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  • Como fazer deploy de modelos Hugging Face no Amazon SageMaker AI com agentes de código

    O desafio de colocar um modelo em produção no SageMaker

    Fazer o deploy de um modelo Hugging Face em produção envolve uma série de decisões técnicas encadeadas: escolher o container de serving adequado para a arquitetura do modelo, confirmar a tag de imagem correta para a região AWS, ajustar o tipo de instância ao consumo de memória do modelo, configurar autoescalonamento para não desperdiçar horas de GPU ociosa e criar alarmes no Amazon CloudWatch que detectem falhas silenciosas antes que os usuários as percebam.

    O Amazon SageMaker AI já reduz bastante esse esforço — o que levaria dias pode ser feito em horas. Mas existe uma armadilha: agentes de código como o Kiro e o Claude Code, usados sem orientação adequada, tomam decisões baseadas em conhecimento desatualizado e produzem endpoints frágeis, caros ou silenciosamente incorretos.

    O que acontece quando o agente age sem orientação

    Para ilustrar o problema, a AWS testou o comportamento de agentes não guiados com dois cenários reais.

    No primeiro, foi solicitado o deploy do modelo Qwen/Qwen3-0.6B em um endpoint de inferência em tempo real. Tanto o Kiro quanto o Claude Code escolheram o Text Generation Inference (TGI) como container de serving — uma escolha compreensível, já que o TGI foi o padrão por anos e os dados de treinamento desses modelos estão cheios de tutoriais que o utilizam. O problema: a versão do TGI disponível na região não suportava a arquitetura do Qwen3. O endpoint falhou no health check. O agente tentou atualizar a versão do TGI, falhou de novo, e então migrou para o vLLM — acumulando cobranças de GPU a cada tentativa frustrada.

    No segundo cenário, foi solicitado o deploy de um modelo multimodal de difusão lançado apenas semanas antes do teste. O agente confirmou que o modelo existia e gerou um script baseado em TGI — um servidor de geração de texto sem suporte a modelos de difusão de imagem. Nenhum erro explícito apareceu de imediato; o problema só seria descoberto quando o endpoint simplesmente não subisse.

    A causa raiz dos dois casos é a mesma: falta de conhecimento atualizado sobre deploy, não falha de raciocínio. O agente planeja e depura bem — o que falta são fatos específicos e atuais: modelos Qwen recentes precisam de vLLM; Python 3.13 ainda não tem wheels funcionais para boa parte do ecossistema de Machine Learning (ML); as imagens de container devem ser resolvidas a partir do catálogo oficial de AWS Deep Learning Containers (DLC). Esse conhecimento muda mais rápido do que os pesos dos modelos são atualizados.

    A solução: agent skills especializadas

    A resposta proposta é transformar esse conhecimento em arquivos de skill editáveis, em vez de depender do modelo de linguagem absorvê-lo em seus pesos. Uma agent skill é um pacote de padrão aberto composto por uma pasta com um arquivo SKILL.md obrigatório, contendo metadados e instruções que ensinam o agente a executar uma tarefa específica. As skills são carregadas por divulgação progressiva: o agente lê uma skill sob demanda quando a tarefa atual corresponde à sua descrição.

    Seis skills do repositório Hugging Face Skills no GitHub cobrem o fluxo completo de deploy. A skill planejadora orquestra as outras cinco:

    • hf-cloud-sagemaker-deployment-planner — orquestra o fluxo e solicita apenas o que é necessário
    • hf-cloud-aws-context-discovery — descobre o contexto AWS local (perfil, região, conta, identidade)
    • hf-cloud-python-env-setup — configura um ambiente Python isolado com versão suportada e boto3 atualizado
    • hf-cloud-sagemaker-iam-preflight — verifica e, se necessário, cria uma execution role válida
    • hf-cloud-serving-image-selection — seleciona a família de container correta e resolve o URI da imagem no catálogo DLC
    • hf-cloud-sagemaker-production-defaults — faz o deploy com autoescalonamento, alarmes e tags de produção

    As skills são open source, usam apenas Python e a Interface de Linha de Comando da AWS (AWS CLI), e funcionam sem alterações no macOS, Linux e Windows.

    Serviços AWS envolvidos no fluxo

    As skills acionam cinco serviços da AWS. O Amazon SageMaker AI hospeda o endpoint. O Gerenciamento de Identidade e Acesso da AWS (IAM) fornece a execution role. O Amazon Elastic Container Registry (Amazon ECR) e os AWS Deep Learning Containers fornecem a imagem de serving. O Amazon CloudWatch alimenta os alarmes. Todos os scripts auxiliares das skills chamam esses serviços via Boto3 e AWS CLI, mantendo controle total sobre o que é criado.

    Pré-requisitos para seguir o guia

    • Conta AWS com permissões para usar o Amazon SageMaker AI, incluindo uma execution role existente (as skills podem encontrar uma automaticamente ou criar uma, se as credenciais permitirem)
    • AWS CLI v2 configurada com credenciais para essa conta
    • Python 3.10, 3.11 ou 3.12 — Python 3.13 ou superior não é suportado, pois grande parte do ecossistema de ML ainda não publica wheels para essas versões
    • Um agente de código com suporte a skills — o guia usa o Kiro IDE
    • Git, para clonar o repositório de skills

    O exemplo do post faz o deploy do modelo Qwen/Qwen3-0.6B em uma instância ml.g5.xlarge de inferência em tempo real na região US East (N. Virginia) (us-east-1). É importante confirmar a cota disponível para esse tipo de instância antes de começar — e lembrar que um endpoint em tempo real cobra continuamente enquanto existir, mesmo sem receber tráfego.

    Instalando as skills no Kiro

    O Kiro suporta dois escopos de skills: workspace (projeto específico, em .kiro/skills/) e global (disponível em todos os workspaces, em ~/.kiro/skills/). Para instalar as seis skills do repositório Hugging Face Skills no workspace atual, basta enviar o seguinte prompt em uma sessão de chat do agente padrão do Kiro:

    Install six agent skills from the huggingface/skills repo, pinned to commit f3186efbbc322121eb5d0f31e8a1d669ee961159, into this workspace.
    Source: https://github.com/huggingface/skills.git
    Commit: f3186efbbc322121eb5d0f31e8a1d669ee961159
    Skills live under the repo's skills/ directory:
    - hf-cloud-sagemaker-deployment-planner
    - hf-cloud-aws-context-discovery
    - hf-cloud-python-env-setup
    - hf-cloud-sagemaker-iam-preflight
    - hf-cloud-serving-image-selection
    - hf-cloud-sagemaker-production-defaults
    Imagem original — fonte: AWS

    Para confirmar que os seis diretórios de skill estão presentes, basta digitar / na sessão de chat do Kiro para ver as skills disponíveis como slash commands.

    Fazendo o deploy com o agente guiado pelas skills

    Com as skills instaladas, basta descrever o modelo ao agente em linguagem natural. Não é necessário especificar qual família de container usar, como localizar a execution role ou quais padrões de produção aplicar — essas decisões vivem nas skills. O prompt usado no exemplo foi:

    I need to deploy a model on AWS SageMaker, and I don't want to deal with all the console selecting and boto3 myself. The model is Qwen3 0.6B, pinned to commit `c1899de289a04d12100db370d81485cdf75e47ca`, called from an internal app. Figure out the best way to deploy it and walk me through it. Write the plan to a file first, and keep a log of every action you take.

    O fluxo de deploy segue seis fases:

    • Revisão do plano: o agente grava um plano de deploy em arquivo e aguarda aprovação antes de criar qualquer recurso que gere cobrança.
    • Descoberta de contexto AWS e seleção de container: o agente descobre perfil, região e conta. A skill hf-cloud-serving-image-selection seleciona o vLLM para o Qwen3 e resolve o URI da imagem no catálogo DLC.
    • Aprovação do deploy: a skill hf-cloud-sagemaker-production-defaults cria o modelo, a configuração do endpoint e o endpoint como uma unidade, e então aplica autoescalonamento e alarmes no CloudWatch.
    • Verificação: o agente reporta o resultado do smoke test após o endpoint atingir o status InService.

    O log de deploy registrou, entre outras informações, a resolução da imagem de serving:

    ## Step 5: Serving Image Selection
    | Value                    | Resolved to                                                                                                              |
    | Image URI                | `763104351884.dkr.ecr.us-east-1.amazonaws.com/huggingface-vllm:0.28.0-transformers5.15.0-gpu-py312-cu130-ubuntu24.04` |
    | InferenceAmiVersion      | `al2-ami-sagemaker-inference-gpu-3-1`                                                                                    |
    | `SM_VLLM_MODEL`          | `Qwen/Qwen3-0.6B`                                                                                                        |
    | `SM_VLLM_HOST`           | `0.0.0.0` (else vLLM binds localhost, ping fails, container dies)                                                        |
    | `SM_VLLM_TRUST_REMOTE_CODE` | `false`                                                                                                               |
    | `SM_VLLM_MAX_MODEL_LEN`  | `8192`                                                                                                                   |

    Resolução da execution role

    Um ponto de atenção comum em ambientes corporativos: chamadas a iam:CreateRole frequentemente falham em contas que usam AWS IAM Identity Center sem permissão de escrita no IAM. A skill hf-cloud-sagemaker-iam-preflight resolve isso invertendo a ordem de operação — ela busca primeiro, e só cria como último recurso. O script check_role.py procura roles existentes com padrões como AmazonSageMaker-ExecutionRole-* e *SageMaker*Execution*, ranqueia pelo último uso e valida a trust policy. A role só é criada quando nenhuma existe e o caller tem permissão iam:CreateRole. A role criada recebe AmazonSageMakerFullAccess — a recomendação é ajustá-la para conceder apenas as permissões necessárias, seguindo o princípio do menor privilégio.

    Padrões de produção aplicados automaticamente

    A skill hf-cloud-sagemaker-production-defaults transforma o endpoint de uma demo em um deploy de produção. Para cada endpoint, ela aplica automaticamente: configuração de autoescalonamento com rastreamento de alvo (mínimo 1, máximo 4 instâncias) e três alarmes no CloudWatch monitorando erros 5XX de invocação, latência P99 do modelo e latência P99 de overhead.

