério de arrombamento de fechaduras. Ao longo dos anos, aprendeu que a melhor resposta quando bate em uma parede é largar o problema e pegar o que ele chama de “cadeado de conforto” — um que ele conhece bem e consegue abrir facilmente. Não é sobre o cadeado; é sobre dar ao cérebro uma pequena vitória para que ele possa voltar ao problema difícil com olhos frescos.

    O cadeado de conforto existe porque o cotidiano de Seth é fácil de perder. Em segurança de aplicações, grande parte do trabalho é ler enormes volumes de código alheio em busca da única falha que importa. Como desenvolvedor de longa data, ele genuinamente ama ler código — e é exatamente isso que torna a tarefa uma armadilha. Você se convence de que a vulnerabilidade está logo atrás da próxima função, e da próxima, e de repente dois dias se foram. A habilidade que ele passou décadas afiando não é encontrar coisas, é saber quando “fundo o suficiente” é fundo o suficiente.

    Depois de 26 anos na área, a meta-habilidade de gerenciar a própria atenção é tão parte do ofício quanto qualquer coisa técnica. A trajetória de Seth começou por volta de 1999, ainda adolescente, com um estágio em garantia de qualidade de software. Aos 17 anos já havia sido contratado como desenvolvedor, e foi se aproximando do trabalho com viés de segurança naturalmente, passando por ferramentas de segurança de rede, chegando a arquiteto-chefe e diretor de tecnologia ao longo do caminho.

    O conselho dele para construir os instintos que o trabalho diário exige é concreto: configure uma máquina de prática deliberadamente vulnerável, invada-a, e então vá ler os logs que ela gerou. Assim você aprende não só como um ataque funciona, mas como ele parece do lado do defensor. Um único exercício que desenvolve tanto o músculo ofensivo quanto o investigativo — e é exatamente o tipo de prática paciente e repetível que a área recompensa.

    O fio que conecta tudo

    Existe uma versão da cibersegurança feita para televisão — acelerada, cheia de momentos de revelação. Esses momentos existem. Mas os três profissionais apresentados nesta parte da série vivem em uma versão diferente da área: construída sobre paciência, repetição e um cuidado obstinado que não fotografa bem.

    Para Brandon, o trabalho real é a conversa humana e difícil de dizer a um desenvolvedor que seu trabalho tem falhas sem torná-lo um inimigo. Para Kurt, são as horas sem glamour de prática e a disciplina de usar IA como ferramenta sem deixar que ela pense por ele. Para Seth, é ler mais uma página de código e saber quando parar, com um cadeado de conforto na mesa para quando não conseguir.

    Nada disso rende uma boa sequência de ação. Mas tudo isso é como uma carreira em segurança realmente parece — e a boa notícia para quem está começando é que são hábitos aprendíveis, não talentos inatos. Empatia, paciência, julgamento e autoconhecimento não são prêmio de consolação: são parte do trabalho.

    Por onde começar

    Para quem quer dar os primeiros passos práticos, os profissionais indicam alguns recursos:

    • TryHackMe e Hack The Box permitem criar máquinas deliberadamente vulneráveis, invadi-las e estudar o que você acionou — exatamente o exercício que Seth recomenda.
    • O OWASP Top 10 (Projeto Aberto de Segurança em Aplicações Web — lista das dez falhas mais comuns) explica as vulnerabilidades de aplicação mais frequentes, incluindo as que Brandon via se repetir.
    • A OWASP Cheat Sheet Series transforma essas falhas em orientações práticas sobre como construir e revisar software com segurança.
    • O podcast Darknet Diaries conta as histórias humanas por trás de incidentes reais de segurança — uma boa forma de sentir como o trabalho realmente é.
    • Para quem quer desenvolver habilidades específicas em segurança na nuvem, a AWS disponibiliza o AWS Skill Builder, com mais de 1.000 cursos gratuitos em ritmo próprio, incluindo trilhas de aprendizado em segurança, e o AWS Builder Labs, que permite praticar em um console AWS real com laboratórios práticos de segurança.

    A quarta e última parte da série trará os conselhos e lições que esses profissionais dariam para quem está começando agora.

    Fonte

    Part 3 – Cybersecurity journeys: The work behind the work (https://aws.amazon.com/blogs/security/part-3-cybersecurity-journeys-the-work-behind-the-work/)

  • Imagens com índice SOCI aceleram jobs no SageMaker AI

    O problema que o SOCI resolve

    Quem trabalha com treinamento de modelos no Amazon SageMaker AI conhece bem aquele tempo perdido antes do job sequer começar a processar dados. Antes de executar qualquer linha de código, o serviço precisa baixar a imagem de container armazenada no Amazon Elastic Container Registry (Amazon ECR), descomprimindo e gravando cada camada no disco da instância.

