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  • Amazon Bedrock Knowledge Base agora suporta Salesforce e Zendesk como conectores nativos de dados

    O que foi anunciado

    A AWS anunciou a disponibilidade de dois novos conectores nativos de fontes de dados para o Amazon Bedrock Managed Knowledge Base: o conector de fonte de dados do Salesforce e o conector de fonte de dados do Zendesk. O Amazon Bedrock Managed Knowledge Base é um serviço totalmente gerenciado de Geração Aumentada por Recuperação (RAG — Retrieval-Augmented Generation), e essa novidade simplifica bastante a forma como equipes alimentam suas bases de conhecimento com conteúdo já existente nessas plataformas.

    O que muda na prática

    Antes dessa integração, quem precisava trazer conteúdo do Salesforce ou do Zendesk para o Bedrock Knowledge Bases precisava construir pipelines customizados de ingestão — um trabalho técnico considerável, que exigia manutenção contínua. Agora, basta fornecer as credenciais da instância e os conectores cuidam de todo o processo automaticamente: rastreamento dos dados, extração de metadados e sincronização incremental.

    Com isso, artigos de conhecimento do Salesforce e artigos, além de posts de comunidade do Zendesk, podem ser sincronizados diretamente para a base de conhecimento gerenciada — sem intervenção manual.

    Casos de uso práticos

    A AWS destaca dois exemplos concretos de aplicação dessas integrações:

    • Bot de suporte ao cliente: é possível alimentar um assistente voltado ao cliente com os artigos mais atualizados da central de ajuda do Zendesk, incluindo respostas da comunidade, garantindo que o agente de IA sempre responda com base no conteúdo mais recente.
    • Assistente interno de vendas: equipes comerciais podem construir um assistente que recupera artigos relevantes do Salesforce Knowledge durante a preparação de negociações, agilizando o acesso a informações de produto e suporte.

    Por que isso importa para quem usa RAG

    Um dos maiores desafios em aplicações de RAG é manter a base de conhecimento sempre atualizada. Com esses conectores nativos, as aplicações passam a refletir automaticamente o conteúdo mais recente do Salesforce e do Zendesk, sem depender de processos manuais ou pipelines adicionais. Isso reduz a carga operacional e aumenta a confiabilidade das respostas geradas pelos agentes de IA.

    Saiba mais

    Para aprofundar o uso desses conectores, a documentação oficial está disponível no Amazon Bedrock User Guide, com páginas dedicadas ao conector do Salesforce e ao conector do Zendesk. Para uma visão geral do serviço, acesse a página do produto Amazon Bedrock Knowledge Bases.

    Fonte

    Amazon Bedrock Managed Knowledge Base now supports Salesforce and Zendesk as native data source connectors (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/amazon-bedrock-managed-knowledge-base-salesforce-zendesk-native-data-source-connectors/)

  • MFA nunca foi tão importante: AWS alcança marco histórico na autenticação multifator

    A campanha que reforça uma verdade já conhecida

    O Australian Signals Directorate (ASD) — equivalente australiano de uma agência nacional de segurança cibernética — lançou recentemente a campanha MFA: Switch it on, convocando empresas, organizações e pessoas físicas a ativarem a Autenticação Multifator (MFA) em todas as suas contas digitais. A iniciativa não é apenas mais um alerta genérico de segurança: o MFA é considerado um dos pilares do modelo de maturidade Essential Eight do próprio ASD, além de ser reconhecido nos principais frameworks de cibersegurança ao redor do mundo.

    A AWS declarou apoio à campanha — e não é por acaso. O MFA é exatamente o tipo de controle simples, de alto impacto, que protege contra as ameaças mais comuns do dia a dia: phishing, credential stuffing (ataque que testa senhas vazadas em massa) e engenharia social. Senhas, por mais complexas que sejam, já não são suficientes para proteger contas críticas.

    O marco histórico da AWS com MFA

    Em junho de 2025, o AWS Identity and Access Management (IAM) — serviço de Gerenciamento de Identidade e Acesso da AWS — atingiu um ponto de inflexão importante: a exigência abrangente de MFA para usuários root em todos os tipos de conta. Segundo a própria AWS, este é um feito inédito entre os grandes provedores de nuvem.

    Imagem original — fonte: Aws

    Essa conquista foi resultado de uma jornada gradual e deliberada. Veja como a AWS construiu esse caminho:

    • Maio de 2024: exigência de MFA para usuários root de contas de gerenciamento no AWS Organizations — serviço de organização e governança de múltiplas contas AWS.
    • Junho de 2024: extensão da exigência para usuários root de contas standalone (independentes).
    • Novembro de 2024: introdução do gerenciamento centralizado de acesso root.
    • Junho de 2025: conclusão da exigência para todos os tipos de conta, incluindo contas-membro dentro de organizações.

    O resultado prático é significativo: o MFA bloqueia mais de 99% dos ataques baseados em senhas comprometidas. E o melhor: está disponível para todos os clientes AWS sem custo adicional, com suporte a passkeys FIDO2 e chaves de segurança certificadas FIDO — tecnologias resistentes a phishing.

    MFA vai além do ambiente AWS

    Um ponto frequentemente negligenciado: a segurança do ambiente AWS não depende apenas do que acontece dentro da console da AWS. Contas externas conectadas ao seu fluxo de trabalho representam vetores de ataque reais.

    Por exemplo: uma conta de e-mail comprometida pode ser usada para redefinir a senha de acesso AWS. Um sistema de controle de versão (como GitHub ou GitLab) violado pode expor segredos embutidos em código de infraestrutura como código. Por isso, a recomendação é clara: ative o MFA também em ferramentas de e-mail, colaboração, controle de código-fonte e qualquer outro serviço que suporte essa proteção.

    Para orientações mais amplas sobre como proteger contas além do ambiente AWS, a página da campanha MFA do ASD oferece um guia completo.

    Como habilitar MFA no ambiente AWS

    Para usuários root, a AWS já aplica o MFA automaticamente. A atenção agora deve se voltar para os usuários IAM — as identidades utilizadas pelos membros da equipe e pelas aplicações no dia a dia.

    A configuração pode ser feita individualmente pelo AWS Management Console (console de gerenciamento da AWS) para IAM. Para quem quer se aprofundar, a documentação de boas práticas de segurança no IAM é o ponto de partida recomendado.

    Para quem busca autenticação resistente a phishing com passkeys FIDO2, a documentação sobre passkeys e chaves de segurança no IAM detalha como configurar esse nível adicional de proteção.

    Dúvidas ou feedbacks sobre MFA na AWS podem ser enviados pelo AWS re:Post, a comunidade oficial de perguntas e respostas da AWS.

    Por que isso importa para o mercado brasileiro

    A campanha do ASD é australiana, mas a mensagem vale para qualquer organização no mundo — incluindo as brasileiras. Ataques de phishing e credential stuffing não têm fronteiras, e a realidade é que muitas empresas ainda operam com MFA desativado por “facilidade” ou falta de priorização.

    O MFA é uma das medidas de segurança com melhor custo-benefício disponível: simples de implementar, gratuito na AWS, e capaz de neutralizar a esmagadora maioria dos ataques baseados em credenciais. Não há justificativa técnica ou financeira para deixá-lo desativado.

    Se sua organização ainda não habilitou o MFA em todas as contas relevantes, este é o momento. Ative o MFA agora — em todas as contas que você gerencia.

    Fonte

    Supporting ASD’s multi-factor authentication campaign: Why MFA matters more than ever (https://aws.amazon.com/blogs/security/supporting-asds-multi-factor-authentication-campaign-why-mfa-matters-more-than-ever/)

  • Resumo de Segurança AWS: Agosto de 2026

    Visão geral do mês

    O blog de segurança da AWS encerrou agosto de 2026 com um volume expressivo de conteúdo: 20 posts organizados em sete categorias, 23 boletins de segurança e 17 exemplos de código prontos para uso. Quem acompanha o espaço de segurança em nuvem vai notar um fio condutor claro ao longo do mês — a superfície de ataque de agentes de IA cresceu e ganhou destaque tanto nas novidades quanto nos alertas de vulnerabilidade.

    Identidade e Gerenciamento de Acesso

    Cinco posts cobriram o tema de identidade em agosto, com destaques práticos para quem gerencia autenticação e acesso em ambientes corporativos.

    Amazon Cognito ganha limites provisionados de taxa

    O Amazon Cognito passou a oferecer limites provisionados para gerenciamento de taxa de autenticação em modo self-service. O que antes exigia um ticket de suporte com prazo de 10 a 14 dias agora pode ser ajustado em minutos. O post De 2 semanas para 2 minutos: Amazon Cognito lança limites provisionados para gerenciamento de taxa explica como usar o recurso para escalar capacidade sob demanda.

    Uma década do AWS Managed Microsoft AD

    O AWS Managed Microsoft AD completou 10 anos como serviço de Active Directory totalmente gerenciado na nuvem. O post Uma década de identidade corporativa na nuvem com AWS Managed Microsoft AD celebra a evolução do serviço, que hoje oferece edições Standard, Enterprise e Hybrid, com replicação multi-região e mais de 20 integrações com outros serviços da AWS.

    Nova experiência de login no console da AWS

    A AWS está implementando gradualmente uma página de login redesenhada, com ponto de entrada unificado por e-mail, opções de provedores de identidade social e uma experiência atualizada para gerenciar múltiplas sessões ativas. Mais detalhes no post Atualizações na experiência de login da AWS.

    Console Private Access para VPCs sem internet

    O AWS Management Console Private Access passou a suportar VPCs sem conectividade com a internet. Todo o tráfego do console — autenticação, assets estáticos e chamadas de API — é roteado por endpoints do AWS PrivateLink, reforçando o perímetro de dados em ambientes isolados. O post Estenda seu perímetro de dados ao Console de Gerenciamento da AWS com Private Access detalha a configuração.

    Governança automatizada do IAM Identity Center

    O post Automatize a governança do IAM Identity Center com descoberta e relatórios contínuos mostra como implantar descoberta automatizada e relatórios para aplicações e atribuições do AWS IAM Identity Center em toda a organização, com monitoramento orientado a eventos que valida convenções de nomenclatura e permite aplicação de políticas em tempo quase real.

    Proteção de Dados

    Cache de chaves KMS em ambientes multi-thread

    O post Cache de chaves de dados KMS em ambientes multi-thread: criptografia por tenant para sistemas orientados a eventos em escala aborda o problema de cache stampede em criptografia envelope multi-tenant, apresentando o padrão de keyring hierárquico recomendado pela AWS ou uma abordagem customizada baseada em Caffeine para reduzir custos com o AWS KMS.

    Suporte ao protocolo ACME no AWS Certificate Manager

    O AWS Certificate Manager passou a suportar o protocolo ACME, permitindo automatizar a emissão e renovação de certificados públicos com clientes padrão como Certbot e cert-manager. O post Automatize certificados com suporte a ACME no AWS Certificate Manager explica os controles corporativos disponíveis para escopo de domínios e visibilidade centralizada.