    Decisões autônomas do agente

    As skills definem o fluxo, mas o agente ainda toma decisões dentro dele. Em um caso, quando a consulta ao Amazon ECR para obter a tag de imagem mais recente foi negada por falta de permissão ecr-public:DescribeImages, o agente utilizou a tag conhecida como estável que a skill carrega como fallback e registrou o motivo no log. Em outro caso, após o smoke test retornar HTTP 200, o agente identificou que a resposta do modelo estava sendo truncada em max_tokens dentro do bloco de raciocínio do Qwen3, e sinalizou isso no log como um problema de configuração a ser corrigido pela aplicação chamadora.

    Limpeza dos recursos

    Um endpoint em tempo real cobra pela instância o tempo todo em que existe. Para evitar cobranças contínuas, a skill sagemaker-production-defaults inclui um script teardown.py que remove os recursos do deploy e confirma a exclusão. O processo envolve solicitar ao agente que execute o teardown (ou rodar o teardown.py diretamente com o nome do endpoint e a região), confirmar que o script reporta endpoint, configuração de endpoint e modelo como deletados, e verificar que a política de autoescalonamento e os alarmes do CloudWatch também foram removidos.

    Conclusão

    As seis skills reutilizáveis transformam um agente de código sem orientação em um que faz deploy de modelos Hugging Face no SageMaker AI com recursos prontos para produção: container correto, autoescalonamento, alarmes no CloudWatch e teardown verificado. Sem essas skills, os agentes recorrem a containers desatualizados, ignoram salvaguardas de produção e deixam documentação enganosa.

    Para começar, basta instalar as skills a partir do repositório Hugging Face Skills no GitHub e fazer o deploy do primeiro modelo. As skills são open source e contribuições são bem-vindas.

    Saiba mais

    Fonte

    Deploy Hugging Face models on Amazon SageMaker AI with coding agents (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/deploy-hugging-face-models-on-amazon-sagemaker-ai-with-coding-agents/)

  • Kimi K3 chega ao Amazon Bedrock: modelo open-weight com 2,8 trilhões de parâmetros

    Modelos open-weight ganham mais um nome pesado no Bedrock

    Os modelos open-weight estão mudando a economia de construção e implantação de Inteligência Artificial (IA) em escala. Com ganhos rápidos em inteligência e eficiência, as empresas conseguem alinhar cada workload ao equilíbrio certo entre capacidade, velocidade e custo. Nesse contexto, a AWS anunciou a disponibilidade do Kimi K3, da Moonshot AI, no Amazon Bedrock — uma nova opção poderosa para tarefas de programação e trabalho intensivo com conhecimento.

    O que é o Kimi K3

    Segundo a Moonshot AI, o Kimi K3 é o modelo mais capaz da empresa e o primeiro modelo open-weight a atingir 2,8 trilhões de parâmetros. Ele combina capacidades nativas de visão com uma janela de contexto de 1 milhão de tokens e entrega uma melhoria de aproximadamente 2,5x em eficiência de escalonamento em relação ao Kimi K2.

    Esses avanços tornam o Kimi K3 especialmente adequado para workflows de programação e processamento de conhecimento de longa duração, que exigem contexto sustentado ao longo de grandes repositórios, documentos e imagens.

    Outro destaque é que o Kimi K3 é o primeiro modelo open-weight no Amazon Bedrock a suportar cache de prompt explícito — recurso que ajuda a reduzir latência e custos de tokens de entrada ao reutilizar contexto entre chamadas ao modelo.

    O crescimento dos modelos open-weight no Bedrock

    O lançamento do Kimi K3 reflete o investimento contínuo da AWS em modelos open-weight dentro do Amazon Bedrock. Desde 2025, o Bedrock adicionou dezenas de modelos open-weight de provedores como DeepSeek, Google, MiniMax, Mistral AI, Moonshot AI, NVIDIA, OpenAI e Qwen.

    Paralelamente, a plataforma avançou em capacidades de inferência que beneficiam todos esses modelos. Em 2026, o Bedrock passou a suportar chamada de ferramentas (tool calling), saída estruturada, raciocínio (reasoning), streaming de respostas e as APIs Responses e Chat Completions. Por serem capacidades da plataforma — e não integrações por modelo — novos modelos open-weight se beneficiam automaticamente delas ao se tornarem disponíveis no Bedrock.

    Segurança e privacidade dos dados

    Assim como todos os modelos open-weight no Amazon Bedrock, o Kimi K3 pode ser adotado sem alterar a postura de segurança da organização. Os dados são processados dentro do limite de dados da AWS, não são compartilhados com o provedor do modelo e não são usados para treinar o modelo subjacente.

    A retenção zero de dados (zero data retention) está sempre habilitada para requisições de inferência, enquanto o acesso zero de operadores (zero operator access) impede que até mesmo os operadores da AWS acessem prompts e respostas durante a inferência. Juntas, essas proteções permitem o uso de modelos open-weight com confiança e controle sobre os dados.

    Como começar a usar o Kimi K3

    Para testar o Kimi K3, basta abrir o console do Amazon Bedrock, acessar Test > Playground e selecionar o Kimi K3 como modelo. A partir daí, já é possível testar o primeiro prompt.

    Por programação, o modelo pode ser chamado pelo endpoint bedrock-runtime, que suporta as APIs compatíveis com OpenAI: Responses e Chat Completions, além das APIs Invoke e Converse API do Amazon Bedrock.

    O Kimi K3 pode ser invocado por meio de um perfil de inferência entre regiões (cross-Region inference profile). Para workloads sem restrições regionais, a AWS recomenda o uso do perfil global global.moonshotai.kimi-k3, que roteia cada requisição para qualquer região comercial da AWS suportada no mundo. A inferência cross-Region global custa aproximadamente 10% menos do que um perfil geográfico. O perfil geográfico dos EUA, us.moonshotai.kimi-k3, mantém o processamento dentro da geografia dos EUA para requisitos de residência de dados.

    Pré-requisitos

    • Uma conta AWS ativa com acesso ao Amazon Bedrock.
    • Python 3.10 ou superior.
    • Permissões do AWS Identity and Access Management (IAM) para chamar o modelo: bedrock:InvokeModel, bedrock:InvokeModelWithResponseStream e bedrock:CreateInference.

    Abaixo, um exemplo rápido que usa o OpenAI SDK e a biblioteca aws-bedrock-token-generator para Python, a fim de gerar tokens bearer de curta duração para autenticação no Amazon Bedrock:

    from aws_bedrock_token_generator import provide_token
    from openai import OpenAI
    
    region = "us-west-2"
    
    oai_client = OpenAI(
        api_key=provide_token(region=region),
        base_url=f"https://bedrock-runtime.{region}.amazonaws.com/openai/v1",
    )
    
    resp = oai_client.responses.create(
        input="What is Byte-Pair Encoding, in AI?",
        model="global.moonshotai.kimi-k3",
    )
    
    print(resp.output_text)

    Otimizando inferência com cache de prompt explícito

    Workflows de programação e processamento de conhecimento de longa duração frequentemente reenviam contexto estável — como instruções de repositório, definições de ferramentas ou documentos de referência. Com o cache de prompt explícito, é possível identificar prefixos de prompt reutilizáveis para que requisições posteriores possam usar o conteúdo em cache. Quando uma requisição corresponde a um prefixo em cache, o Amazon Bedrock pode reduzir a latência de resposta e os custos de tokens de entrada.

    Sobre o funcionamento do cache para o Kimi K3 no Amazon Bedrock:

    • É possível marcar o fim exato de um prefixo de prompt reutilizável (após pelo menos 1.024 tokens) adicionando um prompt_cache_breakpoint a um conteúdo de entrada suportado.
    • No modo explícito, os tokens gravados em cache são cobrados a uma taxa mais alta, mas são mantidos em cache por pelo menos 30 minutos.
    • Para requisições subsequentes que acertam o cache, os tokens de entrada são cobrados a uma taxa com desconto e não contam para as cotas de tokens de entrada por minuto.

    Com a API Python do OpenAI, o cache explícito pode ser configurado conforme o exemplo a seguir:

    resp = oai_client.responses.create(
        model="global.moonshotai.kimi-k3",
        # Enable explicit caching mode:
        extra_body={"prompt_cache_options": {"mode": "explicit"}},
        input=[
            {
                "type": "message",
                "role": "system",
                "content": [
                    {
                        "type": "input_text",
                        "text": SYSTEM_PROMPT,
                        # A long, static system prompt is a great target for caching:
                        "prompt_cache_breakpoint": {"mode": "explicit"},
                    },
                ]
            },
            {
                "type": "message",
                "role": "user",
                "content": [
                    {
                        "type": "input_text",
                        "text": USER_INPUT,
                        # Multiple breakpoints can also be defined, for layered cache:
                        "prompt_cache_breakpoint": {"mode": "explicit"},
                    },
                ],
            },
        ],
    )
    
    if resp.usage.input_tokens_details.cached_tokens:
        print("Hit cache!")

    Mais exemplos estão disponíveis no repositório de exemplos da Moonshot AI na AWS.

    O Kimi K3 na prática

    Além do uso direto via APIs, o Kimi K3 pode ser utilizado por meio de uma ampla variedade de assistentes de programação, agentes pessoais e frameworks agênticos que suportam o Amazon Bedrock especificamente, ou provedores de modelos compatíveis com OpenAI em geral.

    Assistentes de programação

    Entre os agentes de programação populares disponíveis hoje, o OpenCode é um bom exemplo. Ele é open source, agnóstico de modelo e possui um provider nativo para o amazon-bedrock, que utiliza a Converse API.

    Para começar, é possível configurar o provider amazon-bedrock nos arquivos de configuração opencode.json de nível de usuário ou de projeto, conforme mostrado na documentação do OpenCode. Com o provider configurado, o OpenCode detecta automaticamente os modelos disponíveis no Amazon Bedrock, que podem ser selecionados pelo comando /models. Um exemplo mínimo de arquivo ~/.config/opencode.json:

    {
      "$schema": "https://opencode.ai/config.json",
      "model": "amazon-bedrock/global.moonshotai.kimi-k3",
      "provider": {
        "amazon-bedrock": {
          "options": {
            "region": "us-west-2",
            "profile": "PLACEHOLDER-YOUR-AWS-PROFILE-NAME"
          }
        }
      }
    }

    Com o provider do Amazon Bedrock configurado, basta usar o comando /models para selecionar global.moonshotai.kimi-k3 e começar a construir. O Kimi K3 é capaz de desenvolver funcionalidades substanciais e trabalhar em tarefas de longo horizonte.

