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  • Web Search no Amazon Bedrock agora está disponível no AWS GovCloud (US-West)

    Busca na web chega ao Amazon Bedrock no GovCloud

    A AWS anunciou a disponibilidade da ferramenta integrada de busca na web (Web Search) do Amazon Bedrock na região AWS GovCloud (US-West). A novidade amplia o alcance desse recurso para ambientes governamentais e do setor público, que possuem requisitos rigorosos de conformidade e tratamento de dados.

    O que é o Web Search no Amazon Bedrock

    O Web Search é uma ferramenta nativa do lado do servidor (built-in server-side tool) que permite aos modelos de linguagem fundamentarem suas respostas em informações atuais da web. O recurso é compatível com modelos OpenAI GPT suportados pelo Amazon Bedrock e inclui citações das fontes consultadas, permitindo rastrear cada afirmação até sua origem na web.

    Isso é especialmente útil em situações onde a resposta depende de informações que mudam com o tempo ou que são mais recentes do que os dados de treinamento do modelo — como eventos atuais, lançamentos recentes ou preços em tempo real.

    Sem infraestrutura para gerenciar

    Por ser executado dentro do Amazon Bedrock, o Web Search elimina a necessidade de hospedar um índice de busca próprio, gerenciar crawlers ou escrever o loop de chamada de ferramentas manualmente. A AWS cuida de toda essa camada de infraestrutura, servindo os resultados a partir de um índice web e cache mantidos pela própria Amazon.

    Governança e controle de acesso

    O recurso foi projetado para atender aos padrões de governança e tratamento de dados exigidos pelos clientes do AWS GovCloud (US). Por padrão, os dados das requisições permanecem dentro do perímetro da AWS. Como capacidade nativa gerenciada pelo Gerenciamento de Identidade e Acesso da AWS (IAM — AWS Identity and Access Management), administradores podem permitir ou negar o uso do Web Search no nível da conta ou da organização, além de restringi-lo por região, garantindo controle centralizado.

    Como começar a usar

    Para utilizar o recurso, basta adicionar uma ferramenta do tipo web_search ao array tools na requisição da API de Respostas da OpenAI (OpenAI Responses API), utilizando a biblioteca cliente OpenAI existente com uma chave de API do Amazon Bedrock. O modelo aciona a ferramenta automaticamente apenas quando identifica que a requisição exige informações atuais.

    Modelos e regiões suportados

    No lançamento para o AWS GovCloud (US-West), o Web Search suporta os modelos GPT-5.4, GPT-5.6 Terra e Luna. Além da região GovCloud (US-West), o recurso também está disponível em US East (Norte da Virgínia), US East (Ohio) e US West (Oregon).

    Para aprofundar o entendimento técnico, a AWS disponibiliza um blog técnico de introdução ao Web Search. Para orientações de implementação, consulte a documentação oficial do Web Search. Informações sobre preços estão disponíveis na página de preços do Amazon Bedrock.

    Fonte

    Web Search on Amazon Bedrock is now available in AWS GovCloud (US-West) (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/amazon-bedrock-web-aws-govcloud/)

  • Amazon Quick ganha configurações de ferramentas e suporte a sincronização MCP nos conectores

    Mais controle sobre conectores no Amazon Quick

    O Amazon Quick acaba de receber duas novidades relevantes para quem gerencia conectores na plataforma: novas configurações de ferramentas e suporte à sincronização com servidores MCP (Protocolo de Contexto de Modelo). As atualizações foram anunciadas pela AWS e chegam para dar mais controle a administradores e proprietários de conectores sobre como essas integrações são implantadas e mantidas atualizadas.

    O que são os conectores do Amazon Quick?

    Os conectores do Amazon Quick permitem que usuários utilizem ferramentas e serviços externos — como Outlook, Slack, Salesforce, Jira e servidores MCP próprios — diretamente em seus fluxos de trabalho. Isso vale para diferentes contextos dentro da plataforma: chat, agentes, aplicativos, flows e pesquisa aprofundada (deep research).

    O que mudou com as novas configurações

    Habilitação seletiva de ferramentas

    Agora, proprietários de conectores e administradores podem habilitar ou desabilitar ferramentas individuais dentro de um conector. Na prática, isso significa que é possível garantir que apenas as ferramentas aprovadas fiquem disponíveis para os usuários finais — um controle importante em ambientes corporativos onde nem toda funcionalidade de um serviço externo deve estar acessível.

    Configurações de permissão por ferramenta

    Além da habilitação seletiva, as novas configurações de permissão permitem que proprietários de conectores definam quais ferramentas exigem consentimento explícito do usuário antes de serem executadas. Também é possível deixar essa decisão nas mãos dos próprios usuários finais, oferecendo maior flexibilidade conforme a política de cada organização.

    Sincronização automática com servidores MCP externos

    O recurso de sincronização MCP garante que os conectores se mantenham atualizados automaticamente à medida que os servidores MCP externos evoluem — seja adicionando novas ferramentas, atualizando descrições ou expandindo suas capacidades. Com isso, os usuários sempre têm acesso às informações mais recentes sem precisar de intervenção manual para atualizar os conectores.

    Disponibilidade

    Todos esses recursos já estão disponíveis em todas as regiões da AWS onde o Amazon Quick está presente. Para saber mais sobre como configurar e aproveitar essas novidades, a AWS disponibiliza o Guia do Usuário do Amazon Quick.

    Fonte

    Amazon Quick adds new tool settings and Model Context Protocol (MCP) sync support for connectors (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/amazon-quick-adds-tool-settings-mcp-sync/)

  • Migrando a fonte de identidade no AWS IAM Identity Center: guia completo do Active Directory para Okta

    Por que trocar a fonte de identidade é um momento crítico

    O AWS IAM Identity Center é o serviço central de gerenciamento de acesso da AWS para contas AWS e aplicações integradas. Uma das decisões mais impactantes que uma organização pode tomar nesse contexto é mudar a fonte de identidade — ou seja, o sistema que define quem são os usuários e grupos que têm acesso ao ambiente AWS.

    Essa mudança costuma acontecer quando a empresa troca de provedor de identidade (IdP), consolida sua infraestrutura de identidade, adota novas capacidades de Single Sign-On (Logon Único) ou migra de sistemas legados on-premises. O problema é que uma transição sem planejamento adequado pode resultar em perda temporária de acesso a contas e aplicações AWS até que as permissões sejam restauradas.

    A AWS publicou um guia técnico detalhado que explica como fazer essa transição com segurança, incluindo um runbook passo a passo para migrar do Active Directory para o Okta como IdP externo via SAML 2.0 (Linguagem de Marcação para Asserções de Segurança). O material também disponibiliza scripts de automação no repositório aws-samples no GitHub.

    As três fontes de identidade disponíveis no IAM Identity Center

    Cada instância do IAM Identity Center se conecta a uma única fonte de identidade por vez. A AWS suporta três opções:

    • Identity Center Directory: o armazenamento de identidade padrão. Usuários e grupos são criados e gerenciados diretamente no IAM Identity Center, sem dependência de um provedor externo. Indicado para organizações sem um diretório corporativo existente ou que preferem uma configuração que use apenas serviços AWS.
    • Active Directory: integração com um Microsoft Active Directory on-premises ou com o AWS Managed Microsoft AD via AWS Directory Service. Permite reutilizar identidades, associações a grupos e políticas de acesso já existentes no AD.
    • IdP Externo: integração com provedores terceiros que suportam SAML 2.0, como Okta Universal Directory, Microsoft Entra ID (antigo Azure AD), Ping Identity, entre outros.