    Remediação de buckets S3 com permissões excessivas

    O post Protegendo seus buckets Amazon S3: identificando e remediando acessos com permissões excessivas ensina a detectar e corrigir buckets do Amazon S3 com permissões excessivas em ambientes multi-conta, usando AWS Lambda, AWS Config e AWS Security Hub para monitoramento contínuo.

    Fim da validação de domínio por e-mail no ACM

    Atenção para um prazo importante: o post AWS Certificate Manager encerrará a validação por e-mail para certificados informa que o ACM descontinuará certificados públicos validados por e-mail até 30 de setembro de 2027, alinhando-se aos padrões do Fórum CA/B. O post traz o cronograma e o passo a passo para migrar para validação por DNS.

    Segurança de IA

    Quatro posts cobriram segurança de IA em agosto, todos focados no ecossistema do Amazon Bedrock AgentCore.

    Autenticação customizada no AgentCore Gateway

    O post Implemente autenticação customizada para integração de ferramentas usando request Lambda interceptor no AgentCore Gateway mostra como usar um interceptor Lambda de requisição para integrar mecanismos legados de autenticação, como Basic Auth, isolando credenciais dos agentes de IA com o AWS Secrets Manager.

    Propagação de contexto de autorização em agentes de IA

    O post Propagação de contexto de autorização de usuário em agentes de IA com Amazon Bedrock AgentCore demonstra como aplicar acesso de menor privilégio em agentes de IA propagando a identidade do usuário até o Amazon DynamoDB, Knowledge Bases e Salesforce — sem embutir lógica de autorização no código do agente.

    Estendendo o Bedrock Guardrails para interações com ferramentas

    O post Estenda o Amazon Bedrock Guardrails para interações com ferramentas usando o Strands Agents SDK explica como levar os guardrails além do limite do modelo, aplicando-os a chamadas de ferramentas, dados externos e interações com servidores MCP por meio de três pontos de validação construídos com lifecycle hooks do Strands Agents SDK.

    Detecção de Ameaças e Resposta a Incidentes

    Security Hub Extended inclui segurança de cadeia de suprimentos

    O AWS Security Hub Extended adicionou segurança de cadeia de suprimentos como sua décima categoria, com Chainguard e Socket como parceiros curados. O post Security Hub Extended adiciona segurança de cadeia de suprimentos como décima categoria detalha como verificar dependências de código aberto e bloquear pacotes maliciosos por meio de uma única relação de cobrança na AWS.

    Correlação de sinais em ataques multi-estágio

    O post Detectando ataques multi-estágio na AWS: um guia para correlação de sinais entre serviços ensina a correlacionar sinais do AWS CloudTrail, VPC Flow Logs e logs do Route 53 Resolver para detectar ataques encadeados, combinando contexto de negócio, classificação de dados e janelas de mudança sobre o Amazon GuardDuty Extended Threat Detection.

    AWS Continuum integrado a ambientes de desenvolvimento

    O post AWS faz parceria com Anthropic e OpenAI para integrar o AWS Continuum a fluxos de trabalho de desenvolvedores anuncia que o AWS Continuum para vulnerabilidades de código agora se integra ao Anthropic Claude Code, OpenAI Codex e Kiro, permitindo que desenvolvedores descubram, priorizem, validem e remediem vulnerabilidades diretamente em seus ambientes de codificação.

    Um concorrente direto no Security Hub Extended

    O post Convidamos um concorrente direto para o Security Hub Extended. Veja o porquê. explica a decisão da AWS de incluir a Upwind — empresa de segurança em nuvem com foco em runtime — no Security Hub Extended, oferecendo proteção de workloads baseada em eBPF com precificação pay-as-you-go e cobrança unificada na AWS, reforçando a escolha do cliente mesmo onde as capacidades se sobrepõem às da própria AWS.

    Segurança de Infraestrutura

    AWS Network Firewall passa a contar acertos de regras

    O AWS Network Firewall agora rastreia quantas vezes cada regra stateful corresponde ao tráfego. O post AWS Network Firewall agora suporta contagem de acertos de regras mostra como usar o recurso para identificar regras não utilizadas, validar controles de segurança para conformidade e acelerar a resposta a incidentes — sem custo adicional.

    Governança e Conformidade

    Landing Zone Accelerator e o padrão C5:2020

    O post Relatório de avaliação independente do Landing Zone Accelerator para C5:2020 disponível no AWS Artifact anuncia que uma avaliação independente da Schellman analisa como o Landing Zone Accelerator on AWS se alinha aos requisitos do C5:2020, implementando 325 controles de segurança.

    Aceleração de ambientes ISM e avaliações IRAP

    O post Acelere ambientes prontos para ISM e avaliações IRAP com o Landing Zone Accelerator on AWS apresenta uma nova avaliação independente da gwi.digital que analisa o Landing Zone Accelerator contra 1.081 controles ISM, alcançando 91% de cobertura do escopo endereçável — voltado principalmente para clientes australianos em processo de avaliação IRAP.

    Como a Moeve gerencia SCPs em escala

    O post Como a Moeve escala a governança AWS com Políticas de Controle de Serviço automatizadas mostra como a empresa gerencia 150 SCPs (Políticas de Controle de Serviço) em mais de 300 contas em três AWS Organizations usando um modelo de governança-como-código: políticas versionadas no Git, implantadas via GitHub Actions e vinculadas dinamicamente com base em metadados de conta durante o onboarding. O Amazon EventBridge e o AWS Lambda fornecem observabilidade em tempo real de cada mudança organizacional.

    Boletins de Segurança de Agosto

    Em agosto de 2026, a AWS publicou 23 boletins de segurança cobrindo vulnerabilidades em SDKs de código aberto, servidores MCP, ferramentas para desenvolvedores e o ecossistema OpenSearch. O tema dominante foi a superfície de ataque de agentes de IA: bypasses de consentimento por injeção de prompt no Strands Agents Tools permitiam execução de comandos e código; uma referência direta a objetos insegura expunha memória de agentes entre tenants; e falhas de divulgação de credenciais e autorização afetaram os servidores MCP do Amazon MQ, DocumentDB, AWS Transform e o harness do Bedrock AgentCore.

    Execução remota de código também apareceu em múltiplos pontos: poluição de protótipo e desserialização Java no OpenSearch, path-traversal para root no amazon-ssm-agent, Zip Slip no awsdac e caminho de busca não controlado no Kiro IDE e CLI no Windows. Outros problemas notáveis incluem verificação de chave de host SSH desabilitada no AWS CLI, falhas de segurança de memória no AWS SDK para C++, escalada de privilégio no FreeRTOS-Kernel e negação de serviço por amplificação de memória no Amazon ion-java.

    O fio condutor: autorização insuficiente e validação de entrada na fronteira entre agentes de IA e os sistemas que eles acessam. Todos os patches estão disponíveis — atualize o quanto antes. Consulte os Boletins de Segurança da AWS para detalhes completos.

    Exemplos de Código (AWS Samples)

    Em agosto, a AWS publicou 17 novos exemplos de código em cinco categorias: governança e conformidade (7), segurança de IA (3), proteção de dados e privacidade (3), identidade e gerenciamento de acesso (2) e segurança de infraestrutura (2). A maioria dos exemplos foca em governar, auditar e proteger agentes de IA construídos sobre o Amazon Bedrock AgentCore.

    Governança e Conformidade

    • Agentic Governance Platform: plano de controle nativo AWS para governar agentes de IA com registro centralizado, SSO via Microsoft Entra ID, políticas Cedar e observabilidade com Langfuse, hospedado no Amazon Bedrock AgentCore.
    • Enterprise Agentic AI Platform Accelerator: fundação segura e governada para agentes de IA em produção com stacks CDK modulares cobrindo identidade, gateway, memória, runtime e observabilidade.
    • Video Compliance Agent: pipeline que verifica automaticamente conteúdo de vídeo contra diretrizes de conformidade de transmissão, usando Amazon Bedrock para sinalizar violações potenciais.
    • Intelligent Security for Healthcare APIs: detecção de anomalias comportamentais, classificação de sensibilidade de dados e relatórios de conformidade HIPAA para APIs FHIR, com anonimização de informações de saúde protegidas via Amazon Comprehend Medical e Bedrock Guardrails.
    • Governed Agentic Companion: companion multi-agente com gate de governança sempre ativo que aplica 13 princípios codificados, bloqueando deploys, vazamentos de segredos e respostas sem embasamento.
    • Audit the Agent: pipeline serverless de auditoria executiva diária para agentes de IA (AWS DevOps Agent, AWS Security Agent) usando AWS Step Functions e Lambda, respondendo cinco perguntas: o que o agente acessou, quem autorizou, quanto custou, seu perfil de risco e se há motivo de preocupação.

    Segurança de IA

    • Telemetry Enablement for AgentCore CloudFormation: stack único de AWS CloudFormation que habilita logs do Amazon CloudWatch e traces do X-Ray para todos os tipos de recursos do Amazon Bedrock AgentCore.
    • Bedrock Guardrails to OCSF on CloudWatch: transforma eventos de intervenção do Bedrock Guardrails em registros OCSF Detection Finding e os armazena no CloudWatch, permitindo consultas com Amazon Athena.
    • Bedrock Readiness Agent: agente de avaliação somente leitura que analisa seu ambiente Amazon Bedrock em seis dimensões — governança IAM, retenção de dados, headroom de cotas, adequação de modelos, projeção de custos e observabilidade operacional — gerando findings com templates de remediação para CloudFormation e Terraform.

    Segurança de Infraestrutura

    • DDoS Guardian: skill que revisa uma web ACL do AWS WAF como sistema — ordem de avaliação, interações entre regras e postura L7 contra DDoS — entregando um relatório HTML com remediações prontas para aplicar. Offline e somente leitura.
    • Biosecurity Screening Policy on Amazon Bedrock AgentCore Gateway: usa políticas Cedar com três camadas independentes de triagem (alinhamento de sequência MMseqs2, similaridade de embedding ESMC-600M e homologia estrutural Foldseek) para bloquear sequências de proteínas de alto risco antes que cheguem a ferramentas downstream.
    • MCP Fraud Investigation Agent: agente de investigação de fraude em e-commerce construído com Strands SDK no Amazon Bedrock AgentCore, com dashboard React no AWS Amplify que transmite o raciocínio do agente token a token.

