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  • AWS IAM Identity Center agora suporta cotas separadas para contas AWS e aplicações

    O que mudou no IAM Identity Center

    A AWS anunciou uma atualização importante no IAM Identity Center (antigo AWS SSO): a partir de agora, as cotas para contas AWS e para aplicações passam a ser gerenciadas de forma independente. Isso pode parecer um detalhe técnico pequeno, mas para organizações que gerenciam centenas ou milhares de contas, essa mudança faz uma diferença real no dia a dia.

    Como funcionava antes — e o problema que isso gerava

    Antes dessa atualização, as cotas de contas AWS e de aplicações compartilhavam o mesmo pool de capacidade dentro de uma instância do IAM Identity Center. Na prática, isso significava que, ao cadastrar muitas contas AWS, você reduzia o espaço disponível para configurar aplicações — e vice-versa. Para grandes organizações, essa limitação podia criar gargalos indesejados na hora de expandir o ambiente.

    O que muda com as cotas separadas

    Com a nova configuração, cada instância do IAM Identity Center passa a ter dois limites independentes:

    • Até 7.000 contas AWS configuradas por padrão
    • Até 7.000 aplicações configuradas por padrão

    Esses limites são completamente independentes. Ou seja, utilizar toda a cota de contas não afeta em nada a cota disponível para aplicações, e o contrário também é verdadeiro. Organizações que gerenciam milhares de contas AWS agora podem integrar novas aplicações sem se preocupar em “roubar” capacidade do outro lado.

    Preciso fazer alguma coisa para ativar isso?

    Para a maioria dos clientes, nenhuma ação é necessária. Quem já tinha limites elevados concedidos anteriormente pela AWS recebe automaticamente o mesmo limite elevado para ambas as categorias — contas e aplicações — sem precisar abrir nenhuma solicitação.

    Caso sua organização precise de cotas ainda maiores do que o padrão de 7.000, é possível solicitar um aumento por meio do Console do Serviço de Cotas da AWS (AWS Service Quotas). O processo segue o fluxo padrão de solicitação de aumento de cota da plataforma.

    Disponibilidade

    A atualização já está disponível em todas as regiões da AWS onde o IAM Identity Center está presente. Não há necessidade de migração, reconfiguração ou janela de manutenção para aproveitar o novo comportamento.

    Onde aprender mais

    Para consultar os detalhes técnicos sobre os limites atuais e como solicitar aumentos, a AWS disponibiliza a documentação Cotas para o IAM Identity Center. Quem quiser conhecer o serviço em mais detalhes pode acessar a página oficial do IAM Identity Center.

    Fonte

    AWS IAM Identity Center now supports separate quotas for AWS accounts and applications (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/aws-identity-center-separate-quotas/)

  • Acelere investigações de segurança com o Kiro CLI

    O problema real das investigações manuais

    Quando um evento de segurança ocorre em um ambiente Amazon Web Services (AWS), a velocidade de resposta é determinante. O problema é que as equipes de segurança frequentemente perdem tempo valioso em processos manuais: precisam lembrar a sintaxe exata da Interface de Linha de Comando da AWS (AWS CLI), correlacionar manualmente alertas do Amazon GuardDuty com logs do AWS CloudTrail, documentar cada passo para fins de conformidade e ainda tomar decisões críticas enquanto a ameaça está ativa.

    Para analistas sem domínio profundo de AWS, esse cenário é ainda mais desafiador e cria gargalos sérios nas operações de segurança. É exatamente esse problema que o Kiro busca resolver.

    O que é o Kiro CLI

    O Kiro é um assistente de codificação com inteligência artificial (IA) que ajuda usuários a escrever, entender e otimizar código por meio de integrações com Ambientes de Desenvolvimento Integrado (IDE) e linha de comando. Além das tarefas tradicionais de desenvolvimento, ele oferece expertise específica em AWS: orientação de arquitetura, boas práticas, recomendações de otimização de custos e navegação na documentação de serviços.

    O Kiro CLI leva todas essas capacidades para o terminal, tornando-o uma ferramenta natural para fluxos de trabalho de operações de segurança. Com seus recursos integrados, ele pode auxiliar na investigação de uma descoberta do GuardDuty — propondo os comandos AWS CLI adequados, explicando o que cada um faz e aguardando a aprovação do analista antes de executar.

    O framework de referência: AWS Security Incident Response Guide

    A AWS publicou um post demonstrando como usar o Kiro CLI para conduzir investigações de segurança seguindo o Guia de Resposta a Incidentes de Segurança da AWS. Esse framework organiza a resposta em cinco fases:

    • Preparação: ter as ferramentas e processos certos antes de um incidente ocorrer
    • Detecção e análise: identificar eventos de segurança e entender seu escopo
    • Contenção: limitar o impacto e evitar danos adicionais
    • Erradicação e recuperação: remover ameaças e restaurar operações normais
    • Atividade pós-incidente: aprender com o ocorrido para melhorar respostas futuras

    Pré-requisitos para começar

    Para usar o Kiro CLI em investigações de segurança, é necessário:

    O Kiro CLI utiliza o perfil padrão da AWS CLI (ou o perfil especificado pela variável de ambiente AWS_PROFILE) para interagir com os recursos AWS, sempre solicitando aprovação antes de executar qualquer ação.

    A investigação na prática: do alerta à resolução

    Descoberta: uma descoberta de alta severidade no GuardDuty

    A investigação de exemplo começa com uma descoberta do GuardDuty que exige atenção imediata. Em vez de construir manualmente os comandos AWS CLI, o analista usa a interface em linguagem natural do Kiro CLI para solicitar a análise da descoberta, pedir que cada passo seja proposto com explicação e aguardar confirmação antes de prosseguir, além de documentar tudo em um arquivo findings.md estruturado para audiências técnicas e executivas.

    Esse único prompt já estabelece todo o framework da investigação. Ao solicitar aprovação passo a passo, o analista mantém o controle enquanto se beneficia da orientação da IA. A exigência de documentação garante que uma trilha de auditoria seja construída em tempo real, para fins de conformidade.