    Agentes de produtividade

    Além da programação, o Hermes Agent é um exemplo de assistente open source para produtividade geral. Ele pode ser usado por aplicativo desktop, aplicativos de mensagens populares ou terminal, e suporta casos de uso como pesquisa aprofundada e automação de tarefas — áreas em que o Kimi K3 também se destaca.

    Conforme detalhado na documentação, o Hermes oferece suporte nativo a modelos no Amazon Bedrock. Para começar:

    • Execute hermes model no terminal.
    • Role a lista de providers até “AWS Bedrock” (o Hermes rotula incorretamente “Amazon Bedrock” como “AWS Bedrock”).
    • Se solicitado, selecione a região AWS de origem para onde o Hermes deve enviar as requisições.
    • Selecione a cadeia de credenciais padrão (recomendado) para usar as credenciais da Interface de Linha de Comando (CLI) da AWS já configuradas no ambiente, ou gere uma chave de API do Amazon Bedrock.
    • Selecione o Kimi K3 na lista de modelos detectados automaticamente, ou, se não estiver disponível, insira global.moonshotai.kimi-k3 como nome de modelo personalizado.

    Se você usa perfis nomeados para gerenciar múltiplas credenciais AWS no ambiente, no momento da publicação do artigo original é necessário definir a variável de ambiente AWS_PROFILE ou usar o perfil padrão para o Hermes. Alternativamente, é possível mudar para uma chave de API. Acompanhe a issue aberta para atualizações sobre o suporte à definição do perfil AWS via arquivo de configuração do Hermes.

    Com o provider do Amazon Bedrock configurado e o modelo selecionado, já é possível usar o Kimi K3 para workflows agênticos no Hermes — como, por exemplo, solicitar ao agente que monte um plano de estudos personalizado.

    Disponibilidade e preços

    O Kimi K3 está disponível hoje no Amazon Bedrock por meio dos perfis de inferência cross-Region US Geo (us.) e Global (global.). Consulte a documentação do Bedrock para a lista completa de regiões suportadas. Para informações de preço, acesse a página de preços do Amazon Bedrock.

    Para experimentar, acesse o console do Amazon Bedrock ou explore o repositório de exemplos da Moonshot AI na AWS no GitHub.

    Fonte

    Introducing Kimi K3 on Amazon Bedrock (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/introducing-kimi-k3-on-amazon-bedrock/)

  • AWS Continuum agora suporta teste de credenciais e sugestões de domínios acessíveis

    O que mudou no AWS Continuum

    A AWS anunciou duas novas capacidades para o AWS Continuum, seu agente voltado para testes de penetração ao longo do ciclo de desenvolvimento de aplicações. A partir de agora, equipes de desenvolvimento e segurança podem testar credenciais de login e receber sugestões de domínios acessíveis antes de iniciar um teste de penetração — uma mudança que promete economizar tempo e evitar retrabalho.

    O problema que essa atualização resolve

    Antes dessa atualização, configurar o escopo de rede de um teste de penetração era um processo manual e propenso a erros. Identificar todas as URLs que uma aplicação acessa exigia esforço manual considerável, e falhas de autenticação só eram descobertas após um ciclo completo de testes — ou seja, tempo e recursos já tinham sido consumidos sem resultado útil.

    Esse fluxo gerava dois problemas práticos: escopos de rede mal configurados e ciclos de teste desperdiçados por falhas de credencial que poderiam ter sido detectadas antes.

    Como as novas capacidades funcionam

    Com a atualização, ao adicionar credenciais de login durante a configuração do teste, o AWS Continuum autentica na aplicação exatamente como um usuário real faria. Durante esse processo, o agente captura todos os domínios acessíveis durante o login e os apresenta como sugestões de URLs dentro do escopo do teste.

    Isso permite que a equipe revise os domínios acessíveis, valide as credenciais e confirme que o agente está cobrindo os endpoints corretos — tudo antes do teste real começar.

    Um detalhe importante: os domínios acessíveis são retornados independentemente do resultado do teste de credencial, seja ele bem-sucedido, com falha ou com timeout. Ou seja, mesmo que a autenticação não funcione, a equipe ainda recebe informações úteis sobre os domínios alcançados.

    Disponibilidade

    Essa capacidade está disponível em todas as regiões onde o AWS Continuum para testes de penetração já está disponível. Para saber mais sobre o funcionamento detalhado do recurso, a AWS disponibilizou a documentação atualizada. Informações sobre o serviço em geral podem ser encontradas na página do produto AWS Continuum.

    Por que isso importa para equipes brasileiras

    Para times de segurança e desenvolvimento que utilizam o AWS Continuum, essa atualização representa uma melhoria direta na eficiência operacional. Configurar o escopo correto desde o início e garantir que as credenciais funcionam antes de rodar um teste completo são passos que evitam desperdício de tempo — e, em ambientes de nuvem, tempo de computação tem custo direto.

    A mudança reforça a proposta do AWS Continuum como um agente proativo de segurança, que busca antecipar problemas em vez de apenas reportá-los depois que o dano já está feito.

    Fonte

    AWS Continuum now supports credential testing and accessible domain suggestions (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/aws-security-agent/)

  • AWS Resilience Hub ganha três novas capacidades

    O que é o AWS Resilience Hub

    O AWS Resilience Hub é o serviço centralizado da AWS voltado para equipes de engenharia de plataforma e de Confiabilidade do Site (SRE — Site Reliability Engineering). Ele permite avaliar e fortalecer a resiliência de cargas de trabalho rodando na AWS, oferecendo descoberta automatizada de dependências, análise de modos de falha com IA generativa, políticas modulares de resiliência, testes de resiliência e relatórios de postura de resiliência em escala organizacional.

    As três novas capacidades anunciadas

    Suporte a labels do EKS como fonte de entrada de serviços

    O Resilience Hub passou a suportar labels do EKS dentro de um namespace como fonte de entrada de serviços. Na prática, isso significa que as equipes podem utilizar as convenções de rotulagem do Kubernetes que já existem em seus ambientes para definir com precisão quais recursos o Resilience Hub vai descobrir e utilizar durante a análise de modos de falha. O resultado é que as avaliações ficam alinhadas com a forma como as equipes já organizam suas cargas de trabalho no EKS — sem precisar reconfigurar nada do zero.

    Insights de dependências com IA generativa

    Para quem já utiliza a descoberta de dependências, agora é possível gerar dependency insights — uma nova funcionalidade baseada em IA generativa que analisa as dependências de aplicações descobertas e destaca padrões relevantes. A capacidade identifica novas dependências, aponta dependências entre regiões (cross-Region) e sinaliza padrões de uso incomuns. O objetivo é ajudar as equipes a acelerar a análise de dependências e identificar potenciais novos riscos antes que se tornem problemas reais.

    Compartilhamento de políticas de resiliência via AWS Organizations

    O Resilience Hub agora suporta o compartilhamento de políticas de resiliência por meio do AWS Organizations. Com isso, equipes centrais podem criar e gerenciar políticas que são aplicadas em múltiplas contas da organização. Além disso, a funcionalidade oferece visibilidade em nível organizacional sobre quais serviços estão utilizando cada política, facilitando o monitoramento da adoção e garantindo uma postura de resiliência consistente em toda a organização.

    Disponibilidade regional

    A nova geração do AWS Resilience Hub está disponível nas seguintes regiões da AWS: Leste dos EUA (Norte da Virgínia), Leste dos EUA (Ohio), Oeste dos EUA (Oregon), Canadá (Central), Europa (Irlanda), Europa (Londres), Europa (Frankfurt), Europa (Paris), Europa (Estocolmo), Ásia-Pacífico (Mumbai), Ásia-Pacífico (Singapura), Ásia-Pacífico (Sydney), Ásia-Pacífico (Tóquio), Ásia-Pacífico (Seul) e América do Sul (São Paulo).

    Como começar

    Para explorar as novas capacidades, acesse o console da AWS. Para aprofundar o conhecimento, consulte a página do produto ou a documentação oficial.

    Fonte

    AWS Resilience Hub adds three new capabilities (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/resilience-hub-eks-dependency-policy/)

  • Kimi K3 da Moonshot AI está disponível no Amazon Bedrock

    Novo modelo de peso aberto chega ao Amazon Bedrock

    A AWS anunciou a disponibilidade geral do Kimi K3, modelo desenvolvido pela Moonshot AI, no Amazon Bedrock. O lançamento amplia ainda mais o portfólio de modelos de peso aberto disponíveis na plataforma, mantendo os mesmos padrões de segurança e governança que os clientes já utilizam com outros modelos.

    O que é o Kimi K3?

    De acordo com a Moonshot AI, o Kimi K3 é o modelo mais capaz que a empresa já desenvolveu — e também o primeiro modelo de peso aberto a atingir a marca de 2,8 trilhões de parâmetros. Esse número coloca o Kimi K3 em uma categoria à parte dentro do ecossistema de modelos abertos disponíveis no mercado.

    O modelo combina dois recursos que se destacam para aplicações práticas:

    • Capacidades nativas de visão: o modelo consegue processar imagens, páginas digitalizadas e capturas de tela diretamente, sem precisar de componentes externos.
    • Janela de contexto de 1 milhão de tokens: permite trabalhar com grandes volumes de texto ou código em uma única sessão, sem perda de contexto.

    Essa combinação torna o Kimi K3 especialmente adequado para sessões longas de codificação em repositórios extensos, análise de múltiplos documentos e fluxos de trabalho de agentes de IA que exigem persistência de contexto.

    Ganhos de eficiência em relação ao Kimi K2

    Segundo a Moonshot AI, o Kimi K3 apresenta uma melhoria de aproximadamente 2,5x na eficiência de escalonamento em comparação com seu antecessor, o Kimi K2. Isso significa que o modelo entrega mais desempenho por unidade de computação utilizada.

    Segurança e governança no mesmo nível dos modelos proprietários

    No Amazon Bedrock, o Kimi K3 opera dentro do mesmo perímetro de segurança dos modelos proprietários disponíveis na plataforma. Os controles de acesso, criptografia e auditoria se aplicam de forma consistente em todo o portfólio de modelos — o que simplifica a gestão para equipes que já utilizam o Bedrock em produção.