    Identidade

    Proteção de Dados

    • Data Residency Chatbot with Amazon Bedrock AgentCore: chatbot em linguagem natural com conformidade de residência de dados, onde todos os dados e inferências de IA permanecem em uma única região AWS, com guard de residência que rejeita qualquer perfil de inferência cross-region.
    • LLM-based PII Detection: detecta informações de identificação pessoal (PII) em texto conversacional usando Amazon Bedrock, com suporte a categorias customizadas, few-shot examples e chunking por limite de palavras para entradas longas.
    • Agentic Data Classification and Redaction: assistente de pesquisa conversacional que classifica documentos automaticamente para MNPI, PII e sensibilidade de segurança, aplicando redação por usuário usando Amazon Bedrock AgentCore, Guardrails e Amazon OpenSearch Serverless.

    Conclusão

    Agosto de 2026 foi um mês denso em conteúdo de segurança AWS, com foco especial em workloads de IA agêntica em escala corporativa. Os posts e exemplos cobrem desde gates de governança para orquestradores e triagem de biossegurança até pipelines de auditoria executiva diária e telemetria normalizada em OCSF. Para quem trabalha com segurança em ambientes AWS, o mês entregou padrões concretos — com código executável — para console Private Access em VPCs isoladas, ABAC com IAM account access manager, remediação automatizada de menor privilégio via CI/CD e correlação de sinais para detecção de ataques multi-estágio.

    Para acompanhar as publicações conforme saem, assine o RSS feed do AWS Security Blog.

    Fonte

    ICYMI: August 2026 @AWS Security (https://aws.amazon.com/blogs/security/icymi-august-2026-aws-security/)

  • Use modelos open weight como seu agente de IA para programação com o Amazon Bedrock

    Agentes de IA para programação: o problema com as soluções atuais

    Agentes de Inteligência Artificial (IA) para programação já fazem parte do dia a dia de muitos desenvolvedores — seja para escrever, depurar ou refatorar código. Mas a maioria das soluções disponíveis no mercado traz pelo menos uma dessas limitações: exige o envio de dados proprietários para uma API de terceiros, prende o time a um único provedor de modelo ou cobra assinaturas por usuário independentemente do uso real.

    Para equipes com requisitos de residência de dados, cargas de trabalho sensíveis a custo ou necessidade de flexibilidade de modelos, essas restrições criam atrito real. A AWS publicou um guia que apresenta uma alternativa: combinar o OpenCode com modelos open weight no Amazon Bedrock para montar um agente de programação que mantém tudo dentro da própria conta AWS, cobra apenas pelo que é consumido e permite trocar de modelo com uma única mudança de parâmetro.

    O que é o OpenCode

    O OpenCode é um agente de IA para programação de código aberto, nativo de terminal e escrito em Go. Ele lê e edita arquivos, executa comandos shell e entende a estrutura do projeto por meio de diagnósticos do Protocolo de Servidor de Linguagem (LSP — Language Server Protocol). O agente se conecta a mais de 75 provedores de Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs — Large Language Models), incluindo o Amazon Bedrock.

    Quando combinado com modelos open weight no Bedrock, o OpenCode funciona como um assistente de programação que roda localmente enquanto a inferência acontece de forma segura dentro da conta AWS — sem infraestrutura para gerenciar e sem taxas por usuário.

    Por que modelos open weight para programação

    O setor está migrando para modelos open weight. De acordo com o relatório da McKinsey sobre tecnologia open source na era da IA (2025), 76% das organizações esperam aumentar o uso de IA open source, e os principais adotantes de IA têm 40% mais chances de usar modelos open weight. Para cargas de trabalho de programação, cinco fatores impulsionam essa tendência:

    • Paridade de desempenho: modelos open weight ajustados podem superar alternativas proprietárias em tarefas específicas de domínio. O NVIDIA Nemotron ajustado pela CrowdStrike atingiu 96% de precisão em queries válidas, superando o GPT-4o (61%) e o Claude Sonnet 4.5 (94%).
    • Eficiência de custo: segundo a análise da Gartner para 2026, fluxos de trabalho agênticos multiplicam o consumo de tokens em 5 a 30 vezes, tornando o custo por token crítico. Em escala, migrar para modelos open weight no Bedrock pode reduzir custos anualizados.
    • Customização e controle: pesos abertos suportam ajuste fino, destilação e adaptação de domínio. Modelos menores podem substituir os de uso geral caros mantendo a qualidade.
    • Flexibilidade de modelos: com pesos abertos, é possível adotar o modelo certo para cada tarefa e evoluir conforme novos modelos surgem. Trocar de modelo no Amazon Bedrock é uma única mudança de parâmetro de API.
    • Transparência: arquitetura e comportamento inspecionáveis do modelo apoiam indústrias reguladas com requisitos de governança de IA.

    Por que usar o Amazon Bedrock como backend

    O Amazon Bedrock oferece acesso totalmente gerenciado e sem servidor a modelos open weight — sem provisionamento de GPU nem infraestrutura de inferência para administrar. Para fluxos de trabalho de programação corporativa, o Bedrock apresenta vantagens sobre a auto-hospedagem ou provedores diretos de modelos:

    • Residência de dados e conformidade: código, prompts e respostas ficam na conta AWS. O Bedrock está no escopo de programas de conformidade como HIPAA, SOC 2, ISO 27001, FedRAMP e GDPR. Consulte a lista completa de serviços AWS por programa de conformidade.
    • Controles de segurança corporativa: modelos open weight herdam as mesmas políticas de Gerenciamento de Identidade e Acesso da AWS (IAM — AWS Identity and Access Management), logging do AWS CloudTrail, conectividade AWS PrivateLink e controles de criptografia que os modelos proprietários. Nenhuma pilha de segurança separada é necessária.
    • Precificação flexível: três camadas ajustam o custo à carga de trabalho — Priority para produção sensível à latência, Standard para inferência sob demanda (pagamento por token) e Flex com 50% de custo menor para cargas de trabalho com latência variável.
    • Sem treinamento nos seus dados: o Bedrock não usa entradas ou saídas para treinar ou melhorar os modelos de fundação (FMs — Foundation Models).
    • Alta capacidade padrão: limites padrão de 100 milhões de tokens por minuto e 10 mil requisições por minuto ajudam a reduzir gargalos de throughput conforme as equipes crescem.

    Escolhendo o modelo certo para cada tarefa

    Nem toda tarefa de programação precisa do mesmo modelo. Uma das principais vantagens de usar o OpenCode com o Bedrock é a capacidade de selecionar e trocar modelos com base no que está sendo feito. O Artificial Analysis Coding Index fornece um benchmark composto para tarefas reais de engenharia de software (SWE-Bench, Terminal-Bench, SWE-Atlas) e pode ser usado para comparar desempenho, custo por tarefa e latência. Para avaliações com seus próprios prompts e dados, o Amazon Bedrock Evaluations permite comparações lado a lado com pontuação automática, LLM como juiz ou revisão humana.

    Além do desempenho bruto, há outros fatores a considerar:

    • Profundidade de raciocínio: para depuração complexa, decisões de arquitetura ou geração de planos, modelos de raciocínio percorrem os problemas passo a passo. O Kimi K3 raciocina antes de responder, e a profundidade é configurada com reasoning_config (low, high ou max).
    • Velocidade de geração e latência: para completar código, gerar boilerplate e pair programming interativo, latência menor importa mais do que raciocínio máximo. A NVIDIA reporta que o Nemotron 3 Super 120B entrega até 7x mais throughput graças à sua arquitetura Mixture-of-Experts (MoE), que ativa apenas 12B dos 120B parâmetros totais por token.
    • Custo por token: para fluxos de trabalho de alto volume (refatoração em lote, bases de código grandes), o custo se acumula. Modelos open weight no Bedrock oferecem preços por token menores que alternativas proprietárias.
    • Janela de contexto: o Kimi K3 suporta contexto de 1 milhão de tokens — dezenas de milhares de linhas de código. É possível carregar um repositório inteiro em vez de alguns arquivos para raciocínio entre arquivos.

    O guia da AWS destaca três modelos que cobrem o espectro de casos de uso:

    • Moonshot AI Kimi K3: raciocínio sempre ativo com contexto de 1 milhão de tokens — ideal para depuração, análise de arquitetura e lógica complexa.
    • OpenAI GPT-OSS 120B: geração de código de fronteira com 120 bilhões de parâmetros — indicado para geração completa e implementações multi-arquivo.
    • NVIDIA Nemotron 3 Super 120B: throughput otimizado e validado para uso corporativo — recomendado para cargas de geração de alto volume.

    Instalação e configuração do OpenCode com o Bedrock

    Para começar, é necessário ter uma conta AWS ativa com acesso ao Amazon Bedrock habilitado, acesso aos modelos Kimi K3, GPT-OSS 120B e NVIDIA Nemotron 3 Super 120B concedido no console do Bedrock, credenciais AWS configuradas (chaves de acesso IAM, AWS IAM Identity Center ou uma chave de API do Bedrock), além de Node.js 18+ ou Homebrew (para macOS/Linux).

    Instalando o OpenCode

    # Script de instalação (recomendado)
    curl -fsSL https://opencode.ai/install | bash
    
    # Ou via npm
    npm install -g opencode-ai
    
    # Ou via Homebrew (macOS/Linux)
    brew install sst/tap/opencode

    Para verificar a instalação:

    $ opencode --version
    1.18.20

    Configurando as credenciais AWS

    O provedor Bedrock do OpenCode usa a cadeia padrão de credenciais AWS. Há três opções:

    Opção A: AWS IAM Identity Center (recomendado para empresas)

    aws sso login --profile my-bedrock-profile
    export AWS_PROFILE=my-bedrock-profile
    export AWS_REGION=us-west-2

    Opção B: Chaves de acesso IAM

    export AWS_ACCESS_KEY_ID=AKIAIOSFODNN7EXAMPLE
    export AWS_SECRET_ACCESS_KEY=wJalrXUtnFEMI/K7MDENG/bPxRfiCYEXAMPLEKEY
    export AWS_REGION=us-west-2

    Para uso em produção, prefira o IAM Identity Center ou roles IAM em vez de chaves de acesso de longa duração.

    Opção C: Chave de API do Bedrock

    export AWS_BEARER_TOKEN_BEDROCK=your-bedrock-api-key
    export AWS_REGION=us-west-2

    Configurando um fluxo de trabalho multi-modelo

    Com o sistema de agentes do OpenCode, é possível atribuir modelos diferentes a funções diferentes. Crie ou edite o arquivo opencode.json na raiz do projeto:

    {
      "$schema": "https://opencode.ai/config.json",
      "model": "amazon-bedrock/us.openai.gpt-oss-120b-1:0",
      "agent": {
        "plan": {
          "model": " amazon-bedrock/global.moonshotai.kimi-k3"
        },
        "build": {
          "model": "amazon-bedrock/us.nvidia.nemotron-super-3-120b"
        }
      }
    }

    Essa configuração direciona tarefas de planejamento e arquitetura — que se beneficiam de raciocínio profundo — para o Kimi K3, enquanto geração de código e implementação vão para o Nemotron 3 Super 120B para throughput otimizado. O campo model de nível superior define o GPT-OSS 120B como padrão para outros contextos.