    O que é destruído na troca de fonte de identidade

    Esse é o ponto mais crítico do guia: transições que envolvem o Active Directory são destrutivas. Ao confirmar a troca da fonte de identidade do AD para um IdP externo, o IAM Identity Center imediatamente exclui todos os usuários, grupos e suas respectivas atribuições — tanto de contas quanto de aplicações.

    Já a transição entre um IdP externo e o diretório local do Identity Center preserva usuários, grupos e atribuições. A tabela abaixo resume o comportamento:

    • Troca do AD para IdP externo: usuários, grupos, atribuições de contas e atribuições de aplicações são excluídos e precisam ser recriados.
    • Troca de IdP externo para o diretório local: tudo é preservado.

    Um ponto de atenção adicional: aplicações gerenciadas pela AWS que mantêm sua própria referência à fonte de identidade — como o Amazon SageMaker Studio e o Amazon OpenSearch Service — podem não ter o acesso totalmente restaurado apenas pela API CreateApplicationAssignments. Essas aplicações têm dependências do ID da fonte de identidade original e precisam ser tratadas caso a caso. Para mais detalhes sobre considerações ao trocar a fonte de identidade, a AWS mantém documentação específica sobre o tema.

    O processo em cinco etapas

    O guia da AWS estrutura a migração em cinco etapas fundamentais, que se aplicam a qualquer transição de fonte de identidade no IAM Identity Center:

    • Etapa 1 — Backup: antes de qualquer mudança, exporte todos os dados de identidade: usuários, grupos e atribuições. O script de precheck gera arquivos CSV com todas as atribuições e principais do Identity Center.
    • Etapa 2 — Preparar e validar usuários na nova fonte: confirme que os usuários e grupos existem na nova fonte de identidade antes de fazer a troca. Divergências em campos como UserName ou DisplayName podem impedir que os usuários se conectem após a migração.
    • Etapa 3 — Trocar a fonte de identidade: atualize o IAM Identity Center para apontar para a nova fonte. Para IdPs externos, isso envolve fazer upload dos metadados SAML e configurar o SCIM (Sistema de Gerenciamento de Identidade entre Domínios) para provisionamento automatizado. Atenção: ao confirmar essa mudança, todas as atribuições do AD são imediatamente excluídas.
    • Etapa 4 — Restaurar atribuições: após o provisionamento dos usuários e grupos na nova fonte, restaure todas as atribuições de contas usando o script de restauração. Um comando adicional verifica se há atribuições faltando ou em excesso.
    • Etapa 5 — Validar o acesso: teste o acesso para uma amostra representativa de usuários com diferentes perfis e níveis de permissão antes de declarar a migração concluída.

    Os scripts e detalhes estão disponíveis no GitHub. Bugs e solicitações de funcionalidades podem ser reportados via GitHub Issues. Clientes com Enterprise Support podem contatar seu Gerente Técnico de Contas (TAM) para dúvidas adicionais.

    Runbook detalhado: do Active Directory para o Okta

    O guia apresenta um runbook com sete fases para a migração do AD para o Okta como IdP SAML 2.0. Abaixo, um resumo de cada fase:

    Fase 1: Planejamento pré-migração

    Envolve quatro componentes: engajamento dos stakeholders (responsável pelo AD, administrador AWS, administrador Okta), inventário do estado atual com o script de precheck, definição da janela de cutover em período de baixo uso, e confirmação dos acessos necessários.

    python -m idc_migration_tool precheck --output-dir ./export

    Esse comando gera dois arquivos: assignments.csv (uma linha por conta, permission set e atribuição de principal) e principals.csv (todos os usuários e grupos do identity store).

    Fase 2: Validação pré-cutover

    Validar que os arquivos de backup estão presentes e não vazios, comunicar o impacto aos usuários (incluindo o novo fluxo de login pelo Okta), e realizar testes em ambiente sandbox com um usuário de teste para confirmar o provisionamento SCIM e o fluxo de autenticação de ponta a ponta.

    Fase 3: Execução do cutover

    Esta fase inclui a configuração do aplicativo Okta (obtendo o arquivo de metadados SAML), a troca da fonte de identidade no console do IAM Identity Center (com upload do XML de metadados e do certificado de assinatura SAML), a habilitação do provisionamento automático via SCIM, a configuração da integração SCIM no Okta com as URLs de endpoint e token gerados, e a configuração das URLs de ACS (Serviço de Asserção ao Consumidor) e Issuer no Okta.

    Atenção: o downtime começa no momento em que a troca da fonte de identidade é confirmada. Usuários perdem acesso imediatamente e só recuperam após a conclusão da Fase 4.

    Fase 4: Reconstrução das atribuições

    Verificar que todos os usuários e grupos do Okta foram sincronizados via SCIM no IAM Identity Center, e então executar o script de restauração:

    python -m idc_migration_tool cutover --csv ./export/assignments.csv

    O script faz o match dos nomes de principais na nova fonte de identidade, cria as atribuições e reporta sucesso ou falha para cada uma. Aguarde de 5 a 10 minutos para a propagação das permissões antes de iniciar os testes.

    Fase 5: Validação pós-migração

    Teste o acesso de ponta a ponta com um usuário Okta de teste, validando login no dashboard, acesso ao portal AWS, assunção de role e navegação no console. Faça spot-check com usuários de diferentes perfis (Administrador, Desenvolvedor, Somente Leitura). Use o script de validação para detectar atribuições faltando ou em excesso:

    python -m idc_migration_tool validate --csv ./export/assignments.csv --output-dir ./export

    Se houver divergências, o script gera um arquivo drift_report.csv com entradas MISSING e EXTRA.

    Fase 6: Limpeza e monitoramento pós-migração

    Remova recursos obsoletos (roles IAM sincronizadas pelo AD que não foram limpas automaticamente), monitore o SCIM nos dias seguintes, revise os logs do IAM Identity Center e do AWS CloudTrail para tentativas de login com falha, e atualize toda a documentação interna (SOPs, guias de onboarding, mapeamentos de grupos para permission sets). O comando abaixo identifica usuários desativados, grupos vazios e permission sets sem atribuição:

    # Apenas relatório
    python -m idc_migration_tool cleanup
    
    # Relatório com prompt para exclusão
    python -m idc_migration_tool cleanup --delete

    Importante: não descomissione os domain controllers do Active Directory até ter certeza de que a migração está estável e que o rollback não será mais necessário.

    Fase 7: Rollback (se necessário)

    O IAM Identity Center não retém usuários, grupos ou atribuições do AD após a troca de fonte de identidade. Um rollback exige trocar manualmente a fonte de identidade de volta para o Active Directory e reconstruir todas as atribuições a partir dos arquivos de backup. Não há desfazer automático.

    O processo envolve: navegar até as configurações do IAM Identity Center, selecionar Active Directory como fonte de identidade, confirmar que o AD ainda está acessível, aguardar a ressincronização dos usuários e grupos, e então executar novamente o script de restauração:

    python -m idc_migration_tool cutover --csv ./export/assignments.csv

    Para dicas de troubleshooting, a AWS mantém documentação sobre resolução de problemas no IAM Identity Center.

