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  • AWS Network Firewall agora suporta regras gerenciadas de inteligência de ameaças da VisionHeight

    Novos grupos de regras gerenciadas chegam ao AWS Network Firewall

    A AWS expandiu as opções de regras gerenciadas disponíveis no AWS Network Firewall com a adição de dois novos grupos fornecidos pela VisionHeight, acessíveis por meio do AWS Marketplace. As novidades são o Zero-Day Threat Protection e o Noisy Scanners and Tor Protection, e chegam para reforçar a capacidade de defesa de equipes que gerenciam workloads expostos a ameaças direcionadas.

    Esses grupos de regras se somam às opções já disponíveis de outros fornecedores — como Check Point, Fortinet, Infoblox, Lumen, Rapid7, ThreatSTOP e Trend Micro — ampliando ainda mais o ecossistema de proteção gerenciada do serviço.

    O que cada grupo de regras oferece

    Zero-Day Threat Protection

    Este grupo é focado em bloqueio proativo de infraestrutura IP maliciosa — ou seja, ele age antes que os endereços suspeitos apareçam nas listas públicas de bloqueio. A inteligência por trás dessa proteção é alimentada pela telemetria Pulse, da própria VisionHeight, o que permite identificar ameaças emergentes com semanas de antecedência em relação às fontes públicas tradicionais.

    Para organizações que lidam com ataques direcionados, essa antecipação pode fazer uma diferença real: workloads ficam protegidos mesmo contra ameaças que ainda não foram catalogadas publicamente.

    Noisy Scanners and Tor Protection

    Já este grupo tem um objetivo diferente, mas igualmente valioso: reduzir o ruído operacional nos ambientes de segurança. Ele atua bloqueando a comunicação com nós de saída ativos da rede Tor e filtrando tráfego proveniente de fontes conhecidas por varreduras em alto volume.

    O diferencial aqui está na abordagem: o bloqueio acontece no primeiro pacote, antes mesmo que os eventos sejam gerados. Na prática, isso significa menos alertas no Centro de Operações de Segurança (SOC), menor custo de ingestão no Sistema de Gerenciamento de Informações e Eventos de Segurança (SIEM) e a eliminação da rede Tor como vetor de entrada ou saída do ambiente. Os grupos de regras são atualizados diariamente, mantendo a proteção sempre alinhada ao cenário de ameaças atual.

    Por que isso importa para equipes de segurança

    A disponibilidade de regras gerenciadas com inteligência proprietária é um avanço relevante para times que precisam de proteção eficaz sem necessariamente manter uma operação de threat intelligence própria. Com grupos de regras como esses, é possível incorporar inteligência de ameaças de fornecedores especializados diretamente na camada de firewall de rede, de forma gerenciada e com atualizações automáticas.

    Para verificar as regiões onde os novos grupos estão disponíveis, a AWS recomenda consultar a página de serviços regionais. Para começar a usar, o acesso pode ser feito pelo console do AWS Network Firewall ou navegando pelas regras disponíveis no AWS Marketplace. Mais detalhes estão na página do produto AWS Network Firewall e na documentação oficial do serviço.

    Fonte

    AWS Network Firewall now supports managed threat intelligence rules from VisionHeight (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/network-firewall-visionheight-managed-rules)

  • Construindo aplicações de IA agêntica com data mesh na AWS

    O problema que RAG não resolve para agentes autônomos

    Quando um agente de atendimento ao cliente precisa consultar bancos de dados de pedidos, recuperar políticas de devolução e sintetizar uma resposta completa de forma autônoma, ele está acessando múltiplas fontes de dados ao mesmo tempo. E cada um desses acessos precisa ser governado de forma independente.

    A AWS publicou um artigo técnico aprofundado mostrando por que o modelo de governança pensado para Geração Aumentada por Recuperação (RAG) não é suficiente para esse cenário — e como construir uma fundação de dados segura, escalável e serverless para agentes de IA em produção.

    Em um post anterior sobre aplicações RAG seguras com data lakes serverless, a AWS demonstrou como aplicar controle de acesso refinado filtrando resultados de busca vetorial com metadados como domínio de negócio e classificação de segurança. Essa abordagem funciona bem para RAG porque o fluxo de dados é simples: recuperar trechos de um índice vetorial pré-construído, filtrar por metadados e apresentar os resultados.

    Com IA agêntica, o cenário muda. O agente descobre quais tabelas existem, entende esquemas, constrói consultas SQL, busca em bases de conhecimento vetorial e sintetiza tudo isso em múltiplas etapas. Um único filtro de metadados na borda da recuperação não consegue governar essa cadeia de cinco passos. Além disso, bancos de dados vetoriais sincronizam permissões periodicamente — o que significa que revogações de acesso não são refletidas imediatamente, uma lacuna inaceitável quando um agente age de forma autônoma sobre dados sensíveis.