    Exemplos práticos de uso

    Gerar um serviço com event sourcing usando o GPT-OSS 120B

    O GPT-OSS 120B é o modelo open weight de 120 bilhões de parâmetros da OpenAI. Combina raciocínio sólido com geração de código, sendo bem adequado para implementações arquiteturalmente complexas que abrangem múltiplos arquivos. Com a configuração multi-modelo, é possível trocar o modelo padrão inline ou usar /model para trocar explicitamente:

    $ opencode
    > /model us.openai.gpt-oss-120b-1:0
    > Build an event-sourced CQRS order service in Python (FastAPI) with:
    > - Command side: append-only event store in DynamoDB, idempotent handlers
    > - DynamoDB Streams triggering a projection Lambda that builds a read-model
    > - Query side: denormalized read-model optimized for "orders by customer"
    >   and "orders by status" access patterns
    > - Event replay CLI to rebuild projections from scratch
    > - Snapshotting every 50 events per aggregate to bound replay time
    > Include CDK infrastructure.

    O OpenCode roteia a requisição para o GPT-OSS 120B via API Converse do Bedrock com autenticação IAM. O modelo gera a estrutura completa do serviço — handlers, event store, projeções e stack CDK — diretamente no sistema de arquivos local. O CloudTrail registra a invocação, e prompts e respostas permanecem dentro da conta AWS.

    Diagnosticar um deadlock distribuído com o Kimi K3

    O Kimi K3 se destaca em tarefas de raciocínio que exigem rastreamento por múltiplos caminhos de execução. Se o Kimi K3 estiver configurado como agente de planejamento, ele já é o padrão para tarefas de análise. Também é possível trocar explicitamente:

    > /model amazon-bedrock/global.moonshotai.kimi-k3
    > This Step Functions workflow hangs ~2% of the time under load.
    > The pattern: Task A does a DynamoDB conditional put that expects
    > status="PENDING", Task B (triggered by SQS) sets status="READY"
    > but only after Task A's callback confirms receipt. Both tasks
    > wait on each other. Trace the deadlock, explain why it only
    > manifests under concurrency, and propose a fix that doesn't
    > require redesigning the state machine.
    > @order_workflow.asl.json @task_a_handler.py @task_b_handler.py

    As referências com @arquivo injetam o código local como contexto sem precisar de cópia manual. A arquitetura Mixture-of-Experts do Kimi K3 ativa apenas 104B dos seus 2,8 trilhões de parâmetros totais por token, entregando raciocínio de fronteira com throughput eficiente.

    Reduzir custos em tarefas de programação em lote com a camada Flex

    Algumas tarefas de programação são tolerantes à latência — refatoração em lote em uma base de código grande, geração de suítes de testes para módulos existentes ou produção de documentação a partir do código. A camada Flex do Amazon Bedrock oferece 50% de custo menor que a Standard para essas cargas de trabalho. É possível combiná-la com o modo CLI do OpenCode para automatizar operações em lote:

    # Process multiple files through GPT-OSS 120B for test generation
    for file in src/**/*.py; do
      opencode run -m amazon-bedrock/us.openai.gpt-oss-120b-1:0 \
        "Generate comprehensive unit tests for @${file}. Use pytest with fixtures."
    done

    A estratégia de camadas fica assim: Standard para sessões interativas, Flex para processamento em lote e Priority para uso em produção sensível à latência.

    Escalando para arquiteturas de roteamento multi-modelo

    O padrão OpenCode + Bedrock apresentado até aqui é um fluxo de trabalho para um único desenvolvedor. Para equipes e sistemas em produção, o mesmo princípio multi-modelo se estende a uma arquitetura de roteamento onde um orquestrador direciona cada subtarefa ao modelo ideal:

    Imagem original — fonte: Aws

    Nesse padrão, a classificação de intenção é roteada para um modelo de baixo custo (inferência pequena e rápida), a geração de código vai para um modelo open weight de camada intermediária otimizado para throughput, e o raciocínio complexo — decisões de arquitetura, análise de segurança — é direcionado para um modelo de raciocínio premium. Esse roteamento pode ajudar a reduzir o Custo Total de Propriedade (TCO — Total Cost of Ownership) em comparação com enviar tudo por um único modelo caro sem degradar a qualidade.

    A API unificada do Amazon Bedrock torna isso prático: trocar modelos é uma mudança de parâmetro, e os modelos compartilham a mesma infraestrutura de autenticação, logging e guardrails. Para equipes prontas para ir além do uso individual, é possível combinar o roteamento de agentes local do OpenCode com uma camada de orquestração no servidor — Amazon Bedrock Agents ou AWS Step Functions — para criar um pipeline completo de programação multi-modelo.

    Caso de uso em produção: Ethara.AI

    A Ethara.AI, cliente AWS, implantou essa arquitetura em produção usando o OpenCode como runtime base para fluxos de trabalho de engenharia de IA e pesquisa. O Oh-My-OpenAgent atua como camada de orquestração para trabalhar com agentes especializados.

    Em vez de depender de um único assistente de programação, a Ethara.AI opera uma frota de agentes otimizados para tarefas diferentes — planejamento, execução, revisão de código, análise de arquitetura, recuperação de conhecimento, compreensão multimodal e benchmarking. Por meio do sistema de roteamento baseado em categorias do Oh-My-OpenAgent, os engenheiros solicitam uma capacidade (como raciocínio profundo, execução rápida, engenharia visual ou assistência de escrita), e o sistema delega o trabalho ao agente mais adequado.

    A combinação do Amazon Bedrock, OpenCode e Oh-My-OpenAgent permite que a Ethara.AI separe as capacidades dos agentes da camada de modelo subjacente, garantindo que a combinação agente-modelo mais adequada execute cada tarefa. No horizonte, a empresa está investindo em sistemas de agentes auto-aprimoráveis que se inspiram em pesquisas como o SkillClaw, desenvolvendo mecanismos que permitem que habilidades e comportamentos dos agentes evoluam com base em trajetórias de execução bem-sucedidas e malsucedidas.

    Considerações de segurança para uso corporativo

    Modelos open weight no Bedrock herdam controles corporativos idênticos aos modelos proprietários. A procedência dos pesos não altera a postura de segurança. É possível restringir quais modelos os usuários podem invocar com políticas IAM que seguem o princípio do menor privilégio:

    {
      "Version": "2012-10-17",
      "Statement": [
        {
          "Effect": "Allow",
          "Action": [
            "bedrock:InvokeModel",
            "bedrock:InvokeModelWithResponseStream"
          ],
          "Resource": [
            "arn:aws:bedrock:us-west-2::foundation-model/openai.gpt-oss-120b-1:0",
            "arn:aws:bedrock:us-west-2::foundation-model/nvidia.nemotron-super-3-120b",
            "arn:aws:bedrock:us-west-2:{account-id}:inference-profile/global.moonshotai.kimi-k3",
            "arn:aws:bedrock:*::foundation-model/moonshotai.kimi-k3"
          ]
        },
        {
          "Effect": "Allow",
          "Action": ["bedrock:CallWithBearerToken"],
          "Resource": ["*"]
        }
      ]
    }

    Também é possível adicionar o Amazon Bedrock Guardrails para filtragem de conteúdo e redação de Informações de Identificação Pessoal (PII — Personally Identifiable Information) em todas as invocações. O CloudTrail registra cada chamada InvokeModel para auditoria, e o Bedrock não usa entradas ou saídas para treinar modelos.

    Conclusão

    A combinação do OpenCode com modelos open weight no Amazon Bedrock oferece um fluxo de trabalho de programação com IA seguro, flexível e com pagamento por uso. O desenvolvedor obtém a eficiência de custo e o potencial de customização dos modelos open weight, a segurança corporativa e a infraestrutura gerenciada do Bedrock, e uma experiência nativa de terminal que se encaixa nos fluxos de trabalho existentes — com a capacidade de rotear tarefas diferentes para modelos diferentes automaticamente.

    Para começar, instale o OpenCode, configure as credenciais AWS e defina uma configuração multi-modelo. Explore o catálogo completo de modelos do Amazon Bedrock para encontrar modelos adequados às suas cargas de trabalho e use o Artificial Analysis Coding Index para comparar o desempenho dos modelos em tarefas de programação. Para mais informações sobre segurança e conformidade do Amazon Bedrock, consulte o Guia do Usuário do Amazon Bedrock.

    Fonte

    Use open weight models as your AI coding agent with Amazon Bedrock (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/use-open-weight-models-as-your-ai-coding-agent-with-amazon-bedrock/)

  • Amazon CloudWatch Omni: observabilidade com IA para agentes e aplicações

    O que é o Amazon CloudWatch Omni

    A AWS anunciou a disponibilidade geral do Amazon CloudWatch Omni, uma evolução do Amazon CloudWatch com foco em inteligência artificial (IA). O serviço foi projetado para centralizar a observabilidade de aplicações e agentes de IA em um único lugar, combinando a interoperabilidade do OpenTelemetry com a escala e confiabilidade já conhecidas do CloudWatch.

    A proposta do Omni é se adaptar à forma como cada time trabalha: ele está disponível tanto como uma experiência web independente — com Logon Único (SSO) para equipes — quanto como uma extensão local para Ambiente de Desenvolvimento Integrado (IDE), voltada para quem prefere trabalhar diretamente com os agentes no próprio editor de código.

    Visibilidade unificada entre contas, regiões e nuvens

    Com o CloudWatch Omni, é possível criar spaces (espaços) em contas centrais para visualizar telemetria distribuída entre diferentes contas e regiões da AWS, além de outros provedores de nuvem — incluindo workloads no Azure. O serviço descobre serviços automaticamente, mapeia dependências e exibe métricas essenciais para agilizar os fluxos operacionais.

    Interagindo com a telemetria do seu jeito

    Uma das características mais marcantes do Omni é a flexibilidade na forma de interação com os dados de telemetria. As opções disponíveis são:

    • Chat em linguagem natural: faça perguntas diretamente e o Omni localiza a telemetria relevante, constrói visões dinâmicas dos sinais e auxilia na identificação da causa raiz, com o apoio do AWS DevOps Agent.
    • Console guiado: navegue pelos sinais mais importantes de forma visual, seja investigando uma aplicação com degradação de desempenho ou aprofundando em um trace específico.
    • Integração com ferramentas externas: via Agent Toolkit for AWS, é possível conectar o Omni à ferramenta de sua preferência.

    Observabilidade dedicada para agentes de IA

    O CloudWatch Omni traz uma experiência dedicada para observabilidade de agentes de IA, com um fluxo de desenvolvimento orientado a avaliações. O suporte abrange frameworks populares como LangGraph, CrewAI, OpenAI Agents SDK, Vercel AI SDK e Strands.

    Para cada prompt, chamada de modelo e invocação de ferramenta, o Omni ajuda a avaliar a qualidade das respostas e a executar experimentos para validar correções antes de colocar em produção.