    Após a execução dos comandos aprovados, o Kiro CLI revelou informações críticas sobre a descoberta de exemplo:

    • Tipo: CryptoCurrency:EC2/BitcoinTool.B!DNS
    • Severidade: ALTA (8.0)
    • Instância: i-05447e6dacd0a7e7e (m5.xlarge)
    • Ameaça: 617 consultas DNS para pool.minergate.com
    • Linha do tempo: atividade de mineração iniciada 9 minutos após o lançamento da instância

    O fato de a atividade maliciosa ter começado apenas 9 minutos após o lançamento da instância sugere uma ação automatizada, não manual — um padrão importante que o Kiro CLI destaca automaticamente para ajudar as equipes a entenderem o comportamento da ameaça.

    Análise de recursos e escopo

    O Kiro CLI propôs investigar a configuração da instância Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2), os grupos de segurança e as permissões do AWS Identity and Access Management (IAM). Essa sugestão proativa demonstra que a ferramenta entende o fluxo de uma investigação de segurança — ela sabe que avaliar o impacto potencial exige examinar não apenas o que o invasor fez, mas o que ele poderia fazer a seguir.

    Os resultados da análise revelaram:

    • Configuração da instância: AMI Amazon Linux 2023, Serviço de Metadados de Instância versão 2 (IMDSv2) obrigatório (boa postura de segurança), IP público com acesso irrestrito de saída e perfil de instância IAM anexado
    • Grupo de segurança: sem regras de entrada, mas com acesso de saída irrestrito para 0.0.0.0/0, habilitando o tráfego de mineração
    • Permissões IAM — descoberta crítica: a política AdministratorAccess estava anexada ao perfil de instância, concedendo acesso total à conta AWS a partir de uma instância comprometida — risco real de comprometimento completo da conta

    Embora a atividade observada fosse mineração de criptomoeda, a política AdministratorAccess anexada significa que o invasor poderia ter exfiltrado dados, criado backdoors ou comprometido outros recursos. Isso reforça por que políticas IAM com privilégio mínimo são fundamentais.

    O Kiro CLI também verificou atividades adicionais inesperadas e descobriu sete descobertas de segurança nessa única instância, indicando um ataque de múltiplos vetores.

    Ações de contenção

    O Kiro CLI propôs um plano de remediação sistemático alinhado à estratégia de contenção do Guia de Resposta a Incidentes de Segurança da AWS:

    Isolamento da instância: o Kiro CLI gerou comandos para criar um grupo de segurança de isolamento sem regras de entrada ou saída e aplicá-lo à instância comprometida. Essa etapa interrompe novas conexões sem destruir evidências. No entanto, é importante entender que grupos de segurança são stateful e usam rastreamento de conexão. Quando as regras são alteradas, conexões existentes não são interrompidas imediatamente — elas continuam até expirar. Para interrupção imediata de todo o tráfego, incluindo conexões ativas, recomenda-se também implementar Listas de Controle de Acesso de Rede (NACLs), que são stateless e podem quebrar conexões existentes imediatamente quando as regras são aplicadas.

    Esse cenário ilustra um princípio importante: embora ferramentas com IA como o Kiro CLI acelerem a resposta, é essencial manter um humano no ciclo que entenda essas nuances e valide as recomendações.

    Revogação de privilégios: o Kiro CLI gerou comandos para anexar uma política de negação total à função IAM comprometida. O assistente explicou que, mesmo com a política AdministratorAccess ainda anexada, a política de negação tem precedência pela lógica de avaliação do IAM — negações explícitas sempre substituem permissões. Isso revogou imediatamente todos os acessos enquanto preservou a configuração original para análise forense.

    Preservação de evidências

    Antes de fazer alterações destrutivas, o Kiro CLI recomendou criar um snapshot forense do volume Amazon Elastic Block Store (Amazon EBS) da instância comprometida. Esse passo costuma ser negligenciado quando as equipes estão sob pressão para conter uma ameaça ativa, mas é crítico para análise pós-incidente e possíveis processos legais.

    No exemplo, a decisão foi manter a instância em execução em seu estado isolado, em vez de pará-la imediatamente. Parar uma instância EC2 resulta na perda da memória volátil, que pode conter evidências forenses como processos em execução, conexões de rede, malware carregado e chaves de criptografia.

    A captura de memória volátil requer ferramentas especializadas. Para instâncias Linux, o LiME (Extrator de Memória Linux) pode capturar a memória física, enquanto instâncias Windows podem usar ferramentas como o Winpmem. Os dumps de memória podem ser analisados usando o Volatility, um framework open source de forense de memória. A AWS disponibiliza orientações sobre automatização de builds de módulos de kernel forense para instâncias Amazon Linux EC2 para agilizar esse processo.

    Análise do CloudTrail

    Para entender o escopo completo do comprometimento, o Kiro CLI foi utilizado para analisar os logs do AWS CloudTrail. O assistente identificou as trilhas disponíveis e propôs consultas para encontrar chamadas de API feitas a partir da instância comprometida usando suas credenciais temporárias.

    A análise do CloudTrail frequentemente é a parte mais demorada de uma investigação de incidente. O Kiro CLI automatiza esse processo, identificando imediatamente as fontes de log relevantes e propondo as consultas adequadas.

    No exemplo, nenhuma chamada de API inesperada foi encontrada originada das credenciais da instância — nenhum usuário IAM criado, nenhum bucket S3 acessado, nenhum segredo roubado. O evento pareceu limitado à atividade de mineração de criptomoeda via consultas DNS, sem evidências de exfiltração de dados ou movimentação lateral. Isso demonstra o valor da análise completa do CloudTrail: mesmo quando os achados iniciais sugerem uma ameaça contida, confirmar a ausência de comprometimento mais amplo é essencial antes de encerrar uma investigação.

    Construindo defesas proativas

    Com a ameaça imediata contida, o Kiro CLI foi utilizado para fortalecer a fase de preparação, estabelecendo alertas automatizados para incidentes futuros. Usando linguagem natural, foi solicitada a criação de um sistema de notificação para descobertas de alta severidade ou superior.

    O Kiro CLI entendeu o requisito e propôs uma solução completa envolvendo o Amazon Simple Notification Service (Amazon SNS) e o Amazon EventBridge:

    • Criar um tópico SNS para alertas do GuardDuty
    • Inscrever um endereço de e-mail no tópico
    • Criar uma regra no EventBridge para disparar em descobertas de alta severidade (severidade maior ou igual a 7.0)
    • Configurar o tópico SNS como destino do EventBridge
    • Conceder permissões ao EventBridge para publicar no tópico SNS

    Quando comandos falham por problemas de permissão, referências incorretas de Nome de Recurso da Amazon (ARN) ou políticas JSON malformadas, o Kiro CLI detecta automaticamente as falhas e propõe comandos corrigidos. Esse tratamento inteligente de erros permite que as equipes de segurança implementem automações com confiança, sem precisar de troubleshooting manual.