    Conclusão

    A migração de fonte de identidade no IAM Identity Center é uma operação de alto impacto que exige planejamento cuidadoso. O guia publicado pela AWS oferece uma estrutura completa — desde o backup inicial até o rollback de emergência — para que times de identidade e segurança executem essa transição com previsibilidade e controle.

    Os scripts de backup e restauração estão disponíveis no repositório aws-samples no GitHub. Para aprofundar o conhecimento sobre configuração do IAM Identity Center e gerenciamento de permission sets, a AWS recomenda o AWS Security Blog e a documentação oficial do AWS IAM Identity Center.

    Fonte

    Managing identity source transition for AWS IAM Identity Center (https://aws.amazon.com/blogs/security/managing-identity-source-transition-for-aws-iam-identity-center/)

  • Segurança Agêntica: Detecção e Resposta na Velocidade das Máquinas

    O Maior Salto de Postura de Segurança Desde a Migração para a Nuvem

    Conversas com líderes de segurança corporativa ao longo do último ano apontam para um consenso claro: a ascensão dos agentes de IA autônomos representa a mudança mais significativa em postura de segurança desde a adoção da nuvem. Organizações de todos os setores já estão implantando agentes de IA que autenticam em nome de usuários, executam fluxos de trabalho com múltiplas etapas e tomam decisões sobre infraestrutura — frequentemente sem aguardar aprovação humana.

    Diante desse cenário, a AWS colaborou com o SANS Institute para produzir um capítulo inédito no eBook Cloud Security Exchange 2026, apresentando um framework prático para proteger cargas de trabalho agênticas em escala empresarial.

    O Desafio: Ameaças que Operam na Velocidade das Máquinas

    A segurança tradicional foi construída para sistemas determinísticos, com entradas e saídas previsíveis. Os workloads agênticos quebram essas premissas de forma fundamental. O mesmo prompt pode gerar uma resposta dentro das políticas em uma requisição e uma resposta que viola essas mesmas políticas na seguinte. Agentes adaptam seu comportamento ao longo do tempo conforme interagem com usuários, dados e ferramentas, operando com autonomia real: conectando-se a APIs, encadeando ações e tomando decisões independentes.

    Essas características tornam os controles de segurança baseados em avaliações pontuais insuficientes. A detecção e a resposta precisam operar de forma contínua e na mesma velocidade em que os agentes atuam.

    O que torna o cenário ainda mais urgente é o abismo entre a velocidade de adoção e a maturidade de governança: 80% das organizações já adotaram IA, mas apenas 10% a governam de forma estruturada. Agentes estão sendo desenvolvidos por um número crescente de profissionais — incluindo quem usa ferramentas low-code — criando desafios de governança que os programas de segurança existentes precisam urgentemente endereçar.

    Estendendo o que Já Funciona

    A boa notícia é que a segurança agêntica não começa do zero. Ela se apoia nos mesmos princípios que os times de segurança já aplicam: governança de identidade, privilégio mínimo, defesa em profundidade e recuperação de desastres. O que muda é a forma como esses princípios são implementados quando as cargas de trabalho são autônomas e probabilísticas.

    O framework apresentado no eBook organiza quatro áreas fundamentais:

    1. Identidade e Governança de Agentes

    Cada agente precisa de sua própria identidade, com credenciais temporárias e com escopo definido — em vez de acessos persistentes e amplos. Isso estende os princípios de zero trust para agentes de IA, onde cada requisição é autenticada e autorizada de forma independente, e cada ação possui uma cadeia de autorização rastreável.

    Quando um único agente combina acesso a dados sensíveis, capacidade de comunicação externa e exposição a conteúdo não confiável, o perfil de risco muda de forma significativa. Padrões de design que impedem qualquer componente individual de reunir essas três capacidades ao mesmo tempo reduzem esse risco de forma substancial.

    2. Detecção Evoluída para Cargas de Trabalho Agênticas

    A detecção estática baseada em regras, projetada para padrões de atividade humana, não consegue acompanhar o comportamento dos agentes. As organizações precisam de monitoramento comportamental contínuo, baselines dinâmicos que se adaptam conforme os agentes evoluem, e instrumentação de observabilidade que identifique anomalias em tempo real.

    O Amazon GuardDuty entrega essa capacidade hoje, analisando sinais de segurança de forma contínua para detectar ameaças à medida que surgem.

    3. Resposta que Equilibra Velocidade e Precisão

    Quando as ameaças se movem na velocidade das máquinas, a resposta precisa ser automatizada e estruturada em camadas: alguns comportamentos de agentes devem ser contidos imediatamente, enquanto outros exigem julgamento humano. O framework distingue entre ações que podem ser automatizadas com segurança e aquelas que precisam de escalonamento para revisão humana.

    4. De Agentes Individuais a Ecossistemas Multiagentes

    Os agentes já estão se organizando em equipes, delegando subtarefas, negociando acessos e coordenando ações além das fronteiras organizacionais. Cada estágio dessa evolução herda todos os requisitos de segurança das etapas anteriores — o que significa que as organizações que protegem hoje seus agentes básicos de chat já estão construindo a base para os ecossistemas multiagentes de amanhã.

    Segurança como Habilitadora da Adoção de IA Agêntica

    Os líderes de segurança com quem a AWS tem dialogado não estão questionando se vão adotar agentes de IA. A pergunta é como fazer isso de forma responsável, com agilidade e sem frear o negócio.

    A abordagem da AWS para esse desafio é construir segurança na plataforma em todas as camadas. Workloads agênticos desenvolvidos sobre a AWS herdam quase duas décadas de experiência em segurança de cargas de trabalho críticas. O Amazon GuardDuty, o Amazon Inspector e o AWS Security Hub trabalham em conjunto para fornecer detecção contínua de ameaças, gerenciamento de vulnerabilidades e operações de segurança unificadas — todos adaptados às características únicas dos workloads agênticos.

    Não se trata de construir uma nova segurança do zero, mas de estender as bases de segurança já consolidadas para um ambiente onde a IA opera com autonomia crescente.

    Acesse o Framework Completo

    O capítulo da AWS no eBook aprofunda cada uma dessas áreas, com padrões arquiteturais específicos, orientações de implementação e frameworks para times de segurança em todos os estágios de maturidade com IA agêntica — seja avaliando, em fase piloto ou operando em escala.

    Leia o capítulo completo: Segurança Agêntica: Detecção e Resposta na Velocidade das Máquinas.

    Para saber mais sobre os serviços de segurança da AWS, acesse a página de Segurança na Nuvem AWS ou explore o Framework de Segurança para IA da AWS, que apresenta uma visão abrangente de como a AWS protege workloads de IA com os controles certos, nas camadas certas e nas fases certas.

    Fonte

    Agentic security: Detection and response at machine speed (https://aws.amazon.com/blogs/security/agentic-security-detection-and-response-at-machine-speed/)

  • Amazon Connect anuncia disponibilidade geral do Agentic CX Designer

    O que foi anunciado

    A AWS anunciou a disponibilidade geral do Agentic CX Designer, uma ferramenta de canvas visual sem código integrada ao Amazon Connect Customer. O objetivo é permitir que equipes de negócio criem e publiquem experiências de autoatendimento com inteligência artificial — tanto por voz quanto por canais digitais — sem depender de times de engenharia para colocar tudo em produção.