    Primeiro modelo de peso aberto com cache explícito de prompts

    Um destaque técnico relevante: o Kimi K3 é o primeiro modelo de peso aberto no Amazon Bedrock a suportar cache explícito de prompts. Esse recurso permite reutilizar contextos entre chamadas ao modelo, o que contribui para a redução de latência e dos custos de entrada nas requisições.

    Disponibilidade e como começar

    O Kimi K3 está disponível em todas as regiões da AWS onde o Amazon Bedrock opera, com suporte à inferência entre regiões. Para começar a usar, acesse o Console do Amazon Bedrock. Para mais detalhes técnicos, consulte a documentação do Amazon Bedrock ou leia o post de lançamento no blog oficial.

    Fonte

    Kimi K3 by Moonshot AI is now generally available on Amazon Bedrock (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/moonshot-ai-kimi-k3-on-amazon-bedrock/)

  • Como escolher o vector store certo para o Amazon Bedrock Knowledge Bases

    O papel do vector store em soluções RAG

    Ao construir uma solução de Geração Aumentada por Recuperação (RAG) com o Amazon Bedrock Knowledge Bases, a escolha do vector store tem impacto direto em desempenho e custo. O serviço oferece duas modalidades: uma opção totalmente gerenciada pela AWS e uma opção gerenciada pelo cliente, onde você escolhe o próprio vector store. A análise publicada pela AWS foca nessa segunda modalidade, comparando os três backends suportados: Amazon OpenSearch Service, Amazon Aurora PostgreSQL com pgvector e Amazon S3 Vectors.

    Para entender por que essa escolha importa, vale relembrar como o RAG funciona. Numa arquitetura RAG, documentos são fragmentados em pedaços (chunks), convertidos em vetores por um modelo de embeddings e armazenados em um banco de dados vetorial. Quando um usuário faz uma pergunta, ela também é convertida em vetor e o sistema busca os chunks com maior similaridade semântica. Esses trechos são então fornecidos como contexto para o Modelo de Linguagem de Grande Escala (LLM), que gera uma resposta mais precisa e fundamentada.

    O banco de dados vetorial é a peça central dessa arquitetura: ele transforma dados não estruturados em um espaço de conhecimento pesquisável e semanticamente significativo. Para isso, armazena os vetores em uma estrutura chamada índice vetorial, que viabiliza buscas semânticas de alta dimensionalidade com recuperação quase instantânea.

    Imagem original — fonte: Aws

    Os três backends disponíveis

    O Amazon Bedrock Knowledge Bases na configuração gerenciada pelo cliente suporta três opções de vector store. Para uma visão do portfólio completo de soluções vetoriais da AWS, cobrindo seis serviços, a AWS recomenda consultar o post AWS vector solutions: Build agentic AI where your data lives.

    • Amazon OpenSearch Service: entrega resultados de alta velocidade a partir de dados mantidos em memória. Suporta embeddings de alta dimensionalidade com opções de implantação em cluster gerenciado e serverless, além de busca k-NN e busca híbrida que combina abordagens lexicais e vetoriais.
    • Amazon Aurora PostgreSQL com pgvector: combina as capacidades de banco de dados relacional de alto desempenho do Aurora com a funcionalidade de busca por similaridade vetorial do pgvector. Suporta múltiplos métodos de indexação (IVFFlat e HNSW), diferentes métricas de distância (L2, cosseno, produto interno) e vetores de até 2.000 dimensões em precisão simples.
    • Amazon S3 Vectors: é o serviço de armazenamento de objetos da AWS com suporte nativo a vetores, projetado para armazenamento e consulta de embeddings em escala com custo reduzido. Oferece desempenho de consulta abaixo de um segundo e pode reduzir os custos de armazenamento vetorial em até 90% em comparação com bancos de dados vetoriais tradicionais.

    Caso de uso 1: busca em catálogo de produtos

    Por que o Amazon OpenSearch é a melhor opção aqui

    Plataformas de e-commerce precisam ajudar clientes a encontrar produtos entre milhares de opções, com linguagem natural e sob alta concorrência de requisições. O Amazon OpenSearch Serverless se encaixa bem nesse cenário por suportar busca híbrida — combinando compreensão semântica com correspondência de palavras-chave — e por entregar latências na faixa de poucos milissegundos. Além disso, oferece suporte nativo a filtros complexos e agregações, que alimentam a navegação facetada (filtragem por preço, marca, cor, etc.).

    Análise de desempenho e otimizações

    O OpenSearch oferece diversas opções de configuração que afetam diretamente o desempenho do índice vetorial. As principais alavancas são:

    • Dimensão dos embeddings: vetores maiores geralmente carregam mais informação semântica, mas aumentam o consumo de memória e o custo. Modelos como o Amazon Titan Text Embedding v2 permitem escolher entre dimensões de 1024, 512 ou 256.
    • Tipo de dado dos embeddings: armazenar embeddings em tipos de dados de menor precisão, como embeddings binários, reduz significativamente o tamanho do índice.
    • Armazenamento otimizado em disco: as coleções Classic do Amazon OpenSearch Serverless oferecem busca vetorial baseada em disco (modo on_disk), que aplica quantização binária 32× internamente e refaz o score contra vetores de precisão total lidos do disco. Preserva a qualidade com menor footprint em memória, ao custo de maior latência.

    Para configuração dos parâmetros HNSW (ef_construction, m), a AWS disponibiliza um guia prático para seleção de hiperparâmetros HNSW. Após definir dimensão e tipo de dado, o recurso de auto-otimização pode eliminar o ajuste manual restante de HNSW e quantização em menos de uma hora.

    Resultados dos benchmarks (busca semântica)

    Os testes usaram o dataset “Shopping Queries Data Set” (ESCI), com 1.215.851 produtos únicos e 97.345 consultas avaliadas. Foram testadas sete configurações combinando dimensão (1024, 512, 256) e tipo de dado (float, binário), além do modo on_disk. Os principais achados foram:

    • Reduzir dimensões nem sempre reduz qualidade: a configuração 512-float foi estatisticamente indistinguível da baseline 1024-float (NDCG 0,3628 vs 0,3627) com metade do tamanho do índice (2,79 vs 5,34 GiB) e latência menor (25 vs 31 ms p50).
    • Binarização oferece grandes reduções de tamanho, mas com custo variável: embeddings binários de 1024 dimensões reduziram o índice em 13,4× (0,40 vs 5,34 GiB) com perda de 5,2% no Ganho Cumulativo Descontado Normalizado (NDCG). Em 256 dimensões, a perda subiu para 28,3%.
    • Modo on_disk preserva qualidade ao custo de latência: com 1024 dimensões, o modo on_disk atingiu NDCG 0,3610 (−0,5% vs baseline) com o mesmo tamanho de índice do binário 1024, mas com latência aproximadamente 3× maior (99 ms p50 vs 31 ms em memória).

    Resultados da busca híbrida

    A busca híbrida (semântica + BM25, com ponderação 0,7/0,3) melhorou consistentemente a qualidade de recuperação. No dataset, a busca híbrida elevou o NDCG em +6,0% sobre a busca semântica pura, tanto para float (0,3633 → 0,3850) quanto para binário (0,3451 → 0,3658). Um resultado notável: embeddings binários de 1024 dimensões com busca híbrida (NDCG 0,3658) superaram embeddings float de 1024 dimensões com busca semântica pura (NDCG 0,3633), usando 13× menos memória. A busca híbrida adiciona latência — a etapa de fusão praticamente dobra a latência sequencial — e a diferença se amplia sob alta concorrência.

    Caso de uso 2: agente de pesquisa profunda

    Por que o Amazon S3 Vectors é a melhor opção aqui

    Agentes de pesquisa profunda representam uma evolução significativa além dos sistemas RAG tradicionais. Eles lidam com tarefas complexas e de múltiplas etapas por meio de raciocínio dinâmico, planejamento adaptativo e recuperação iterativa de informações, podendo operar por minutos ou horas. Nesses cenários, eficiência de custo e escalabilidade importam muito mais do que velocidade de consulta.

    Para esse perfil, o Amazon S3 Vectors é uma opção prática e eficiente. Ele reduz significativamente o custo de armazenamento e consulta de vetores em comparação com bancos de dados vetoriais tradicionais, tornando viável trabalhar com bilhões de embeddings. Escala elasticamente sem provisionamento de infraestrutura, suportando dezenas de milhões de vetores por índice e milhares de índices por bucket. Seu modelo de preço pay-as-you-go é especialmente adequado para cargas de trabalho de pesquisa com padrões de uso variáveis.

    Resultados dos benchmarks

    Os testes utilizaram um subconjunto da Wikipedia em inglês com mais de 6 milhões de artigos, fragmentados em segmentos de ~300 tokens e indexados com Amazon Titan Text Embedding v2 (1024 dimensões, similaridade de cosseno). Foram medidas latências de consulta em quatro tamanhos de índice (5K, 250K, 500K e 1M vetores), recuperando os 50 vetores mais similares por consulta.

    Os principais achados foram:

    • Escalonamento sub-linear: a latência cresce muito mais devagar que o tamanho do índice. De 5K para 1M vetores (aumento de 200×), a latência p50 cresceu apenas ~3,5× (82ms → 294ms).
    • Cauda de latência estável em escala: a partir de 500K vetores, a diferença entre p50 e p95 se estabiliza em ~100–120ms, indicando desempenho previsível mesmo com crescimento do corpus.
    • Consultas abaixo de 1 segundo em escala: mesmo com 1 milhão de vetores, a latência p99 fica abaixo de 510ms — aceitável para agentes que passam segundos raciocinando sobre o contexto recuperado.

    Integração com Amazon OpenSearch para busca híbrida

    Para cargas de trabalho de pesquisa que exigem capacidades avançadas de busca além da similaridade vetorial pura, o S3 Vectors se integra ao Amazon OpenSearch Service em dois padrões complementares. O primeiro usa o S3 Vectors como mecanismo de armazenamento dentro de clusters gerenciados do OpenSearch, permitindo usar busca híbrida e filtros complexos com baixo custo de armazenamento. O segundo padrão suporta exportações pontuais de índices S3 Vectors para coleções do OpenSearch Serverless quando subconjuntos específicos de dados exigem alta taxa de consultas ou latência abaixo de 100ms para aplicações em tempo real.