    Para imagens pequenas, isso leva alguns segundos. O problema é que imagens de deep learning modernas facilmente ultrapassam 10 GB. Resultado: vários minutos de espera a cada job — e esse tempo é cobrado normalmente, sem gerar nenhum progresso no modelo. O impacto é ainda mais crítico em cenários de alta iteração, como varreduras de hiperparâmetros com centenas de jobs ou experimentos rápidos, onde o download da imagem pode dominar o tempo total de execução.

    Como o SOCI funciona

    O Seekable OCI (SOCI) é uma tecnologia open source que implementa o conceito de lazy loading (carregamento sob demanda) para imagens de container. Em vez de baixar tudo antes de iniciar, o runtime usa um índice SOCI para buscar apenas os arquivos necessários para subir o container imediatamente. O restante é transmitido em segundo plano conforme o código vai acessando os dados.

    Um índice SOCI é basicamente um mapa de todos os arquivos dentro da imagem. Ele é armazenado no Amazon ECR como um artefato compatível com o padrão OCI (Open Container Initiative), vinculado à imagem original. Como o índice é um artefato separado, o digest da imagem e eventuais assinaturas existentes continuam válidos.

    Como o SageMaker AI usa o índice

    Quando um job de treinamento ou processamento é criado, o SageMaker AI verifica automaticamente se a imagem especificada possui um índice SOCI e age de acordo:

    • Imagem com índice SOCI: o SageMaker AI faz o lazy loading e inicia o container antes de concluir o download completo.
    • Imagem sem índice SOCI: comportamento padrão, sem alteração.
    • Índice ilegível ou falha no lazy loading: o job faz fallback para o download padrão e continua executando normalmente.

    Esse mecanismo de fallback garante que adicionar um índice SOCI nunca interrompa um workflow existente. O pior cenário é simplesmente não ter a melhoria de velocidade.

    O que foi medido

    A AWS realizou benchmarks comparando o download padrão com o lazy loading via SOCI em jobs reais de treinamento no SageMaker AI. Foram utilizadas oito imagens com tamanhos entre 1,8 GB e 35,4 GB comprimidos, em instâncias GPU e CPU das famílias ml.g4dn, ml.g5, ml.g6, ml.g6e, ml.g7, ml.g7e, ml.p4d, ml.p5 e ml.m7i, nas regiões US West (Oregon) e US East (N. Virginia).

    Resultado 1: tempo de download cai de minutos para segundos em todos os tamanhos

    O download padrão cresce proporcionalmente ao tamanho da imagem, pois cada arquivo precisa ser descomprimido e gravado. Com lazy loading, o tempo ficou entre 3 e 11 segundos independentemente do tamanho — uma melhoria de 8x a 46x. Quanto maior a imagem, mais minutos são economizados por job.

    Tamanho da imagem (comprimida) Download padrão Lazy loading Melhoria
    1,8 GB 48 s 3–11 s ~8x
    13,2 GB 3 min 42 s ~6 s ~34x
    35,4 GB 7 min 17 s 3–11 s ~38x
    Imagem original — fonte: Aws

    Resultado 2: a melhoria se mantém em todos os tipos e tamanhos de instância

    Testando a imagem de 13,2 GB em 13 combinações de tipo e tamanho de instância, o download padrão variou entre 3 min 16 s e 4 min 20 s, enquanto o lazy loading se manteve entre 6 e 8 segundos — cerca de 34x mais rápido em todas as configurações. Não é necessário mudar o tipo de instância para se beneficiar.

    Imagem original — fonte: Aws

    Resultado 3: performance de treinamento não é afetada (além de uma penalidade na primeira época)

    A AWS também executou jobs de treinamento completos para comparar a performance época a época. Os workloads testados foram:

    • Classificação de imagens com ResNet-50 no dataset Imagenette (9.469 imagens), usando containers PyTorch (13,2 GB) e TensorFlow (9,9 GB), em instâncias ml.p5.48xlarge, ml.p4d.24xlarge, ml.g7e.48xlarge, ml.g7.48xlarge, ml.g6e.12xlarge, ml.g6e.24xlarge e ml.g6e.48xlarge.
    • Fine-tuning de modelo de linguagem (LLM): ajuste fino supervisionado completo do Qwen2.5-0.5B no dataset alpaca-cleaned (51.760 exemplos) com o Hugging Face Trainer, usando container PyTorch da Hugging Face (9,4 GB), em instâncias ml.p5.48xlarge, ml.p4d.24xlarge e ml.g6.48xlarge.

    A partir da segunda época, o tempo por época é idêntico entre os dois métodos em todas as instâncias e workloads. A primeira época leva entre 3 e 16 segundos a mais com a imagem lazy-loaded, enquanto os arquivos acessados pelo framework pela primeira vez são buscados. Esse custo inicial é fixo e independente do tamanho da instância. O resultado líquido: cada job terminou entre 1 e 6 minutos mais cedo — que é a economia no download menos o custo único da primeira época.