    O que é o Agentic CX Designer

    A proposta central da ferramenta é unir dois tipos de IA em um único ambiente: a IA agêntica, que conduz conversas naturais com os clientes usando modelos de linguagem de grande escala (LLMs), e a IA determinística, que garante resultados exatos em situações onde não há margem para variação — como elegibilidade, aprovações, roteamento ou conformidade regulatória.

    Na prática, funciona assim: no canvas visual, a equipe define a lógica do fluxo, as regras de negócio, as integrações com sistemas existentes e os limites de atuação da IA. O modelo de linguagem cuida da conversa em si, de forma natural. Para etapas críticas do processo, o fluxo segue exatamente o que foi definido pela equipe — sem improvisação do modelo.

    A analogia usada pela AWS é direta: o Agentic CX Designer oferece “a clareza de um fluxograma com o poder de um modelo de linguagem de grande escala”.

    Principais capacidades

    • Canvas visual sem código: design, testes e publicação acontecem no mesmo ambiente, sem necessidade de transferir o trabalho para a engenharia.
    • Combinação de IA agêntica e determinística: conversas naturais com controle preciso nos pontos críticos do fluxo.
    • Integração com sistemas de negócio: é possível conectar a ferramenta aos sistemas que já operam na empresa durante o próprio processo de design.
    • Velocidade de implantação: segundo a AWS, equipes conseguem ir do design à produção em semanas, não meses.

    Regiões disponíveis

    O Agentic CX Designer está disponível nas seguintes regiões da AWS:

    • US East (N. Virginia)
    • US West (Oregon)
    • Canada (Central)
    • Asia Pacific (Tokyo)
    • Asia Pacific (Seoul)
    • Asia Pacific (Singapore)
    • Asia Pacific (Sydney)
    • Europe (Frankfurt)
    • Europe (London)

    Saiba mais

    Para entender como o Agentic CX Designer está transformando as experiências de autoatendimento, a AWS disponibilizou um post no blog oficial com mais detalhes sobre a combinação de lógica de negócio estruturada com IA agêntica. Também é possível acessar a documentação oficial da ferramenta e o site do Amazon Connect Customer, solução de IA agêntica voltada para empresas que buscam entregar experiências de atendimento ao cliente de alto nível.

    Fonte

    Amazon Connect Customer announces general availability of agentic CX designer (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/agentic-cx-designer/)

  • Segurança no Amazon QuickSight do POC à produção: Agentes, Flows e Spaces

    O problema clássico: do piloto à produção

    Um padrão recorrente em projetos de análise de dados na nuvem é o seguinte: a prova de conceito (POC) funciona muito bem com um time pequeno, mas trava quando as equipes de segurança e conformidade analisam o plano de produção. Um modelo de permissões que funciona para dez usuários piloto costuma quebrar quando cinco departamentos inteiros entram na equação. Agentes podem retornar dados fora do escopo pretendido, e equipes de auditoria têm dificuldade para rastrear como datasets, agentes e Spaces se conectam.

    Foi justamente para endereçar esse problema que a AWS publicou um guia técnico detalhado sobre como estruturar o Amazon QuickSight — dashboards, Chat Agents, Flows e Spaces com bases de conhecimento — de forma que a segurança se sustente à medida que usuários e departamentos são adicionados.

    O cenário de referência: AnyCompany

    O guia usa como base uma empresa fictícia chamada AnyCompany: 5.000 funcionários, 5 departamentos e 5 localidades. Três perfis de usuário precisam acessar os mesmos dados, mas em níveis diferentes:

    • Liderança de RH: acesso completo, incluindo salários e risco de saída voluntária (attrition).
    • Gestores de departamento: apenas métricas operacionais da própria equipe.
    • Todos os funcionários: políticas da empresa e tendências agregadas e anonimizadas.

    Expor um único dataset a todos os três perfis e depender exclusivamente de permissões para controlar o acesso cria uma superfície de risco considerável. Uma única configuração incorreta pode expor dados salariais para toda a empresa.

    A solução: segurança na arquitetura dos dados

    A abordagem proposta pela AWS modela um dataset de origem em três visões alinhadas com os níveis de autorização de cada perfil. Cada visão se conecta a um agente dedicado, que por sua vez alimenta um dashboard específico para aquele público. Ações externas são controladas por um Flow com revisão humana obrigatória.

    A lógica central é simples e poderosa: remover os dados antes que cheguem ao usuário, em vez de depender de configurações de permissão para bloquear o acesso. Se a coluna de salário não existe no dataset do gestor, nenhum erro de configuração pode expô-la.

    Os quatro padrões validados

    1. Modelagem de datasets (Dataset Shaping)

    O primeiro passo é criar três datasets a partir da mesma fonte de dados:

    • anycompany-employees-full: todas as 30 colunas, para a liderança de RH.
    • anycompany-employees-manager: 4 colunas sensíveis removidas (salário anual, percentual de bônus, data e motivo de desligamento), para gestores de departamento.
    • anycompany-employees-aggregated: apenas resumos por departamento e localidade (25 linhas no total), para todos os funcionários.

    Remover colunas no nível do dataset é estruturalmente mais seguro do que ocultá-las via permissões. O dado simplesmente não existe nos datasets downstream — nenhuma configuração incorreta pode expor o que não está lá.

    2. Segurança em nível de linha — Row-Level Security (RLS)

    A Segurança em Nível de Linha (RLS) do Amazon QuickSight restringe quais linhas cada usuário pode ver, com base na identidade. A configuração é feita no nível do dataset, por meio de um dataset de mapeamento que associa usuários ou grupos a valores de coluna específicos — e essa restrição se propaga automaticamente para todas as análises e dashboards vinculados.

    Para o dataset de gestores, cria-se um arquivo CSV de regras com duas colunas: UserName e Department. Cada gestor recebe uma linha correspondendo ao seu departamento. O administrador de RH recebe cinco linhas para acesso completo. Um ponto de atenção importante: qualquer divergência no nome de usuário — mesmo um único caractere — faz com que a consulta retorne zero linhas. O guia recomenda usar o campo calculado username() em uma análise para confirmar o formato exato.

    3. Isolamento de agentes (Agent Isolation)

    Cada Chat Agent deve se conectar a exatamente um dataset, dimensionado para o seu público. O guia descreve três agentes:

    • Executive Insights Agent: conectado ao dataset completo, compartilhado apenas com o grupo hr-leadership.
    • Manager Assistant Agent: conectado ao dataset de gestores com RLS aplicado, compartilhado apenas com dept-managers.
    • Employee Self-Service Agent: conectado ao dataset agregado e à base de conhecimento com documentos de políticas, compartilhado com todos os funcionários.

    Antes de declarar qualquer agente pronto para produção, a AWS recomenda testes com consultas adversariais — perguntas que tentam extrair dados fora do escopo pretendido. Por exemplo: pedir o salário de um funcionário específico ao agente de todos os funcionários deve resultar em recusa, porque esse dado simplesmente não existe no dataset conectado.

    4. Classificação de documentos e Spaces

    Um Space organiza documentos e fornece respostas fundamentadas em uma base de conhecimento. O princípio de segurança aqui é o mesmo: excluir documentos sensíveis em vez de depender de permissões para bloqueá-los. Todos os documentos em uma base de conhecimento são consultáveis por qualquer pessoa com acesso de Visualizador — portanto, a única forma de impedir o acesso a conteúdo sensível é mantê-lo fora da base desde o início.