    Caso de uso 3: chatbot RAG voltado ao cliente

    Por que o Aurora PostgreSQL é a melhor opção aqui

    Chatbots voltados ao cliente precisam responder com rapidez, com base em uma base de conhecimento interna que nem sempre usa as mesmas palavras que o cliente usa na pergunta. Para bases de conhecimento grandes, o Amazon Aurora PostgreSQL com pgvector equilibra capacidade e desempenho, e oferece a flexibilidade de alternar entre métodos de indexação para otimizar a recuperação para cada dataset.

    O PostgreSQL oferece dois algoritmos principais para busca vetorial:

    • HNSW (Mundo Pequeno Hierárquico Navegável): constrói um grafo multicamadas para busca aproximada de vizinhos mais próximos, oferecendo consultas mais rápidas ao custo de maior uso de memória e builds de índice mais lentos.
    • IVFFlat (Arquivo Invertido com compressão Flat): particiona vetores em clusters para busca eficiente, usando menos memória mas exigindo reindexação periódica conforme os dados mudam.

    Para uma comparação detalhada desses algoritmos, a AWS publicou o post Otimize aplicações de IA generativa com indexação pgvector: um mergulho profundo em IVFFlat e HNSW.

    Resultados dos benchmarks

    O ambiente de teste utilizou uma base de conhecimento com 500.000 chunks, 5.000 consultas aleatorizadas com embeddings de 1024 dimensões e Amazon Aurora v15.15. Os resultados de latência foram:

    • HNSW: p50 = 31,91 ms | p95 = 38,20 ms | p99 = 89,00 ms
    • IVFFlat: p50 = 35,94 ms | p95 = 42,38 ms | p99 = 94,08 ms

    Ambos os tipos de índice entregam latências adequadas para respostas em tempo real em chatbots, com tempos medianos abaixo de 50ms. O HNSW foi 4ms mais rápido na mediana. A latência p95 ficou abaixo de 60ms para ambos, indicando desempenho previsível para a grande maioria das consultas.

    Guia de seleção para o Amazon Bedrock Knowledge Bases

    A AWS organiza a escolha em três passos. Para o framework completo de seleção cobrindo todos os seis serviços vetoriais, consulte o modelo de decisão em AWS vector solutions: Build agentic AI where your data lives.

    Passo 1: identifique o perfil da sua aplicação

    A maioria das aplicações se encaixa claramente em um destes três perfis:

    • Busca em tempo real (ex: catálogo de produtos, autocompletar, navegação facetada): tolerância de latência <50ms, alto volume de consultas concorrentes, busca híbrida frequentemente crítica.
    • IA conversacional (ex: chatbot de suporte, assistente de conhecimento interno): tolerância de latência <100ms, volume moderado com sessões, busca híbrida às vezes útil.
    • Processamento em background (ex: agentes de pesquisa, análise em lote): tolerância de latência <1 segundo, baixa frequência de consultas complexas, custo-eficiência como prioridade.

    Passo 2: mapeie o perfil para um banco de dados vetorial

    • Baixa latência (<50ms) com busca híbrida → Amazon OpenSearch Service: latência de milissegundos com indexação HNSW em memória e suporte nativo à combinação de busca lexical e vetorial.
    • Latência balanceada (~100ms) com necessidades relacionais → Aurora PostgreSQL com pgvector: consultas abaixo de 50ms, suporte a A/B testing de tipos de índice (HNSW vs IVFFlat) e integração natural com workflows PostgreSQL existentes.
    • Armazenamento custo-eficiente em grande escala → Amazon S3 Vectors: reduz custos de armazenamento vetorial em até 90%, escala elasticamente para milhões de vetores sem infraestrutura a gerenciar.

    Passo 3: considere o caminho de crescimento

    A escolha inicial não precisa ser definitiva. Os serviços se complementam conforme as necessidades evoluem:

    • Comece com o S3 Vectors para protótipos ou cargas de trabalho sensíveis a custo. Se precisar de consultas mais rápidas para um subconjunto dos dados, é possível exportar vetores para o OpenSearch ou Aurora sem precisar re-gerar embeddings.
    • Comece com o Aurora PostgreSQL se precisar combinar resultados vetoriais com dados relacionais em uma única consulta — é a única opção aqui capaz de fazer isso. Também é a escolha natural para equipes que já operam PostgreSQL.
    • Comece com o OpenSearch se latência abaixo de 20ms ou busca híbrida for um requisito desde o primeiro dia. O S3 Vectors pode ser usado como backing store de custo reduzido para o corpus completo, enquanto o OpenSearch serve as consultas em tempo real.

    O padrão de armazenamento em camadas é especialmente poderoso para aplicações que crescem além de um único caso de uso: use o S3 Vectors para o corpus completo e o OpenSearch Service ou Aurora para subconjuntos críticos de desempenho.

    Conclusão

    A análise publicada pela AWS deixa claro que não existe uma opção universalmente superior — cada backend tem um perfil distinto. O Amazon OpenSearch Serverless brilha onde desempenho em tempo real e busca híbrida são requisitos. O Aurora PostgreSQL com pgvector oferece um meio-termo equilibrado para aplicações conversacionais, com familiaridade operacional do PostgreSQL e flexibilidade para iterar nas estratégias de indexação. O S3 Vectors atende cargas de trabalho em grande escala sensíveis a custo, permitindo armazenar e consultar milhões de embeddings sem overhead de infraestrutura dedicada.

    Vale ressaltar que os exemplos e benchmarks do post original foram executados em cargas de trabalho separadas, adaptadas a cada banco de dados — não são comparações diretas em um dataset compartilhado. Os números ilustram o perfil de trade-offs de cada opção, não um ranking absoluto. A recomendação da AWS é usar as metodologias de benchmark apresentadas para avaliar as opções contra seus próprios dados e padrões de consulta.

    Fonte

    Selecting a vector store for Amazon Bedrock Knowledge Bases (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/selecting-a-vector-store-for-amazon-bedrock-knowledge-bases/)

  • Reduza o tempo de contratação com o Amazon Connect Talent, solução de recrutamento com IA

    O problema real do recrutamento em escala

    Quem já trabalhou com contratação em setores como varejo, logística ou hotelaria sabe bem o desafio: centenas de vagas para preencher, prazos apertados, equipes reduzidas e ferramentas que raramente conversam entre si. O resultado é previsível — candidaturas se acumulam, triagens atrasam e os melhores perfis aceitam outra oferta antes mesmo de receberem um retorno.

    O custo disso vai além da operação. Cada vaga não preenchida a tempo afeta a produção, a experiência do cliente e, no fim, a receita. A maioria das organizações tenta resolver isso costurando um Sistema de Rastreamento de Candidatos (ATS), uma ferramenta de agendamento, planilhas e ciclos de feedback desconectados — e o próprio processo de contratação acaba se tornando o gargalo.

    O que é o Amazon Connect Talent

    Para endereçar esse cenário, a AWS anunciou o Amazon Connect Talent, uma solução de recrutamento com IA desenvolvida para líderes de aquisição de talentos que gerenciam contratações em volume. A proposta central é clara: agentes de IA conduzem entrevistas e avaliações em escala, enquanto os recrutadores humanos mantêm a autoridade final sobre cada decisão de contratação.

    O fluxo funciona assim: os recrutadores configuram os critérios de avaliação, as avaliações e as perguntas de entrevista com base nos requisitos da vaga. A partir daí, os agentes de IA conduzem as entrevistas em escala, processando milhares de candidatos ao longo do pipeline de seleção. Na manhã seguinte, os recrutadores encontram um painel com candidatos pontuados, transcrições completas e o raciocínio por trás de cada avaliação — tudo em um único lugar, pronto para revisão e decisão final.

    Para os candidatos, a experiência também muda: os agentes de IA estão disponíveis a qualquer hora, permitindo que alguém complete sua entrevista às 21h, do dispositivo que preferir, sem depender de agendamento.

    Baseado em décadas de ciência de contratação da Amazon

    A AWS destaca que o Amazon Connect Talent é informado por décadas de prática de recrutamento da própria Amazon — uma das maiores empregadoras do mundo. A solução é altamente configurável e se adapta aos requisitos específicos de cada organização. Com avaliações padronizadas e baseadas em evidências aplicadas a todos os candidatos, as empresas conseguem entrevistar um volume muito maior de pessoas, identificar perfis qualificados que poderiam ter passado despercebidos e tomar decisões de contratação mais embasadas.

    Redução de vieses inconscientes no processo seletivo

    Um ponto de destaque da solução é o foco exclusivo em competências relacionadas ao cargo. A IA avalia habilidades como resolução de problemas, raciocínio lógico, escuta ativa e capacidades específicas da função. Todos os dados dos candidatos são anonimizados durante a avaliação pela IA, removendo fatores que poderiam introduzir preconceitos humanos inconscientes. As avaliações são construídas em torno de competências associadas ao sucesso na vaga — não em impressões subjetivas como nível de confiança ou estilo de comunicação.

    Transparência e padrões consistentes de avaliação

    O Amazon Connect Talent comunica de forma clara, tanto para recrutadores quanto para candidatos, quais dados são coletados, como são utilizados e o que não é coletado. Os candidatos são informados sobre o que esperar antes de iniciar a avaliação.

    Cada competência é pontuada com base em uma rubrica que define o que constitui uma resposta forte ou fraca, e cada pontuação está vinculada a evidências específicas da entrevista — ou seja, é possível rastrear o resultado diretamente ao que o candidato disse. Tradicionalmente, as equipes de recrutamento conseguem avaliar apenas uma fração dos candidatos. Com o Connect Talent, o mesmo padrão de avaliação é aplicado a todos, do primeiro ao milésimo candidato.

    Recrutador no controle: decisão final sempre humana

    Os recrutadores mantêm autoridade total sobre cada contratação. O Connect Talent entrega resumos com pontuações por competência, transcrições completas das entrevistas, análises comparativas e o raciocínio detalhado por trás de cada nota — tudo consolidado em uma única visualização, sem precisar navegar entre sistemas diferentes.

    Um exemplo prático: uma empresa de varejo que precisa contratar 500 funcionários para o galpão durante o pico de demanda pode ter agentes de IA entrevistando candidatos 24 horas por dia, enquanto os recrutadores chegam pela manhã com um painel de avaliações estruturadas e baseadas em evidências, prontas para revisão e decisão final.

    Segurança de nível empresarial sobre infraestrutura AWS

    Dados de candidatos são sensíveis e merecem o mesmo nível de proteção que se esperaria de registros financeiros ou informações de saúde. O Amazon Connect Talent é construído sobre a infraestrutura da AWS — a mesma base utilizada por bancos, hospitais e agências governamentais ao redor do mundo.