    A arquitetura de data mesh governado

    A solução proposta pela AWS organiza a arquitetura em quatro camadas distintas, cada uma com seus próprios controles de autorização:

    • Camada do Agente: o AgentCore Runtime hospeda o agente em microVMs isolados com isolamento de sessão. O agente opera dentro do framework LangGraph, que se integra às ferramentas via MCPClient.
    • Camada do Gateway: o AgentCore Gateway inclui um interceptador de requisições (validação de token JWT e aplicação de escopos), um interceptador de respostas (filtragem de ferramentas, redação de dados e log de auditoria) e a AgentCore Policy com Amazon Bedrock Guardrails, que avalia entradas e saídas de cada invocação de ferramenta em tempo real.
    • Camada de Ferramentas: quatro ferramentas MCP com suporte Lambda (get_user_tables, get_schema, run_query e kb_search) fornecem acesso governado aos dados.
    • Data Mesh Governado: Amazon S3 Tables (Iceberg) registradas no AWS Glue Data Catalog, Amazon Athena com controles de custo por workgroup, AWS Lake Formation aplicando segurança em nível de linha, coluna e célula, e Amazon S3 Vectors alimentando as Knowledge Bases do Amazon Bedrock.

    A ideia central é que nenhuma camada sozinha é responsável pela segurança. A defesa em profundidade garante que uma falha em um único controle não exponha dados não autorizados.

    Três mudanças-chave em relação à arquitetura anterior

    A arquitetura descrita no artigo evolui o modelo RAG anterior com três substituições importantes:

    • Substituição do Amazon OpenSearch Serverless pelo Amazon S3 Vectors para bases de conhecimento com custo otimizado — com potencial de reduzir custos de armazenamento e consulta vetorial em até 90% em cargas de trabalho com frequência moderada de consultas.
    • Substituição do Amazon S3 de uso geral pelo Amazon S3 Tables com suporte nativo ao Apache Iceberg, governado pelo AWS Lake Formation — entregando até 10 vezes mais transações por segundo em comparação com tabelas Iceberg autogerenciadas, com segurança granular em nível de linha, coluna e célula.
    • Exposição do data mesh como ferramentas do Protocolo de Contexto de Modelo (MCP) via AgentCore Gateway com interceptadores Lambda para controle de acesso determinístico em cada invocação agente-ferramenta.

    Dados transacionais: S3 Tables com Apache Iceberg

    Para dados estruturados como registros de pedidos e perfis de clientes, a AWS utiliza o Amazon S3 Tables, descrito como o primeiro object store em nuvem com suporte nativo ao Apache Iceberg. O serviço gerencia automaticamente compactação, snapshots e remoção de arquivos não referenciados.

    O S3 Tables se integra ao Amazon SageMaker Lakehouse, que popula o AWS Glue Data Catalog e federa o acesso via Lake Formation. Os três produtos de dados do exemplo (customer_orders, customer_profiles e interaction_history) são consultáveis via Amazon Athena, governados por permissões do Lake Formation e compactados automaticamente pelo S3 Tables.

    Os filtros de dados do Lake Formation aplicam segurança em nível de linha: um filtro com a expressão customer_id = :customer_id restringe todas as consultas aos registros do cliente autenticado, independentemente de como o agente construiu o SQL. A segurança em nível de coluna oculta campos sensíveis como payment_method e billing_address completamente dos resultados.

    Base de conhecimento vetorial: Amazon S3 Vectors

    Para dados não estruturados como manuais de produtos, políticas de devolução e perguntas frequentes, a arquitetura usa o Amazon S3 Vectors, um serviço totalmente serverless com suporte nativo a armazenamento e consulta vetorial. O serviço suporta até 2 bilhões de vetores por índice e oferece consistência forte de escrita — vetores recém-adicionados são imediatamente consultáveis.

    Clientes que usam o recurso de Knowledge Base no Amazon Bedrock podem selecionar o S3 Vectors como vector store, com potencial de redução de custos de até 90% em cargas de trabalho com frequência moderada de consultas. Para cargas de trabalho de alto volume de consultas por segundo (QPS) que exigem latência de milissegundos de um dígito, o Amazon OpenSearch Serverless ainda é a melhor opção. A AWS oferece exportação em etapa única do S3 Vectors para coleções do OpenSearch Serverless para cargas que superem o perfil de desempenho do S3 Vectors.

    O S3 Vectors suporta metadados filtráveis (tipos string, número, booleano e lista, com operadores como $eq, $ne, $gt, $in, $and, $or). No exemplo do artigo, documentos são armazenados com chaves de metadados filtráveis como product_category e document_type. O filtro a seguir recupera apenas políticas de devolução de eletrônicos:

    {"$and": [{"product_category": {"$eq": "electronics"}}, {"document_type": {"$eq": "return_policy"}}]}

    AgentCore Gateway: expondo o data mesh com segurança

    O AgentCore Gateway é a camada centralizada que gerencia como os agentes de IA se conectam às ferramentas. Ele consolida autenticação, observabilidade e aplicação de políticas em um único endpoint, convertendo funções Lambda, APIs e servidores MCP existentes em ferramentas compatíveis com MCP.