    O guia exemplifica com um arquivo de feedback individual de funcionários (employee_feedback_full_dataset.pdf) que é deliberadamente excluído do Space compartilhado. Se a liderança de RH precisar desses dados, a recomendação é criar um Space separado, compartilhado exclusivamente com esse grupo.

    Os Spaces usam um modelo de dois níveis de acesso: Proprietários (podem visualizar, consultar e fazer upload) e Visualizadores (podem visualizar e consultar, sem upload). Usuários não adicionados não têm acesso algum.

    Flows com revisão humana obrigatória

    Flows encadeiam múltiplas etapas e podem pausar para revisão humana antes de continuar. O guia descreve a criação de um Flow chamado Weekly Attrition Risk Alert, com quatro etapas:

    • Etapa 1: Consulta o dataset e filtra funcionários com alto risco de saída voluntária.
    • Etapa 2: Processa os resultados filtrados (aproximadamente 300 funcionários, com base na taxa de ~25% no dataset sintético).
    • Etapa 3: Pausa a execução até que um aprovador designado revise e aprove explicitamente.
    • Etapa 4: Após aprovação, envia alertas para o grupo de gestores de departamento.

    O Flow só avança para a notificação externa após aprovação humana explícita — nenhuma ação sai do sistema sem revisão. Credenciais de sistemas externos devem ser armazenadas no AWS Secrets Manager, nunca embutidas na definição do Flow.

    Auditoria com AWS CloudTrail

    O AWS CloudTrail registra automaticamente os eventos de gerenciamento do Amazon QuickSight (chamadas de API) sem configuração adicional. Com um trail ativo na conta, é possível verificar consultas de agentes, acessos a datasets, execuções de Flows e alterações de permissões no histórico de eventos, filtrando pela origem quicksight.amazonaws.com. Cada evento registra a identidade do usuário, o timestamp, o nome do evento e o ARN do recurso.

    Como a segurança escala com a adoção

    O modelo baseado em grupos permite adicionar novos funcionários com uma simples mudança de associação de grupo — sem reconfigurar acessos. Novos datasets ou Spaces só precisam ser criados quando surge uma fronteira de confidencialidade genuinamente nova. Na fase piloto, um dataset e um agente por público é suficiente. Ao escalar para 50 ou mais equipes, a estrutura se mantém.

    Framework de governança

    O guia propõe um framework de governança com proprietários e revisores definidos para cada tipo de ativo:

    • Datasets: proprietário = responsável pelos dados; revisor = equipe de segurança; cadência trimestral.
    • Dashboards: proprietário = líder de analytics; revisor = grupo consumidor; cadência trimestral.
    • Chat Agents: proprietário = construtor do agente; revisor = responsável pelos dados + segurança; cadência mensal.
    • Bases de conhecimento: proprietário = dono do conteúdo; revisor = responsável pelos dados; cadência mensal.
    • Flows: proprietário = dono do processo; revisor = equipe de segurança; revisão a cada mudança.
    • Spaces: proprietário = administrador do Space; revisor = responsável pelos dados; cadência trimestral.

    Roteiro de implantação em fases

    • Semanas 1–2 (POC com guardrails): um dataset por público, RLS desde o primeiro dia, testes adversariais.
    • Semanas 3–4 (expansão piloto): Space e base de conhecimento, separação de permissões, Flows com portões de aprovação.
    • Semanas 5–8 (hardening para produção): todos os departamentos, revisões adversariais trimestrais.
    • Escala enterprise (contínuo): logs de auditoria, checklist antes de cada novo ativo, revisões periódicas de acesso.

    Checklist de prontidão para produção

    O guia inclui um checklist de verificações booleanas que qualquer membro da equipe pode executar antes de colocar um novo ativo em produção:

    Datasets: dataset dimensionado para um único público; colunas sensíveis removidas (não apenas ocultadas); RLS aplicado e testado com pelo menos duas contas; permissões atribuídas a grupos, não a indivíduos.

    Chat Agents: agente conectado a exatamente um dataset; tópicos excluem colunas que não devem ser consultáveis; agente recusa consultas sobre registros individuais quando o dataset não os contém; agente recusa consultas sobre colunas excluídas.

    Spaces e bases de conhecimento: cada documento classificado antes do upload; nenhum documento contém Informações de Identificação Pessoal (PII) a menos que necessário para o público; permissões de visualização, consulta e upload configuradas separadamente; upload restrito a proprietários de conteúdo.

    Flows: Flow usa dataset protegido por RLS e com colunas removidas; etapa de aprovação humana existe antes de qualquer ação externa; credenciais externas armazenadas no AWS Secrets Manager; AWS CloudTrail ativo e capturando eventos do Flow.

    Recursos adicionais

    Para aprofundar o tema, a AWS disponibiliza documentação complementar: Segurança em nível de linha no Amazon QuickSight, Gerenciamento de grupos, Guia do usuário do AWS CloudTrail, Guia do usuário do AWS Secrets Manager, Amazon Bedrock Guardrails para controles de segurança em IA, e um post sobre monitoramento centralizado para administração do Amazon QuickSight com dashboards baseados em AWS CloudTrail. O repositório de código com scripts e datasets sintéticos está disponível no repositório GitHub de referência.

    Fonte

    Securing Amazon Quick from POC to production: Agents, Flows, and Spaces (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/securing-amazon-quick-from-poc-to-production-agents-flows-and-spaces/)

  • Amazon Kinesis Data Streams agora suporta dry run para validar requisições de API

    O que mudou no Kinesis Data Streams

    A AWS anunciou uma novidade importante para quem trabalha com o Amazon Kinesis Data Streams: o serviço agora conta com suporte ao recurso de dry run (execução simulada), que permite validar requisições de API sem que a operação seja de fato executada.

    Como funciona o dry run

    A mecânica é simples e direta. O desenvolvedor passa o novo parâmetro opcional DryRun com o valor true na chamada de API. Com isso, o serviço realiza todas as verificações necessárias — incluindo permissões — sem interagir de verdade com o stream em produção.

    Se tudo estiver correto, a API retorna uma exceção chamada DryRunOperationException. Esse retorno é, na prática, uma confirmação positiva: significa que a requisição teria sido bem-sucedida caso o parâmetro DryRun não estivesse presente.

    Por que isso resolve um problema real

    Antes dessa funcionalidade, não havia uma forma segura de testar se uma aplicação possuía as permissões corretas para acessar um stream. A solução mais comum era engenhosa, mas frágil: enviar uma requisição deliberadamente falha após a verificação de permissões. Um exemplo clássico era usar o PutRecord com um payload propositalmente maior do que o tamanho máximo suportado pelo serviço.

    O problema dessa abordagem é que ela dependia dos limites vigentes do serviço. Se esses limites fossem alterados em algum momento, a requisição poderia ser processada com sucesso — gravando registros não intencionais no stream de produção e em todos os consumidores downstream. Era um risco silencioso e difícil de prever.

    Com o dry run, esse risco deixa de existir. A validação passa a ser explícita, controlada e segura.

    Quais APIs são compatíveis

    O recurso de dry run está disponível para cinco APIs do Kinesis Data Streams:

    • PutRecord
    • PutRecords
    • GetRecords
    • GetShardIterator
    • SubscribeToShard

    A funcionalidade está disponível em todas as regiões da AWS onde o Amazon Kinesis Data Streams opera.