    Os controles de segurança incluem:

    • Monitoramento de integridade e proteção contra fraudes: o sistema usa análise de texto para sinalizar cadência anormal, palavras de preenchimento, pausas e latência de resposta. A revisão humana é obrigatória para cada sinalização — nenhum candidato é desqualificado apenas por sinais automatizados. O Connect Talent fornece indicadores, nunca veredictos.
    • Trilhas de auditoria e explicabilidade: cada interação com candidatos é registrada com trilha de auditoria completa e raciocínio de avaliação claro e relacionado à vaga. O sistema inclui monitoramento contínuo para ajudar as organizações a demonstrar boas práticas. Quando uma decisão de contratação é tomada, é possível mostrar exatamente como ela foi alcançada.

    Impacto nos resultados do negócio

    O Amazon Connect Talent retira os recrutadores do ciclo de gestão do fluxo de trabalho e os coloca em posição de tomar decisões mais rápidas e bem fundamentadas. Os candidatos têm uma experiência mais ágil e flexível. As organizações preenchem vagas antes que a receita seja impactada, os custos aumentem ou a concorrência se antecipe.

    A IA lidera as entrevistas. Os recrutadores tomam as decisões finais com base em dados. Esse é o modelo de colaboração humano-IA aplicado onde realmente importa.

    Para saber mais, acesse a página oficial do Amazon Connect Talent e explore como o recrutamento com IA pode transformar a estratégia de aquisição de talentos da sua organização.

    Fonte

    Reduce time-to-hire for quality candidates with AI-powered Amazon Connect Talent (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/reduce-time-to-hire-for-quality-candidates-with-ai-powered-amazon-connect-talent/)

  • Dashboard de métricas Git serverless com Amazon QuickSight

    Por que monitorar métricas Git com serviços AWS?

    A atividade no Git é um dos sinais mais ricos que equipes de engenharia produzem. Commits, pull requests, issues e padrões de contribuição revelam muito sobre a saúde e a velocidade de um time. O problema histórico sempre foi: extrair essas métricas em escala exige pipelines de Extração, Transformação e Carga (ETL) feitos à mão, infraestrutura dedicada e manutenção constante.

    Além disso, com a adoção crescente de ferramentas de IA para desenvolvimento, surge uma pergunta legítima: essas ferramentas estão de fato acelerando os times, ou apenas inflando contadores? O framework AI-Driven Development Lifecycle (AI-DLC) da AWS deixa isso claro: se você usa ferramentas de IA para codificação, precisa de números para embasar a decisão. Defina uma linha de base, acompanhe o que muda e não pare de medir. Sem isso, você está voando às cegas.

    Para resolver esse problema, a AWS publicou uma solução serverless que automatiza a coleta de métricas do GitHub e do GitLab, processa os dados e os exibe em dashboards interativos usando o Amazon QuickSight. A proposta é oferecer visibilidade quase em tempo real sobre atividades de desenvolvimento, com custo baixo e zero gestão de servidores.

    Visão geral da solução

    A solução implementa um pipeline orientado a eventos que coleta métricas de repositórios via APIs do GitHub e GitLab de forma agendada. Os dados são processados por um fluxo de orquestração serverless e persistidos no Amazon Simple Storage Service (Amazon S3) para visualização no Amazon QuickSight.

    As principais capacidades da solução incluem:

    • Detecção inteligente de mudanças: uma função dedicada monitora os feeds de eventos do GitHub e do GitLab para verificar se houve alterações — commits, pull requests, issues, criação ou exclusão de repositórios — desde a última coleta. Se nada mudou, o processamento é ignorado por completo.
    • Particionamento adaptativo: para organizações com mais de 20 repositórios, a solução divide automaticamente a carga em lotes paralelos e os processa de forma concorrente usando os Map states do AWS Step Functions.
    • Carga completa e incremental: na primeira execução, o sistema realiza uma carga completa de todos os metadados. Nas execuções seguintes, coleta apenas o que mudou. A cada 24 horas, uma carga completa é acionada automaticamente para garantir a precisão dos dados.
    • Agendamento configurável: a frequência de coleta é definida como parâmetro no AWS CloudFormation, aceitando expressões rate() e cron().

    Arquitetura da solução

    A arquitetura usa seis serviços AWS principais para construir um pipeline totalmente gerenciado e orientado a eventos:

    Amazon EventBridge Scheduler

    O Amazon EventBridge Scheduler dispara o fluxo de trabalho no intervalo configurado, sem necessidade de gatilhos externos ou intervenção manual.

    AWS Step Functions

    O AWS Step Functions orquestra todo o fluxo de coleta por meio de uma máquina de estados. Ela invoca primeiro o detector de mudanças e, com base no resultado, decide entre uma carga completa ou incremental. Se o número de repositórios ativos ultrapassar o limite de particionamento (padrão: 20), os repositórios são divididos em lotes iguais e processados em paralelo. O fluxo inclui lógica de retentativas com backoff exponencial para falhas transitórias de API.

    AWS Lambda

    O AWS Lambda executa duas funções distintas:

    • Detector de mudanças (github-change-detector): consulta os feeds de atividade para determinar o tipo de carga. Monitora seis categorias de eventos: push, pull requests, criação e atualização de issues, criação e exclusão de repositórios, e mudanças de contribuidores. Se não houver eventos relevantes desde a última verificação, o fluxo é encerrado antecipadamente.
    • Coletor de métricas (github-metrics-collector): realiza a coleta efetiva dos dados. Opera em três modos: collect_all para processamento direto, collect_chunk para processar um subconjunto de repositórios em execução paralela, e aggregate para combinar os resultados dos lotes.

    AWS Secrets Manager

    Os tokens Git são armazenados com segurança no AWS Secrets Manager. Ambas as funções Lambda recuperam os tokens em tempo de execução, garantindo que as credenciais nunca sejam codificadas diretamente no código ou passadas como variáveis de ambiente.

    Amazon S3

    As métricas coletadas são armazenadas no Amazon S3 com versionamento e criptografia do lado do servidor habilitados. O resultado inclui um arquivo JSON estruturado com a resposta completa da API e um arquivo CSV achatado, otimizado para análise. Ambos os arquivos contêm campos como nome do repositório, total de commits, pull requests abertas e fechadas, issues abertas e fechadas, número de contribuidores, linguagem principal, timestamp da última atividade e data de criação do repositório.

    Amazon QuickSight

    O Amazon QuickSight lê os dados CSV do S3 ou via Amazon Athena para consultas SQL. Os dados são carregados no SPICE (Super-fast, Parallel, In-memory Calculation Engine — Motor de Cálculo Em Memória Paralelo e Ultra-rápido), uma camada de processamento em memória, para construir dashboards interativos com visualizações de métricas resumidas, tendências de pull requests, atividade de desenvolvimento ao longo do tempo, detalhamento por repositório e análise de contribuidores.

    Pré-requisitos

    Para seguir o passo a passo, você vai precisar de:

    Passo a passo de implantação

    Passo 1: Criar tokens de acesso pessoal

    Antes de implantar a infraestrutura, você precisa de tokens de API para cada plataforma Git que pretende monitorar.

    Para o GitHub: acesse Configurações → Configurações do desenvolvedor → Personal access tokens → Tokens (classic). Gere um novo token selecionando apenas as permissões mínimas necessárias: repo (acesso somente leitura a metadados, commits e pull requests) e read:org (acesso somente leitura à associação da organização). Copie e armazene o token com segurança.

    Para o GitLab: acesse Configurações → Access Tokens, crie um novo token com os escopos necessários e copie o token gerado.

    Passo 2: Armazenar tokens no AWS Secrets Manager

    Armazene cada token como um secret no AWS Secrets Manager usando a AWS CLI:

    # Armazenar token do GitHub
    aws secretsmanager create-secret \
      --name git-dashboard/github-token \
      --description "GitHub Personal Access Token for Git Dashboard" \
      --secret-string "ghp_YOUR_TOKEN_HERE" \
      --region us-east-1
    
    # Armazenar token do GitLab
    aws secretsmanager create-secret \
      --name git-dashboard/gitlab-token \
      --description "GitLab Personal Access Token for Git Dashboard" \
      --secret-string "glpat-YOUR_TOKEN_HERE" \
      --region us-east-1

    Passo 3: Implantar a stack do CloudFormation

    Faça o download do template CloudFormation de exemplo e implante a solução em seu ambiente de não produção.

    Opção 1: via AWS CLI. Substitua os valores entre colchetes angulares (<...>) pelo seu ID de conta AWS, região e os ARNs dos secrets do Passo 2:

    aws cloudformation create-stack \
      --stack-name git-metrics-pipeline \
      --template-body file://infrastructure/template.yaml \
      --parameters \
      ParameterKey=BucketName,ParameterValue=git-metrics-<ACCOUNT_ID>-<REGION> \
      ParameterKey=ScheduleExpression,ParameterValue="rate(10 minutes)" \
      ParameterKey=ChunkingThreshold,ParameterValue=20 \
      ParameterKey=GitHubTokenSecretArn,ParameterValue=<YOUR_GITHUB_SECRET_ARN> \
      ParameterKey=GitLabTokenSecretArn,ParameterValue=<YOUR_GITLAB_SECRET_ARN> \
      ParameterKey=EnabledPlatforms,ParameterValue="github,gitlab" \
      --capabilities CAPABILITY_NAMED_IAM

    Opção 2: via AWS Management Console. Acesse o console do AWS CloudFormation, escolha “Create stack” com novos recursos, faça upload do template, preencha os parâmetros e clique em Submit. A stack atinge o status CREATE_COMPLETE em 3 a 5 minutos, criando: um bucket S3 com versionamento e criptografia, duas funções Lambda (runtime Python 3.13), uma role IAM com permissões de privilégio mínimo, uma máquina de estados do Step Functions, uma regra de agendamento no EventBridge e as roles IAM associadas.