    Criando workflows de investigação reutilizáveis com steering files

    Com a ameaça contida e as defesas proativas estabelecidas, o Kiro CLI foi usado para criar um arquivo de direcionamento (steering file) reutilizável que codifica o workflow de investigação para incidentes futuros.

    Steering files são arquivos Markdown armazenados em .kiro/steering/ que funcionam como memória persistente para o Kiro CLI, ajudando as equipes de segurança a capturar conhecimento institucional e padronizar procedimentos de resposta. Para compartilhá-los com toda a equipe, basta adicioná-los a um repositório Git ou publicá-los em sistemas de documentação como o Confluence.

    O Kiro CLI gerou um steering file detalhado em .kiro/steering/guardduty-incident-response.md contendo:

    • Fases de investigação alinhadas ao Guia de Resposta a Incidentes de Segurança da AWS
    • Padrões de comandos AWS CLI para GuardDuty, Amazon EC2, IAM e CloudTrail
    • Requisitos de documentação e pontos de aprovação
    • Procedimentos de contenção, erradicação e preservação de evidências

    Abaixo, o exemplo de steering file gerado pelo Kiro CLI:

    ---
    inclusion: manual
    ---
    # GuardDuty Incident Response Workflow
    
    This steering file guides systematic investigation of GuardDuty findings following AWS Security Incident Response Guide best practices.
    
    ## Investigation Phases
    
    ### Detection and Analysis
    1. Retrieve GuardDuty finding details using finding ID
    2. Extract finding type, severity, affected resources, and threat indicators
    3. Document timeline of events (instance launch, threat detection)
    
    ### Resource Analysis
    4. Investigate EC2 instance configuration (AMI, IMDS version, network access)
    5. Analyze security group rules (inbound/outbound access)
    6. Review IAM permissions attached to instance profile
    7. Check for additional findings on the same resource
    
    ### Containment
    8. Create isolation security group with no inbound/outbound rules
    9. Apply isolation security group to compromised instance
    10. Create forensic snapshot before making destructive changes
    11. Preserve volatile memory by keeping instance running if forensic analysis needed
    
    ### Eradication
    12. Revoke excessive IAM permissions
    13. Document all actions in findings.md with technical and executive summaries
    
    ### Analysis
    14. Query CloudTrail for API calls from compromised instance credentials
    15. Assess scope of compromise and potential lateral movement
    
    ## Documentation Requirements
    - Finding summary with severity and type
    - Investigation steps with timestamps
    - Evidence collected (security groups, IAM policies, CloudTrail logs)
    - Remediation actions taken
    - Recommendations for prevention
    
    ## AWS CLI Command Patterns
    - GuardDuty: `aws guardduty get-findings`
    - EC2: `aws ec2 describe-instances`, `aws ec2 describe-security-groups`
    - IAM: `aws iam get-instance-profile`, `aws iam list-attached-role-policies`
    - CloudTrail: `aws cloudtrail lookup-events`
    
    ## Approval Gates
    Always propose commands with explanations before execution and wait for approval.

    Diferente de playbooks tradicionais de resposta a incidentes, que são documentos estáticos e rapidamente ficam desatualizados, os steering files do Kiro CLI são playbooks executáveis que guiam investigações assistidas por IA com consistência, permanecendo flexíveis o suficiente para se adaptar a cenários específicos. Atualizar o steering file faz parte do próprio workflow — ao final de cada sessão, basta pedir ao Kiro CLI que incorpore os ajustes feitos durante a investigação.

    Conclusão

    Incidentes de segurança exigem resposta rápida e precisa, mas os workflows tradicionais de investigação criam gargalos que aumentam o Tempo Médio de Resposta (MTTR). Seguindo o framework do Guia de Resposta a Incidentes de Segurança da AWS e utilizando as capacidades de IA do Kiro CLI, é possível transformar a resposta a incidentes de um processo reativo em operações proativas e bem documentadas.

    O Kiro CLI acelera cada fase do ciclo de vida da resposta a incidentes — da detecção e análise inicial, passando pela contenção e erradicação, até a recuperação. A capacidade de steering files ajuda as equipes a incorporar o conhecimento adquirido em workflows reutilizáveis que beneficiam analistas de todos os níveis de experiência. Quando comandos falham ou configurações estão incorretas, o Kiro CLI identifica o problema e o corrige, reduzindo o tempo gasto em troubleshooting.

    Fonte

    Accelerate security investigations with Kiro CLI (https://aws.amazon.com/blogs/security/accelerate-security-investigations-with-kiro-cli/)

  • Amazon MQ para RabbitMQ agora suporta conectividade de rede privada

    O que mudou no Amazon MQ para RabbitMQ

    A AWS anunciou que o Amazon MQ para RabbitMQ passa a suportar conectividade de rede privada. Com isso, os brokers conseguem se comunicar com recursos internos da sua Nuvem Privada Virtual (VPC) sem precisar expor esses recursos à internet pública — um requisito comum em ambientes com exigências rigorosas de segurança e conformidade.

    Por que isso importa

    Antes dessa novidade, quem precisava conectar brokers RabbitMQ a provedores de identidade privados — como LDAP ou OAuth 2.0 — ou a outros brokers RabbitMQ (hospedados no Amazon MQ ou de forma autônoma) tinha que recorrer a soluções alternativas pouco elegantes: configurar um Network Load Balancer combinado com um NAT Gateway só para viabilizar essa comunicação. Isso adicionava complexidade operacional, custo e pontos extras de manutenção.

    Agora, a AWS resolve esse problema de forma nativa, sem que o time precise montar esse tipo de contorno manual. Os casos de uso mais beneficiados são:

    • Conectividade para RabbitMQ Federation e Shovel
    • Autenticação via provedores de identidade privados (LDAP, OAuth 2.0)
    • Comunicação entre brokers Amazon MQ e brokers RabbitMQ auto-hospedados

    Como a AWS implementou essa funcionalidade

    A conectividade privada é estabelecida pela AWS utilizando três serviços em conjunto:

    • Amazon VPC Lattice — responsável pelo roteamento de rede entre os recursos
    • AWS Resource Access Manager (AWS RAM) — para empacotar e compartilhar as configurações de recursos
    • AWS PrivateLink — para garantir que o tráfego não saia pela internet pública

    O ponto positivo é que a AWS gerencia toda a infraestrutura subjacente automaticamente. O time não precisa se preocupar com a configuração de baixo nível desses componentes.