    Onde encontrar mais informações

    Para entender em detalhes como utilizar o dry run no seu ambiente, a AWS disponibiliza a documentação oficial: Teste suas permissões e entradas de requisição com dry run no Guia do Desenvolvedor do Amazon Kinesis Data Streams. Para consultar os parâmetros e estruturas de chamada, acesse a Referência de API do Amazon Kinesis Data Streams.

    Fonte

    Amazon Kinesis Data Streams now supports a dry run feature to validate API requests (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/amazon-kinesis-data-streams-api/)

  • Apresentando o Claude Fable 5.1 na AWS

    Claude Fable 5.1 chega ao Amazon Bedrock

    A AWS anunciou a disponibilidade do Claude Fable 5.1 no Amazon Bedrock e na Claude Platform on AWS. O novo modelo da Anthropic foi projetado para tarefas de alta complexidade — com destaque para codificação, pesquisa científica e fluxos de trabalho corporativos. Por conta do nível de capacidade que oferece, a Anthropic classificou o Fable 5.1 como um Covered Model (Modelo Coberto), uma categoria que impõe políticas adicionais de retenção de dados, revisão de segurança e controle de acesso em qualquer ambiente onde o modelo esteja disponível. Para entender como isso funciona no Amazon Bedrock, vale consultar a documentação de detecção de uso indevido e a página de Covered Models da Anthropic.

    Junto com o lançamento do modelo, a Anthropic também apresentou os Enterprise Frontier Safeguards (Salvaguardas de Fronteira Empresarial, EFS) — uma solução desenvolvida em parceria com a AWS que permite às organizações utilizar os modelos mais avançados da Anthropic mantendo seus dados dentro da infraestrutura de nuvem que controlam.

    O que diferencia o Fable 5.1

    Segundo a Anthropic, o Fable 5.1 representa um avanço claro em relação ao Fable 5 nos testes de raciocínio mais exigentes que a empresa realiza. Esses testes envolvem matemática de competição, questões de pós-graduação em engenharia e ciências, e problemas longos com múltiplos passos onde a confiabilidade é essencial.

    Na prática, isso se traduz em melhor julgamento em tarefas ambíguas e menos respostas erradas apresentadas com excesso de confiança. As principais melhorias incluem:

    • Codificação agêntica: O modelo consegue conduzir projetos de forma mais autônoma — desde funcionalidades que abrangem toda uma base de código até revisão e otimização de performance, em sessões de várias horas. Ele também é mais honesto: quando trava, diz isso claramente, e é menos propenso a desabilitar testes que estão falhando para forçar uma aprovação.
    • Operação autônoma: Projetado para tarefas de múltiplas horas que envolvem vários aplicativos. Ele planeja, utiliza as ferramentas necessárias, se recupera quando uma etapa falha e mantém o usuário informado sem precisar ser solicitado.
    • Trabalho de conhecimento de ponta a ponta: Conduz uma análise desde a primeira pergunta até o documento final — fazendo a pesquisa, construindo planilhas, redigindo memorandos ou apresentações e verificando os números ao longo do processo. Voltado especialmente para rotinas de finanças, contabilidade e saúde.
    • Pesquisa científica: Suporta campanhas de pesquisa desde a revisão de literatura e formulação de hipóteses até modelagem, experimentos e verificação formal.
    • Melhor usabilidade: Mantém o usuário atualizado em tarefas longas, escreve com mais clareza e segue instruções com mais precisão.

    Retenção de dados e revisão humana

    Por ser um Covered Model, o uso do Claude Fable 5.1 está sujeito à retenção de dados por até 30 dias e à revisão humana por pessoal da Amazon. No Amazon Bedrock, é possível controlar a retenção de dados por meio de um modo configurável na conta ou no projeto do Amazon Bedrock, utilizando a API de retenção de dados.

    Para usar o Claude Fable 5.1, é obrigatório ativar o modo aws_review antes de invocar o modelo. Nesse modo, a AWS retém os prompts e as saídas para revisão de segurança humana dentro do perímetro da AWS — mas sem exigir compartilhamento com o provedor do modelo. Mais detalhes estão disponíveis na documentação de retenção de dados do Amazon Bedrock.

    Enterprise Frontier Safeguards

    Os Enterprise Frontier Safeguards (EFS), desenvolvidos em parceria entre AWS e Anthropic, foram criados para ajudar clientes elegíveis a utilizar o Claude Fable 5 e o Claude Fable 5.1 mantendo seus dados em um ambiente de nuvem sob seu próprio controle.

    Clientes elegíveis ao EFS podem usar esses modelos com retenção zero de dados (Zero Data Retention, ZDR) no Amazon Bedrock e na Claude Platform on AWS. Essa opção está disponível para uso interno até 31 de dezembro de 2026.

    Recursos adicionais do EFS serão disponibilizados ainda neste ano: os clientes poderão manter prompts e saídas dentro de sua própria conta AWS, sob suas próprias chaves de criptografia, políticas de acesso e registros de auditoria. O monitoramento de segurança será realizado por revisão automatizada, sem necessidade de revisão humana.

    Como começar com o Fable 5.1 no Amazon Bedrock

    Para experimentar o modelo diretamente pela interface, basta acessar o console do Amazon Bedrock, navegar até Test > Playground e selecionar o Fable 5.1. A partir daí, é possível executar prompts diretamente contra o modelo.

    Para uso programático, o modelo pode ser chamado via Anthropic Messages API contra o bedrock-runtime (usando o SDK da Anthropic). Também é possível utilizar as APIs Invoke e Converse no bedrock-runtime por meio da Interface de Linha de Comando da AWS (AWS CLI) e do AWS SDK.

    Pré-requisitos

    • Conta AWS ativa com acesso ao Amazon Bedrock.
    • AWS CLI instalada e configurada.
    • Python 3.10 ou superior.
    • Boto3 instalado: pip install boto3.
    • Permissões do Gerenciamento de Identidade e Acesso da AWS (IAM): bedrock:InvokeModel e bedrock:InvokeModelWithResponseStream.

    Abaixo, um exemplo rápido usando o SDK da AWS para Python (Boto3):

    import boto3
    import json
    
    # Create a Bedrock Runtime client
    bedrock_runtime = boto3.client(
        service_name="bedrock-runtime",
        region_name="us-east-1"
    )
    
    # Invoke Claude Fable 5.1
    response = bedrock_runtime.invoke_model(
        modelId="global.anthropic.claude-fable-5-1",
        contentType="application/json",
        accept="application/json",
        body=json.dumps({
            "anthropic_version": "bedrock-2023-05-31",
            "max_tokens": 4096,
            "messages": [
                {
                    "role": "user",
                    "content": "An S3 bucket serves 40 TB/month egress. Estimate the monthly egress cost at $0.09/GB, and state one architecture change to cut it. Show the calculation, keep it under 120 words."
                }
            ]
        })
    )
    
    result = json.loads(response["body"].read())
    
    # Fable 5.1 is a reasoning model: the response may include a thinking block
    # before the text block, so select the text block rather than a fixed index.
    print(next(b["text"] for b in result["content"] if b["type"] == "text"))

    Para mais exemplos, vale explorar o notebook de introdução disponível no GitHub.

    Disponibilidade

    O Claude Fable 5.1 já está disponível no Amazon Bedrock por meio dos perfis de inferência US Geo CRIS (us.) e Global CRIS (global.). No AWS GovCloud (US), o modelo está acessível nos endpoints bedrock-runtime e bedrock-mantle. A lista completa de regiões suportadas pode ser consultada na documentação do Bedrock. As informações de preço estão disponíveis na página de preços do Amazon Bedrock.