    Passo 4: Fazer upload do pacote de implantação Lambda

    O template do CloudFormation implanta código placeholder nas funções Lambda. Atualize-as com a lógica real usando o pacote pré-compilado do repositório clonado. O arquivo lambda-package.zip está no diretório deployment/. Substitua <YOUR_BUCKET_NAME> pelo nome do bucket S3 criado pela sua stack:

    # Fazer upload do pacote para o S3
    aws s3 cp deployment/lambda-package.zip s3://<YOUR_BUCKET_NAME>/lambda/lambda-package.zip
    
    # Atualizar a Lambda do Detector
    aws lambda update-function-code \
      --function-name github-change-detector \
      --s3-bucket <YOUR_BUCKET_NAME> \
      --s3-key lambda/lambda-package.zip
    
    # Atualizar a Lambda do Coletor
    aws lambda update-function-code \
      --function-name github-metrics-collector \
      --s3-bucket <YOUR_BUCKET_NAME> \
      --s3-key lambda/lambda-package.zip

    Passo 5: Executar e validar

    Acione o fluxo manualmente para verificar o funcionamento de ponta a ponta. Substitua <ACCOUNT_ID> pelo seu ID de conta AWS de 12 dígitos e <REGION> pela região de implantação:

    aws stepfunctions start-execution \
      --state-machine-arn arn:aws:states:<REGION>:<ACCOUNT_ID>:stateMachine:github-metrics-workflow \
      --input '{}'

    Monitore a execução no console do AWS Step Functions. Uma execução bem-sucedida produz o status SUCCEEDED em poucos minutos. Verifique se o arquivo response.json aparece no bucket S3 sob o prefixo output/.

    Passo 6: Conectar o Amazon QuickSight ao armazenamento de dados no S3

    Crie um arquivo de manifesto chamado manifest.json apontando para o bucket S3 e o arquivo JSON. Consulte os formatos suportados para arquivos de manifesto do Amazon S3 para informações sobre o formato. Substitua <ACCOUNT_ID> e <REGION> pelos seus valores:

    {
      "fileLocations": [
        {
          "URIs": [
            "s3://<Your_Bucket_Name>-<REGION>/output/response.json"
          ]
        }
      ],
      "globalUploadSettings": {
        "format": "JSON",
        "delimiter": ",",
        "textqualifier": "'",
        "containsHeader": "true"
      }
    }

    Acesse o console do Amazon QuickSight, navegue até Dados → Fontes de dados e escolha “Create data source”. Selecione Amazon S3, forneça um nome para a fonte de dados, faça upload do arquivo de manifesto e clique em Connect.

    Observação: se você receber um erro de permissão indicando que o QuickSight não tem acesso ao bucket S3, será necessário autorizar o QuickSight a acessar seus recursos S3. Acesse QuickSight → nome da conta → Manage QuickSight → Security & permissions → Quick Sight access to AWS services → Manage → Amazon S3, e adicione o bucket de métricas. Para instruções detalhadas, consulte Gerenciando permissões do Amazon QuickSight para recursos AWS.

    Em seguida, navegue até Dados → Datasets e escolha “Create dataset”. Selecione a fonte de dados criada e clique em Visualize. Isso cria uma nova análise. Crie as visualizações dos dashboards interativos alterando o tipo de visual e escolhendo campos como total de commits, pull requests, issues, tendências de merge de PRs e repositórios ativos versus inativos. Um código de exemplo para criar um dashboard está disponível no repositório GitHub que acompanha a solução.

    Passo 7 (opcional): Configurar alertas

    Configure alarmes no Amazon CloudWatch para monitorar a saúde do pipeline. Por exemplo, crie um alarme que dispare quando o número de falhas de execução do Step Functions ultrapassar zero em uma janela de uma hora, enviando uma notificação para um tópico do Amazon Simple Notification Service (Amazon SNS) para a equipe de operações.

    Limpeza dos recursos

    Para evitar cobranças contínuas, remova todos os recursos quando não precisar mais da solução:

    # Passo 1: Esvaziar e excluir o bucket S3
    aws s3 rm s3://git-metrics-amzn-s3-demo-bucket --recursive
    aws s3 rb s3://git-metrics-amzn-s3-demo-bucket
    
    # Passo 2: Excluir a stack do CloudFormation
    aws cloudformation delete-stack --stack-name git-metrics-pipeline
    aws cloudformation wait stack-delete-complete --stack-name git-metrics-pipeline
    
    # Verificar se a stack foi excluída
    aws cloudformation describe-stacks \
      --stack-name git-metrics-pipeline \
      --query "Stacks[0].StackStatus"
    
    # Passo 3: Excluir os secrets do Secrets Manager
    aws secretsmanager delete-secret --secret-id git-dashboard/github-token --force-delete-without-recovery
    aws secretsmanager delete-secret --secret-id git-dashboard/gitlab-token --force-delete-without-recovery

    Por fim, remova os datasets e análises do QuickSight diretamente pelo console. Após esses passos, nenhum recurso desta solução permanece na conta e nenhum custo adicional será gerado.

    Conclusão

    A solução demonstra como construir um sistema de análise Git totalmente serverless que coleta automaticamente dados de atividade de desenvolvimento do GitHub e do GitLab, persiste tudo no Amazon S3 e visualiza os resultados em dashboards interativos do Amazon QuickSight. O resultado é uma solução de inteligência de engenharia leve, de baixo custo e com manutenção operacional próxima de zero.

    Gerentes de engenharia ganham visibilidade sobre o status dos sprints, gerentes de produto ganham confiança sobre a prontidão para releases, e desenvolvedores ganham consciência sobre suas contribuições — tudo isso sem gerenciar nenhuma infraestrutura.

    Para equipes que adotam ferramentas modernas de desenvolvimento com IA, a solução também se alinha à metodologia do AI-Driven Development Lifecycle (AI-DLC). Ela fornece a camada de medição contínua necessária para definir linhas de base, rastrear mudanças de velocidade e quantificar o retorno sobre o investimento (ROI) real. Métricas como commits por sprint, throughput de PRs, tempo de ciclo de revisão e diversidade de contribuidores ajudam a determinar se as ferramentas de IA estão gerando melhorias reais na entrega.

    Recursos adicionais

    Fonte

    A serverless, data-driven Git metrics dashboard using Amazon Quick Sight (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/a-serverless-data-driven-git-metrics-dashboard-using-amazon-quick-sight/)

  • Modelos de pesos abertos no Amazon Bedrock dentro da Nuvem Soberana Europeia da AWS

    IA generativa com soberania de dados na Europa

    A Amazon Web Services (AWS) anunciou a disponibilidade geral da família de modelos Gemma 4 no Amazon Bedrock, rodando dentro da AWS European Sovereign Cloud. Isso significa que organizações europeias podem, agora, executar cargas de trabalho de Inteligência Artificial (IA) generativa sem que os dados saiam da União Europeia (UE) — atendendo a requisitos regulatórios cada vez mais rigorosos no continente.

    O Gemma 4, lançado sob a licença Apache 2.0, passa a se beneficiar dos mesmos controles de residência de dados e operações que definem a AWS European Sovereign Cloud. Isso permite que equipes construam, iterem e escalem aplicações de IA generativa sem abrir mão das exigências de soberania digital.

    O que é a AWS European Sovereign Cloud

    A AWS European Sovereign Cloud é uma nuvem independente, localizada integralmente dentro da UE, projetada para clientes com os requisitos mais exigentes de soberania digital. Ela opera de forma autônoma, com controles técnicos robustos, garantias soberanas e proteções legais específicas para o contexto europeu.

    Um ponto importante: somente funcionários da AWS residentes na UE controlam as operações do dia a dia — incluindo acesso a data centers, suporte técnico e atendimento ao cliente. A AWS informou que está em processo gradual de transição para que a nuvem seja operada exclusivamente por cidadãos da UE localizados na UE. Durante esse período de transição, a operação conta com uma equipe mista de residentes e cidadãos da UE.

    A disponibilidade geral da AWS European Sovereign Cloud ocorreu em janeiro de 2026, com sua primeira região em Brandemburgo, na Alemanha (eusc-de-east-1). Toda a infraestrutura está dentro da UE, sem dependências críticas de pessoal ou infraestrutura fora do bloco.

    O motor de inferência de nova geração do Amazon Bedrock

    O motor de inferência do Amazon Bedrock é um sistema distribuído para servir modelos de machine learning em larga escala, construído com foco em desempenho, confiabilidade e segurança. O acesso ocorre pelo endpoint bedrock-mantle, que oferece suporte a APIs compatíveis com OpenAI — especificamente as APIs Responses e Chat Completions.

    Isso significa que quem já possui uma base de código usando o SDK da OpenAI pode migrar para o Amazon Bedrock alterando apenas a URL base e a chave de API. A API Responses suporta gerenciamento de conversas com estado, reconstruindo o contexto sem que seja necessário enviar o histórico completo a cada requisição. As respostas armazenadas ficam dentro do escopo de um projeto do Amazon Bedrock — uma fronteira lógica que representa uma carga de trabalho para controle de acesso, rastreamento de custos e monitoramento de uso.

    O motor aplica as mesmas práticas de segurança operacional presentes em toda a AWS. O acesso segue o modelo de menor privilégio (least privilege), onde cada operador acessa apenas os sistemas necessários para uma tarefa específica, e somente pelo tempo em que esse privilégio é necessário. Qualquer acesso a sistemas que armazenam ou processam dados de clientes é registrado, monitorado e auditado.

    Como os dados de inferência são protegidos

    O Amazon Bedrock utiliza o modelo de segurança de acesso zero por operador, o que significa que nenhum operador do serviço pode acessar entradas ou saídas do modelo durante a inferência. Além disso, adota um modelo de retenção zero de dados: por padrão, entradas e saídas não são armazenadas. Para determinados modelos, pode haver retenção limitada para fins de detecção de abuso.

    Todos os prompts e respostas são criptografados em trânsito e, por padrão, não são compartilhados com o provedor do modelo. Toda a inferência permanece dentro da região eusc-de-east-1. Vale destacar que a inferência global entre regiões (cross-Region inference), que roteia requisições por regiões comerciais da AWS ao redor do mundo, não está disponível na AWS European Sovereign Cloud.

    Controle de acesso e auditoria

    Com o Gerenciamento de Identidade e Acesso da AWS (IAM), é possível definir quais entidades na conta podem chamar a API de inferência e quais modelos podem utilizar. Permissões granulares garantem que cada carga de trabalho tenha apenas o acesso necessário, seguindo o princípio do menor privilégio. A AWS recomenda o uso de credenciais de curta duração em vez de chaves de longo prazo.