    Imagem original — fonte: Aws

    Vale considerar que o lazy loading traz maior ganho quando a primeira etapa de treinamento precisa de apenas uma fração da imagem — o restante é transmitido enquanto o treinamento avança. Se o entry point lê a maior parte da imagem antes de começar (por exemplo, fazendo scan, checksum ou pré-carregamento de conteúdo), a melhoria líquida será menor. Mesmo em cenários mais “pesados” no início — como uso de torch.compile ou extensões CUDA compiladas em tempo real, que adicionaram 7 a 15 segundos à primeira época —, o ganho líquido ainda foi de 3 min 25 s a 3 min 56 s. Um modelo de 6 GB embutido na imagem adicionou 2 a 3,5 minutos à primeira época, mas o job ainda terminou 2 a 2,5 minutos antes.

    Como adotar o SOCI indexing

    Há duas formas de usar imagens com índice SOCI no SageMaker AI.

    Opção 1: usar um AWS Deep Learning Container já indexado

    A AWS publica variantes com índice SOCI de vários Deep Learning Containers (DLCs) populares, identificadas pelo sufixo -soci na tag da imagem. Exemplo:

    763104351884.dkr.ecr.us-east-1.amazonaws.com/pytorch-training:2.9-gpu-py312-cu130-ubuntu22.04-sagemaker-v1-soci

    Variantes pré-indexadas estão disponíveis para PyTorch Training, TensorFlow Training, vLLM e SGLang, incluindo variantes arm64 para alguns frameworks. Para adotar, basta atualizar a tag da imagem na definição do job para a variante -soci. Consulte a lista completa na AWS Deep Learning Containers Gallery.

    Atenção: se você constrói sua própria imagem a partir de uma DLC base, é necessário criar um índice SOCI para a imagem final. O índice da imagem base não é herdado por imagens derivadas.

    Opção 2: criar um índice SOCI para sua própria imagem

    Para indexar uma imagem customizada, é necessário um host Linux (como uma instância Amazon EC2 com Amazon Linux 2023) com containerd, o SOCI snapshotter e o Finch ou nerdctl instalados.

    Defina as variáveis de ambiente:

    ACCOUNT_ID="111122223333"
    REGION="us-east-1"
    REPOSITORY_NAME="my-training-image"
    ORIGINAL_IMAGE_TAG="v1.0"
    SOCI_IMAGE_TAG="v1.0-soci"
    REGISTRY="$ACCOUNT_ID.dkr.ecr.$REGION.amazonaws.com"

    Instale as ferramentas necessárias:

    sudo dnf install -y containerd fuse soci-snapshotter runfinch-finch
    sudo systemctl start soci-snapshotter
    sudo systemctl restart containerd

    Autentique-se no Amazon ECR:

    aws ecr get-login-password --region "$REGION" \
      | sudo nerdctl login -u AWS --password-stdin "$REGISTRY"

    Faça o pull da imagem original:

    sudo nerdctl pull "$REGISTRY/$REPOSITORY_NAME:$ORIGINAL_IMAGE_TAG"

    Crie a imagem com índice SOCI:

    sudo nerdctl image convert --soci \
      "$REGISTRY/$REPOSITORY_NAME:$ORIGINAL_IMAGE_TAG" \
      "$REGISTRY/$REPOSITORY_NAME:$SOCI_IMAGE_TAG"

    Faça o push da imagem indexada:

    sudo nerdctl push --platform linux/amd64 \
      "$REGISTRY/$REPOSITORY_NAME:$SOCI_IMAGE_TAG"

    Esse processo cria dois artefatos no repositório: o índice SOCI e um manifesto de índice OCI vinculando a imagem ao índice. A imagem original e seu digest permanecem inalterados.

    Automatizando a criação de índices no pipeline de CI/CD

    Para gerar índices automaticamente a cada push, é possível implantar o CFN ECR SOCI Index Builder. Ele usa uma regra do Amazon EventBridge para detectar eventos de push no Amazon ECR e construir o índice automaticamente, sem necessidade de alterações no pipeline de build.

    Usando a imagem indexada no job do SageMaker AI

    A imagem com índice SOCI é referenciada exatamente como qualquer outra imagem — nenhuma mudança na API é necessária. Apenas a tag difere. Exemplo com o SageMaker Python SDK:

    from sagemaker.train import ModelTrainer
    from sagemaker.train.configs import Compute
    
    trainer = ModelTrainer(
        training_image="111122223333.dkr.ecr.us-east-1.amazonaws.com/my-training-image:v1.0-soci",
        role="arn:aws:iam::111122223333:role/SageMakerExecutionRole",
        compute=Compute(
            instance_type="ml.g5.12xlarge",
            instance_count=2,
        ),
    )
    trainer.train()

    Verificando se a imagem possui índice SOCI

    Antes de executar o job, é possível confirmar se a tag aponta para uma imagem indexada:

    aws ecr batch-get-image \
      --repository-name "$REPOSITORY_NAME" \
      --image-ids imageTag="$SOCI_IMAGE_TAG" \
      --accepted-media-types \
        "application/vnd.oci.image.index.v1+json" \
      --query 'images[0].imageManifest' --output text \
      | jq '.manifests[] | {mediaType, artifactType}'

    Procure por um manifesto filho cujo artifactType comece com application/vnd.amazon.soci.index. ao lado do manifesto de plataforma. Se não estiver presente, a tag não aponta para uma imagem indexada.