    Como começar a usar

    Para habilitar a conectividade privada no seu broker, o fluxo básico é:

    • Criar um resource gateway no VPC Lattice
    • Empacotar as configurações de recursos em um resource share do AWS RAM
    • Associar esse resource share ao seu broker

    A funcionalidade está disponível exclusivamente para brokers Amazon MQ para RabbitMQ, em todas as regiões da AWS onde o Amazon VPC Lattice já está disponível.

    Saiba mais

    Para aprofundar o entendimento técnico, a AWS disponibiliza a documentação oficial sobre redes privadas no Amazon MQ Developer Guide. Informações sobre custos podem ser consultadas na página de preços do Amazon MQ.

    Fonte

    Amazon MQ for RabbitMQ now supports private networking connectivity (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/05/amazon-mq-private-network-connectivity/)

  • Relatórios SOC 1 e 2 da AWS agora disponíveis em formato OSCAL

    AWS disponibiliza relatórios SOC em formato legível por máquina

    A Amazon Web Services (AWS) anunciou a disponibilização dos relatórios de Controles de Sistema e Organização (SOC) 1 e 2 referentes à primavera de 2026 em formato OSCAL — um formato legível por máquina — além da versão tradicional em PDF. Essa é uma novidade relevante para equipes de segurança e conformidade que buscam automatizar processos de auditoria.

    O que cobre esse relatório?

    Os relatórios abrangem 188 serviços da AWS ao longo de um período de 12 meses, de 1º de abril de 2025 a 31 de março de 2026. Isso significa que os clientes têm um ano completo de garantias de conformidade documentadas em um único pacote.

    O que é o formato OSCAL?

    O Linguagem Aberta de Avaliação de Controles de Segurança (OSCAL) é um padrão aberto desenvolvido pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) dos Estados Unidos. Em termos práticos, trata-se de um formato JSON de código aberto para representar informações de segurança de maneira estruturada e processável por sistemas automatizados.

    A AWS se destaca como a primeira grande provedora de nuvem a oferecer relatórios-chave de conformidade nesse formato — marco registrado em junho de 2026.

    Por que isso importa para quem trabalha com conformidade?

    Ter o relatório SOC em formato legível por máquina abre caminho para automação de fluxos de trabalho, reduzindo o tempo gasto em processamentos manuais e modernizando os processos de segurança e conformidade. Em vez de extrair dados manualmente de um PDF, equipes podem integrar o conteúdo diretamente em suas ferramentas e pipelines de auditoria.

    O pacote dos relatórios SOC 1 e SOC 2 em formato OSCAL já está disponível como um pacote separado no AWS Artifact, o portal de autoatendimento da AWS para acesso sob demanda a relatórios de conformidade.

    Como acessar os relatórios?

    Para baixar os relatórios SOC 1 e 2 em formato OSCAL, basta acessar o AWS Artifact no Console de Gerenciamento da AWS. Para quem ainda não conhece a ferramenta, a AWS disponibiliza um guia de introdução ao AWS Artifact.

    Já o relatório SOC 3 pode ser encontrado na página de Conformidade SOC da AWS e também no AWS Artifact.

    Serviços em escopo e programas de conformidade

    A AWS continua expandindo a lista de serviços cobertos por seus programas de conformidade. A lista atualizada de serviços dentro do escopo pode ser consultada na página de Serviços em Escopo. Para uma visão mais ampla sobre os programas de segurança e conformidade da AWS, vale conferir os Programas de Conformidade da AWS.

    Fonte

    Spring 2026 SOC 1 and 2 reports are now available in OSCAL format (https://aws.amazon.com/blogs/security/spring-2026-soc-1-and-2-reports-are-now-available-in-oscal-format/)

  • AWS DevOps Agent ganha capacidade de gerenciamento de releases (preview)

    O que foi anunciado

    A AWS anunciou uma nova capacidade do AWS DevOps Agent: o gerenciamento de releases, agora disponível em preview. Com essa adição, o agente passa a atuar tanto na entrega quanto nas operações, cobrindo o ciclo completo — desde a validação das mudanças de código até a manutenção das aplicações em produção.

    Como funciona na prática

    A nova funcionalidade se divide em dois pilares principais: revisão de prontidão para release e testes automatizados de release.

    Revisão de prontidão para release

    Antes mesmo de um commit ser feito, o AWS DevOps Agent avalia se as mudanças de código estão prontas para ir a produção com segurança. Esse processo inclui:

    • Verificação de desvios em relação aos padrões internos da equipe;
    • Análise de impactos em dependências;
    • Checagem de controles de acesso;
    • Mapeamento de dependências entre repositórios para identificar breaking changes antes do commit;
    • Uso de provas determinísticas para garantir que mudanças de infraestrutura não se afastem das boas práticas do AWS Well-Architected.

    Testes de release

    O agente também gera e executa planos de teste para aplicações web e baseadas em API, rodando esses testes em ambientes provisionados pelo próprio cliente. O objetivo é capturar regressões, problemas de experiência do usuário (UX) e falhas de integração que um revisor humano poderia deixar passar.

    Por que isso importa para times de engenharia

    Com esse conjunto de capacidades, a AWS posiciona o DevOps Agent como uma ferramenta que cobre ambientes AWS, multicloud e on-premises. O benefício direto é a aceleração do ciclo de entrega com mais segurança, redução do Tempo Médio para Recuperação (MTTR) e busca pela excelência operacional — tudo sem depender exclusivamente de revisões manuais.

    Disponibilidade e custos

    O gerenciamento de releases do AWS DevOps Agent está disponível atualmente na região US East (Norte da Virgínia) e sem custo adicional durante o período de preview. Para começar, basta conectar os repositórios de código e pipelines no espaço do AWS DevOps Agent.

    Para consultar as regiões onde as operações de produção do AWS DevOps Agent estão disponíveis, acesse a tabela de regiões suportadas. Para informações sobre preços das funcionalidades de operações de produção, que já estão em disponibilidade geral, consulte a página de preços do AWS DevOps Agent.