    As quatro ferramentas MCP do exemplo têm funções bem definidas:

    • get_user_tables: consulta o AWS Glue Data Catalog filtrado pelas permissões do Lake Formation para retornar tabelas autorizadas.
    • get_schema: recupera nomes de colunas, tipos e descrições de uma tabela especificada.
    • run_query: valida SQL contra uma lista de permissões somente leitura, injeta a identidade do cliente para filtragem em nível de linha e executa via Athena com limites de custo por bytes escaneados.
    • kb_search: realiza busca semântica com filtros de metadados contra as Knowledge Bases no Amazon Bedrock.

    O esquema de registro da ferramenta run_query no Gateway é definido da seguinte forma:

    {
      "name": "run_query",
      "description": "Executes a read-only SQL query against governed Iceberg tables via Amazon Athena with byte-scan limits and Lake Formation row-level security.",
      "inputSchema": {
        "type": "object",
        "properties": {
          "sql": {"type": "string", "description": "A read-only SQL SELECT statement."},
          "database": {"type": "string", "description": "The Glue Data Catalog database name."}
        },
        "required": ["sql", "database"]
      }
    }

    Interceptadores: controle de acesso determinístico

    Os interceptadores do AgentCore Gateway são funções Lambda personalizadas que aplicam autorização em dois momentos do ciclo de vida da requisição: antes de o Gateway chamar a Lambda de destino (interceptador de requisição) e depois que o destino responde mas antes de os resultados chegarem ao chamador (interceptador de resposta).

    O artigo descreve três padrões principais de interceptação:

    • Controle de invocação por escopo JWT: o interceptador de requisição decodifica o campo de escopo do token e bloqueia invocações de ferramentas não autorizadas.
    • Filtragem dinâmica de ferramentas: o interceptador de resposta remove ferramentas não autorizadas da resposta tools/list com base nos escopos por usuário.
    • Propagação de identidade act-on-behalf: cada hop recebe um token separado com escopo reduzido (por exemplo, a ferramenta de pedidos recebe apenas order:read; a ferramenta de KB recebe apenas kb:search), evitando escalada de privilégios e o problema do confused deputy.

    O código do interceptador de resposta para filtragem dinâmica de ferramentas é o seguinte:

    def lambda_handler(event, context):
        gateway_response = event['mcp']['gatewayResponse']
        auth_header = gateway_response['headers'].get('Authorization', '')
        token = auth_header.replace('Bearer ', '')
        claims = decode_jwt_payload(token)
        scopes = claims.get('scope', '').split()
        tools = gateway_response['body']['result'].get('tools', [])
        filtered_tools = [t for t in tools if check_tool_authorization(
            scopes, t['name'].split('___')[1], t['name'].split('___')[0])]
        return {
            "interceptorOutputVersion": "1.0",
            "mcp": {
                "transformedGatewayResponse": {
                    "statusCode": 200,
                    "headers": {"Authorization": auth_header},
                    "body": {"result": {"tools": filtered_tools}}
                }
            }
        }

    O fluxo completo: cenário de atendimento ao cliente

    O artigo usa um cenário prático para ilustrar a arquitetura em ação. Um cliente entra em contato com o suporte e pergunta: “Onde está meu pedido #12345, e ainda posso devolver os fones de ouvido que comprei semana passada?”

    O fluxo passa por cada camada de governança:

    1. Descoberta de ferramentas: o agente chama o endpoint tools/list do Gateway. O interceptador de resposta filtra a lista com base nos escopos JWT do atendente, retornando quatro ferramentas autorizadas.
    2. Descoberta de tabelas: get_user_tables é invocado. O interceptador de requisição valida o JWT e confirma o escopo order:read. Retorna três tabelas: customer_orders, customer_profiles e interaction_history.
    3. Descoberta de esquema: get_schema em customer_orders revela colunas como order_id, status, ship_date e product_name. A segurança em nível de coluna do Lake Formation exclui payment_method e billing_address — invisíveis para o agente.
    4. Execução da consulta: a query SELECT order_id, status, ship_date, estimated_delivery FROM customer_orders WHERE order_id = '12345' é submetida via run_query, que injeta a identidade do cliente autenticado para resolver o filtro de linha do Lake Formation. O workgroup do Athena aplica o limite BytesScannedCutoffPerQuery. Resultado: pedido #12345 enviado em 20 de março, entrega estimada para 25 de março.
    5. Recuperação da base de conhecimento: simultaneamente, kb_search é executado com a query “return policy for electronics” e filtro de metadados {"product_category": {"$eq": "electronics"}}. A política retornada indica: eletrônicos podem ser devolvidos em até 30 dias da compra na embalagem original.
    6. Síntese da resposta: o agente combina os dois resultados em uma resposta coerente ao cliente.