    Como começar a usar

    Para dar os primeiros passos, basta criar um espaço Omni pelo console do CloudWatch, configurar o SSO e acessar a experiência web independente. Desenvolvedores de agentes podem instalar gratuitamente a extensão CloudWatch Omni para VS Code, Cursor e Kiro, permitindo instrumentar, depurar e avaliar agentes localmente — sem necessidade de conta AWS.

    O CloudWatch Omni está disponível nas regiões US East (N. Virginia), US West (Oregon) e Europe (Ireland). Para mais detalhes, acesse a página do produto Amazon CloudWatch Omni e a documentação oficial. Informações sobre preços estão disponíveis na página de preços do CloudWatch Omni.

    Fonte

    Amazon CloudWatch Omni: AI-first observability for agents and applications (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/amazon-cloudwatch-omni-ai/)

  • GPT-6 Sol e GPT-6 Luna da OpenAI já estão disponíveis no Amazon Bedrock

    Novos modelos da família GPT-6 chegam ao Amazon Bedrock

    A AWS anunciou a disponibilidade geral do GPT-6 Sol e do GPT-6 Luna, dois novos modelos da OpenAI agora acessíveis diretamente pelo Amazon Bedrock. Eles se juntam ao GPT-6 Astra, expandindo a família GPT-6 disponível na plataforma e oferecendo às equipes mais opções para equilibrar inteligência, velocidade e custo de acordo com cada tipo de carga de trabalho.

    O que cada modelo faz

    GPT-6 Sol — para tarefas complexas e desenvolvimento de software

    O GPT-6 Sol é posicionado como o modelo do dia a dia para tarefas recorrentes e complexas, com foco especial em desenvolvimento de software. Em uma avaliação interna de factualidade realizada pela OpenAI, ele comete aproximadamente metade dos erros do GPT-5.6 Sol — um salto relevante de qualidade para quem depende do modelo em fluxos de trabalho críticos.

    Entre as capacidades destacadas pela AWS estão: implementação de funcionalidades, depuração de problemas, revisão e refatoração de código, análise de dados e execução de fluxos de trabalho com múltiplas etapas entre ferramentas. Melhorias em codificação e uso de computador permitem que o modelo conduza tarefas desde a investigação até a validação.

    GPT-6 Luna — para alto volume com eficiência

    Já o GPT-6 Luna é o modelo mais eficiente da família, projetado para tarefas focadas e de alto volume, como sumarização, extração de informações, classificação e roteamento. Ele conta com esforço de raciocínio ajustável, o que permite equilibrar qualidade, velocidade e custo por requisição conforme a necessidade de cada aplicação.

    Contexto de até 1 milhão de tokens

    Ambos os modelos suportam até 1 milhão de tokens de contexto — uma janela bastante generosa que viabiliza o processamento de documentos longos, bases de código extensas e conversas complexas sem perda de contexto.

    Infraestrutura e segurança do Amazon Bedrock

    Os dois modelos rodam sobre o motor de inferência do Amazon Bedrock, que entrega a performance, segurança e escala exigidas por cargas de trabalho em produção. Os controles já estabelecidos da AWS permitem proteger workloads, governar acessos e auditar a atividade de invocação dos modelos — sem abrir mão das práticas de segurança que equipes corporativas já adotam no ambiente AWS.

    Como começar a usar

    O GPT-6 Sol e o GPT-6 Luna já estão disponíveis pelo console do Amazon Bedrock ou de forma programática pelas APIs suportadas. Para informações sobre Regiões AWS disponíveis, endpoints, APIs, funcionalidades, perfis de inferência e preços, a AWS disponibiliza a documentação oficial do Amazon Bedrock. Para um aprofundamento técnico, vale também ler o blog post oficial com mais detalhes sobre os modelos.

    Fonte

    OpenAI GPT-6 Sol and GPT-6 Luna are now generally available on Amazon Bedrock (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/openai-gpt-6-sol-luna-on-amazon-bedrock/)

  • Dimensione endpoints de IA generativa com concurrency sweeps no Amazon SageMaker AI

    O problema do dimensionamento manual de endpoints

    Dimensionar corretamente um endpoint de IA generativa é um dos desafios mais comuns em produção. Sem uma abordagem sistemática, o processo se resume a implantar, testar manualmente com carga, ajustar e repetir — até que os números pareçam aceitáveis. O problema é que essa abordagem leva a dois extremos igualmente ruins: provisionar instâncias demais e desperdiçar orçamento em GPUs ociosas, ou provisionar de menos e ver as requisições se acumularem em fila, a latência disparar e os usuários sofrerem com degradação no serviço.

    Para resolver isso, a AWS integrou os concurrency sweeps ao Amazon SageMaker AI Inference Recommendations. Trata-se de uma abordagem de benchmarking automatizado que envia níveis crescentes e controlados de tráfego simultâneo ao endpoint e analisa seu desempenho — sem nenhuma infraestrutura customizada de testes de carga para construir ou manter.

    Neste artigo, a AWS documenta o processo completo: desde o deploy do modelo NVIDIA Nemotron-3 Nano 30B, passando pela execução dos concurrency sweeps automatizados, até a análise dos resultados para tomar decisões de capacidade baseadas em dados.

    O que é um concurrency sweep?

    Um concurrency sweep envia um número controlado de requisições simultâneas ao endpoint no SageMaker AI e mede duas métricas em cada nível:

    • Throughput (vazão): quantos tokens por segundo o endpoint produz.
    • Latência: quanto tempo cada requisição leva para ser processada.

    Ao aumentar progressivamente a concorrência — por exemplo, de 64 para 256 e depois para 1.024 requisições simultâneas — é possível traçar uma curva que revela o ponto de saturação do endpoint. Esse é o momento em que adicionar mais tráfego simultâneo deixa de melhorar o throughput e começa a degradar a latência.

    Com esses dados em mãos, a equipe obtém três informações fundamentais para o planejamento de produção:

    • O equilíbrio ideal: o nível de concorrência onde o throughput é maximizado com latência ainda aceitável.
    • O ponto de ruptura: onde a latência cruza o limite definido pelo Acordo de Nível de Serviço (SLA — Service Level Agreement).
    • O fator de dimensionamento: quantas instâncias são necessárias para cobrir o pico de tráfego, considerando a capacidade por instância.

    Visão geral da solução

    O fluxo de trabalho do concurrency sweep é composto por quatro etapas:

    • Implantar o modelo em um endpoint do SageMaker AI usando o container nativo vLLM.
    • Configurar o perfil de carga de trabalho (contagem de tokens de entrada e saída, modo de streaming).
    • Executar o concurrency sweep usando a API CreateAIBenchmarkJob.
    • Analisar os resultados para identificar a concorrência ideal e dimensionar a frota.

    A seguir, cada etapa é detalhada. Recomenda-se acompanhar com o notebook de exemplo disponível no repositório.

    Passo a passo completo

    Pré-requisitos

    Antes de começar, é necessário ter:

    • Uma conta AWS com acesso ao Amazon SageMaker AI.
    • Uma função de execução do Gerenciamento de Identidade e Acesso da AWS (IAM — AWS Identity and Access Management) com permissões para o SageMaker AI e o Serviço de Armazenamento Simples da Amazon (Amazon S3 — Amazon Simple Storage Service).
    • Cota de serviço para endpoints ml.g7e.2xlarge.

    Etapa 1: Deploy do modelo com o container nativo vLLM

    O exemplo utiliza o NVIDIA Nemotron-3 Nano 30B, um modelo de Mistura de Especialistas (MoE — Mixture-of-Experts) com apenas 3B de parâmetros ativos, implantado em uma instância ml.g7e.2xlarge. Essa instância é equipada com uma GPU NVIDIA Blackwell, que oferece uma boa relação custo-desempenho para cargas de inferência.

    A implantação utiliza o vLLM Deep Learning Container para o SageMaker AI, configurado por meio de variáveis de ambiente com o prefixo SM_VLLM_*:

    VLLM_IMAGE = (
        f"763104351884.dkr.ecr.{region}.amazonaws.com/"
        f"vllm:0.19.1-gpu-py312-cu129-ubuntu22.04-sagemaker"
    )
    
    environment = {
        "SM_VLLM_MODEL": "nvidia/NVIDIA-Nemotron-3-Nano-30B-A3B-BF16",
        "SM_VLLM_ENFORCE_EAGER": "true",  # required for Mamba-Transformer hybrid
        "SM_VLLM_TENSOR_PARALLEL_SIZE": "1",  # single GPU
        "SM_VLLM_GPU_MEMORY_UTILIZATION": "0.85",
        "SM_VLLM_MAX_MODEL_LEN": "10240",
        "SM_VLLM_ENABLE_PREFIX_CACHING": "true",
        "SM_VLLM_TRUST_REMOTE_CODE": "true",
    }

    Três configurações merecem atenção especial. O flag SM_VLLM_ENFORCE_EAGER é obrigatório porque o Nemotron-3 Nano usa uma arquitetura híbrida Mamba-Transformer que exige o modo de execução eager. A utilização de memória da GPU é definida em 0.85 para deixar margem para o crescimento do cache KV (Key-Value) sob alta concorrência. O prefix caching é ativado para melhorar o desempenho em cenários onde prompts de sistema se repetem entre requisições, aproveitando o reuso de pares chave-valor em cache.

    Etapa 2: Configurar o perfil de carga de trabalho

    Antes de executar qualquer teste de carga, o motor de benchmark precisa saber que tipo de tráfego simular. O perfil de carga de trabalho é definido usando a API CreateAIWorkloadConfig, conforme o notebook de exemplo.

    Os parâmetros utilizados foram:

    • tokenizer: ID do tokenizador do modelo, para contagem precisa de tokens.
    • streaming: True — habilita respostas em streaming (necessário para métricas de Tempo até o Primeiro Token — TTFT — Time To First Token).
    • prompt_input_tokens_mean: 1.024 — tamanho médio do prompt de entrada.
    • output_tokens_mean: 256 — tamanho médio da resposta gerada.

    A escolha de 1.024 tokens de entrada e 256 de saída é representativa de cargas de trabalho de Geração Aumentada por Recuperação (RAG — Retrieval Augmented Generation) ou sumarização. Se a aplicação usar prompts menores e respostas mais longas — como em geração de código — esses valores devem ser ajustados. O streaming é habilitado para capturar métricas de TTFT, importantes para experiências interativas onde a responsividade percebida pelo usuário importa tanto quanto o throughput bruto.