    Fonte

    AWS DevOps Agent adds release management capability (preview) (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/aws-devops-agent-release-management/)

  • Apresentando o AWS Continuum: segurança na velocidade das máquinas

    O modelo de segurança que conhecemos está ficando para trás

    A AWS tem refletido profundamente sobre segurança corporativa — e a conclusão é direta: o modelo operacional que funcionou na última década não está mais acompanhando o ritmo atual. O ciclo tradicional de coletar telemetria, armazená-la, consultá-la e construir dashboards para monitoramento já não é suficiente.

    A mudança necessária vai em outra direção: telemetria, contexto, raciocínio e ações. Uma abordagem orientada a resultados concretos, não apenas a visibilidade.

    O que tornou essa transição ainda mais urgente foi o avanço dos modelos de cibersegurança de fronteira. Modelos como o Claude Mythos já conseguem encontrar vulnerabilidades de software e raciocinar sobre caminhos complexos de ataque em velocidade de máquina — o que gera um backlog de vulnerabilidades que cresce de forma exponencial. Times humanos simplesmente não conseguem acompanhar esse ritmo sozinhos.

    O que é o AWS Continuum

    Em resposta a esse cenário, a AWS anunciou o AWS Continuum para vulnerabilidades de código, agora disponível em prévia fechada (gated preview). A proposta do Continuum é endereçar o ciclo completo de uma vulnerabilidade de código em velocidade de máquina: da descoberta até as ações corretivas.

    O sistema raciocina sobre o ambiente completo do cliente, confirma o que é real e conduz o processo em direção à resolução. Uma característica importante: ele é agnóstico em relação a modelos, ou seja, utiliza múltiplos modelos de fronteira, aproveitando cada um onde ele performa melhor, e foi construído para incorporar os modelos mais recentes e capazes à medida que surgem.

    O Continuum foi desenvolvido a partir de lições aprendidas pela própria AWS ao proteger suas operações internas e as da Amazon.com. Proteger negócios de diferentes setores exigiu um sistema capaz de entender o contexto do negócio, em vez de aplicar regras genéricas de forma uniforme.

    Como o AWS Continuum funciona

    O Continuum para vulnerabilidades de código opera em quatro fases contínuas:

    1. Descoberta

    Times de segurança lidam diariamente com um backlog de vulnerabilidades, e muitos já usam modelos de fronteira para encontrar mais. O Continuum começa ingerindo esse backlog existente e realizando sua própria varredura de vulnerabilidades no ambiente. Isso cria uma visão mais abrangente das vulnerabilidades e dos caminhos de ataque associados.

    2. Priorização

    O Continuum usa contexto para avaliar, enriquecer e priorizar cada achado. O componente afetado está em produção? Ele é alcançável? Qual seria o impacto para o negócio se fosse explorado? O resultado é uma lista de prioridades baseada em evidências, permitindo que o time foque no que realmente importa.

    3. Validação

    Antes de desperdiçar o tempo do time com falsos positivos, o Continuum valida os achados. Ele contextualiza as vulnerabilidades em relação ao ambiente real e constrói exemplos funcionais de exploração em um ambiente isolado (sandbox), fornecendo evidências concretas e reproduzíveis do problema.

    4. Mitigação e Remediação

    Com uma vulnerabilidade validada em mãos, o Continuum avalia as defesas existentes — incluindo controles de bloqueio, controles compensatórios e mecanismos de detecção. Em seguida, com base no entendimento da base de código, do contexto e dos achados, ele recomenda a mitigação ou remediação da vulnerabilidade por meio de uma mudança de rede, mudança de política ou patch de código.

    A recomendação de patch é validada pelo mesmo sistema que confirmou a vulnerabilidade. O Continuum também oferece visibilidade sobre o raio de impacto (blast radius) e caminhos de rollback onde viável.

    Confiança graduada: do modo de aprendizado ao modo de execução

    O Continuum começa em modo de aprendizado (learn mode), com um humano no loop. Cada recomendação inclui o raciocínio por trás dela, o que permite que o time entenda e valide as sugestões antes de qualquer ação.

    À medida que a confiança é construída, é possível avançar o Continuum para o modo de execução (enforce mode), habilitando remediações que podem ser cada vez mais automatizadas com base em categorias e perfis de risco definidos pelo próprio time.

    Capacidades do AWS Continuum

    Além do Continuum para vulnerabilidades de código, o AWS Continuum reúne outras capacidades que alguns profissionais já podem conhecer:

    • Continuum pen testing e Continuum code scanning (Preview): as funcionalidades de teste de penetração e varredura de código do AWS Security Agent foram integradas ao Continuum sob esses novos nomes.
    • Continuum threat modeling (Preview): gera automaticamente modelos de ameaças abrangentes a partir de documentos de design ou código-fonte, com resultados no formato STRIDE.

    Essas capacidades funcionam como fontes de detecção e análise que alimentam o loop mais amplo do Continuum: descoberta, priorização, validação e remediação.

    Quem está usando e como começar

    A AWS está trabalhando com clientes dos setores financeiro, automotivo e de tecnologia para moldar o AWS Continuum. O feedback dos clientes confirma a direção: times de segurança querem ferramentas que conquistem confiança e tomem ações.

    O AWS Continuum para vulnerabilidades de código está disponível em prévia fechada. Para solicitar acesso, é possível se inscrever diretamente na página oficial do AWS Continuum.

    Fonte

    Introducing AWS Continuum: Security at machine speed (https://aws.amazon.com/blogs/security/introducing-aws-continuum-security-at-machine-speed/)

  • Sequestro de Subdomínio: como agentes maliciosos exploram registros DNS esquecidos na AWS

    O que é um registro DNS “dangling” e por que isso importa

    Imagine que sua equipe configurou um subdomínio amigável — como api.suaempresa.com — apontando para um bucket do Amazon S3 via registro CNAME (Nome Canônico). Em algum momento, o bucket é deletado, mas ninguém lembrou de remover o registro DNS. Esse registro que ficou para trás, apontando para um recurso que não existe mais, é chamado de dangling record (registro pendente ou órfão).

    O problema real começa quando um agente malicioso percebe esse estado. Como certos recursos da AWS utilizam namespaces globais — ou seja, qualquer conta pode reivindicar o mesmo nome de recurso após ele ser deletado — o atacante pode simplesmente recriar o recurso com o mesmo nome e passar a servir conteúdo malicioso para qualquer usuário que ainda acesse aquele subdomínio.