    Cinco camadas de governança de consultas

    O artigo detalha cinco camadas sobrepostas de proteção que limitam o que o agente pode consultar, quanto dado pode escanear e quais informações chegam ao modelo:

    1. Controles de custo do workgroup do Athena: limite BytesScannedCutoffPerQuery cancela automaticamente consultas que excedam o threshold. A configuração EnforceWorkGroupConfiguration impede o agente de contornar esses limites.
    2. Prevenção de DDL via políticas IAM somente leitura: a role de execução da Lambda possui deny explícito para ações mutantes no Glue Data Catalog (glue:CreateTable, glue:DeleteTable, glue:UpdateTable).
    3. Acesso refinado do Lake Formation: políticas de segurança em cinco níveis de granularidade (banco de dados, tabela, coluna, linha e célula) aplicadas nativamente no Athena, Redshift Spectrum, AWS Glue ETL e Amazon EMR sem custo adicional. Mais detalhes em Lake Formation data filtering.
    4. Interceptadores do Gateway: interceptadores de requisição aplicam autorização baseada em escopo JWT antes da execução da ferramenta; interceptadores de resposta filtram listas de ferramentas e redigem dados sensíveis.
    5. Amazon Bedrock Guardrails via AgentCore Policy: controles de segurança de conteúdo integrados diretamente ao Policy Engine do AgentCore, avaliando entradas e saídas de cada ação do agente em tempo real — bloqueando injeção de prompt, conteúdo prejudicial e exposição de informações sensíveis antes que cheguem a sistemas downstream.

    O artigo explica por que aplicar guardrails exclusivamente na fronteira de inferência do modelo é insuficiente para arquiteturas agênticas: em RAG, o modelo é o único componente que sintetiza informações, então filtrar sua saída captura todas as violações. Em IA agêntica, o agente invoca múltiplas ferramentas e constrói consultas em vários hops antes de qualquer resposta do modelo ser gerada. Um guardrail que avalia apenas a saída final do modelo não pode impedir que uma entrada maliciosa ou manipulada chegue a uma invocação de ferramenta intermediária.

    Pré-requisitos para implementação

    Para implementar essa arquitetura, a AWS lista os seguintes requisitos:

    Deploy das ferramentas MCP e interceptadores

    O processo de deploy descrito no artigo envolve clonar o repositório de exemplos de interceptadores do AgentCore Gateway e criar cada função Lambda via AWS CLI:

    aws lambda create-function --function-name get_user_tables \
      --runtime python3.12 --handler lambda_function.lambda_handler \
      --role arn:aws:iam::ACCOUNT_ID:role/mcp-tool-role \
      --zip-file fileb://function.zip

    Em seguida, as políticas IAM do diretório policies/ do repositório são anexadas a cada role de execução. As funções Lambda são registradas como targets de ferramentas MCP no AgentCore Gateway e os interceptadores de requisição e resposta são anexados ao gateway. O código-fonte completo das quatro ferramentas MCP, as políticas IAM e as instruções de deploy estão disponíveis nos exemplos de interceptadores do AgentCore Gateway.

    Limpeza dos recursos

    Para evitar cobranças contínuas após explorar a arquitetura, a AWS recomenda excluir os seguintes recursos:

    Próximos passos

    Para começar a construir sua própria arquitetura de agente governado, a AWS sugere as seguintes ações:

    Fonte

    Building agentic AI applications with a modern data mesh strategy on AWS (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/building-agentic-ai-applications-with-a-modern-data-mesh-strategy-on-aws/)

  • Kiro obtém autorização FedRAMP High e DoD IL-4/5 no AWS GovCloud (US)

    Kiro agora autorizado para ambientes governamentais de alta segurança

    A AWS anunciou que o Kiro — seu Ambiente de Desenvolvimento Integrado (IDE) agêntico — conquistou as autorizações FedRAMP High e DoD CC SRG IL-4/5 (Guia de Requisitos de Segurança de Computação em Nuvem do Departamento de Defesa dos EUA, Níveis de Impacto 4 e 5) nas regiões AWS GovCloud (US).

    Na prática, isso significa que agências federais americanas, organizações do setor público e empresas com requisitos rigorosos de conformidade podem agora utilizar o Kiro como parceiro de desenvolvimento agêntico, com a garantia de que a ferramenta atende aos padrões de segurança exigidos para cargas de trabalho sensíveis.

    O que é o Kiro?

    Para quem ainda não conhece, o Kiro é uma ferramenta de IA agêntica que integra um IDE e uma Interface de Linha de Comando (CLI). Seu diferencial está na abordagem de desenvolvimento orientado por especificações: em vez de simplesmente gerar código solto, o Kiro transforma prompts em especificações detalhadas e, a partir delas, produz código funcional, documentação e testes — tudo alinhado ao que foi definido desde o início.

    O fluxo cobre desde tarefas simples até projetos complexos, acompanhando o desenvolvedor do protótipo até a produção. O resultado final é um produto pronto para ser compartilhado com o time, sem surpresas no caminho.

    Integração com o ecossistema via MCP

    Um ponto técnico relevante é o suporte nativo ao Protocolo de Contexto de Modelo (MCP). Por meio dele, o Kiro consegue se conectar a documentações, bancos de dados, APIs e outros recursos corporativos — o que amplia bastante sua capacidade de atuar em fluxos de desenvolvimento críticos para a missão da organização.

    Por que essa certificação importa?

    As certificações FedRAMP High e DoD IL-4/5 são referências de conformidade exigidas pelo governo federal dos Estados Unidos para sistemas que lidam com informações controladas não classificadas e dados sensíveis de defesa. Ao obtê-las, o Kiro passa a ser uma opção viável — e auditável — para ambientes onde a segurança não é negociável.