    Pontos de atenção

    • Somente repositórios privados do Amazon ECR. Imagens em outros registries ou acessadas via Docker registry privado (TrainingRepositoryAccessMode definido como Vpc) não são elegíveis para lazy loading.
    • A melhoria escala com o tamanho da imagem. Imagens menores que aproximadamente 4 GB têm ganhos relativamente pequenos.
    • Verifique dependências específicas do Docker. Imagens com índice SOCI rodam em um runtime baseado em containerd. Revise entry points e scripts de setup que chamam o Docker CLI, leem /var/run/docker.sock ou derivam identificadores de caminhos de cgroup. O SageMaker AI monta um marcador /.dockerenv para compatibilidade retroativa, mas evite criar novas dependências nele.
    • Disponibilidade global. O SOCI indexing para jobs do SageMaker AI está disponível em todas as regiões AWS.

    Conclusão

    Com o suporte a índices SOCI, o Amazon SageMaker AI passa a oferecer uma forma direta de eliminar o overhead de download de imagens de container em jobs de treinamento e processamento. A adoção é simples — basta apontar para um DLC pré-indexado ou criar o índice para a própria imagem — e não exige nenhuma mudança nas definições de job, chamadas de API ou pipelines de dados existentes. O resultado é um início de job em segundos em vez de minutos, menor custo total e ciclos de iteração de machine learning (ML) mais rápidos.

    Para aprofundar o tema, a AWS disponibiliza recursos adicionais: a Deep Learning Containers Gallery com a lista de imagens pré-indexadas, o guia de orientações específicas por framework em SOCI index for AWS Deep Learning Containers, o passo a passo no SageMaker AI Developer Guide, o guia de introdução ao SOCI snapshotter para opções avançadas, o CFN ECR SOCI Index Builder para automação no CI/CD, o walkthrough de lazy loading com Finch para testes locais, e os posts técnicos Reducing container cold start times using SOCI index on DLAMI and DLC e Under the hood: Lazy loading container images with Seekable OCI and AWS Fargate para quem quiser entender o mecanismo em profundidade.

    Fonte

    Announcing SOCI-indexed images for faster SageMaker AI jobs (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/announcing-soci-indexed-images-for-faster-sagemaker-ai-jobs/)

  • Amazon ElastiCache for Valkey agora permite alterar a durabilidade em clusters existentes

    O que mudou no ElastiCache for Valkey

    A AWS anunciou uma atualização importante no Amazon ElastiCache for Valkey: agora é possível habilitar ou desabilitar a durabilidade em clusters baseados em nós já existentes, sem a necessidade de criar um novo cluster do zero.

    Antes dessa mudança, a configuração de durabilidade era definida no momento da criação do cluster e não podia ser alterada depois. Isso criava uma barreira real para equipes que precisavam migrar um workload de cache simples para um armazenamento persistente de dados — ou simplesmente adaptar o comportamento do cluster conforme as necessidades da aplicação evoluíam. Agora, essa flexibilidade está disponível em qualquer ponto do ciclo de vida da aplicação.

    As duas opções de durabilidade disponíveis

    O ElastiCache for Valkey oferece duas modalidades de escrita, cada uma com características e trade-offs distintos:

    • Escritas síncronas: os dados são persistidos em pelo menos duas Zonas de Disponibilidade (AZs) antes de o serviço responder ao cliente. Essa opção é projetada para cenários de zero perda de dados, com latência de escrita na casa de milissegundos de um único dígito.
    • Escritas assíncronas: o serviço responde ao cliente primeiro e persiste os dados em seguida, mantendo latência de escrita em microssegundos sem custo adicional. A contrapartida é que, em um evento raro de falha, até 10 segundos de dados não confirmados podem ser perdidos.

    Vale destacar que ambas as opções mantêm latência de leitura em microssegundos, independentemente da escolha de durabilidade.

    Casos de uso além do cache tradicional

    Com essa nova capacidade, o ElastiCache for Valkey se torna uma opção viável para um conjunto mais amplo de aplicações — especialmente aquelas em que a perda de dados é inaceitável. A AWS destaca alguns exemplos relevantes:

    • Memória de longo prazo para agentes de IA
    • Gerenciamento de estado de fluxos de trabalho de agentes de IA
    • Bases de conhecimento para aplicações de RAG (Geração Aumentada por Recuperação)
    • Tokenização de pagamentos
    • Gerenciamento de inventário em tempo real

    Disponibilidade e como começar

    O recurso está disponível em todas as regiões da AWS onde o ElastiCache for Valkey 9.0 ou versões posteriores estão disponíveis. Para utilizá-lo, é possível acessar pelo Console de Gerenciamento da AWS, pelo SDK da AWS ou pela Interface de Linha de Comando (CLI) da AWS.