    Essa técnica é classificada pelo MITRE ATT&CK como T1584.001: Comprometimento de Infraestrutura – Domínios. Vale reforçar: não se trata de uma vulnerabilidade nos serviços da AWS em si, mas de uma má configuração operacional que pode ser explorada.

    Quais recursos AWS são afetados

    Nem todo recurso da AWS é suscetível a esse tipo de ataque. O risco existe apenas nos serviços que operam em namespaces globalmente compartilhados, onde qualquer conta pode reivindicar o nome após a exclusão. Os principais são:

    • Amazon S3 (namespace global): nomes de buckets como meubucket.s3.amazonaws.com são globalmente únicos e podem ser reclamados por qualquer conta após a exclusão. Importante: buckets criados com namespaces regionais por conta (lançados em março de 2026) ficam restritos à conta do proprietário e não são afetados por esse problema.
    • Amazon CloudFront: os nomes de distribuição como d111111abcdef8.cloudfront.net são atribuídos pela AWS e não podem ser escolhidos por um atacante. Porém, se uma distribuição for deletada e outra conta receber o mesmo nome gerado automaticamente, um CNAME pendente pode acabar resolvendo para o conteúdo de terceiros.
    • AWS Elastic Beanstalk: nomes de ambiente como meuapp.elasticbeanstalk.com são globalmente únicos e podem ser reivindicados por qualquer conta após o encerramento do ambiente.

    Recursos como Amazon VPC, instâncias Amazon EC2 ou zonas hospedadas privadas não são afetados, pois não expõem namespaces DNS globalmente reivindicáveis.

    Como o ataque acontece na prática

    O time AWS CIRT publicou um cenário ilustrativo que ajuda a entender o problema de ponta a ponta. Considere o seguinte fluxo:

    1. Uma equipe cria um bucket S3 com nome global único — por exemplo, subdomain.example — e o configura para hospedar um site estático.
    2. Um registro CNAME no Amazon Route 53 é criado para que subdomain.example.com resolva para subdomain.example.s3-website-us-east-1.amazonaws.com, dando um endereço amigável aos usuários.
    Imagem original — fonte: Aws

    Até aqui, tudo normal. O problema surge quando o administrador decide desativar o site e deleta o bucket S3 — mas esquece de remover o registro CNAME no Route 53.

    Imagem original — fonte: Aws

    Com o bucket deletado e o CNAME ainda ativo, o registro fica “dangling”. Um agente malicioso que identifica esse estado pode criar um novo bucket S3 com exatamente o mesmo nome global — subdomain.example — em uma conta que ele controla, e passar a servir qualquer conteúdo a partir daí. Os usuários finais continuam acessando subdomain.example.com sem perceber que o destino mudou.

    Imagem original — fonte: Aws

    Impactos potenciais para sua organização

    Os riscos não são teóricos. O AWS CIRT lista os principais impactos observados:

    • Risco reputacional: sua organização perde o controle sobre o conteúdo servido a partir de um domínio que carrega sua marca.
    • Exposição a campanhas de phishing: usuários que têm o subdomínio salvo nos favoritos podem ser direcionados para páginas que capturam credenciais ou distribuem malware sem nenhum sinal de alerta visível.
    • Bloqueio por fornecedores de segurança: se o domínio for sinalizado como malicioso, isso pode impactar diretamente suas operações de negócio.
    • Perda financeira: além do dano direto, há custos associados à resposta ao incidente e à interrupção de serviços.

    Detecção proativa com AWS Config

    A abordagem recomendada pela AWS para detectar registros CNAME órfãos é usar o AWS Config para monitorar continuamente as zonas hospedadas do Route 53 e verificar se os recursos-alvo ainda existem na sua conta.

    Um ponto importante que o artigo destaca: verificar se um CNAME resolve para um endpoint válido não é suficiente. Se um atacante já reivindicou o recurso, a resolução DNS vai funcionar — mas para o recurso do atacante, não o seu. Você não teria como saber a diferença apenas pela resolução. A abordagem correta é consultar o inventário do AWS Config para confirmar se o recurso existe na sua conta.

    A ideia central é criar uma regra personalizada no AWS Config que consulta as zonas hospedadas do Route 53, identifica registros CNAME que apontam para padrões conhecidos de recursos AWS (S3, CloudFront, Elastic Beanstalk) e cruza cada alvo com o inventário do Config. Se o recurso não for encontrado, o CNAME é marcado como NON_COMPLIANT.

    Os padrões monitorados incluem:

    • S3: *.s3.amazonaws.com, *.s3-website-<região>.amazonaws.com
    • CloudFront: *.cloudfront.net
    • Elastic Beanstalk: *.elasticbeanstalk.com

    Pré-requisito: o gravador do AWS Config precisa estar habilitado para os tipos de recurso que você deseja monitorar. Para mais informações, consulte a documentação oficial sobre como configurar o AWS Config pelo console.

    Escopo: conta única vs. organização

    A implementação de referência opera no escopo de uma única conta. Isso significa que se um CNAME na Conta A aponta para um recurso que legitimamente existe na Conta B (dentro da mesma organização AWS), a regra vai sinalizá-lo como NON_COMPLIANT. Para ambientes com compartilhamento de recursos entre contas, é possível adaptar a solução usando um AWS Config Aggregator, que consulta o inventário de todas as contas da organização.

    Diagrama da solução de detecção

    Imagem original — fonte: Aws

    As ocorrências NON_COMPLIANT podem ser encaminhadas ao AWS Security Hub para visibilidade centralizada ou acionar notificações via Amazon SNS para alertar o time de segurança.

    Implementação de referência

    A AWS publicou uma solução completa e open source para esse caso de uso. Ela implanta uma função Lambda que varre os registros CNAME de todas as zonas hospedadas do Route 53, usa correspondência de padrões para identificar alvos que apontam para S3, CloudFront e Elastic Beanstalk, e consulta o inventário do AWS Config para verificar se cada recurso ainda existe na conta. Quando um registro órfão é detectado, a solução gera uma ocorrência de severidade ALTA no Security Hub e pode enviar notificações via SNS. Um painel no CloudWatch também é incluído para acompanhamento contínuo.