    Para equipes de desenvolvimento que já operam no AWS GovCloud (US), essa novidade elimina uma barreira importante: agora é possível contar com um assistente de IA agêntico sem abrir mão das exigências de conformidade do setor público.

    Saiba mais

    Para detalhes sobre o uso do Kiro no AWS GovCloud (US), consulte a documentação oficial do GovCloud ou entre em contato com o time de conta da AWS. Para conhecer melhor o produto, acesse a página oficial do Kiro.

    Fonte

    Kiro achieves FedRAMP High and DoD IL-4/5 authorization in AWS GovCloud (US) (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/kiro-fedramp-high-dod-il-4-5-govcloud-us/)

  • Modelos OpenAI GPT e NVIDIA Nemotron no Amazon Bedrock recebem aprovação FedRAMP High e DoD IL-4/5 no AWS GovCloud (US)

    O que foi anunciado

    A AWS anunciou que os modelos OpenAI GPT, OpenAI GPT OSS e NVIDIA Nemotron, disponíveis no Amazon Bedrock, receberam aprovação para os padrões FedRAMP High e Guia de Requisitos de Segurança de Computação em Nuvem do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD CC SRG) nos níveis de impacto (IL) 4 e 5 — e tudo isso dentro das regiões do AWS GovCloud (US).

    Essa é uma movimentação relevante para o mercado de inteligência artificial generativa voltado ao setor público norte-americano. Com essa certificação, agências federais, organizações do setor público e empresas que precisam atender às exigências de conformidade FedRAMP High e DoD CC SRG IL-4/5 passam a ter acesso oficial e aprovado a esses modelos dentro do Amazon Bedrock.

    O que isso significa na prática

    Para quem atua no setor governamental ou em projetos que exigem conformidade rigorosa com padrões de segurança norte-americanos, essa aprovação representa um passo importante. Significa que é possível construir e escalar aplicações de IA generativa usando esses modelos com a garantia de que eles atendem aos padrões de segurança e conformidade exigidos para cargas de trabalho governamentais.

    Em outras palavras: as equipes não precisam mais abrir mão de modelos de ponta como os da OpenAI e da NVIDIA para manter a conformidade com as exigências do governo dos EUA. Agora é possível usar os dois ao mesmo tempo.

    A tecnologia por trás: o Mantle

    Vale destacar que esses modelos são executados com suporte do Mantle, descrito pela AWS como um mecanismo de inferência distribuída de nova geração dentro do Amazon Bedrock. O Mantle oferece:

    • Inferência serverless de alto desempenho
    • Zero acesso por operadores (reforço de isolamento e segurança)
    • Gerenciamento automatizado de capacidade
    • Compatibilidade nativa com as especificações da API da OpenAI

    Esse conjunto de características é especialmente relevante no contexto governamental, onde o controle de acesso e o isolamento de dados são requisitos críticos.

    Para quem é relevante

    Embora o anúncio seja voltado ao contexto regulatório dos Estados Unidos, ele é importante para profissionais e empresas brasileiras que:

    • Prestam serviços ou têm operações em território norte-americano sujeitas a regulamentações federais
    • Desenvolvem soluções para clientes do setor público dos EUA
    • Acompanham o avanço da conformidade regulatória em IA como referência para outros mercados

    Saiba mais

    Para se aprofundar no tema, a AWS disponibiliza recursos de consulta: a página do produto Amazon Bedrock, a documentação do Amazon Bedrock e a página de conformidade do AWS GovCloud (US) são os pontos de partida recomendados.

    Fonte

    OpenAI GPT, OpenAI GPT OSS, and NVIDIA Nemotron models on Amazon Bedrock receive FedRAMP High and DoD IL-4/5 approval in AWS GovCloud (US) (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/addl-bedrock-model-fedramp-il-5-govcloud)

  • Amazon EC2 anuncia AMI Watermarks para melhor governança de imagens

    O que são os AMI Watermarks?

    A AWS anunciou o lançamento dos AMI Watermarks (Marcas d’água de AMI), um novo recurso do Amazon EC2 voltado para melhorar a rastreabilidade e a governança de Imagens de Máquina da Amazon (AMI — Amazon Machine Image). A proposta é simples e poderosa: você pode incorporar identificadores personalizados diretamente em suas AMIs privadas, criando uma cadeia de confiança que persiste independentemente de quantas cópias ou derivações sejam feitas a partir da imagem original.

    Como funciona a propagação das marcas

    Um dos pontos mais relevantes do recurso é o comportamento automático de propagação. Uma vez que uma marca d’água é aplicada a uma AMI, ela se mantém presente em todas as imagens derivadas — seja ao copiar a AMI para outra região, seja ao criar uma nova AMI a partir de uma instância em execução. As marcas também permanecem visíveis quando a AMI é compartilhada com outras contas AWS.

    Cada marca d’água carrega metadados como: ID da AMI, ID do proprietário, região e timestamps de criação. Essas informações formam uma trilha de proveniência confiável que não se perde ao longo do ciclo de vida da imagem.