    Para detalhes sobre preços, consulte a página de preços do Amazon ElastiCache. Para aprofundar o entendimento técnico sobre o tema, a documentação oficial traz uma seção dedicada sobre Durabilidade no ElastiCache.

    Fonte

    Amazon ElastiCache for Valkey now supports changing durability on existing clusters (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/10/elasticache-changing-durability/)

  • Route 53 Resolved IP Validation: AWS Network Firewall agora filtra tráfego por nome de domínio

    O problema que essa novidade resolve

    A maioria das cargas de trabalho na nuvem se conecta a destinos pelo nome de domínio — mas um firewall só consegue agir sobre o que enxerga no tráfego. Para conexões HTTP e HTTPS, o AWS Network Firewall conseguia fazer a correspondência pelo nome que o cliente colocava na requisição. Mas protocolos como SSH e SFTP (Protocolo de Transferência de Arquivos SSH) não carregam o nome do domínio na conexão: o cliente usa o nome apenas para a consulta DNS e depois conecta diretamente ao endereço IP retornado.

    Isso criava um problema prático: regras de firewall para esses protocolos precisavam usar endereços IP, que mudam com o tempo. Além disso, o Network Firewall não tinha visibilidade sobre as respostas que o resolvedor DNS estava retornando — essa integração simplesmente não existia.

    O que a AWS anunciou

    Em 21 de outubro de 2026, a AWS lançou o Route 53 Resolved IP Validation para o AWS Network Firewall, sem custo adicional. Com esse recurso, o Amazon Route 53 Resolver passa a compartilhar os endereços IP que retorna para cada nome de domínio com o Network Firewall. A partir daí, o firewall verifica cada nova conexão de saída contra esse cache de IPs resolvidos.

    Na prática, isso abre duas possibilidades importantes:

    • Filtrar tráfego não-web (como SFTP, SSH, MySQL) por nome de domínio, sem precisar manter listas de IP
    • Prevenir manipulação de SNI (Indicação de Nome do Servidor) em tráfego TLS sem precisar habilitar inspeção TLS

    Como o recurso funciona

    O Amazon Route 53 Resolver responde consultas DNS de recursos dentro da sua Nuvem Privada Virtual (VPC) e está disponível por padrão em toda VPC. Com esse novo recurso, ele mantém um cache de IPs resolvidos com os endereços retornados para cada domínio. Quando uma nova conexão de saída é iniciada, o Network Firewall verifica o endereço de destino contra esse cache.

    O fluxo funciona assim: a carga de trabalho consulta o Route 53 Resolver pelo domínio desejado. O DNS Firewall verifica a consulta primeiro — pode bloquear ou alertar; um grupo de regras vazio deixa passar. O Resolver responde com o IP e registra a resposta no cache. Quando a conexão TCP/SFTP chega ao endpoint do Network Firewall, a política verifica o primeiro pacote: se o endereço está no cache, a conexão segue para a inspeção com estado (stateful). A regra stateful libera a conexão porque o Route 53 Resolver retornou aquele endereço para o domínio configurado.

    Figura 1 — Como o Network Firewall verifica a conexão SFTP contra as respostas do Route 53 Resolver. Imagem original — fonte: AWS

    O recurso é composto por três partes:

    • Grupo de regras do Amazon Route 53 Resolver DNS Firewall — Define o escopo. As respostas retornadas em toda VPC associada a esse grupo vão para o cache de IPs resolvidos. O grupo pode estar vazio; adicionando regras, ele também filtra as próprias consultas DNS.
    • Configuração da política do Network Firewall — No primeiro pacote de cada nova conexão, antes das regras stateful rodarem, o firewall verifica se o Route 53 Resolver retornou aquele endereço de destino para algum domínio. Se não retornou, aplica a ação configurada: Alert (alertar), Drop (descartar) ou Reject (rejeitar com reset TCP).
    • Regras de domínio resolvido — Nos grupos de regras stateful, essas regras fazem a correspondência de uma conexão pelo nome de domínio para o qual o endereço de destino foi resolvido. Funcionam com qualquer protocolo.

    Um detalhe importante: a verificação é por endereço. Quando qualquer cliente em uma VPC associada consulta um nome, os endereços retornados ficam válidos para todos os clientes no escopo da mesma Zona de Disponibilidade. Conexões para endereços IP fixos (hardcoded) falham na verificação — esses endereços precisam ser adicionados aos Bypass destination validation IP ranges antes de aplicar enforcement. Para mais detalhes, consulte a documentação de Resolved IP validation no AWS Network Firewall.