    O modelo também está disponível pela Claude Platform on AWS na América do Norte. Para experimentar, acesse o console do Amazon Bedrock, a Claude Platform on AWS, ou explore os notebooks de introdução no GitHub.

    Fonte

    Introducing Claude Fable 5.1 on AWS (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/introducing-claude-fable-5-1-on-aws/)

  • Amazon Quick agora permite criar apps personalizados com linguagem natural

    Criação de aplicações sem código, direto pela descrição

    A AWS anunciou a disponibilidade geral de um novo recurso do Amazon Quick: a criação de aplicações personalizadas por meio de linguagem natural. Em vez de envolver times de desenvolvimento ou meses de projeto, qualquer pessoa pode descrever o que precisa e o Quick constrói a aplicação funcional automaticamente.

    A proposta é clara: eliminar a barreira técnica entre uma ideia e um produto funcionando. Gerentes de produto, analistas financeiros, parceiros de Recursos Humanos (RH) e analistas de operações passam a ter autonomia para criar soluções próprias — sem escrever uma linha de código.

    Como funciona na prática

    O fluxo é direto: o usuário descreve o que quer, e o Quick entrega uma aplicação ativa, conectada em tempo real aos dados dos sistemas que a empresa já utiliza. A ferramenta se integra nativamente com plataformas amplamente adotadas no mercado corporativo, como:

    • Salesforce
    • Jira e Asana
    • ServiceNow
    • Microsoft 365 e Google Workspace
    • Bancos de dados e data warehouses

    As aplicações se mantêm atualizadas automaticamente conforme os dados subjacentes mudam. Além disso, todas as conexões respeitam as políticas de identidade, autorização e controle de acesso já existentes na organização — sem necessidade de reconfigurar permissões.

    Publicação, compartilhamento e ajustes

    Após a criação, o app pode ser publicado e compartilhado instantaneamente — seja para usuários específicos ou para toda a organização. E se for necessário ajustar algo, como adicionar inteligência artificial (IA), mudar o estilo visual ou conectar a outro sistema, basta descrever a mudança desejada. O Quick cuida do restante.

    Casos de uso reais do período de prévia

    Durante o período de prévia, empresas já utilizaram o Amazon Quick para substituir planilhas e ferramentas desconectadas por aplicações construídas para fins específicos. Dois exemplos se destacam:

    • A New York Life desenvolveu um portal de e-learning para sua equipe de Vida Institucional, consolidando processos de onboarding, treinamentos e cursos de conformidade em uma única experiência.
    • O próprio time do Amazon Quick passou a acompanhar pipeline, solicitações de clientes e métricas de adoção em um app de revisão semanal de liderança, substituindo a extração manual de dados de quatro sistemas diferentes.

    Disponibilidade e como começar

    A criação de apps no Quick está disponível para clientes dos planos Plus, Professional e Enterprise a partir de 1º de setembro de 2026. Para saber mais sobre como começar, a AWS disponibilizou o guia de introdução aos Apps no Quick.

    Fonte

    Amazon Quick now lets you build custom apps with natural language – (https://aws.amazon.com/about-aws/whats-new/2026/09/amazon-quick-custom-apps-natural-language/)

  • Como construir aplicações de chat multi-tenant com Amazon Bedrock Managed Knowledge Base

    O problema que essa arquitetura resolve

    Permitir que usuários façam upload de documentos e conversem com eles em tempo real parece simples na superfície. A interface de chat é relativamente fácil de construir — o problema real está na camada de recuperação por trás dela, especialmente quando a aplicação precisa atender múltiplos usuários ao mesmo tempo.

    Em um ambiente multi-tenant, os documentos de cada usuário precisam ficar completamente isolados dos demais. Esse isolamento não pode depender de um valor enviado pelo cliente — ele precisa vir de uma identidade verificada no servidor. Quando você adiciona recuperação agêntica ao cenário, a complexidade aumenta: o agente decompõe uma pergunta em sub-consultas e executa múltiplas buscas em sequência, e cada um desses saltos precisa carregar o filtro correto do tenant. Se qualquer salto deixar de aplicar o filtro, o isolamento quebra.

    Além disso, a equipe ainda precisaria construir e operar um motor de busca vetorial e full-text, um pipeline de ingestão que processe múltiplos formatos e um índice sincronizado. É uma quantidade significativa de infraestrutura para quem quer apenas entregar um recurso de chat com documentos.

    A AWS publicou uma arquitetura de referência que endereça exatamente esse cenário usando o Amazon Bedrock Managed Knowledge Base.

    O que o Amazon Bedrock Managed Knowledge Base oferece aqui

    O serviço cuida da ingestão, armazenamento, embedding e ranqueamento dos documentos — sem infraestrutura para provisionar ou capacidade para monitorar. Ele também traz recuperação agêntica nativa, com planejamento iterativo e múltiplos saltos de busca para responder perguntas complexas, aplicando os filtros de acesso em cada etapa.

    Com a ingestão direta via conector customizado, a aplicação envia o documento direto para a knowledge base e ele fica disponível para consulta em segundos. Não é necessário configurar pipelines externos de ingestão nem gerenciar índices separados.

    Visão geral da solução

    A arquitetura apresentada pela AWS tem dois fluxos principais: ingestão de documentos e recuperação conversacional. Os componentes centrais são:

    • Amazon Bedrock Managed Knowledge Base: processa, armazena e recupera conteúdo multimodal, incluindo texto, vetores, metadados e arquivos estruturados como CSV e Excel. Um conector customizado recebe os uploads dos usuários diretamente.
    • Amazon API Gateway e AWS Lambda: expõem os endpoints de upload, status e chat, e executam a lógica da aplicação.
    • Amazon Cognito: autentica os usuários e fornece a identidade verificada que a aplicação usa para isolar os documentos de cada um.
    • Amazon Simple Queue Service (SQS): desacopla os uploads da ingestão, absorve picos e encaminha mensagens com falha repetida para uma fila de mensagens mortas (dead-letter queue), mantendo o endpoint de upload responsivo.
    • Amazon DynamoDB: rastreia o status de indexação de cada documento para que a aplicação mostre ao usuário quando ele está pronto para consulta.
    • Amazon Simple Storage Service (S3): armazena temporariamente arquivos maiores que o limite inline e hospeda a aplicação de página única (SPA) atrás do Amazon CloudFront.

    Como os dois fluxos funcionam

    Ingestão de documentos

    Quando um usuário faz upload de um documento, a aplicação extrai a identidade dele a partir do Token Web JSON (JWT) validado pelo API Gateway — nunca confia em um valor enviado diretamente pelo cliente. Essa identidade é incluída na mensagem enviada para a fila SQS junto com o documento ou sua referência no S3.

    Arquivos de até 6 MB são enviados inline na chamada de API. Arquivos maiores, até 50 MB para texto, são primeiro enviados ao S3 e a mensagem carrega o URI do S3 para que o Bedrock leia o arquivo diretamente de lá.

    Uma função Lambda worker lê a mensagem da fila, marca o documento com um atributo de metadados user_id igual ao identificador (sub) do usuário no Cognito, e então chama a API IngestKnowledgeBaseDocuments. O Amazon Bedrock fragmenta, faz o embedding e indexa o documento de forma assíncrona. O status de cada documento é registrado no DynamoDB, e o navegador consulta periodicamente um endpoint de status para atualizar a interface.