    Benefícios para rastreamento e governança

    Com os AMI Watermarks, as equipes ganham a capacidade de filtrar e localizar AMIs relacionadas entre diferentes contas, facilitando o gerenciamento em ambientes multi-conta. Do ponto de vista de governança, o recurso se torna ainda mais poderoso quando combinado com as AMIs Permitidas (Allowed AMIs): é possível restringir o lançamento de instâncias apenas para AMIs que carreguem marcas d’água aprovadas, garantindo que somente imagens confiáveis sejam utilizadas na organização. Essa restrição pode ser aplicada em escala por meio de Políticas Declarativas (Declarative Policies).

    Como começar a usar

    A AWS disponibilizou o recurso para uso imediato. As marcas d’água podem ser adicionadas a AMIs privadas pelo Console de Gerenciamento da AWS, pela Interface de Linha de Comando (AWS CLI) ou por meio dos Kits de Desenvolvimento de Software (SDKs). Para mais detalhes técnicos, a AWS disponibilizou a documentação oficial do recurso.

    Também é possível incorporar as marcas d’água durante o processo de construção de imagens por meio do EC2 Image Builder, serviço dedicado à criação e ao gerenciamento de AMIs, integrando o recurso diretamente ao pipeline de build.

    Disponibilidade e custos

    Os AMI Watermarks estão disponíveis para todos os clientes AWS sem custo adicional, em todas as regiões AWS — incluindo as regiões da China (Beijing, operada pela Sinnet, e Ningxia, operada pela NWCD) e as regiões AWS GovCloud (EUA).

    Fonte

    Amazon EC2 announces AMI Watermarks for improved AMI governance (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/ec2-image-watermarks-allowed-images)

  • AWS IoT Device SDK para Swift está disponível para uso em produção

    O que foi anunciado

    A AWS anunciou a disponibilidade geral do AWS IoT Device SDK para Swift, uma novidade relevante para times de desenvolvimento que trabalham com o ecossistema Apple. A partir de agora, desenvolvedores Swift podem construir aplicações IoT seguras e escaláveis de forma nativa em plataformas como macOS, iOS e tvOS, além do Linux.

    Antes desse lançamento, havia uma lacuna importante: não existia suporte nativo à linguagem Swift para os serviços de Tecnologia de Internet das Coisas (IoT) da AWS. Esse SDK chega para preencher exatamente esse espaço, oferecendo APIs estáveis e prontas para produção, pensadas especialmente para times que gerenciam frotas de dispositivos IoT e precisam de soluções que funcionem de forma consistente em todo o ecossistema Apple.

    Principais capacidades do SDK

    O SDK entrega um conjunto abrangente de funcionalidades para gerenciamento de dispositivos em tempo real e comunicação segura. Veja os destaques:

    • AWS IoT Device Shadow: permite sincronizar o estado dos dispositivos entre as aplicações e o AWS IoT Core, mantendo consistência mesmo quando o dispositivo está offline.
    • AWS IoT Jobs: possibilita gerenciar operações remotas em dispositivos conectados em escala, facilitando atualizações e tarefas programadas.
    • AWS IoT Fleet Provisioning: automatiza a criação de certificados e políticas para o cadastramento seguro de novos dispositivos na frota.
    • Segurança de Camada de Transporte 1.3 (TLS 1.3) integrado: garante que as aplicações IoT em iOS e tvOS utilizem o padrão de segurança mais recente da indústria para proteger os dados em trânsito.

    Por que isso importa para desenvolvedores brasileiros

    Times que desenvolvem produtos conectados para o ecossistema Apple — seja um app iOS que se comunica com sensores, um painel macOS para monitoramento de dispositivos ou soluções embarcadas em Linux — agora contam com um SDK oficial, estável e mantido pela AWS. Isso reduz a necessidade de gambiarras ou bibliotecas de terceiros para integrar dispositivos ao AWS IoT Core usando Swift.

    A inclusão do TLS 1.3 nativo para iOS e tvOS é um ponto que merece atenção: significa que a camada de segurança já vem configurada segundo as melhores práticas do setor, sem exigir configurações adicionais do desenvolvedor.

    Como começar

    A instalação do SDK é feita diretamente pelo Swift Package Manager, o gerenciador de pacotes nativo da linguagem Swift. Para quem quer explorar mais, a AWS disponibiliza a documentação oficial do AWS IoT Device SDK e também exemplos de código no GitHub para acelerar o aprendizado e a implementação.

    Fonte

    AWS IoT Device SDK for Swift is now generally available (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/aws-iot-device-sdk-swift/)

  • Amazon Bedrock AgentCore Memory agora suporta acesso entre contas

    O que foi anunciado

    A AWS anunciou uma nova capacidade para o Amazon Bedrock AgentCore Memory: o suporte a acesso entre contas, conhecido como cross-account access. Com essa novidade, passa a ser possível construir arquiteturas multi-account em que os recursos de memória e os agentes que os consomem estão em contas AWS diferentes.

    Como funciona o acesso entre contas

    A configuração do acesso entre contas é feita por meio de políticas baseadas em recursos (resource-based policies), que são anexadas diretamente ao recurso de memória. Essa abordagem é bastante comum no ecossistema AWS e permite um controle granular sobre quem pode acessar o quê.