    Pré-requisitos

    • DNS via Amazon Route 53 Resolver — o firewall só consegue verificar respostas que o Resolver retornou. Consultas que chegam ao Resolver via endpoints ou regras de encaminhamento também contam.
    • Um grupo de regras do Route 53 Resolver DNS Firewall associado às VPCs cujas respostas DNS o Network Firewall deve verificar.
    • A configuração da política deve ser ativada antes de adicionar regras de domínio resolvido — regras que usam o filtro de domínio (keyword aws_route_53_resolved_domain) precisam que o Route 53 Resolved IP Validation esteja ativo na mesma política.
    • Modelo de implantação suportado — funciona com implantações distribuídas (múltiplos endpoints de firewall, onde clientes atingem um endpoint na sua própria Zona de Disponibilidade) e com implantações centralizadas onde o firewall está conectado nativamente ao AWS Transit Gateway. Se o roteamento enviar um cliente para um endpoint em outra Zona de Disponibilidade, as conexões falham na verificação. Para migrar uma implantação centralizada para um firewall com conexão nativa ao Transit Gateway, veja o guia Why and how to migrate to a Transit Gateway attached AWS Network Firewall.

    Como ativar em modo de alerta

    A recomendação da AWS é começar sempre em modo de alerta, porque os clientes mantêm respostas DNS em cache. O Network Firewall reconhece apenas as respostas que o Route 53 Resolver retornar depois que o grupo de regras do DNS Firewall for associado à VPC e selecionado na política. Um cliente que ainda usa uma resposta em cache vai falhar na verificação até renovar a consulta DNS. O modo de alerta permite observar isso sem bloquear nada. Aguarde cerca de 24 horas em modo de alerta para que os clientes renovem seus caches.

    Os passos são:

    1. Crie um grupo de regras do DNS Firewall (pode estar vazio) e associe-o às VPCs desejadas. Veja como em Criando um grupo de regras e regras. Se já tiver um grupo, certifique-se de que está associado apenas às VPCs corretas.
    2. No console da Amazon Virtual Private Cloud (Amazon VPC), em Network Firewall, acesse as políticas de firewall e escolha a política que seu firewall usa.
    3. Na aba de inspeção de tráfego, na seção Route 53 Resolved IP Validation, clique em Editar e selecione Enable Route 53 Resolved IP validation.
    4. Para Action, escolha Alert.
    5. Para DNS Firewall rule group, selecione o grupo criado no passo 1.
    6. Para DNS expiry exception policy, escolha o que acontece com uma conexão aberta quando sua entrada expira do cache: Continue mantém a conexão, Drop encerra silenciosamente, Reject encerra com reset TCP. A AWS recomenda Continue para não interromper sessões longas, como transferências de arquivos.
    7. Em source IP ranges, liste os clientes a verificar. Se não configurar, o firewall verifica clientes na VPC do firewall e em VPCs adicionais anexadas a ele. Se seus clientes estão em outras VPCs (como VPCs spoke que enviam tráfego para um firewall no Transit Gateway), insira os intervalos CIDR delas.
    8. Adicione destinos permitidos por IP aos Bypass destination validation IP ranges.
    9. Salve.

    Em modo de alerta, o Network Firewall não bloqueia conexões que falham na verificação. Ele registra o resultado nos flow logs, no campo route53_resolved_ip de cada conexão: true significa que o Resolver retornou aquele endereço para um domínio; false significa que não retornou — e que o enforcement bloquearia a conexão. A métrica DnsUnresolvedFlows no Amazon CloudWatch conta as conexões que falham na verificação. Antes de mudar para Drop ou Reject, confira se as conexões que falham são as esperadas e se os destinos permitidos por IP estão nos bypass ranges. Para as métricas e campos de log a monitorar, veja Monitoring and troubleshooting resolved IP validation.

    Caso de uso 1: Filtrar tráfego não-web por nome de domínio

    Antes desse lançamento, regras do Network Firewall para protocolos que não carregam nome de domínio — como SFTP — precisavam usar endereços IP. Agora é possível liberá-los por nome de domínio.

    Exemplo: uma carga de trabalho envia arquivos via SFTP para um parceiro em files.partner.example.com na porta TCP 22, e o parceiro pode mudar os endereços desse nome a qualquer momento. A mesma abordagem funciona para SSH, MySQL e outros protocolos não-web.

    Para criar a regra, acesse Network Firewall, escolha Network Firewall rule groups e crie um novo grupo stateful com regra stateful padrão. Adicione uma regra com protocolo TCP, porta de destino 22, filtro de domínio files.partner.example.com e ação Pass. Adicione o grupo à política de firewall.