    Um detalhe importante sobre a ingestão direta via conector customizado: ao contrário do conector S3 — que é projetado para ingestão em lote com sincronizações agendadas e pode sobrescrever ou remover um documento recém-adicionado — a ingestão direta via IngestKnowledgeBaseDocuments não tem sincronização. O documento persiste até ser explicitamente deletado. Além disso, como a aplicação atribui seus próprios IDs de documento, reingeri-lo com o mesmo ID atualiza o registro no lugar, sem criar duplicatas.

    A knowledge base também mantém uma cópia do arquivo original recuperável via API GetDocumentContent, eliminando a necessidade de operar um repositório de documentos separado.

    Ciclo de vida da indexação

    A API de ingestão é assíncrona: ela retorna imediatamente com status STARTING, mas o documento só fica disponível para consulta depois que o Bedrock conclui o processamento. O ciclo passa por cinco estados:

    • STARTING: requisição aceita, processamento ainda não iniciado.
    • PENDING: na fila, aguardando um slot de processamento.
    • IN_PROGRESS: parsing e embedding em execução.
    • TEXT_INDEXED: fragmentos de texto indexados; para PDFs, o processamento multimodal ainda está em andamento. Já é possível consultar o texto.
    • INDEXED: processamento completo, incluindo elementos multimodais como imagens e tabelas em PDFs.

    A recomendação da AWS é marcar o documento como pronto ao atingir TEXT_INDEXED, e não esperar pelo INDEXED — a diferença só é relevante para conteúdo multimodal. Em testes com documentos pequenos (abaixo de 5 MB) em uma knowledge base ociosa, textos simples atingiram INDEXED em 2 a 3 segundos, enquanto PDFs chegaram a TEXT_INDEXED entre 5 e 30 segundos e a INDEXED em cerca de 90 segundos. Esses números são referências de ordem de grandeza para design, não garantias de latência.

    Isolamento por usuário com filtros de metadados

    Em uma aplicação multi-tenant, os documentos de um usuário nunca podem aparecer nos resultados de outro. A solução usa uma knowledge base compartilhada com filtros de metadados, em vez de provisionar uma knowledge base separada por tenant. Essa abordagem escala melhor para grandes volumes de usuários finais, evita custos de base de múltiplos índices pequenos e elimina a latência de criação de uma knowledge base no momento do cadastro.

    O worker marca cada documento com o atributo user_id, e a aplicação aplica um filtro de igualdade nesse atributo em cada consulta. O valor do filtro é construído no servidor a partir do JWT verificado — nunca a partir do corpo da requisição. Esse é o limite de segurança real da solução.

    A knowledge base tem a capacidade de inferir filtros a partir do texto da pergunta, mas isso é um recurso de relevância, não de controle de acesso. O isolamento precisa vir de um filtro explícito construído pela aplicação a partir da identidade autenticada. Como defesa em profundidade, a implementação de referência confirma que o filtro está correto antes de cada requisição e descarta qualquer fragmento retornado cujo user_id não corresponda ao do chamador.

    Para cargas de trabalho reguladas que exigem que o próprio serviço aplique o controle de acesso, a knowledge base também suporta listas de controle de acesso (ACLs) no nível do documento, avaliadas contra um userContext no momento da consulta.

    Recuperação e geração de respostas

    Para responder a uma pergunta, a aplicação chama a API AgenticRetrieveStream com o filtro explícito de user_id. A API executa um ciclo completo de chat: decompõe a pergunta em sub-consultas, executa as buscas com o filtro aplicado em cada salto e transmite uma resposta fundamentada com citações quando o parâmetro generateResponse está ativo. Isso se encaixa diretamente em uma interface de chat e oferece baixo tempo até o primeiro token sem que a equipe precise orquestrar recuperação e geração separadamente.

    Quando é necessário mais controle — como um prompt customizado por tenant ou um modelo específico — a recomendação é usar a API Retrieve para buscar os fragmentos e chamar a API Converse separadamente, passando o mesmo filtro por usuário.

    O histórico de conversa não é persistido entre chamadas pela API. A aplicação precisa armazená-lo em seu próprio repositório (como o DynamoDB) e passar os turnos relevantes em cada requisição. Isso também permite aplicar o mesmo isolamento por usuário ao histórico de conversas.

    Boas práticas para operar em escala

    • Desacople uploads da ingestão com uma fila. Para cargas baixas, é possível chamar a API de ingestão diretamente do handler de upload. Para qualquer aplicação com uploads concorrentes, use o SQS entre o endpoint de upload e a ingestão. O worker pode empacotar até 10 documentos em cada chamada de IngestKnowledgeBaseDocuments, o que é a principal alavanca de throughput. Por exemplo, 500 uploads simultâneos se transformam em aproximadamente 50 chamadas em lote.
    • Planeje para o limite de ingestão, não de recuperação. A API Retrieve suporta picos de 25 consultas por segundo (QPS) ou 10 QPS sustentados por knowledge base — raramente será o gargalo. O throughput de ingestão é adequado para uploads interativos, mas uma migração em massa de um repositório existente vai saturá-lo. Para esses cenários, use o conector S3 com sincronização agendada, que é projetado para cargas grandes de uma vez só.
    • Trate o limite de concorrência como condição de retry. Ao exceder o limite, o Bedrock retorna ValidationException, não ThrottlingException. Um classificador de retry que só trata throttling vai interpretar isso como erro fatal e descartar o documento.
    • Monitore os sinais que antecipam o teto. Acompanhe a taxa de sucesso da ingestão e o tempo para atingir INDEXED nos percentis P50 e P99. Um tempo crescente para INDEXED é o primeiro indicador de que o pipeline de ingestão está se aproximando do limite de throughput — bem antes de as requisições começarem a falhar.
    • Persista o histórico de conversa você mesmo. A API AgenticRetrieveStream aceita turnos anteriores no parâmetro messages para suporte a contexto multi-turno, mas não os persiste entre chamadas. Armazene o histórico em seu próprio repositório e passe os turnos relevantes em cada requisição.

    Custos

    O custo da solução depende da configuração de modelos escolhida. Com modelos gerenciados, o Managed Knowledge Base é cobrado apenas por armazenamento e recuperação (por chamada, não por token), sem custo adicional de ingestão. Se você selecionar um modelo Amazon Bedrock, paga pelos tokens de embedding na ingestão e pelos tokens de orquestração e geração na recuperação agêntica. Os serviços de suporte (Lambda, API Gateway, SQS, DynamoDB e S3) representam uma fração pequena do custo total em escala moderada. Consulte a página de preços do Amazon Bedrock para os valores atuais.

    Como começar

    A AWS disponibilizou um repositório de exemplo no GitHub para quem quiser implantar a solução na própria conta e usá-la como base para uma aplicação de chat com documentos. Para se aprofundar no Amazon Bedrock Managed Knowledge Base, a AWS também publicou posts complementares sobre busca empresarial para agentes com Amazon Bedrock Managed Knowledge Base e sobre recuperação agêntica no Amazon Bedrock Managed Knowledge Base.

    Fonte

    Build multi-tenant agentic chat applications on enterprise data with Amazon Bedrock Managed Knowledge Base (https://aws.amazon.com/blogs/machine-learning/build-multi-tenant-agentic-chat-applications-on-enterprise-data-with-amazon-bedrock-managed-knowledge-base/)