    Etapa 3: Executar o concurrency sweep

    Com o perfil de carga definido, o job de benchmark é criado com a API CreateAIBenchmarkJob. No cenário do notebook de exemplo, os parâmetros são:

    sweep_params = {
        "concurrency": [64, 256, 1024],  # powers of 4
        "request_count": 1024,  # requests per concurrency level
    }

    O motor de benchmark (AIPerf) executa cada nível de concorrência de forma sequencial dentro de um único job, enviando o número total de requisições definido em request_count para cada nível. Executar os níveis de forma sequencial — e não paralela — garante que cada medição reflita uma carga isolada e limpa, produzindo estimativas estatisticamente estáveis com custos controlados. Ao final, os resultados são gravados no caminho do Amazon S3 definido em OutputConfig, em formato JSON compactado, com métricas por nível.

    Etapa 4: Analisar os resultados

    Após a conclusão do job, os resultados são baixados e analisados. Quatro métricas são as mais relevantes:

    • Throughput (tokens de saída por segundo): ele atinge um platô ou continua crescendo?
    • Latência p99 de ponta a ponta: em que ponto cruza o limite do SLA?
    • Dispersão entre latência p50 e p99: um gap crescente sinaliza enfileiramento sob carga.
    • Tempo até o Primeiro Token (TTFT): crítico para experiências de usuário em streaming.

    Ao plotar o throughput contra a latência nos diferentes níveis de concorrência, o ponto de saturação aparece como um “joelho” na curva: o throughput se estabiliza enquanto a latência p99 sobe abruptamente. No cenário de teste documentado pela AWS, esse ponto ocorre em 256 requisições simultâneas.

    Imagem original — fonte: Aws

    Os níveis de concorrência abaixo do joelho representam a zona segura de operação. Acima dele, o endpoint está sobrecarregado e os usuários esperam. Com esse mapa de comportamento em mãos, a maioria das equipes já tem informações suficientes para tomar uma decisão de capacidade com confiança.

    Indo além: busca automática de concorrência baseada em SLA

    O concurrency sweep da Etapa 3 exige que os níveis a testar sejam definidos manualmente. Quando não se sabe o intervalo correto — ou quando se quer automatizar o planejamento de capacidade entre versões de modelos — a AWS oferece uma alternativa: substituir a lista fixa de concorrência por uma search recipe na mesma chamada CreateAIBenchmarkJob.

    A receita max-concurrency-under-sla aceita um ou mais limites de SLA e busca a maior concorrência que satisfaz todos eles. Os parâmetros de SLA disponíveis são:

    • ttft_sla_ms: tempo máximo até o primeiro token em milissegundos (p95, requer streaming).
    • tpot_sla_ms: tempo máximo por token de saída em milissegundos (p95, requer streaming).
    • e2e_sla_ms: latência máxima de ponta a ponta em milissegundos (p99).
    • error_rate_sla: fração máxima de requisições com falha (média).

    Por exemplo, para encontrar a concorrência máxima onde a latência p99 de ponta a ponta permanece abaixo de 50 segundos:

    search_params = {
        "search_recipe": "max-concurrency-under-sla",
        "e2e_sla_ms": 50000,
        "concurrency_min": 16,
        "concurrency_max": 4096,
        "search_max_iterations": 10,
        "search_initial_points": 512,
        "request_count": 1024,
    }

    O motor de busca usa um planejador de otimização que converge na resposta em menos iterações do que uma varredura linear. Ele começa com um intervalo amplo e vai estreitando progressivamente, avaliando apenas os níveis de concorrência necessários para identificar o limite. Isso reduz tanto o número de iterações quanto o custo total da busca. No exemplo documentado, o planejador identifica que a concorrência 320 atende ao SLA com 2.782 tokens por segundo, após constatar que a concorrência 512 viola o limite.

    Combinando múltiplos SLAs

    Um único limite de SLA não é suficiente para a maioria das cargas de trabalho em produção. Em experiências interativas, por exemplo, pode ser necessário controlar tanto a latência de ponta a ponta quanto o tempo até o primeiro token ao mesmo tempo. A receita max-concurrency-under-sla suporta múltiplos SLAs simultâneos:

    search_params = {
        "search_recipe": "max-concurrency-under-sla",
        "e2e_sla_ms": 50000,      # p99 end-to-end < 50s
        "ttft_sla_ms": 1500,      # p95 time-to-first-token < 1.5s
        "concurrency_min": 16,
        "concurrency_max": 4096,
        "search_max_iterations": 10,
        "request_count": 1024,
    }

    Nesse caso, ao combinar SLAs de latência de ponta a ponta e de tempo até o primeiro token, o nível máximo de concorrência suportado cai para 80 — bem abaixo dos 320 encontrados com apenas um SLA. Isso evidencia a importância de testar com múltiplas restrições quando a experiência do usuário é sensível a ambas as dimensões.

    Limpeza dos recursos

    Para evitar cobranças contínuas, é importante excluir os endpoints do SageMaker, as configurações de endpoint e os modelos após os testes. Endpoints são cobrados por hora, independentemente de estarem recebendo tráfego ou não.

    Conclusão

    Os concurrency sweeps substituem o empirismo por dados no processo de planejamento de capacidade para endpoints de IA generativa. Em vez de superprovisionamento como precaução ou descoberta de gargalos em produção, é possível mapear sistematicamente o envelope de desempenho do endpoint e tomar decisões informadas sobre o tamanho da frota antes que qualquer requisição de usuário real chegue ao sistema.

    O notebook completo está disponível no repositório no GitHub. Para começar com seus próprios modelos, a AWS disponibiliza a documentação de Recomendações de Inferência de IA Generativa. Há também um exemplo que faz benchmark do GLM 5.3 Flash no Amazon SageMaker AI usando esse recurso.

    Fonte

    Right-size generative AI endpoints with concurrency sweeps on Amazon SageMaker AI (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/right-size-generative-ai-endpoints-with-concurrency-sweeps-on-amazon-sagemaker-ai/)

  • Avalie agentes com skills usando Strands Evals e Amazon Bedrock AgentCore

    O problema com agentes de propósito geral

    Agentes de IA de propósito geral conseguem lidar com uma grande variedade de tarefas, mas ainda precisam seguir os procedimentos específicos de cada negócio: verificações de conformidade, fluxos de processamento de documentos, políticas de escalonamento, convenções de engenharia. Colocar tudo isso em um único prompt de sistema ou na lógica da aplicação rapidamente se torna difícil de manter e atualizar.

    Skills surgem como uma alternativa modular. Uma skill é um conjunto reutilizável de instruções — geralmente armazenado em um arquivo SKILL.md — que ensina ao agente uma tarefa específica de domínio, como redigir um contrato, conciliar uma fatura ou seguir convenções de pull request de uma equipe. Por seguirem o padrão aberto Agent Skills, as skills são portáveis entre diferentes frameworks, e o agente carrega apenas a skill necessária em tempo de execução, sem precisar carregar todos os procedimentos em suas instruções principais.

    Uma skill empacota um ou mais tools com o contexto que o agente precisa para usá-los corretamente:

    • Instructions: orientações e restrições específicas do domínio injetadas no contexto do agente.
    • Tool bindings: as APIs, servidores Protocolo de Contexto de Modelo (MCP) ou comandos locais dos quais a skill depende.
    • Knowledge: material de referência e exemplos práticos.
    • Workflow: o procedimento em múltiplas etapas ou a lógica de decisão que a skill segue.
    • Guardrails: requisitos de formato, limites de escopo e regras de validação.

    Essa abordagem modular ajuda equipes a especializar agentes com mais rapidez, reutilizar procedimentos comprovados entre agentes e fluxos de trabalho, manter comportamentos consistentes e atualizar orientações específicas de domínio sem precisar fazer fine-tuning no modelo base nem reescrever a lógica central do agente.

    Dois modos de falha que métricas comuns não detectam

    A composição de skills em agentes introduz dois modos de falha que métricas gerais de qualidade de saída costumam deixar passar:

    • O agente invoca uma skill que não é adequada para a tarefa.
    • O agente invoca a skill correta, mas pula ou segue apenas parcialmente suas instruções.

    Ambas as falhas podem produzir uma resposta fluente e plausível, mesmo sem ter utilizado o conhecimento de domínio pré-definido. Uma avaliação que examina apenas a resposta final, portanto, não é suficiente.

    Para tornar essas falhas mensuráveis, o Strands Evals SDK e o Amazon Bedrock AgentCore Evaluations — uma capacidade do Amazon Bedrock AgentCore — adicionam avaliadores focados em skills:

    • Skill Selection Accuracy (Precisão de Seleção de Skill): determina se cada skill invocada foi uma escolha adequada para a tarefa. Retorna um resultado binário por skill invocada.
    • Skill Instruction Following (Seguimento de Instruções da Skill): determina com que completude o agente seguiu as instruções de uma skill invocada. Retorna uma classificação em cinco níveis, fundamentada em evidências, para cada etapa prescrita.
    • Skill Invoked (Skill Invocada): disponível apenas no Strands Evals, é uma verificação determinística de se uma skill nomeada foi carregada com sucesso.

    O que cada avaliador mede na prática

    Quando um agente recebe uma tarefa e um catálogo de skills, ele escolhe uma skill, carrega-a e age. Essa execução é registrada como uma trajetória no Strands Evals ou como um trace Telemetria Aberta (OpenTelemetry) na camada de observabilidade. Esse registro é o insumo para os três avaliadores.

    O Skill Selection Accuracy verifica se cada skill invocada se encaixa na tarefa e se o agente invocou a skill correta. O template de prompt e o rubric desse avaliador estão disponíveis na documentação de templates de prompt.

    O Skill Instruction Following pergunta com que completude o agente seguiu as etapas prescritas pela skill. O template e o rubric desse avaliador também estão disponíveis na documentação de templates de prompt.

    O Skill Invoked é determinístico — não chama nenhum modelo e é exclusivo do Strands Evals.

    Para ilustrar: considere um agente assistente de RH com skills para planejamento de Folga Remunerada (PTO) e para discussão de benefícios de funcionários. Um funcionário pergunta sobre seus benefícios odontológicos e de visão. Se o agente invocar a skill de benefícios, pode produzir uma resposta mais elaborada. Se a chamada de tool teve sucesso mas o agente escolheu o procedimento errado, o Skill Selection Accuracy isola essa decisão de roteamento.

    Agora suponha que o agente invoque corretamente a skill de planejamento de PTO para uma solicitação relacionada. A skill instrui o agente a identificar o employee_id, verificar o saldo de PTO, checar as regras de rollover contra a política de RH mais recente e então submeter a solicitação se as condições permitirem. Se o agente verificar o saldo mas pular as regras de rollover, ainda pode retornar uma resposta plausível enquanto viola o processo prescrito. O Skill Instruction Following isola essa falha de execução e identifica a etapa pulada.

    As falhas exigem correções diferentes. Uma seleção inadequada geralmente aponta para descrições de skills sobrepostas ou ambíguas. O seguimento incompleto de instruções pode exigir etapas mais claras, uma estrutura diferente de skill ou um modelo de agente mais capaz.