    Se você gerencia regras como código, a regra Suricata equivalente é:

    pass tcp any any -> any 22 (alert; msg:"Allow TCP/22 to files.partner.example.com"; aws_route_53_resolved_domain:"files.partner.example.com"; sid:1;)

    Quando o parceiro mover o servidor para um novo endereço, a próxima resposta DNS adiciona o novo IP ao cache resolvido. Não há lista de IPs para manter. O cache mantém respostas anteriores por mais tempo que o TTL DNS, então o endereço antigo ainda pode passar por um período.

    Caso de uso 2: Prevenir spoofing de SNI sem inspeção TLS

    No spoofing de SNI, um cliente apresenta um nome de domínio permitido na requisição TLS enquanto se conecta a um servidor diferente. Prevenir isso exigia inspeção TLS, que descriptografa o tráfego. O Route 53 Resolved IP Validation previne isso sem inspeção TLS.

    Exemplo: uma carga de trabalho chama uma API de parceiro em api.partner.example.com via HTTPS. O tráfego TLS na porta 443 deve chegar apenas aos endereços que o Route 53 Resolver retornou para esse nome.

    Crie uma regra pass em um grupo de regras stateful padrão, com ordem estrita. Adicione uma regra com protocolo TLS, porta de destino 443, filtro de domínio api.partner.example.com e ação Pass. Na política de firewall, use ordem estrita de regras e para as ações padrão stateful escolha Application drop established (server-directed only) e Application alert established (server-directed only). Para entender por que a AWS recomenda essas ações padrão, veja a configuração de política de firewall no guia de melhores práticas de segurança da AWS.

    Se você gerencia regras como código, a regra Suricata equivalente é:

    pass tls any any -> any 443 (aws_route_53_resolved_domain:"api.partner.example.com"; sid:2;)

    A regra pass faz a correspondência pelo endereço de destino, não pelo nome na requisição TLS. O tráfego TLS na porta 443 passa apenas quando o Route 53 Resolver retornou o endereço de destino para api.partner.example.com. Se os endereços do parceiro também servem outros domínios (como atrás de uma CDN), esses nomes também passam.

    Para exigir também o nome do parceiro na requisição TLS, adicione uma correspondência exata de SNI à mesma regra: tls.sni; content:"api.partner.example.com"; startswith; endswith; nocase;. Sem startswith e endswith, a correspondência aceita qualquer SNI que contenha o nome.

    Boas práticas recomendadas

    • Mantenha o DNS no Route 53 Resolver — Bloqueie UDP e TCP de saída na porta 53 para outros resolvedores (incluindo DNS over HTTPS e DNS over TLS) no Network Firewall, para que clientes não contornem a verificação. O Route 53 Resolved IP Validation por si só não faz isso.
    • Mantenha regras do DNS Firewall nas VPCs — O Route 53 Resolved IP Validation verifica as conexões que seguem uma consulta DNS, não as consultas em si. O DNS Firewall bloqueia lookups de domínios de ameaças conhecidas com listas gerenciadas pela AWS e detecta dados saindo via consultas DNS (como DNS tunneling).
    • Comece pequeno — Adicione filtros de domínio a poucas regras por vez, depois expanda quando os resultados estiverem limpos. Para padrões de allow list de domínio, veja Allow rules and domain allowlisting.
    • Ative logging de flow e alert e monitoramento detalhado — Conexões que falham na verificação aparecem nos flow logs (route53_resolved_ip: false) e na métrica DnsUnresolvedFlows, não nos alert logs. Regras pass sem a keyword alert; não geram registros de alert log.

    Disponibilidade e preços

    O Route 53 Resolved IP Validation está disponível hoje em todas as regiões comerciais da AWS onde o AWS Network Firewall e o Amazon Route 53 Resolver DNS Firewall estão disponíveis (exceto as regiões AWS GovCloud (US) e as regiões da China), sem custo adicional. Veja a lista de regiões em AWS Capabilities by Region.

    Um grupo de regras do DNS Firewall sem regras não gera cobranças do DNS Firewall. Os preços padrão do DNS Firewall se aplicam após adicionar regras. Consulte os preços do AWS Network Firewall e do Amazon Route 53.

    Como começar

    Para começar, ative o recurso em modo de alerta e revise os resultados antes de aplicar enforcement. Para o guia completo, acesse Getting started with resolved IP validation. Para saber mais, visite a página do produto AWS Network Firewall e a documentação do recurso. Em caso de dúvidas, entre em contato com o AWS Support.

    Fonte

    Introducing Route 53 Resolved IP Validation for AWS Network Firewall (https://aws.amazon.com/blogs/security/introducing-route-53-resolved-ip-validation-for-aws-network-firewall/)

  • SageMaker MLflow Apps agora suportam MLflow 3.16

    Nova versão disponível no SageMaker MLflow Apps

    A AWS anunciou que o Amazon SageMaker AI MLflow Apps passou a oferecer suporte ao MLflow 3.16, a versão mais recente da popular plataforma de rastreamento e gerenciamento de experimentos de aprendizado de máquina (ML). A atualização chega com melhorias relevantes tanto para quem trabalha com modelos tradicionais de ML quanto para quem desenvolve aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa e agentes.