    Uma vez configurado, os principais (principals) da conta consumidora ganham permissão para chamar as APIs do plano de dados de memória referenciando o ARN completo do recurso de memória. Com isso, esses principals conseguem realizar as seguintes operações:

    • Criar eventos
    • Escrever registros de memória
    • Recuperar registros
    • Executar buscas semânticas

    Destinos de entrega entre contas

    Além do acesso direto às APIs, o recurso também permite configurar destinos de entrega entre contas (cross-account delivery destinations). Isso significa que o recurso de memória pode entregar payloads e transmitir eventos para serviços que estão em outras contas AWS, incluindo:

    • Amazon S3 — buckets em contas distintas
    • Amazon SNS — tópicos em outras contas
    • Amazon Kinesis Data Streams — streams em contas separadas

    Essa flexibilidade é especialmente útil para organizações que adotam estratégias de múltiplas contas para separar ambientes, equipes ou domínios de negócio, e que precisam que os agentes de IA compartilhem contexto de memória de forma centralizada ou distribuída.

    Disponibilidade

    O suporte a cross-account access no Amazon Bedrock AgentCore Memory está disponível em todas as regiões AWS onde o Amazon Bedrock AgentCore Memory já é suportado. Não há necessidade de habilitar nada separadamente em termos de região — basta que o serviço base já esteja disponível no ambiente utilizado.

    Para começar a usar o recurso, a AWS disponibiliza o guia Acesso a memória entre contas no Amazon Bedrock AgentCore Developer Guide, com o passo a passo de configuração.

    Fonte

    Amazon Bedrock AgentCore Memory now supports cross-account access (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/agentcore-memory-cross-account-access)

  • Amazon CloudWatch Logs passa a suportar ingestão gerenciada de syslog

    O que mudou no Amazon CloudWatch Logs

    A AWS anunciou, em junho de 2026, uma novidade relevante para equipes que gerenciam infraestrutura em nuvem: o Amazon CloudWatch Logs agora suporta ingestão gerenciada de syslog. Isso significa que firewalls, roteadores, switches e servidores Linux podem enviar mensagens de log diretamente para o CloudWatch Logs — sem a necessidade de instalar ou manter qualquer agente.

    Como funciona a ingestão de syslog

    Com esse novo recurso, é possível configurar dispositivos de rede e servidores para encaminhar mensagens de syslog via TCP, TCP+TLS ou UDP para um endpoint de Nuvem Privada Virtual (VPC) na própria conta da AWS. A ausência de agentes simplifica bastante a operação, especialmente em ambientes distribuídos onde a implantação e manutenção de coletores de log costuma gerar overhead significativo.

    Formatos suportados e compatibilidade

    O CloudWatch Logs passou a ser compatível com três formatos amplamente utilizados na indústria:

    • RFC 5424 — padrão moderno de syslog
    • RFC 3164 — formato legado, ainda muito presente em equipamentos mais antigos
    • Cisco FTD/ASA — formato proprietário de appliances Cisco de segurança de rede

    Essa abrangência garante compatibilidade com uma ampla variedade de infraestruturas, o que é especialmente relevante para ambientes híbridos ou com equipamentos de diferentes fabricantes.

    Parsing automático e campos estruturados

    Um ponto de destaque é que o CloudWatch Logs realiza o parsing automático das mensagens de syslog recebidas, extraindo campos estruturados como facility, severity (severidade), hostname e application name (nome da aplicação). Isso elimina a necessidade de construir pipelines customizados de parsing — algo que historicamente consumia tempo e esforço das equipes de operações.

    Caso de uso: investigação de eventos de segurança

    Um exemplo prático mencionado pela AWS: equipes podem ingerir logs de firewalls de rede e, imediatamente, consultar esses dados por severidade ou hostname usando o Logs Analytics — seja para investigar eventos de segurança ou diagnosticar problemas de conectividade. A centralização desses logs em um único serviço facilita tanto a resposta a incidentes quanto a análise operacional do dia a dia.

    Disponibilidade

    O recurso já está disponível em todas as regiões comerciais da AWS, com exceção de Middle East (UAE), Middle East (Bahrain) e Israel (Tel Aviv). Para começar a utilizar, a AWS disponibiliza a documentação oficial do Amazon CloudWatch Logs.

    Fonte

    Amazon CloudWatch Logs supports managed syslog ingestion (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/amazon-cloudwatch-syslog-ingestion/)

  • Amazon Cognito passa a suportar chaves gerenciadas pelo cliente para criptografia em repouso

    Controle total sobre a criptografia dos dados de identidade

    A AWS anunciou uma atualização importante no Amazon Cognito: o serviço agora suporta chaves gerenciadas pelo cliente (CMK) no Serviço de Gerenciamento de Chaves da AWS (AWS KMS) para criptografar dados de user pools em repouso.

    Até então, o Cognito utilizava chaves de propriedade da própria AWS por padrão para proteger os dados armazenados. Esse modelo funciona bem para a maioria dos cenários, mas organizações com requisitos mais rígidos de governança de dados precisavam de um nível maior de controle — e é exatamente isso que a nova funcionalidade entrega.