    O deploy pode ser feito com os seguintes comandos:

    # Clone the repository
    git clone https://github.com/aws-samples/sample-dangling-dns-detection
    cd sample-dangling-dns-detection
    
    # Build the Lambda deployment package
    ./scripts/package.sh
    
    # Upload to S3
    aws s3 cp dist/dangling-dns-detection.zip s3://YOUR_BUCKET/
    
    # Deploy the CloudFormation stack
    aws cloudformation deploy \
      --template-file infrastructure/template.yaml \
      --stack-name dangling-dns-detection \
      --parameter-overrides \
        LambdaCodeS3Bucket=YOUR_BUCKET \
        EvaluationFrequency=TwentyFour_Hours \
      --capabilities CAPABILITY_NAMED_IAM

    A stack cria uma regra personalizada no AWS Config que roda no intervalo configurado (padrão: a cada 24 horas), avaliando todos os registros CNAME e reportando o status de conformidade.

    Como mitigar: prevenção e resposta

    Procedimento operacional padrão

    A mitigação mais eficaz é um procedimento operacional claro para o descomissionamento de recursos. A ordem correta é sempre:

    1. Remova o registro CNAME da zona DNS antes de desprovisionar o recurso.
    2. Aguarde o TTL (Tempo de Vida — Time to Live) do registro expirar. Resolvedores DNS armazenam registros em cache pelo tempo do TTL (por exemplo, um TTL de 3600 significa que resolvedores podem servir o registro antigo por até uma hora). Deletar o recurso antes da expiração do TTL abre uma janela de vulnerabilidade.
    3. Desprovi­sione o recurso.
    4. Execute uma verificação DNS para confirmar que o CNAME não está mais resolvendo.

    Princípio-chave: sempre delete o DNS primeiro, espere o TTL expirar e só então delete o recurso.

    Namespaces regionais por conta no S3

    Em março de 2026, a AWS introduziu os namespaces regionais por conta para buckets S3 de uso geral. Trata-se de um avanço relevante para mitigar o vetor específico do S3, mas há limitações operacionais importantes:

    • Buckets existentes não são migrados: buckets já criados no namespace global permanecem globalmente únicos e reivindicáveis por qualquer conta após a exclusão.
    • O namespace global ainda é o padrão: ao criar um novo bucket pelo console, CLI ou SDK, o namespace global continua sendo a seleção padrão.
    • Templates de IaC precisam ser atualizados: templates existentes de infraestrutura como código (CloudFormation, CDK, Terraform) que não optarem explicitamente pelo namespace regional de conta continuarão provisionando buckets no namespace global. No CloudFormation, isso exige configurar a propriedade BucketNamespace como account-regional.

    Por essas razões, a abordagem de detecção via AWS Config continua sendo essencial — especialmente para organizações com infraestrutura S3 existente e para recursos como CloudFront e Elastic Beanstalk, onde não existe equivalente de escopo por namespace.

    Notificação e remediação

    Quando um registro DNS órfão é detectado, a solução de referência cria automaticamente uma ocorrência de severidade ALTA no AWS Security Hub e marca o CNAME como NON_COMPLIANT no AWS Config. Se um ARN (Nome de Recurso da Amazon — Amazon Resource Name) de tópico SNS for fornecido durante o deploy, a solução também envia notificações para o time de segurança via e-mail, Slack ou outros canais.

    Para ambientes de produção, é recomendável adotar um fluxo com revisão humana antes de qualquer deleção automática de registro DNS. Remediação totalmente automatizada carrega risco: um falso positivo pode interromper serviços legítimos. O ponto de partida ideal é detecção e notificação; automação pode ser avaliada conforme a maturidade operacional do time.

    Conclusão

    O sequestro de subdomínio é uma misconfigura­ção evitável, mas com impacto potencialmente significativo. A defesa em camadas recomendada pela AWS combina:

    • Prevenção: procedimento operacional padrão que garante a remoção do DNS antes do descomissionamento do recurso.
    • Detecção: regras personalizadas no AWS Config para identificar proativamente CNAMEs que apontam para recursos inexistentes.
    • Resposta: notificações via SNS ou Security Hub para que o time reaja rapidamente quando registros órfãos forem detectados.
    • Monitoramento: visibilidade contínua via painéis no CloudWatch para acompanhar a saúde do DNS e o status de conformidade.

    A boa higiene de DNS — saber quando seus registros CNAME apontam para recursos inexistentes — é a primeira linha de defesa. A detecção automatizada via AWS Config funciona como rede de segurança quando os procedimentos operacionais falham. E ter um playbook pronto para resposta reduz o tempo médio de recuperação quando um incidente é identificado.

    Para entender melhor suas responsabilidades dentro do modelo de responsabilidade compartilhada e aprofundar as práticas de segurança, a AWS disponibiliza o Pilar de Segurança do Well-Architected Framework como referência.

    Fonte

    Threat tactic spotlight: Subdomain takeover (https://aws.amazon.com/blogs/security/threat-tactic-spotlight-subdomain-takeover/)

  • AWS Sign-in passa a suportar políticas baseadas em recursos e políticas de controle de recursos

    O que mudou no AWS Sign-in

    A AWS anunciou uma atualização relevante para quem gerencia acesso ao Console de Gerenciamento: o AWS Sign-in agora oferece suporte a políticas baseadas em recursos e a Políticas de Controle de Recursos (RCPs — Resource Control Policies). A novidade permite que equipes de segurança restrinjam o login no console apenas a redes previamente autorizadas.

    Como as políticas funcionam

    As políticas são avaliadas em dois momentos distintos: durante o processo de autenticação e sempre que a sessão do console solicita novas credenciais. Isso garante que a verificação de rede não aconteça apenas no login inicial, mas de forma contínua ao longo da sessão.

    Políticas baseadas em recursos

    As políticas baseadas em recursos atuam no nível de contas individuais da AWS. São ideais para cenários em que o controle precisa ser aplicado de forma granular, conta a conta.

    Políticas de Controle de Recursos (RCPs)

    Já as RCPs operam em um escopo mais amplo: são aplicadas em toda a organização via AWS Organizations. Isso significa que uma única política pode cobrir múltiplas contas ao mesmo tempo, simplificando a gestão de segurança em ambientes corporativos maiores.