    O que muda com o MLflow 3.16

    Experiência de rastreamento redesenhada

    Uma das principais novidades desta versão é a reformulação completa da experiência de rastreamento. O explorador de rastreamentos — ferramenta central para depuração e análise de aplicações de IA generativa e agentes — foi redesenhado e agora é a visualização padrão. Entre as melhorias práticas, estão:

    • Altura de linhas ajustável, facilitando a leitura de rastreamentos mais densos;
    • Colunas reordenáveis, permitindo organizar a visualização conforme a necessidade;
    • Suporte a colunas personalizadas criadas a partir de qualquer tag de rastreamento ou campo de metadados.

    Essas mudanças tornam o processo de depuração e análise de fluxos de IA generativa mais visual e eficiente no dia a dia.

    Gráficos de métricas mais rápidos

    O MLflow 3.16 também traz ganhos de desempenho para quem lida com experimentos de grande escala. Os gráficos de métricas agora são renderizados com mais velocidade, especialmente em experimentos que acumularam um histórico extenso de métricas — um cenário comum em treinamentos longos ou em pipelines com muitas iterações.

    Como funciona a atualização

    Novas instâncias do MLflow Apps criadas a partir de agora já utilizam o MLflow 3.16 por padrão. Para quem já possui aplicações existentes, a AWS informou que a atualização será realizada automaticamente durante uma janela de manutenção programada, sem necessidade de nenhuma ação por parte do usuário.

    Disponibilidade

    O MLflow 3.16 está disponível em todas as regiões da AWS onde o MLflow Apps já estava disponível. Para explorar os detalhes técnicos e começar a usar os novos recursos, a AWS disponibiliza o guia do desenvolvedor do SageMaker AI MLflow.

    Fonte

    SageMaker MLflow Apps now support MLflow 3.16 (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/10/mflow-version-3-16/)

  • Amazon ECS agora suporta compartilhamento de GPU com o NVIDIA Multi-Process Service (MPS)

    O que foi anunciado

    A AWS anunciou que o Amazon Elastic Container Service (Amazon ECS) agora oferece suporte ao compartilhamento de GPU por meio do NVIDIA Multi-Process Service (MPS). Com esse recurso, é possível executar múltiplas tarefas do Amazon ECS simultaneamente em uma única GPU da NVIDIA.

    Por que isso importa

    Muitas cargas de trabalho de IA e computação intensiva não utilizam 100% da capacidade de uma GPU — e é exatamente aí que o compartilhamento de GPU faz diferença. Em vez de reservar uma GPU inteira para cada tarefa, agora é possível empacotar mais workloads em cada instância, aumentando a utilização da GPU e reduzindo os custos de infraestrutura.

    A AWS cita como casos de uso típicos para esse modelo:

    • Inferência de modelos pequenos
    • Simulações de veículos autônomos e sistemas avançados de assistência ao motorista (AV/ADAS)
    • Geração de embeddings
    • Serviço de múltiplos modelos simultaneamente (multi-model serving)

    Como funciona na prática

    O ponto mais relevante para quem opera workloads no ECS é que não é necessário alterar o código da aplicação. A configuração é feita diretamente na definição da tarefa: você especifica quanto de memória de GPU cada contêiner precisa e, opcionalmente, define um limite máximo de uso de computação da GPU. A partir daí, o Amazon ECS cuida do posicionamento das tarefas nas GPUs com capacidade disponível conforme os serviços escalam e são implantados.

    Suporte e resiliência

    O compartilhamento de GPU está disponível tanto nas Amazon ECS Managed Instances quanto no Amazon ECS on Amazon EC2. Nas ECS Managed Instances, a AWS vai além: o serviço monitora ativamente o daemon de controle do MPS em cada instância — o componente responsável por habilitar o compartilhamento. Se esse daemon parar ou ficar com problemas, o Amazon ECS substitui automaticamente a instância e migra as tarefas para capacidade saudável, sem necessidade de intervenção manual.

    Como começar

    Para habilitar o recurso, a AWS disponibiliza os caminhos tradicionais de configuração: Console de Gerenciamento da AWS, AWS CLI, AWS SDKs, AWS CloudFormation ou outras ferramentas de infraestrutura como código. O fluxo básico envolve:

    • Criar um capacity provider com instâncias de GPU da NVIDIA
    • Definir a estratégia de compartilhamento de GPU e a memória na definição de contêiner da task definition
    • Criar um serviço nesse capacity provider

    O recurso está disponível em todas as regiões comerciais da AWS e na AWS GovCloud (EUA). Para detalhes técnicos completos, a AWS disponibiliza a documentação oficial de compartilhamento de GPU no Amazon ECS.

    Fonte

    Amazon ECS now supports GPU sharing with NVIDIA Multi-Process Service (MPS) (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/10/amazon-ecs-gpu-sharing-nvidia-mps/)