    O que muda na prática

    Com as chaves gerenciadas pelo cliente, a organização passa a ser responsável por criar, gerenciar e controlar o ciclo de vida das chaves de criptografia diretamente no AWS KMS. Isso traz algumas vantagens concretas:

    • É possível definir políticas organizacionais sobre quem pode usar as chaves e em quais condições.
    • O acesso aos dados criptografados pode ser revogado a qualquer momento, bastando desabilitar ou excluir a chave correspondente.
    • Toda a utilização das chaves pode ser monitorada e auditada via AWS CloudTrail, oferecendo visibilidade completa sobre quando e como os dados de identidade são acessados.

    Como configurar

    A configuração é flexível: é possível definir uma chave gerenciada pelo cliente tanto na criação de um novo user pool quanto na atualização de um user pool já existente. Para começar, basta acessar o Console de Gerenciamento da AWS, ou utilizar a AWS CLI ou os SDKs da AWS. A documentação oficial para desenvolvedores traz as instruções detalhadas de configuração.

    Disponibilidade e custos

    O recurso está disponível nos user pools dos planos Essentials e Plus do Amazon Cognito, sem custo adicional pelo uso da funcionalidade em si. Vale lembrar que as tarifas padrão do AWS KMS continuam sendo aplicadas normalmente.

    Por que isso importa para equipes brasileiras

    Para times que lidam com dados sensíveis de usuários — especialmente em contextos regulatórios como a LGPD — ter controle explícito sobre as chaves de criptografia é um diferencial importante. A possibilidade de revogar acesso programaticamente e auditar cada uso da chave eleva significativamente o nível de rastreabilidade e conformidade que uma organização pode demonstrar.

    Fonte

    Amazon Cognito now supports customer managed key for encryption at rest (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/amazon-cognito-customer-managed-key)

  • AWS lança Lambda MicroVMs para execução isolada de código de usuários e IA

    O que é o Lambda MicroVMs?

    A AWS anunciou o Lambda MicroVMs, uma nova primitiva de computação serverless que combina isolamento em nível de máquina virtual (VM), inicialização quase instantânea e preservação de estado de execução. Com esse lançamento, desenvolvedores podem oferecer a cada usuário ou tarefa um ambiente de computação próprio e seguro — sem precisar gerenciar infraestrutura de virtualização por conta própria.

    Por que esse recurso importa?

    Cada vez mais equipes estão construindo aplicações multi-tenant que executam código enviado por usuários finais ou gerado por Inteligência Artificial (IA). Casos de uso típicos incluem ambientes interativos de programação, plataformas de análise de dados, assistentes de código e ferramentas de varredura de vulnerabilidades.

    Nesse tipo de aplicação, é fundamental isolar cada sessão ou usuário para que um código incorreto ou malicioso não afete outros processos em execução simultânea. Até então, os desenvolvedores precisavam escolher entre três características que raramente coexistiam: isolamento forte, tempo de inicialização rápido e retenção de estado. O Lambda MicroVMs elimina esse compromisso.

    Principais capacidades

    • Isolamento em nível de VM: cada MicroVM roda em um ambiente completamente separado, limitando o impacto de qualquer código problemático.
    • Inicialização quase instantânea: o tempo de cold start é mínimo, viabilizando experiências responsivas para o usuário final.
    • Suspensão e retomada de execução: é possível suspender e retomar uma MicroVM por até 8 horas, preservando o estado da execução.
    • Tecnologia Firecracker: o serviço é construído sobre a virtualização Firecracker, a mesma tecnologia que sustenta mais de 15 trilhões de invocações mensais do Lambda.
    • Conectividade moderna: cada MicroVM recebe uma URL HTTPS dedicada com suporte a protocolos populares como HTTP/2, gRPC e WebSockets.

    Como começar

    Para usar o Lambda MicroVMs, o fluxo básico é: criar uma imagem MicroVM a partir de um Dockerfile e, em seguida, inicializar MicroVMs a partir dessa imagem. Cada usuário ou tarefa pode receber sua própria MicroVM com uma URL HTTPS dedicada.

    O acesso pode ser feito pelo console do AWS Lambda, pelo AWS CloudFormation, pelo AWS Cloud Development Kit (CDK) ou pelo Agent Toolkit para AWS integrado às suas ferramentas de desenvolvimento agêntico preferidas. Para mais detalhes técnicos, a AWS disponibilizou o guia do desenvolvedor do AWS Lambda MicroVMs e um post de lançamento no blog oficial.

    Disponibilidade e preços

    O Lambda MicroVMs já está disponível nas seguintes regiões da AWS: Leste dos EUA (Norte da Virgínia), Leste dos EUA (Ohio), Oeste dos EUA (Oregon), Ásia-Pacífico (Tóquio) e Europa (Irlanda).

    O modelo de cobrança considera os recursos de computação de base enquanto a MicroVM está em execução, e cobra apenas pela duração ativa dos recursos adicionais consumidos quando a carga de trabalho ultrapassa o nível base. Para detalhes completos, consulte a página de preços do Lambda MicroVMs.

    Fonte

    AWS introduces Lambda MicroVMs for isolated execution of user and AI-generated code (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/06/aws-lambda-microvms/)