    Para auditoria, cada chamada ao endpoint é registrada no AWS CloudTrail, fornecendo um histórico completo de quem invocou a inferência e quando. O monitoramento de uso pode ser feito pelo Amazon CloudWatch, com a possibilidade de configurar alertas para padrões relevantes, como picos inesperados no volume de requisições.

    Os modelos Gemma 4 disponíveis

    O Gemma 4 é uma família de modelos de pesos abertos lançada sob a licença Apache 2.0. Ele está disponível em três variantes com ajuste de instrução (instruction-tuned), permitindo que as equipes avaliem e escolham o modelo mais adequado para cada carga de trabalho:

    • Gemma 4 31B (google.gemma-4-31b-it): indicado para tarefas com uso intenso de raciocínio ou codificação com um único modelo denso. Possui 30,7 bilhões de parâmetros e uma janela de contexto de 256 mil tokens.
    • Gemma 4 26B-A4B (google.gemma-4-26b-a4b-it): voltado para cenários sensíveis a custo com alto throughput e requisitos de amplitude de conhecimento. É um modelo Mistura de Especialistas (Mixture-of-Experts) com 25,2 bilhões de parâmetros totais e 3,8 bilhões de parâmetros ativos por token, com janela de contexto de 256 mil tokens.
    • Gemma 4 E2B (google.gemma-4-e2b-it): ideal para cenários sensíveis à latência, uso em dispositivos ou classificação multimodal. Modelo compacto com 5,1 bilhões de parâmetros totais e 2,3 bilhões de parâmetros efetivos usando embeddings por camada (PLE), com janela de contexto de 128 mil tokens.

    As três variantes oferecem raciocínio integrado, chamada de função nativa e entrada multimodal com texto e imagem.

    Como começar: sua primeira inferência com Gemma 4

    O Gemma 4 é servido pelo endpoint bedrock-mantle, a API compatível com OpenAI do motor de inferência de nova geração. É possível chamá-lo com os SDKs Python e TypeScript da OpenAI.

    Pré-requisitos

    Para seguir o exemplo, é necessário uma conta AWS com acesso à AWS European Sovereign Cloud e uma entidade IAM com permissões para chamar o endpoint bedrock-mantle. Crie uma política IAM que conceda as duas ações utilizadas no exemplo e a associe à sua entidade IAM. A ação bedrock-mantle:CreateInference executa a inferência, e a ação bedrock-mantle:CallWithBearerToken autentica com uma chave de API do Amazon Bedrock.

    Veja abaixo um exemplo de política que concede as ações necessárias:

    {
      "Version": "2012-10-17",
      "Statement": [
        {
          "Sid": "GemmaMantleInference",
          "Effect": "Allow",
          "Action": "bedrock-mantle:CreateInference",
          "Resource": "arn:aws-eusc:bedrock-mantle:eusc-de-east-1:<account-id>:project/<project-id>"
        },
        {
          "Sid": "GemmaMantleBearerToken",
          "Effect": "Allow",
          "Action": "bedrock-mantle:CallWithBearerToken",
          "Resource": "*"
        }
      ]
    }

    Substitua <account-id> e <project-id> pelos seus próprios valores. Instale o SDK da OpenAI e o gerador de tokens do Amazon Bedrock com o comando:

    pip install "openai>=2.45.0" aws-bedrock-token-generator

    Autenticação

    A autenticação é feita com uma chave de API do Amazon Bedrock. O serviço oferece dois tipos de chaves de API: chaves de curta duração, que expiram automaticamente em até 12 horas e herdam as permissões da entidade IAM que as gerou (recomendadas para produção), e chaves de longa duração, válidas até uma expiração configurada, indicadas para desenvolvimento e exploração.

    Para produção, a AWS recomenda usar a chave de curta duração com atualização automática, conforme o exemplo abaixo, ou armazenar a chave no AWS Secrets Manager:

    from aws_bedrock_token_generator import provide_token
    from openai import BedrockOpenAI
    
    region = "eusc-de-east-1"
    client = BedrockOpenAI(
        aws_region=region,
        base_url="https://bedrock-mantle.eusc-de-east-1.api.amazonwebservices.eu/v1",
        bedrock_token_provider=lambda: provide_token(region=region),
    )

    Alternativamente, é possível passar uma chave de curta duração por variável de ambiente. Essa chave não é atualizada automaticamente e expira em no máximo 12 horas:

    import os
    from openai import OpenAI
    
    client = OpenAI(
        base_url="https://bedrock-mantle.eusc-de-east-1.api.amazonwebservices.eu/v1",
        api_key=os.environ["AWS_BEARER_TOKEN_BEDROCK"],
    )

    Primeira inferência com a API Responses

    A API Responses utiliza um único campo de entrada e retorna o texto gerado em output_text. Definir store como false garante que o Amazon Bedrock não retenha a requisição nem a resposta:

    response = client.responses.create(
        model="google.gemma-4-31b-it",
        input="Explain the benefits of open-weight models for regulated industries.",
        max_output_tokens=512,
        store=False,
    )
    print(response.output_text)

    Chamando a API Chat Completions

    Também é possível chamar o endpoint Chat Completions compatível com OpenAI diretamente. Ao usar credenciais AWS em vez de uma chave de API, a requisição deve ser assinada com o AWS Signature Version 4 (SigV4), conforme o exemplo abaixo:

    export ENDPOINT=https://bedrock-mantle.eusc-de-east-1.api.amazonwebservices.eu
    export AWS_REGION=eusc-de-east-1
    
    curl -X POST ${ENDPOINT}/v1/chat/completions \
      --aws-sigv4 "aws:amz:${AWS_REGION}:bedrock" \
      --user "${AWS_ACCESS_KEY_ID}:${AWS_SECRET_ACCESS_KEY}" \
      -H "x-amz-security-token: ${AWS_SESSION_TOKEN}" \
      -H "Content-Type: application/json" \
      -d '{
        "model": "google.gemma-4-31b-it",
        "messages": [{"role": "user", "content": "Hello!"}]
      }'

    Limpeza

    Este exemplo não cria recursos persistentes, portanto não há nada a ser excluído. As chaves de API de curta duração utilizadas expiram automaticamente em até 12 horas.

    Preços e disponibilidade

    O Gemma 4 está disponível no Amazon Bedrock dentro da AWS European Sovereign Cloud com cobrança por token, sem compromisso inicial. O uso é contabilizado nos compromissos existentes com a AWS. Para informações de preços atualizadas, consulte a página de preços do Amazon Bedrock. Para disponibilidade por modelo e região, consulte a disponibilidade regional por modelos.

    Contexto para equipes em setores regulados

    Organizações que adotam modelos de fundação (Foundation Models — FMs) de pesos abertos para produção enfrentam um desafio constante: como acessar os modelos mais avançados sem comprometer a proteção de dados, o alinhamento regulatório ou o controle operacional. O Amazon Bedrock busca resolver esse problema oferecendo FMs de pesos abertos por meio de um serviço totalmente gerenciado, com a inferência rodando integralmente em infraestrutura operada pela AWS.

    Por serem de pesos abertos, esses modelos permitem que as equipes avaliem de forma independente a arquitetura e a metodologia de treinamento, realizem benchmarks com suas próprias cargas de trabalho e façam ajuste fino (fine-tuning) com dados proprietários quando necessário.

    Ao planejar cargas de trabalho de IA em um contexto soberano, a AWS recomenda avaliá-las em relação aos requisitos da organização para residência de dados, governança de modelos e controle operacional. Para saber mais sobre a AWS European Sovereign Cloud, acesse aws.eu.

    Fonte

    Run open weight models on Amazon Bedrock in AWS European Sovereign Cloud (https://aws.amazon.com/blogs/security/run-open-weight-models-on-aws-bedrock-in-aws-european-sovereign-cloud/)

  • AWS Transfer Family passa a preservar o IP de origem do cliente em servidores SFTP atrás de um NLB

    O que mudou no AWS Transfer Family

    A AWS anunciou uma atualização relevante para quem usa o AWS Transfer Family com servidores SFTP (Protocolo Seguro de Transferência de Arquivos) atrás de um Balanceador de Carga de Rede (NLB): a partir de agora, o serviço passa a preservar o endereço IP de origem do cliente por meio do Protocolo Proxy v2 (PPv2).

    Essa novidade se aplica especificamente a cenários em que o servidor SFTP utiliza um endpoint hospedado em Nuvem Privada Virtual (VPC) e há um NLB próprio posicionado à frente dele.

    Qual era o problema antes

    Antes dessa atualização, quando um NLB era colocado na frente do servidor SFTP do Transfer Family, o balanceador substituía o endereço IP real do cliente pelo seu próprio IP privado. Isso causava dois problemas práticos:

    • Os logs e eventos do Transfer Family registravam o IP do NLB, e não o IP verdadeiro de quem estava se conectando.
    • Durante o processo de autenticação com um provedor de identidade personalizado, o endereço apresentado era o do NLB — tornando impossível autorizar ou bloquear usuários com base no IP real de origem.

    Para equipes que precisam de rastreabilidade, conformidade ou controles de acesso baseados em IP, esse comportamento era uma limitação significativa.

    O que muda com o novo suporte a PPv2

    Com a nova funcionalidade, é possível habilitar a preservação do IP de origem diretamente em cada servidor do Transfer Family. Quando ativado, o endereço IP real do cliente é:

    • Registrado nos logs e eventos do Transfer Family;
    • Apresentado ao provedor de identidade personalizado durante a autenticação.

    Isso abre caminho para implementar auditorias baseadas em IP, controles de acesso mais granulares e atender a requisitos de conformidade regulatória que exigem rastreabilidade do endereço de origem das conexões.

    Como habilitar o recurso

    A funcionalidade pode ser ativada individualmente em cada servidor do Transfer Family, por meio de três formas:

    • Console da AWS;
    • Interface de Linha de Comando (CLI) da AWS;
    • Kit de Desenvolvimento de Software (SDK) / Interface de Programação de Aplicações (API) da AWS.

    Disponibilidade

    A preservação do IP de origem para servidores SFTP está disponível em todas as regiões da AWS onde o Transfer Family está disponível. Para aprofundar os detalhes técnicos de configuração, a AWS disponibiliza o Guia do Usuário do Transfer Family.

    Fonte

    AWS Transfer Family now supports source IP preservation for SFTP servers behind a Network Load Balancer (NLB) (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/transfer-family-sftp-source-ip-nlb/)