    Combinando com o Console Private Access

    A AWS também destaca que essas políticas podem ser combinadas com o Acesso Privado ao Console de Gerenciamento da AWS. Com essa combinação, é possível controlar dois aspectos ao mesmo tempo:

    • De quais redes os usuários podem fazer login no console
    • Quais contas esses usuários podem acessar após autenticados

    Isso oferece uma camada extra de controle para organizações que precisam garantir que o acesso ao ambiente AWS ocorra exclusivamente por caminhos de rede confiáveis e controlados.

    Disponibilidade e custos

    As políticas baseadas em recursos e as RCPs do AWS Sign-in estão disponíveis sem custo adicional em todas as regiões comerciais da AWS. Não há cobrança extra para adotar o recurso.

    Saiba mais

    Para aprofundar o entendimento sobre o funcionamento e a configuração dessas políticas, a AWS disponibiliza o Guia do Usuário do AWS Sign-in. Para quem precisa de detalhes sobre integração via API, a referência técnica está disponível na Referência de API do AWS Sign-in.

    Fonte

    AWS Sign-in now supports resource-based policies and resource control policies (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/aws-sign-in/)

  • AWS Management Console Private Access agora funciona sem conexão com a internet

    O que mudou no Console Private Access

    A AWS anunciou uma atualização significativa para o AWS Management Console Private Access: a funcionalidade agora opera sem qualquer necessidade de conexão com a internet. Antes dessa mudança, mesmo que o acesso ao console fosse restrito a contas e redes corporativas autorizadas, ainda havia uma dependência de conectividade com a internet. Esse requisito foi eliminado.

    A partir de agora, o tráfego do AWS Console pode fluir inteiramente por meio de endpoints de Nuvem Privada Virtual (VPC), sem que nenhum pacote precise sair para a internet pública. Para equipes de segurança e conformidade, isso representa um avanço importante na construção de ambientes verdadeiramente isolados.

    Por que isso importa: ambientes air-gapped

    Ambientes air-gapped — ou seja, redes completamente desconectadas da internet — são uma exigência comum em setores altamente regulados. Serviços financeiros, governo, defesa e saúde frequentemente precisam garantir que dados sensíveis só sejam acessados a partir de ambientes controlados, sem qualquer rota para a internet pública.

    Com essa atualização, a AWS permite que essas organizações utilizem o Console de Gerenciamento normalmente, mesmo em redes classificadas ou sem conectividade externa. O gerenciamento da infraestrutura na nuvem deixa de exigir uma exceção nas políticas de isolamento de rede.

    Como funciona tecnicamente

    A solução utiliza o AWS PrivateLink para estabelecer caminhos de rede seguros entre as VPCs dos clientes e o Console da AWS. O PrivateLink é o serviço da AWS que permite conectar serviços de forma privada, sem exposição à internet pública.

    Além disso, os clientes podem aplicar políticas de endpoint de VPC para restringir o acesso a contas e organizações específicas da AWS. Para um controle ainda mais granular, é possível combinar essa configuração com políticas de Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM), Controle de Serviço (SCP) e Controle de Recursos (RCP), exigindo que colaboradores acessem recursos apenas a partir de redes autorizadas.

    Disponibilidade e custos

    O recurso está disponível em todas as regiões comerciais da AWS. Em termos de cobrança, não há taxa adicional específica para o Console Private Access sem internet: o cliente paga apenas pelo uso dos endpoints de VPC do AWS PrivateLink e pelo processamento de dados correspondente.

    Para conhecer os serviços de console suportados e começar a configurar o acesso privado sem internet, a AWS disponibiliza a documentação oficial do Management Console Private Access.

    Fonte

    AWS Management Console Private Access now works without internet connectivity (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/aws-management-console-private/)

  • Instâncias EC2 M9g e M9gd com Graviton5 já estão disponíveis

    A AWS lança instâncias EC2 M9g e M9gd com processadores Graviton5

    A AWS anunciou, a partir de 10 de junho de 2026, a disponibilidade geral das instâncias M9g e M9gd do Amazon EC2 (Elastic Compute Cloud). Essas instâncias são movidas pelos processadores AWS Graviton5 — a quinta geração de processadores customizados da AWS — projetados para entregar a melhor relação custo-desempenho em workloads de uso geral rodando no EC2.

    Para quais workloads cada instância se destina?

    As duas variantes atendem a perfis de uso distintos:

    • M9g: voltada para uma ampla gama de workloads de uso geral, como servidores de aplicação, microsserviços, jogos, caching e contêineres. Além disso, a instância entrega o desempenho necessário para casos de uso de IA agêntica, como raciocínio em tempo real, geração de código e orquestração de múltiplos passos.
    • M9gd: indicada para quem precisa de armazenamento local de alta velocidade e baixa latência. Oferece armazenamento em bloco SSD baseado em NVMe localmente, sendo ideal para processamento de mídia, processamento em lote e de logs, além de aplicações que necessitam de armazenamento temporário, como caches e arquivos de trabalho (scratch files).

    Ganhos de desempenho em relação à geração anterior

    Comparadas às instâncias M8g e M8gd baseadas no Graviton4, as novas M9g e M9gd apresentam melhorias expressivas:

    • Até 25% mais desempenho de computação em geral
    • Até 30% mais rápidas para bancos de dados
    • Até 35% mais rápidas para aplicações web
    • Até 35% mais rápidas para machine learning

    Segurança com garantia matemática: o Nitro Isolation Engine

    Um dos destaques dessas instâncias vai além do desempenho. Elas são construídas sobre a sexta geração do AWS Nitro System e são as primeiras a incorporar o Nitro Isolation Engine. Esse componente utiliza verificação formal — uma técnica matemática rigorosa — para garantir que os workloads dos clientes estejam isolados entre si e dos próprios operadores da AWS. Trata-se de um novo padrão de segurança em nuvem com comprovação matemática, algo inédito no setor.

    Disponibilidade e opções de compra

    As instâncias M9g e M9gd já estão disponíveis nas seguintes regiões:

    • Leste dos EUA (Norte da Virgínia e Ohio)
    • Oeste dos EUA (Oregon)
    • Europa (Frankfurt)

    Em relação às opções de aquisição, a AWS disponibiliza essas instâncias via Savings Plans, On-Demand, Spot, Dedicated Instances e Dedicated Hosts.

    Para quem quer evoluir sua infraestrutura de computação, a AWS convida a elevar sua computação com o AWS Graviton e começar agora mesmo.

    Fonte

    Amazon EC2 M9g and M9gd general purpose instances are now available (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/ec2-m9g-m9gd-instances-graviton5-processors-available)