    A tabela abaixo resume a disponibilidade e o escopo de cada avaliador:

    • Skill Selection Accuracy: disponível no Strands Evals e no AgentCore Evaluations — resultado binário por skill invocada — responde: “Invocar esta skill foi adequado para a tarefa?”
    • Skill Instruction Following: disponível no Strands Evals e no AgentCore Evaluations — cinco níveis por skill invocada — responde: “Com que completude o agente seguiu as etapas prescritas?”
    • Skill Invoked: disponível apenas no Strands Evals — resultado binário e determinístico — responde: “Esta skill nomeada foi carregada com sucesso?”

    Como os avaliadores baseados em juiz retornam resultados por skill invocada, execuções com múltiplas skills permanecem diagnosticáveis: é possível identificar qual seleção ou resultado de seguimento de instruções reduziu o score agregado. Se nenhuma skill for invocada, os avaliadores baseados em juiz não produzem score — por isso é recomendável combiná-los com o Skill Invoked quando um teste de regressão tem um requisito de roteamento conhecido.

    Pré-requisitos

    • Python 3.10 ou superior.
    • Uma conta AWS com acesso ao Amazon Bedrock e credenciais com permissão InvokeModel para o modelo juiz.

    Para seguir a seção do Strands Evals, instale os SDKs:

    pip install strands-agents-evals strands-agents

    Também é necessário ter uma execução de agente registrada. Os avaliadores de skill aceitam tanto uma Session do Strands Evals quanto uma lista de mensagens brutas como trajetória. No lançamento, a extração de skills reconhece sinais do plugin Strands AgentSkills, Claude Code, Claude Agent SDK, OpenAI Agents SDK, Codex, Gemini CLI, OpenHands, Google ADK e leituras genéricas de arquivos SKILL.md.

    Para seguir a seção do AgentCore Evaluations, é necessário:

    • Um agente hospedado no runtime do Amazon Bedrock AgentCore ou em outro ambiente. O artigo usa o exemplo do agente assistente de RH, que pode ser implantado em sua própria conta.
    • Observabilidade habilitada para o agente, de forma que ele entregue telemetria ao Amazon CloudWatch.
    • Transaction Search habilitado no CloudWatch.

    Os exemplos usam a Interface de Linha de Comando (CLI) do AgentCore:

    npm install -g @aws/agentcore

    Avaliando uma trajetória registrada com o Strands Evals

    O Strands Evals é útil quando se tem controle sobre os casos de teste e é possível reexecutar o agente durante o desenvolvimento ou em integração contínua. Confira o código de exemplo completo criado para o agente assistente de RH.

    1. Defina o caso e os avaliadores

    from strands_evals import Case, Experiment
    from strands_evals.evaluators import (
        SkillInstructionFollowingEvaluator,
        SkillInvoked,
        SkillSelectionAccuracyEvaluator,
    )
    
    case = Case(
        name="q3-revenue-tables",
        input="Summarize the revenue tables in q3-report.pdf",
    )
    
    evaluators = [
        SkillSelectionAccuracyEvaluator(),
        SkillInstructionFollowingEvaluator(),
        SkillInvoked(skill_name="pdf-table-extraction"),
    ]

    2. Execute o agente e capture sua trajetória

    Os avaliadores de skill leem a trajetória da execução. O TracedHandler coleta os spans do agente e os anexa como trajetória:

    from strands import Agent
    from strands_evals import TracedHandler, eval_task
    
    @eval_task(TracedHandler())
    def task_function():
        return Agent(...)  # your skill-equipped agent
    
    experiment = Experiment(cases=[case], evaluators=evaluators)
    report = experiment.run_evaluations(task_function)
    report.run_display()

    3. Interprete o relatório

    Suponha que o agente tenha carregado a skill pdf-table-extraction, executado pdftotext -layout, mas nunca aberto o arquivo extraído nem localizado os limites das tabelas. Um relatório simplificado seria:

    SkillSelectionAccuracyEvaluator: score=1.00, pass=True
      pdf-table-extraction: The skill directly matches the request.
    
    SkillInstructionFollowingEvaluator: score=0.50, pass=False
      pdf-table-extraction: The extraction phase was completed, the table-boundary phase was skipped.
      Steps:
        - Extract text with layout preservation: covered
        - Locate table boundaries: skipped
        - Summarize each table's headline figure: partial
    
    SkillInvoked: score=1.00, pass=True
      skill 'pdf-table-extraction' was invoked

    O Skill Instruction Following usa cinco classificações: Totalmente Seguido (1.0), Majoritariamente Seguido (0.75), Parcialmente Seguido (0.5), Minimamente Seguido (0.25) e Não Seguido (0.0). A aprovação ocorre em Majoritariamente Seguido ou melhor.

    Para transformar as verificações em uma porta de implantação, adicione o SkillInvoked para cada skill crítica que um caso de regressão específico deve invocar. Por não chamar um modelo, é uma asserção de roteamento rápida. Bloqueie o build com report.test_passes: se not all(report.test_passes), lance SystemExit(1). Use scores agregados para acompanhar tendências mais amplas, mas calibre o limiar nos seus próprios casos antes de aplicá-lo.

    Avaliando traces de produção com o AgentCore Evaluations

    O AgentCore Evaluations trabalha diretamente com traces OpenTelemetry existentes, suportando avaliação sob demanda, processamento em lote de sessões armazenadas e amostragem contínua de tráfego ao vivo.

    A telemetria é organizada em sessões, traces e spans. Como os avaliadores de skill operam no nível de chamada de tool, cada resultado inclui um spanContext com o sessionId, traceId e spanId da invocação de skill reconhecida. Uma invocação de skill é reconhecida por meio de uma leitura de sistema de arquivos de SKILL.md — que funciona entre frameworks — ou de um tool nativo de carregamento de skill no Strands Agents, LangGraph Deep Agents, Google ADK ou Claude Agent SDK.

    Templates de trace para avaliadores customizados

    O AgentCore Evaluations inclui dois avaliadores baseados em juiz para skills. Para avaliar algo que os avaliadores embutidos não cobrem, é possível criar um avaliador customizado no nível TOOL_CALL. Templates nesse nível podem referenciar placeholders de skill:

    • {invoked_skill} — nome da skill carregada nesta chamada de tool.
    • {skill_content} — o conteúdo do arquivo SKILL.md carregado.
    • {available_skills} — o catálogo oferecido em tempo de execução, ou “(not recorded by this harness)”.
    • {user_message} — a solicitação que disparou a invocação.
    • {context} — o registro da conversa.

    Por exemplo, um template que verifica uma propriedade específica de uma execução de skill:

    ## Skill instructions
    {skill_content}
    
    ## Conversation record
    {context}
    
    ## Evaluation Question
    Did the agent complete every numbered step in the skill instructions above, in the order given?
    Answer Yes or No.

    Os placeholders referenciados também determinam quando o avaliador é executado. Um template contendo {invoked_skill} roda apenas em spans de invocação de skill; um contendo {skill_content} requer adicionalmente o corpo carregado.

    Avaliação sob demanda

    Use a avaliação sob demanda para investigar uma sessão, validar uma mudança recente ou avaliar tráfego em staging:

    agentcore run eval \
      --runtime <skill-runtime> \
      --evaluator Builtin.SkillSelectionAccuracy Builtin.SkillInstructionFollowing \
      --session-id <session-id>

    Avaliação em lote

    Use a avaliação em lote para pontuar muitas sessões armazenadas de uma vez — por exemplo, para estabelecer uma linha de base antes de uma mudança no catálogo de skills:

    agentcore run batch-evaluation \
      --runtime <skill-runtime> \
      --evaluator Builtin.SkillSelectionAccuracy Builtin.SkillInstructionFollowing

    Avaliação online contínua

    A avaliação online amostra o tráfego ao vivo para detectar comportamentos que um conjunto de testes curado não antecipou:

    agentcore add online-eval \
      --name HRSkillsProductionEval \
      --runtime <skill-runtime> \
      --evaluator Builtin.SkillSelectionAccuracy Builtin.SkillInstructionFollowing \
      --sampling-rate 100 \
      --enable-on-create

    Em seguida, implante para provisionar a configuração de avaliação online:

    agentcore deploy

    A avaliação contínua é particularmente útil para detectar deriva de catálogo (quando uma nova skill se sobrepõe a uma descrição existente), formulações não antecipadas (quando solicitações reais diferem dos prompts de teste curados) e falhas em sessões longas (quando o seguimento de instruções se degrada conforme o contexto cresce).

    Boas práticas

    O ponto central ao avaliar skills de agentes é reconhecer que roteamento e execução são dois modos de falha distintos, e a estratégia de avaliação precisa separá-los claramente. Um score de seleção alto com score de seguimento de instruções baixo indica que o roteador escolheu a skill correta, mas ela não foi completamente executada. O padrão oposto significa que a skill funcionaria bem se apenas tivesse sido invocada. Executar essas duas avaliações juntas — em vez de colapsar tudo em um único pass/fail — é o que permite distinguir essas duas situações.

    Antes de construir qualquer coisa customizada, comece com os avaliadores embutidos para estabelecer uma linha de base. Para requisitos onde o comportamento de roteamento correto já é conhecido, não dependa de um modelo juiz — adicione uma asserção determinística com SkillInvoked para cada skill que deve ser disparada.

    Após executar as avaliações, resista ao impulso de olhar apenas para o score agregado. As evidências por etapa são onde o diagnóstico real acontece: elas indicam se uma instrução foi totalmente coberta, parcialmente completada ou pulada, e esse nível de detalhe é o que transforma uma avaliação com falha em uma correção acionável.

    Avalie em todas as etapas do ciclo de vida, em vez de esperar pela saída final. Uma falha no final não informa se o roteador enviou a solicitação para o lugar errado ou se a skill correta foi executada de forma inadequada — ambos os sinais são necessários para saber o que corrigir.

    Escreva descrições de skills genuinamente discriminativas para reduzir ambiguidade. Evite skills que lidem com seis funções não relacionadas — uma skill com escopo muito amplo não tem uma única definição de comportamento correto, o que torna a avaliação consistente quase impossível. Deixe claro que apenas o caminho efetivamente percorrido em uma execução deve ser avaliado; caso contrário, ramificações não tomadas são contadas incorretamente como etapas puladas e corrompem silenciosamente as taxas de aprovação.

    Antes de confiar em qualquer score, valide que o pipeline de extração está funcionando corretamente contra traces reais. Ao escalar isso entre tools, os limiares podem não se transferir de forma limpa — cada superfície de avaliação precisa ser calibrada em seus próprios termos, pois um score de aprovação no Strands Evals e um no AgentCore Evaluations não garantem significar a mesma coisa.

    Por fim, nada disso deve existir fora do pipeline de implantação. Regressões na qualidade de skills precisam bloquear um release da mesma forma que um teste unitário com falha faria.

    Conclusão

    Skills tornam agentes mais baratos de especializar, mas uma resposta final plausível não prova que o agente selecionou o procedimento correto ou o seguiu adequadamente. O Skill Selection Accuracy e o Skill Instruction Following separam esses modos de falha e retornam evidências para cada skill invocada. No Strands Evals, o SkillInvoked adiciona uma guarda determinística para requisitos de roteamento conhecidos. No AgentCore Evaluations, as duas métricas baseadas em juiz podem rodar sob demanda para uma sessão específica, em lote sobre sessões armazenadas ou continuamente sobre tráfego amostrado.

    Use o Strands Evals quando houver casos de teste e trajetórias registradas que possam ser reexecutadas. Use o AgentCore Evaluations quando quiser avaliar traces OpenTelemetry de agentes em staging ou em produção. Muitas equipes usarão ambos: portas determinísticas e baseadas em juiz antes da implantação, seguidas de monitoramento baseado em traces em produção.

    Para começar

    Fonte

    Evaluate skill-equipped agents with Strands Evals and Amazon Bedrock AgentCore (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/evaluate-skill-equipped-agents-with-strands-evals-and-amazon-bedrock-agentcore/)

  • Claude Opus 5.5 já está disponível na AWS

    O que é o Claude Opus 5.5

    A AWS anunciou a disponibilidade do Claude Opus 5.5 no Amazon Bedrock e no Claude Platform on AWS. Trata-se do primeiro modelo da família Claude 5.5 a ser lançado, e também o modelo Opus mais capaz da Anthropic até o momento — projetado especificamente para tarefas agênticas de codificação, trabalho com conhecimento intensivo e execuções de longa duração.

    O que diferencia o Opus 5.5 das versões anteriores

    De acordo com a Anthropic, o Claude Opus 5.5 entrega mais resultados consumindo menos tokens do que o Claude Opus 5. Essa eficiência se traduz diretamente em economia: os preços por token já foram reduzidos, e as leituras de cache ficaram ainda mais baratas. O resultado prático é um custo médio por tarefa inferior ao do Opus 5, o que permite que equipes executem workloads agênticos mais ambiciosos em escala.

    Outro ponto de destaque é a comunicação mais clara durante a execução das tarefas. O modelo passou a informar ativamente o que fez, o que encontrou e o que ainda precisa — tornando tarefas longas muito mais fáceis de acompanhar e auditar.

    O raciocínio adaptativo também está sempre ativo no Opus 5.5: o modelo decide sozinho quanto esforço de raciocínio cada tarefa exige. Em vez de configurar manualmente orçamentos de “thinking”, o desenvolvedor pode simplesmente usar o parâmetro de esforço como controle.

    Por fim, o Opus 5.5 é o primeiro modelo Opus a incluir classificadores de segurança similares aos do Claude Fable 5.1 nas áreas de biologia, segurança cibernética e desenvolvimento de Inteligência Artificial (IA). Na prática, isso significa que o modelo recusará mais requisições potencialmente problemáticas em comparação com versões anteriores do Opus.

    Casos de uso recomendados

    As capacidades do Claude Opus 5.5 se encaixam bem em setores onde consistência e profundidade são essenciais.

    No desenvolvimento de software, o Opus 5.5 representa uma evolução em relação ao Opus 5 para sessões mais longas: a comunicação mais clara e a explicabilidade do raciocínio facilitam o uso, a revisão e a confiança no que o modelo produz.

    Para trabalho com conhecimento — como produção e análise de documentos longos e relatórios —, o modelo exige menos correções manuais do que o Opus 5, tornando o fluxo de trabalho mais fluido.

    Como começar com o Claude Opus 5.5 no Amazon Bedrock

    Para testar o modelo diretamente pelo console, basta acessar o console do Amazon Bedrock, navegar até Test > Playground e selecionar o Claude Opus 5.5 como modelo. A partir daí, é possível rodar prompts diretamente.

    Para uso programático, a AWS disponibiliza três formas de integração:

    Pré-requisitos

    • Conta AWS ativa com acesso ao Amazon Bedrock
    • AWS CLI instalada e configurada
    • Python 3.10 ou superior
    • Boto3 instalado: pip install boto3
    • SDK da Anthropic instalado: pip install anthropic
    • Amazon Bedrock Token Generator instalado: pip install aws_bedrock_token_generator
    • Permissões de Gerenciamento de Identidade e Acesso da AWS (IAM): bedrock:InvokeModel e bedrock:InvokeModelWithResponseStream

    Exemplo com AWS SDK para Python (Boto3)

    import boto3
    import json
    
    # Create a Bedrock Runtime client
    bedrock_runtime = boto3.client(
        service_name="bedrock-runtime",
        region_name="us-east-1"
    )
    
    # Invoke Claude Opus 5.5
    response = bedrock_runtime.invoke_model(
        modelId="global.anthropic.claude-opus-5-5",
        contentType="application/json",
        accept="application/json",
        body=json.dumps({
            "anthropic_version": "bedrock-2023-05-31",
            "max_tokens": 4096,
            "messages": [
                {
                    "role": "user",
                    "content": "An S3 bucket serves 40 TB/month egress. Estimate the monthly egress cost at $0.09/GB, and state one architecture change to cut it. Show the calculation, keep it under 120 words."
                }
            ]
        })
    )
    
    result = json.loads(response["body"].read())
    
    # Opus 5.5 is a reasoning model: the response may include a thinking block
    # before the text block, so select the text block rather than a fixed index.
    print(next(b["text"] for b in result["content"] if b["type"] == "text"))

    Exemplo com a API Converse do Amazon Bedrock

    import boto3
    
    # Create a Bedrock Runtime client
    bedrock_runtime = boto3.client(
        service_name="bedrock-runtime",
        region_name="us-east-1"
    )
    
    # Invoke Claude Opus 5.5
    response = bedrock_runtime.converse(
        modelId="global.anthropic.claude-opus-5-5",
        messages=[
            {
                "role": "user",
                "content": [
                    {
                        "text": "Can you explain the features of Amazon Bedrock?"
                    }
                ]
            }
        ],
        inferenceConfig={
            "maxTokens": 4096
        }
    )
    
    if 'output' in response:
        blocks = response['output']['message']['content']
        print('\n'.join(b.get('text', '') for b in blocks if 'text' in b))

    Exemplo com o SDK da Anthropic via Amazon Bedrock

    from anthropic import Anthropic
    from aws_bedrock_token_generator import provide_token
    
    token = provide_token(region="us-east-1")
    client = Anthropic(
        base_url="https://bedrock-runtime.us-east-1.amazonaws.com/anthropic",
        api_key=token,
    )
    
    # Invoke Claude Opus 5.5
    response = client.messages.create(
        model="global.anthropic.claude-opus-5-5",
        max_tokens=1024,
        messages=[{"role": "user", "content": "Can you explain the features of Amazon Bedrock?"}],
    )
    print(response)

    Para mais exemplos práticos, é possível explorar o notebook de introdução disponível no GitHub. O monitoramento de uso, desempenho e custos pode ser feito pelo Amazon CloudWatch e pelo AWS Cost Explorer, facilitando o escalonamento das aplicações conforme a demanda cresce.

    Disponibilidade e regiões

    O Claude Opus 5.5 já está disponível no Amazon Bedrock pelos perfis de inferência US Geo CRIS (us.), EU Geo CRIS (eu.), AU Geo CRIS (au.), JP Geo CRIS (jp.) e Global CRIS (global.) no bedrock-runtime. O modelo também roda nas regiões US East (N. Virginia) — us-east-1 — e AP SouthEast (Melbourne) — ap-southeast-4 — via bedrock-mantle.

    A lista completa de regiões suportadas está na documentação do Amazon Bedrock. Informações de preço estão disponíveis na página de preços do Amazon Bedrock. O modelo também está disponível pelo Claude Platform on AWS na América do Norte.

    Para experimentar, acesse o console do Amazon Bedrock, o Claude Platform on AWS ou explore os notebooks de introdução no GitHub.

    Fonte

    Claude Opus 5.5 is now available on AWS (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/claude-opus-5-5-is-now-available-on-aws/)

  • Claude Opus 5.5 já está disponível na AWS

    Claude Opus 5.5 chega à AWS como o modelo mais capaz da família Opus

    A AWS anunciou a disponibilidade do Claude Opus 5.5, o modelo mais avançado da família Opus da Anthropic e o primeiro representante da linha Claude 5.5. Segundo a Anthropic, o modelo foi projetado para ser um colaborador mais eficiente em tarefas longas de programação e trabalho com conhecimento, reportando com clareza o que foi feito, o que foi encontrado e o que ainda precisa ser resolvido.

    Mais eficiente e mais barato que o Opus 5

    Uma das principais novidades em relação ao Claude Opus 5 é a eficiência: o Opus 5.5 conclui as mesmas tarefas usando menos tokens, a um custo por token menor, com leituras de cache mais baratas que se somam ao ganho de eficiência geral. Para equipes que já usavam o Opus 5 em fluxos de trabalho críticos, isso representa uma redução direta de custos sem abrir mão de capacidade.

    O modelo também se destaca por pensar de forma adaptativa em cada requisição — ou seja, ele decide internamente quanto esforço cada tarefa exige, sem necessidade de configuração manual por parte do desenvolvedor.

    Para que tipo de trabalho o Opus 5.5 foi pensado?

    O Claude Opus 5.5 é posicionado como o modelo ideal para equipes corporativas que dependem do Opus para tarefas exigentes. Ele lida bem com:

    • Tarefas longas de programação e desenvolvimento de software
    • Trabalho intensivo com conhecimento e análise de informações
    • Comunicação clara sobre o progresso das tarefas, como um bom colega de equipe faria

    Duas formas de acessar o Claude Opus 5.5 na AWS

    A AWS oferece dois caminhos para usar o Claude Opus 5.5, cada um com características próprias:

    Amazon Bedrock

    O acesso via Amazon Bedrock traz as capacidades avançadas do Opus 5.5 com suporte a Retenção Zero de Dados (ZDR) habilitado por padrão. Os dados permanecem dentro da infraestrutura da AWS, com residência regional dos dados. Além disso, o acesso é unificado com recursos gerenciados pela AWS, como Guardrails e Knowledge Bases. Para saber mais, consulte a documentação do Amazon Bedrock e a disponibilidade por região.

    Claude Platform na AWS

    A Claude Platform na AWS oferece acesso direto à experiência nativa da plataforma da Anthropic, acessível pelo Console da AWS. Com ela, é possível criar, testar e implantar aplicações usando as mesmas APIs, funcionalidades e experiência de console que você teria ao trabalhar diretamente com a Anthropic — mas com a conveniência da cobrança e autenticação unificadas da AWS. Para começar, acesse a documentação da Claude Platform na AWS.

    Fonte

    Claude Opus 5.5 is now available on AWS (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/claude-opus-5-5-aws/)